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História A Mansão Malfoy. - Capítulo 21


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Capítulo 21 - O conde de Lancaster.


Fanfic / Fanfiction A Mansão Malfoy. - Capítulo 21 - O conde de Lancaster.

     A irritação levou Draco a vários quarteirões de distância do teatro antes mesmo que se desse conta de onde estava indo. Com certeza, não queria voltar para casa. Theo e um de seus amigos permaneceram na ópera com Astoria — Meu Deus, terei de pagar caro porte- lá deixado sozinha —, e mesmo que estivessem disponíveis, Draco não queria vê-los.

     Nem a hipótese de um de seus esconderijos usuais — tavernas, jogatinas, antros, bordéis— o atraía. Ele simplesmente não estava com vontade de se divertir. Queria... mas não sabia ao certo o quê. Libertar-se dos demônios que o assombravam, supôs. O espectro da pobreza e da desgraça, a ameaça de um casamento sem amor com u homem que o desprezava, a possibilidade de seguir esse caminho estéril em sua vida para sempre...
               Talvez tenha sido a tristeza de seus pensamentos que o fez mudar de direção e seguir para a residência do cunhado. Em pouco tempo alcançou o portão da mansão, que, com uma área que mais parecia um parque cercado por um muro, ocupava uma enorme faixa da área nobre de Londres.
               Há centenas de anos, esse muro e esse portão eram guardados pelos soldados do duque de  Lancaster. Agora, apenas um lacaio saía da pequena guarita de dentro do portão e o examinava pelas barras de ferro.
                   — Oh! Meu senhor. Faz algum tempo que não o vejo por aqui. Só um instante, senhor.
                  O homem saiu agitado com um molho de chaves e abriu a fechadura, empurrando o largo portão para trás, o suficiente para que Draco passasse.
                   — Sua Excelência ficará muito feliz em vê-lo, meu senhor — disse o criado, prestativo.

      Os empregados de Ronald gostavam muito dele e lhe eram leais. A mãe de Draco detestava a intimidade com que a tratavam, mas Draco até que gostava. Era um tanto estranho que Ronald, que possuía um dos mais antigos e importantes títulos daquelas terras, fosse o nobre menos esnobe de que Draco tinha notícia.
            O lacaio que lhe abriu a porta da frente também o conhecia e cumprimentou-o com mais alegria ainda, acompanhando-o imediatamente ao escritório de Ronald.    

       Draco encontrou o cunhado sentado ao lado da lareira, olhando para as chamas. Como não havia outra iluminação no cômodo, a luz do fogo iluminava o rosto de Ronald de uma maneira estranha, lançando sombras profundas em sua face, dando a ele uma aparência ainda mais taciturna do que o normal.

      Ao som dos passos de Draco, ele virou-se, dizendo, mal-humorado:
               __ O que diabos você... — Parou quando viu Draco, e um sorriso brotou em seus lábios. — Dray! Entre, entre. — Ele ficou de pé, gesticulando para o lacaio. — Acenda alguns dos candeeiros, Harper.
                 — Sim, Excelência — respondeu Harper feliz, encaminhando-se para acender os candeeiros de parede, assim como a lamparina a óleo na mesinha ao lado da poltrona do duque.

       Naquele momento, Draco compreendeu a razão da alegria do criado ao vê-lo; obviamente, Ronald estava mergulhado em uma de suas crises de melancolia aquela noite, e o lacaio esperava que a visita de Draco o tirasse daquele estado. Ronald fora um homem que aproveitara a vida — de uma maneira mais amena  que Draco, claro,mas ainda o tipo de homem que gostava de festas ou de uma noite percorrendo tavernas com os amigos.

     Entretanto, desde a morte da esposa há quatro anos ele se tornara um recluso. Evitava a propriedade no campo, na qual ocorreu o acidente fatal, e passou a morar na mansão ducal de Londres. Mas, apesar de estar em uma cidade efervescente, quase não saía, nem via pessoa alguma, exceto pelas vezes em que algum amigo ou parente se aventurava em ir vê-lo. Muitas vezes, até se recusava a receber visitas, o que preocupava bastante seus criados.

     Draco deu-se conta, com um pouco de culpa, que não visitava Ronald havia várias semanas. Lembrava-se agora de que Pansy dissera, com o cenho franzido, que Ronald parecia estar piorando, não melhorando, com o passar dos anos.

      Ronald, como a maioria dos homens do círculo de Darco, não era do tipo que falava de seus pesares. Conseqüentemente, ele e Draco quase nunca traziam à tona o assunto da morte de Luna , ainda que fossem os dois homens que mais a amaram na face da Terra.

