História A Maldição do Vira-Tempo - Capítulo 49


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Cedrico Diggory, Draco Malfoy, Harry Potter, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Fanfic, Harrypotter
Visualizações 4
Palavras 1.814
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 49 - Velhas Dores


Pov Mylle

Eu ganhei mais um filho, estava trabalhando com o que gostava e era casada com Draco Malfoy.

Tive muitas conquistas e sou grata por tudo o que aprendi, vejo meus filhos conquistando os espaços deles e me sinto orgulhosa, mas observando os dois no Salão Principal na hora do jantar sentia que alguma coisa me incomodava, talvez minha preocupação em encontrar o vira-tempo, meus pesadelos ou os boatos sobre minha filha e Voldemort, eu não sabia ao certo, mas  minha intuição dizia que eu precisava ficar em alerta:

- Vai para casa essa noite?

Ouvi Neville me perguntando:

- Sim, vou, Draco não gosta de ficar sozinho.

- Mas vejo que anda preocupada com seus filhos.

- Ah Neville, eu voltei a ter aqueles pesadelos, não quero preocupar ninguém, no entanto sei que tem algo errado.

- Mylle, você passou anos da sua vida sob estresse, talvez seja só reflexo dos anos ruins que viveu, mas vai despreocupada, eu fico de olho neles para você. Prometo cuidar deles.

- Obrigada Neville, você sempre foi num ótimo amigo.

- Estamos aqui para isso.

Voltei a olhar para meus filhos que estavam sentados juntos na mesa da Sonserina:

- A gente levava muito mais a sério essa coisa de casa.

- Verdade, se um grifinório se sentasse àmesa da Sonserina era briga na certa.

- Ainda bem que eles não são assim.

- Bem, nem todos.

Neville falou e eu olhei para a mesa da Sonserina e algumas garotas olhavam feio para Pyxis, acho que uma delas disse alguma coisa, pois tanto Pyxis quanto Scorpions olharam para elas, Pyxis se levantou falou alguma coisa e foi para a mesa da Grifinória, Scorpions fez que iria levantar e Alvo o segurou, logo em seguida ele levantou e foi até Pyx e os dois saíram:

- O sangue realmente é algo fabuloso, os dois  se conhecem a tão pouco tempo e já são tão unidos.

- Verdade Neville, até  parece que sempre estiveram juntos. Acho que vou falar com ele antes se ir para casa.

Pedi licença e saí, encontrei meus filhos a porta de saída do Castelo:

- Não estão pensando em sair a uma hora dessas, não é?

- Mamãe! É claro que não! Eu e Pyx só estamos conversando.

Eu ainda me emocionada cada vez que ouvia Scorpions me chamar de mãe, sorri para ele:

- Estão com problemas?

- Algumas pessoas ainda me atormentam sobre 'ele' ser meu pai.

- Ah meu anjo, não deixe que essas coisas te abalem. Você sabe que isso foi um erro grave de seu avô.

- Eu sei disso, mas é cansativo.

- O Ministério está tentando acabar com essa história. Eu juro que se pudesse colocaria um fim nisso.

- Eu sei.

- Bem eu vim para me despedir e pedir que os dois se comportem no fim de semana.

- Mande um beijo para o papai.

- Tudo bem.

Dei um beijo em cada um e saí. Chegando em casa Draco estava sentado de frente com a lareira:

- Oi.

Falei me aproximando, ele segurou minha mão e me puxou para seu colo dando um beijo apaixonado:

- Senti saudades.

- Eu também.

- Como as crianças estão?

- Bem, Pyxis que anda chateada porque algumas garotas da Sonserina a atormentam por conta do boato, mas eles estão bem.

- E parece que ainda estamos longe de encontrar o vira-tempo.

- Eu estive pensando, será mesmo que esse objeto foi roubado da sala da Hermione?

- Por que?

- Porque se alguém roubasse uma coisa desse tipo acho que já teria usado para fazer seja lá o que fosse.

- Talvez você tenha razão, mas Granger é muito organizada, ela não perderia algo tão perigoso. Mas eu acho que nós dois poderíamos aproveitar um pouco e deixar de lado todas essas preocupações e namorar um pouco.

Draco falou me dando beijos carinhosos, eu sorri e retribui os beijos, ele levantou me segurando em seu colo e assim subiu para nosso quarto e acabamos tendo uma noite como a muito tempo não tínhamos.

Acordei de madrugada e desci para pegar água, coloquei uma camisa de Draco, estava voltando para o quarto, no entanto resolvi ver as cartas da minha mãe, eu precisava de um tempo com eles, papai e mamãe.

Fui até o quarto onde guardei suas coisas peguei algumas cartas e me sentei, notei que tinha uma endereçada a papai, mas que não havia sido enviada:

" Snape...

Sei que talvez irá estranhar por eu estar te mandando uma coruja, mas as coisas estão se complicando e talvez você fique bravo ou não, mas eu tenho que te contar uma coisa:

Nós tivemos uma filha! Sei que eu não deveria te contar isso dessa maneira, no entanto não sei outro jeito para falar, ela é linda e vai completar três meses.

Estou te contando só agora, pois os caminhos que escolhemos talvez não permita que um de nós estejamos aqui para ela, seu nome é Mylle e ela é muito parecida com você....

Severo, me desculpe por ter escondido por todo esse tempo, mas eu tive medo, medo por ela, mas agora tudo está diferente não é?

Você-Sabe-quem tem ganhado força, eu descobri o esconderijo de dois Comensais, que o chefe dos Aurores não acreditou em mim, irei atrás deles, no entanto não sei quanto tempo ficarei fora, sei que há perigo e é por isso que estou escrevendo, talvez Mylle precisa de você.

Briane."

