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História A Male Puppy - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction A Male Puppy - Capítulo 2 - Capítulo 1

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ㅡ E ele está sabendo disso? ㅡ aquele homem de aparência correspondente aos seus sessenta e dois anos perguntou preocupado à sua esposa, enquanto a mesma rolava pela página inicial de um portal estadual.

ㅡ Bem, ele até sabe ㅡ respondeu concentrada no que fazia ㅡ Mas você conhece o Jongin, não vai acreditar até ver com os próprios olhos.

ㅡ Por deus! ㅡ Kyuhyun demonstrou sua desconcordância com a ideia maluca de sua esposa desde o primeiro comentário dela sobre isso; não era qualquer coisa, afinal.

ㅡ Fique tranquilo querido, a adoção é por minha conta ㅡ ela continuava com as orbes coladas à tela do notebook, até que seus olhos se arregalaram por de trás das lentes grossas de seu óculos.

ㅡ O que foi? Desistiu? Isso é ótimo, vamos conseguir achar uma companhia à altura de Jongin sem precisar recorrer a adotar um humano...-

ㅡ É aqui mesmo! ㅡ ela exclamou animada, quase se levantando da poltrona almofadada de seu escritório. Kyuhyun negou em silêncio, massageando as têmporas enquanto pensava no que estavam se metendo ㅡ Orfanato de híbridos Orla Bitma! É o lugar ideal para adotarmos um pet manso e agradável.

ㅡ Você leu isso na manchete? Querida, você sabe como eles são mentirosos quanto a descrições sobre os próprios produtos...

ㅡ Não fale besteiras, as avaliações são ótimas e as garotas são lindas! ㅡ ela defendeu sua ideia enquanto mostrava o feed com fotos enfileiradas de várias híbridas encantadoras. Haviam genéticas de vários animais distintos, e sua face transparecia quase tanta fé na própria ideia quanto um vendedor desesperado.

ㅡ Não consigo acreditar que estava falando sério...

ㅡ É uma decisão minha, eu me preocupo com nosso filho, sim? ㅡ Sohyun pronunciou antes de voltar a olhar as fotos ㅡ Não há erro em dar a ele uma pet, eles podem passar o cio juntos e quem sabe ele decide arrumar uma namorada mais para frente. É questão de pensar bem, Sr. Kim ㅡ a mulher arqueou uma das sobrancelhas ao seu marido, com um rosto sugestivo.

Em sua cabeça tudo fazia sentido, mas Jongin por outro lado tentava falhamente provar para si mesmo que sua vida estava ok do modo como se encontrava.

O diplomata bateu com firmeza os frágeis 60ml no balcão do bar movimentado ao centro da capital; o bartender cujo conversava com uma dama ruiva deu um pulinho assustado antes de ir servir a exigência daquele cliente de rosto cansado. Seus fios estavam desgrenhados e sua testa ainda escorria suor, mas ele não se importava, ainda estava cansado e eufórico após uma longa jornada de exercícios.

Seus sábados eram feitos a base de musculação e corridas pelas praças maiores que certos bairros populares em seu condomínio. O Kim apreciava sentir o próprio sangue ferver em suas veias ao passo que os batimentos cardíacos aumentavam com a progressão das atividades. Sem interrupções enquanto executava com diligência todos os exercícios em prol da própria saúde, a água era uma recompensa após intermináveis séries, e, mesmo assim Jongin ainda sentia que poderia ter feito mais.

ㅡ Valeu ㅡ agradeceu quando a bebida foi despejada em seu respectivo recipiente.

Kim virou o shot de uma vez, dessa vez não chamando o bartender. Sua pulsação incomodava seu próprio corpo, ele sentia-se quente como se estivesse molhado por água fervente. Mesmo com sua regata reveladora e seus shorts do tecido mais fino possível, sua temperatura ainda sim aparentava estar tão alta quanto o nível de feromônios que entupiram suas narinas quando uma nova presença chamou atenção dos alfas no local.

Ele capturou a imagem de uma mulher bem vestida e pequena quando virou seu rosto, adentrando no bar, junto à mais duas companhias femininas. Ela era a única ômega ali, e Kim sentiu-se atraído tanto quanto todos os outros alfas naquele ambiente.

O diplomata chamou o bartender novamente, exigindo mais uma dose, e logo voltou a encara-la por cima dos ombros. A garota havia sentado em um dos sofás que circundavam pequenas mesas quadriculares ao centro. Suas amigas comentavam animadas perto de seu ouvido, como se fosse algo secreto, mas, de longe não era discreto.