      Draco olhou involuntariamente para o quadro com o retrato da irmã. Ele o pintara algumas semanas antes do casamento de Luna com Ronald. Ela encomendara a pintura para dar de presente ao futuro marido. O quadro costumava ficar pendurado acima da lareira no salão principal da mansão do casal no campo, mas Ronald o trouxera para cá, onde ocupava uma parede do escritório.

     Na pintura, Luna estava sorrindo daquela forma sonhadora e quase sonolenta que lhe era característica. Uma jovem no início da vida adulta, esperando aproveitá-la ao máximo. Ela usava o vestido elegante de cetim que pôs no casamento e tinha no pescoço o famoso conjunto de esmeraldas  Weasley: um círculo de esmeraldas e diamantes que pendiam do pescoço, com uma enorme esmeralda como pingente; brincos de esmeralda rodeados de diamantes; uma pulseira de esmeraldas encadeadas e até uma tiara de diamantes decorada com cinco esmeraldas primorosas. Parecia um exagero tantas jóias, algo que teria sobrepujado a jovem que as usasse, mas Luna era alta, como a maioria dos Malfoy, e possuía uma beleza vivaz. Aninhadas em seus cabelos loiros e acariciando sua pele extremamente branca, complementando o azul brilhante de seus olhos, as jóias pareciam magníficas e apropriadas.

    Draco capturou a felicidade da irmã e até mesmo aquele toque de convencimento no sorriso e nos olhos a demonstrar que Luna sabia que estava se engajando num casamento esplêndido com um homem que a amava mais do que a tudo na vida. A pele resplandecia na luz pálida que a iluminava pela janela ao lado. Os olhos eram tão vivos que quase se podia esperar ouvir a risada jovial que lhe era peculiar.

     — Este é o mais belo retrato que tenho dela — disse Ronald, seguindo o olhar de Draco. — Por isso o mantenho aqui, onde posso vê-lo mais. — Ele olhou para além do retrato, na direção de um outro menor, de uma menina, ao lado dele. — Eu só queria ter pedido a você um de Lisandra. O artista não conseguiu lhe fazer justiça... ela ficava se mexendo o tempo todo, sabe.
                   Draco também olhou para o retrato da sobrinha. Ela devia ter uns quatro anos;não fora pintado muito antes do acidente. Ronald tinha razão. O artista retratara as feições corretamente, mas o brilho que a criança animava não estava presente, tampouco o sorriso que iluminava qualquer lugar em que ela entrasse. Draco a teria pintado ao ar livre, banhada pela luz do sol, rindo e brincando com um dos cães ou gatos. Mas, à época, ele já havia abandonado a pintura.

        — Você já pensou em retomar? — perguntou Ronald.

       — A pintura? — Draco olhou para ele, surpreso. — Não. Já passei dessa fase. Era só um hobby. Algo de que gostava quando era jovem.

      — Sério? Aceita um vinho do Porto? — Ronald virou-se para o corredor e levantou ligeiramente a voz. — Harper! Suponho que você ainda esteja rondando aí pelo corredor. Traga-nos uma garrafa de vinho do Porto e dois copos. Ronald virou-se novamente para Draco e fez um gesto em direção a duas poltronas diante da lareira.
               — Eu pensei que, às vezes, você pudesse ter vontade de desenhar um rosto particularmente interessante, ou deparar com uma cena que o arrebataria e o faria sentir vontade de pintá-la.
                Draco deu de ombros, os pensamentos fluindo, estranhamente, para o rosto de Harry Potter — um maxilar forte demais e uma boca muito larga para serem considerados belos, mas, com aqueles olhos verdes chamativos e uma feição tão resoluta, era difícil não notá-lo. Seria difícil, se não impossível, retratar aqueles olhos corretamente.
                 — Receio ter perdido o interesse — disse Draco, desconversando. — Com certeza, a habilidade também, a essa altura. Como papai costumava dizer, uma ocupação nada apropriada para um cavalheiro.

     — Ah, sim. Do modo como a bebida e o jogo o são. Draco lançou-lhe um olhar grave. Ronald o estava observando, com um leve sorriso nos lábios, e Draco teve de rir.

     — Você me conhece. E, não, não creio que meu pai considerasse isso uma ocupação própria de um cavalheiro também.

   — Sim. Lembro-me bem do velho tirano. Certa vez ele me disse que eu era muito mundano para me casar com a filha dele, mas, felizmente, a doença do meu pai significou que eu ascenderia logo ao título, e isso pareceu compensar meus pecados.
                  — Estou certo de que compensou. E, mais ainda, seus cofres bem-abastecidos.

