História A Maldição do Vira-Tempo - Capítulo 13


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Cedrico Diggory, Draco Malfoy, Harry Potter, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Fanfic, Harrypotter
Visualizações 20
Palavras 1.552
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - De Volta


Pov. Alvo Severo

Eu tinha confiado totalmente em Pyxis, agora era esperar, contava dias e horas para poder me encontrar com Delphi e poder voltar no tempo.

Finalmente chegou o dia e eu estou aqui parado no corujal já faz alguns minutos e nada de Delphi e para minha surpresa quem apareceu foi Pyxis:

- O que você está fazendo aqui?

- Vim te dar apoio.

- Mas você disse...

- Não vou voltar no tempo com você, mas quero que saiba que estou do seu lado.

- Obrigado.

Ficamos em silêncio olhando para o castelo, Pyxis segurou minha mão e me assustei com isso, seu toque era macio, reconfortante:

- Sabe que para isso dar certo você precisa arrumar tudo.

- Sei....

- Está com medo?

- Não.

- Por que ainda não foi?

- Estou esperando Delphi.

- Quem?

- Olá!

Nos viramos e Pyxis soltou minha mão, isso me incomodou, Delphi estava parada nos olhando:

- Delphi! Achei que não viria mais.

- Eu disse que viria.

Olhei para Pyxis, que parecia incomodada com a presença de Delphi:

- Esta é Pyxis Malfoy, minha amiga.

- Prazer.

- Ela não pode ir conosco.

Delphi falou perdendo aquele sorriso que sempre sustentava, mas antes que eu pudesse responder Pyxis falou:

- Eu não vou, só estou aqui para dar boa sorte a Alvo. - ela se virou para mim. - lembre - se arrume tudo.

Pyxis deu um beijono meu rosto e se virou e foi embora, eu queria pedir para que ela ficasse, mas não disse nada:

- Bem agora que estamos sozinhos podemos ir.

Peguei o vira-tempo no bolso, passei a corrente em nossos pescoços, mas não girei o ponteiro:

- Você vai precisar voltar e fazer tia Mylle ir para Grifinória.

- Que? Por quê?

- Confie em mim! Por favor faça isso.

- Tudo bem.

Ela tirou o a corrente do meu pescoço, girou algumas vezes o ponteiro e em pouco tempo desapareceu no ar.

Fiquei ali esperando e ela reapareceu novamente:

- Pronto!

Delphi parecia não haver ficado feliz com isso, passou a corrente no meu pescoço e mais uma vez voltamos para 1994, ouvi as vozes da torcida ao longe, eu resolvi fazer exatamente o Pyxis havia me falado, fiquei escondido e me vi entre os alunos, foi estranho, ver a mim, mas me preparei e assim que meu outro eu lançou o feitiço Expelliarmus eu lancei o Protego e nada aconteceu com Cedrico,  vi minha expressão de espanto e a outra Delphi me puxando, senti como se um imã me puxasse e fui levado junto com Delphi para o meu verdadeiro presente.

- Guarde o vira-tempo, eles estão vindo.

- Delphi!

Eu estava sentindo tonto do mesmo modo que da primeira vez, Delphi sumiu entre as árvores, enfiei o vira-tempo no bolso e ouvi as vozes da diretora Minerva e de meu pai:

- Pyxis disse que o viu aqui.

- Sim, mas onde? essa Floresta é enorme.

- Calma Harry, vamos encontra - lo.

Eu estava tentando me manter acordado, no entanto o impacto que senti dessa vez era mais forte que o da primeira,  parecia que eu havia me fundido com o outro Alvo e vivenciado as duas voltas ao mesmo tempo e acabei vendo uma luz e apagado.

Abri meus olhos e eu estava caminhando, não, estava sendo carregado:

- Pai...

- Alvo, o Merlin! Ele acordou.

- Isso é ótimo Harry!

- Calma Alvo, já estamos chegando ao castelo.

- Pai, quero andar...

- Você está fraco Alvo. Já estamos chegando.

Olhei para o lado e vi o castelo, meu medo era de que eles achassem o vira-tempo no meu bolso e também estava ansioso para saber se eu havia conseguido arrumar as coisas.

Papai entrou comigo na ala hospitalar e agradeci que já estava bem tarde e todos os alunos estavam dormindo e pude ser poupado da humilhação de me verem ser carregado por meu pai:

- O que aconteceu?

Madame Ponfrey, chegou amarrando seu roupão:

- Encontramos Alvo, mas ele parece fraco.

- Estou bem, é sério, só estava um pouco tonto, mas já passou.

- Vou dar uma olhada em você e  ver se isso confere.

Madame Ponfrey me examinou e constatou que eu realmente estava bem, ela me deu um pouco de poção revigorante dizendo que isso me faria bem e que queria que eu passasse a noite lá antes de retornar às atividades normais.

Eu precisava saber se havia voltado ao tempo correto, por essa razão resolvi arriscar:

- Scorpions ainda está importunando Pyxis?

- Quem é Scorpions?

Ela perguntaram todos juntos, é acho que voltei:

- Tem certeza que Alvo está bem?

Papai perguntou, ele realmente parecia preocupado:

- Sim, talvez ele esteja confuso devido a queda ainda.

- Mas já passou uma semana.