A ômega então levou seu olhar de encontro ao empresário enquanto sorria pequeno. Kim sorriu de volta, mas não para a garota, e sim para si mesmo. Era fácil de qualquer forma; encontrar companhias nunca havia sido sua dificuldade, pois, como um lúpus Jongin concentrava em seu corpo tantos feromônios quanto cinco alfas juntos.

Entretanto mesmo com tanta facilidade, noites com alguém atraente na cama não significavam nada a mais que um amanhecer vazio com lençóis bagunçados. Prazer momentâneo, essa era sua definição do que era companhia.

Logo foi tirado de seus pensamentos quando o aroma de lavanda se tornou mais próximo; a ômega havia se sentado na banqueta ao seu lado, e pediu uma dose de uísque.

ㅡ Está sozinho? ㅡ ela questionou amigável, o encarando.

ㅡ Sim ㅡ respondeu no mesmo tom, virando outro shot ㅡ Você por outro lado... ㅡ Ele apontou com a cabeça para as duas amigas que sorriam enquanto observavam ambos conversando. A ômega riu, bebericando o líquido acastanhado.

ㅡ Digamos que meu time de torcida veio junto ㅡ ela comentou rindo.

O Kim e a ômega trocaram flertes despreocupados, sendo invejados pelos outros alfas do local, e apoiados por duas outras garotas sorridentes que mesmo dançando e bebendo acompanharam o par com os olhos o tempo todo, até que em um momento da noite ambos decidiram cessar as olhadelas e ir para algum canto saciar suas vontades recíprocas.

Era então mais uma noite à dois em que o empresário se preparava para acordar sozinho ao nascer do sol.

[...]

Era um fato que a cada quilômetro percorrido por uma estrada asfaltada e longeva em direção a Orla Bitma, Kyuhyun sentia como se estivesse dirigindo para a maior reprovação de sua vida, e, para piorar ela viria de seu filho.

Mas mesmo com tantos posicionamentos negativos, quando sua esposa colocava algo na cabeça era muito difícil de abandonar. Ela havia ligado para Jongin pela manhã, ele estava corrigindo relatórios e passaria todo o resto do dia em casa, assim como nos próximos sete dias da semana, por conta das férias coletivas.

Sohyun repetia para seu companheiro que não havia momento melhor do que aquele para levar uma companhia fixa ao seu único herdeiro. 

O casal parou o SUV ardósia em frente à um casarão afastado das áreas movimentadas, mas, de fato era praticamente a frente da orla de Seul ㅡ uma aérea de vista privilegiada, muito diferente do tumulto da grande cidade.

Os portões eram altos e as grades cobre deixavam a visão completa do extenso jardim cortado ao meio por sendeiros de pedregulhos que levavam até a entrada do local. Havia um pequeno interfone que mal poderia ser visto se não fosse procurado com atenção; Sohyun não demorou a toca-lo, logo ouvindo a voz padronizada de uma mulher.

ㅡ Bom dia, horário marcado ou gostaria de marca-lo? ㅡ Sohyun e seu marido se entre olharam apreensivos, antes que a senhora respondesse.

ㅡ Horário marcado para as nove.

ㅡ Ah, certo, um momento ㅡ ela disse, e em menos de um minuto a porta do casarão fora aberta por um homem alto e bem vestido em peças escuras e formais. Ele abriu o portão e deixou que o casal passasse, os acompanhando até o hall de entrada.

Ali tudo era grande e soava como uma das mansões abandonadas de certos livros, com a diferença da falta de teias de aranha e poeira.

ㅡ Sejam bem-vindos ao centro de adoções da Orla Bitma ㅡ ele se pronunciou, fazendo uma breve reverencia respeitosa ㅡ Creio que a senhora seja a Sra. Kim, correto?

ㅡ Sou eu mesma! ㅡ ela concordou, anciosa e deixando transparecer felicidade por meio de um sorriso ㅡ Este é meu marido, nós viemos saber mais sobre a adoção para levar uma híbrido ㅡ revelou, vendo um assentir por parte do homem.

ㅡ Por aqui ㅡ ele os guiou até uma sala, e esperou junto aos três até que uma outra mulher trajando vestes formais os recebesse com simpatia.

ㅡ Meu nome é Eunmi, sou a diretora deste centro ㅡ ela sorriu para ambos, e foi correspondida apenas pela mais velha. Seu marido por sua vez estava pensando em mil consequências para aquela ação.

Jongin poderia odiar, ou poderia amar. Devolver não estava dentro dos planos, era uma vida no final das contas, e Kyuhyun já se imaginava arcando com os custos de uma nova vida caso seu filho rejeitasse aquela híbrido.

ㅡ Nós somos o casal Kim, e queremos adotar uma híbrido.

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Notas Finais


obrigada por ler❣


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