     Naquele momento Harper voltou ao cômodo, carregando a bandeja com o vinho e os copos. Ele apoiou a bandeja na mesinha ao lado do duque e dirigiu-se para a porta.
                  — Ah, Harper... feche a porta quando sair, e pode ir dormir. Não há necessidade de ficar de guarda aí no corredor. Garanto que não planejo pôr fim à minha existência, pelo menos não enquanto Malfoy estiver aqui.
              — Fico aliviado em ouvir isso, Excelência — respondeu Harper, um pouco desgostoso. Fez uma reverência ao sair do quarto, fechando a porta.

        Draco olhou para Weasley, as sobrancelhas arqueadas.— Eles estão achando que sua vida terá fim em breve?

       Ronald fez uma careta e serviu o vinho.

       — Eles estão com o tempo sobrando e usam esse tempo para criar medos absurdos. Infelizmente, agora plantaram essa semente na cabeça de sua irmã. Pansy me visitou três vezes nas duas últimas semanas, geralmente sem qualquer motivo. Suspeito que Harper, o mordomo, decidiu confidenciar seus medos a ela.
                  Draco ficou em silêncio por um instante, sorvendo um gole da bebida. Por fim,disse, a voz cuidadosamente indiferente:
                  — Você está planejando uma morte iminente? Ir a um enterro iria atrapalhar meus planos, devo alertá-lo.

      Ronald sorriu, desanimado.

      — Não. Não lhe causarei esse transtorno.

       — Bom.

       Eles esvaziaram os copos, e Ronald os encheu novamente. Ergueu o seu em  direção a Draco.

      — Quase esqueci... Parabéns, Draco. Devemos brindar a seu casamento.

      — Meu casa... — Draco o encarou, com o copo a meio caminho da boca. — Como diabos ficou sabendo disso? Ah, Pansy, é claro.

      — Obviamente. Ela veio aqui na segunda-feira e me contou tudo sobre o estimável Sr. Potter.

      — Bem, não haverá casamento, então você pode guardar o brinde para outra ocasião.

       — Verdade? Pansy soou tão esperançosa.

        — Ela está. Assim como minha mãe. Mas receio que ambas estejam fadadas ao desapontamento.

     — Por quê? Parecia ser uma boa coisa para você. Quero dizer, ele é  canadense, não vem de uma família tradicional e tudo mais, porém...

      — Sei disso. Na minha posição, não se pode dar ao luxo de querer escolher muito. O dinheiro se sobrepõe a tudo.

      — Na verdade, eu ia dizer que me pareceu que o Sr. Potter daria excelente marido.

       — Humm. Se eu quisesse me casar com um ranzinza.

       — Minha nossa. Isso não se parece em nada com a descrição que Pansy fez do homem.

        — Não é Pansy que terá de se casar com o  bruxo.  O Sr. Potter é frio, manipulador  e totalmente desprovido de sentimentos.

       — Verdade? — Ronald bebeu um gole, observando Draco com interesse através do copo. — Isso soa como se ele tivesse causado má impressão em você.

     — Ele me acusou de estar me vendendo pela maior oferta. Bem, não acusou assim,exatamente, porque não parecia ter problema algum com isso. Como se fosse natural para um nobre inglês ir a leilão. "Vários canadenses estão comprando nobres para se casarem com seus filhos. Meus conterrâneos são bastante fãs de títulos" — disse ele, fazendo uma imitação grosseira de Harry. — Foi quando lhe disse que esse britânico aqui não estava à venda. — Ele suspirou, olhando para baixo, para o copo, entristecido. — Obviamente,isso é de enfurecer ainda mais porque eu estou à venda. Um título, com um homem de brinde, por um preço suficiente para me fazer viver do jeito que estou acostumado.
                — E salvar Malfoy maior — acrescentou Ronald. — E esta é uma questão importante. Sua propriedade está em mau estado, pelo que ouvi, e esse não é só um problema da casa. Há várias pessoas dependendo de você e de sua família. Receio que os canadenses  têm dificuldade em entender o conceito de dever para com a família e para com as pessoas que dependem da família há anos. Há um compromisso feudal nisso que escapa a eles.
               — Não sou santo, Ronald. Você sabe disso. — Draco bebeu o restante da bebida e levantou-se para servir-se de outra dose. — Se me casasse com ele, seria porque não consigo me imaginar preso por inadimplência.
                   — Creio que também não conseguiria. Você sabe, Dray, se precisar de algum dinheiro...
               — Sei. Você é um homem generoso. Mas atingi um estágio irremediável. Uma ajuda temporária não será suficiente. — Ele suspirou. — Tio Sirius me assegurou que a propriedade secou. Não está mais dando dinheiro. Na verdade, está perdendo dinheiro. E precisaria de investimentos maciços para torná-la lucrativa para as próximas gerações. A casa está ruindo e os jardins estão sufocados por ervas daninhas e mato alto.
                  — Ah. Assim fala o homem que só está preocupado com o estado de seu próprio bolso.