Minha mãe escreveu uma carta para meu pai dias antes de ser morta, mas por que ela não enviou?

- Mylle?

- Oi...

- Querida, o que faz aqui? São 3 horas.

-  Eu....não sei ao certo....

Draco se aproximou pegou a carta da minha mão e leu, depois sentou ao meu lado e me abraçou:

  - Amor, isso é passado, pare de sofrer assim.

- Draco, tem tanta coisa que eu gostaria de entender, Voldemort causou tanta dor e mesmo agora depois de morto ele consegue atingir quem amamos.

- Ei...Eu não vou deixar que nada aconteça com Pyxis, eu prometo!

- É se não conseguirmos? E se a gente falhar?

- Isso não vai acontecer, Voldemort está morto.

- Eu sei...mas....

- Amor eu acho que você anda muito cansada não quer tomar um pouco da poção do Sono para descansar?

- Talvez seria uma boa ideia, eu não tenho dormido direito.

- Voltou a ter pesadelos? - olhei para Draco nesse momento. - por favor Mylle, não esconda de mim

- Sim  eles vêm com uma certa frequência, mas sempre é a mesma coisa.

- Vamos para o nosso quarto, vou te dar um pouco de poção e te dar muito carinho.

Acompanhei Draco e ele pegou um pouco de poção e eu tomei, realmente eu precisava disso, pouco tempo depois eu estava dormindo e acordei bem tarde no dia seguinte:

- Oi.

Falei a chegar na sala e vê-lo sentado lendo o Profeta Diário:

- Como se sente?

- Renovada, dormi igual a uma pedra, acho que estava precisando disso.

- Neste caso. - Draco falou levantando e me abraçando. - Acho que podemos namorar bastante, já que está disposta.

- Draco!

- Que? Só estou com saudade da minha mulher.

- Você é um....

Ele me beijou não deixando que eu terminasse a frase e me levou para sentar com ele no sofá, depois de longas horas ficamos deitados de frente com a lareira, Draco passou a mão no meu rosto:

- Quer conversar?

- Não, mas preciso....

- O que tem te preocupado?

- Nosso passado, acho que ainda não nos livramos por completo de Voldemort e eu tenho muito medo....medo de que meus sonhos....

Eu não conseguia completar a frase, tinha medo que se eu falasse iria se tornar realidade:

- Amor, nada vai acontecer, as crianças estão bem, Pyxis está bem, nosso passado não pode mais nos machucar.

Eu queria muito acreditar nas palavras do meu marido, mas algo dentro de mim dizia que Pyxis corria perigo e mais uma vez eu estava aterrorizada e com medo por alguém que eu amava,decidi não discutir mais sobre isso, sabia que Draco ficava nervoso e Draco nervoso resultava em atitudes impensadas.

Passei um sábado maravilhoso ao lado dele e depois de um banho deitamos para dormir.

Senti uma coisa gelada passar no meu pé e abri os olhos, eu não estava no meu quarto e sim deitada no chão da casa dos gritos olhei para o lado e vi que Draco estava deitado do meu lado só que ele parecia mais pálido mais estático, levantei minha mão e passei no seu rosto e ele estava gelado:

- Draco? Draco?

Eu chamei,  mas ele não me respondeu seus olhos estavam abertos, mas estava vazio, contemplando o nada e foi aí que me dei conta, meu marido estava morto. Senti o desespero tomar conta de mim,  levantei em seguida e contemplei mais uma vez meu pai caído com seu pescoço dilacerado, sangrando, ele tentava falar alguma coisa eu me aproximei:

- Papai não fale nada por favor.

Eu levei minha mão ao seu pescoço tentei estancar sangue:

- Socorro! alguém nos ajude!

E mais uma vez aquela voz,  aquele silvo preencheu os meus ouvidos:

-  Garota tola, ninguém vai ouvir.

Olhei para o lado e Voldemort mais uma vez estava parado a minha frente, isso não podia estar acontecendo, não de novo, só que dessa vez ele segurava minha filha e Nagini rodeava meu filho Scorpions, ele tinha olhar apavorado e Pyxis chorava descompassadamente.

Eu peguei a minha varinha e Voldemort acenou jogando ela longe com mais um movimento dele e eu fiquei presa a parede oposta, Voldemort sorriu e eu quis tapar meus ouvidos:

- Solte meus filhos!

Eu falei, ele olhou para Nagini:

- Nagini, mate!

A cobra com um bote atingiu o pescoço de Scorpions, meu grito ecoou quando vi Scorpions cair da mesma forma que papai:

- Mamãe....por favor....

Pyxis chorando,Voldemort se aproximou e passou os dedos no rosto da minha filha:

- Não resista criança, você pertence a mim.

- NÃO!

- Mylle! Mylle! Acorde!

Abri meu olhos e estava de volta em meu quarto, me levantei e comecei a pegar minhas coisas, Draco se levantou E segurou minhas mãos:

- Me solta eu tenho que ir.

- Mylle, amor, pare! O que está acontecendo?

- Draco eu tenho que voltar para Hogwarts....nossos filhos.....você....Eu...Eu não posso...

- MYLLE!

Draco me sacudiu e me abraçou e chorei, meu corpo tremia e a imagem da minha família morta não parava de passar em minha mente:

- Eu...não....não aguento mais....Draco...Eu vou enlouquecer....não...dá....Eu...não posso...não posso perder....vocês.....

- Amor, me escute, são três horas da manhã, eu estou bem, nossos filhos estão bem, isso é só um pesadelo....por favor se acalme!

- E se....

- Não amor, isso é sua imaginação, estamos bem. Venha tome um pouco de poção calmante.

Draco me entregou o frasco e eu bebi, não podia deixar essa loucura me dominar, se algo estava por vir eu precisava estar preparada.




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