- Sim, mas acontece que não sabemos como ele andou se alimentando e dormindo, isso pode ter influência.

- Alvo, você tem uma visita.

A diretora Minerva falou e olhei na direção dela e Pyxis:

- Oi...

Ela falou meio sem jeito e se aproximou:

- Oi Pyx, desculpe mentir para você no trem.

- Eu fiquei tão preocupada.

- Todos ficamos. - papai falou. - por que fez aquilo?

- Acho que estava com raiva.

- Você entende que poderia ter morrido!

- É mas.....

- Não tem mas Alvo Severo! Você não faz ideia do quanto sua mãe sofreu....e eu.....não sei o que eu faria se.....

Papai parou, ele precisava mesmo me dar essa bronca na frente de Pyxis? Ela permanecia calada ao meu lado, a ponta do seu nariz estava vermelha, ela estava segurando para não chorar:

- Harry, preciso que venha até minha sala para conversarmos um pouco.

- Vou deixa - lo com Pyxis e volto antes de ir embora.

Fiquei deitado olhando os dois se afastarem, Pyxis também acompanhava com o olhar e assim que eles sumiram da nossa visão ela sentou ao meu lado:

- Por que você fugiu?

- Eu tentei corrigir um erro do meu pai?

- E conseguiu?

- Ainda não....

- Você não vai fugir outra vez, vai?

- Não Pyx, não vou.

- Eu fiquei tão preocupada.

Vi uma lágrima cair de seu olho e isso partiu alguma coisa dentro do meu peito:

- Pyxis, sinto muito, essa não foi minha intenção.

Ela me olhou e deu um leve sorriso, segurei em sua mão e ficamos nos olhando em silêncio.

Meu pai retornou com a diretora Minerva e os dois tinham o olhar sério:

- Senhorita Malfoy, volte para o dormitório e 50 pontos serão retirados de Grifinória, apesar do fato de ter encontrado Alvo, isso não justifica estar fora da cama e ainda por cima na Floresta Proibida.

- Sim senhora. Tchau Alvo. Boa noite tio Harry.

Pyxis saiu e a diretora se virou para mim:

- Alvo, não sabemos exatamente o motivo para o senhor ter feito o que fez, mas o senhor será punido por isso.

- Eu sei diretora.

- O senhor está proibido de ficar pelo castelo em suas horas vagas, só poderá ficar ou no salão principal ou no salão comunal, todo o resto do Castelo passa a ser restrito para o senhor.

- Mas...

- Eu saberei onde está essa se sair
da linha um milímetro estarei aqui no mesmo instante.

Meu pai falou e percebi o quanto estava encrencado:

- 100 pontos serão retirados de Sonserina.

- 100!?

- Sim senhor Potter, para que entenda que o que fez foi gravíssimo e que poderia ter morrido.

- Agora trate de dormir e amanhã conversamos um pouco.

- Sim senhora.

Papai se despediu de mim e os dois saíram da ala hospitalar me deixando sozinho, fiquei pensando em tudo o que eles falaram e estava quase convencido de que eu havia voltado para a minha verdadeira realidade.

Acabei dormindo e acordei de madrugada com Pyxis me sacudindo:

- O que você está fazendo aqui?

- Eu precisava conversar com você.

- É,  mas você pode ser pega.

- Não se preocupe, estou com a capa de Tiago.

- Ele...emprestou para...você?

- Sim, ele também estava preocupado com você.

- Tiago preocupado comigo?

- Sim Alvo, há muitas pessoas que se preocupam com você.

- É....

- Alvo, você ficou onde esse tempo todo.

- Acho que se eu te falar você não vai acreditar.

- Tente.

- Aqui no Castelo.

- Por que mentir?

- Não estou mentindo, mas eu não tenho como te explicar agora, não antes de confirmar algumas coisas.

- Como assim?

- Eu preciso te fazer umas perguntas, elas vão parecer estranhas e....

- Vai logo, mais estranho que você pular do trem....

- Somos amigos?

- Não sei mais.

- Por que?

- Porque você parou de falar comigo quando entrei para Grifinória.

- Certo! Meu pai é auror?

- Sim. Que pergunta!

- Só estou tentando confirmar uma coisa, e minha mãe?

- Trabalha no Profeta Diário, Alvo, eu não estou entendendo.

- Pyxis, sei que é estranho, mas eu fiz algo e preciso confirmar que consertei, só você pode me ajudar.

- Eu?  Como?

- Me respondendo todas as perguntas e confiando em mim.

- Tudo...bem...

Ela falou meio desconfiada e eu continuei:

- Seu pai é Draco e também é auror?

- Sim.

- Sua mãe quando estudou aqui era da Grifinória?

- Era.

- Rosa....

- O que tem sua prima?

- Ela existe?

- Claro Alvo! Acho que vou chamar a madame Ponfrey, você não parece bem....

- Não Pyx, estou bem, isso é importante.

- Mas você está me assustando. Primeiro você pula de um trem em movimento e agora fica fazendo essas perguntas óbvias....acho que está enfeitiçado....

- Eu estou bem!

- Não é o que está parecendo.

Pyxis levantou e saiu me deixando sozinho na ala hospitalar, mas eu estava satisfeito, realmente parecia que eu estava de volta, depois eu pensaria em uma maneira de convencê - la a me ajudar. Agora eu precisava descansar.



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