     Draco fez uma careta.— Eu não dou a mínima para Malfoy Maior. Mas mamãe me atormenta com isso até não poder mais.

      — Então, por que não se casar com o homem? Você vai ter seu dinheiro e lady Narcisa vai parar de atormentá-lo. Não há outra opção com quem se casar, há?

      — Não. E você não precisa me dizer que ninguém de boa família se casaria comigo. Todos adoram me lembrar disso.

       — Pansy me disse que o estrangeiro é atraente e charmoso.

      — Atraente? Sim. Charmoso? Não diria isso. Ele é imbecil, irritante e completamente intragável.

      Ronald  arqueou as sobrancelhas e tomou rapidamente um gole para encobrir o sorriso que lhe veio aos lábios.

      — De fato? Bem, obviamente, ele tornaria sua vida um inferno. Draco deu de ombros.

       — Eu posso mandá-lo para  Malfoy Maior.  É isso o que eles me dizem para fazer.

         — Eles quem?

         — Astoria, Theodore, até tio Sirius. Mas...

      — Mas o quê? Vai contra sua consciência pegar o dinheiro do homem e depois enclausurá-lo em Malfoy Maior?

     — Um pouco — admitiu Draco. — E eu teria de fazer isso, porque você sabe que eu não poderia viver com o bruxo.

     — Por que exatamente? O que ele faz?

      Draco se mexeu, sentindo-se desconfortável e, então, explodiu:

     — Diabos, não sei, Ronald! Ele me faz sentir... ele olha para mim com desprezo. Diz coisas que ninguém diria em companhia de uma pessoa educada. Ele é completamente frio.
                 — Bem, você não teria de ocupar a mesma cama que ele com tanta freqüência —Ronald argumentou.
                 Draco ficou chateado e, ao mesmo tempo, involuntariamente excitado ao ouvir as palavras do cunhado.
                — Ele não é frio nesse sentido. Na verdade, é bastante... — Ele sacudiu a cabeça como se para apagar o pensamento. — Ele me confunde, me atormenta. Fico pensando nele. Hoje o vi na ópera, e ele me olhou de uma forma... como se me achasse engraçado.Ele possui olhos que podem ver dentro de você. É de enlouquecer. Tenho certeza de que brigaríamos constantemente. Brigamos todas as vezes em que estivemos perto um do outro. Ele me rejeitou, sabe. Eu o pedi em casamento, mas ele simplesmente me olhou e disse, daquela maneira seca:
"Não." Então, na vez seguinte, disse-me que via as vantagens de se casar com alguém com o meu nome... havia Malfoy Maior para recuperar, o título, ainda que não se importasse muito com isso, e, obviamente, o motivo mais importante: ele poderia apresentar a irmã à sociedade londrina. Ah, é claro, ele também disse que eu não poderia esperar nada melhor do que um canadense sem tradição, sendo o devasso, bêbado e conquistador que sou.

     Ronald engasgou com a bebida e começou a tossir

      — Ele disse isso mesmo?
               — Disse. Eu lhe falei, ele diz qualquer coisa que lhe vem à cabeça. Sem dúvida, provocaria uma síncope na minha mãe. — Ele sorriu. — Embora pudesse valer a pena ver isso acontecer.
                — Humm. Você não deveria deixar esse homem  escapar. Pense na confusão que ele poderia causar a todos que você detesta.
               Draco riu, e os dois ficaram em silêncio por um instante, bebendo, absortos em seus próprios pensamentos.
              — Sabe, Dray — disse Weasley, por fim —, o casamento não precisa ser uma coisa terrível, mesmo em se tratando da Sr. Potter.
           — Você espera que o casamento me torne um homem decente? É isso o que Pansy espera... ainda que tente expressar isso de um modo mais tácito, claro.
           — Não — respondeu Ronald, serenamente. — Acho você um homem decente, não importando o quanto você tenta convencer as pessoas do contrário. Mas você poderia achar a vida mais... interessante com um marido como o Sr. Potter.

      — Então você também acha que eu deveria me casar com ele?
               — Acho que você deveria fazer o que é melhor para você. — Ronald deu de ombros. — Obviamente, nessa situação, não creio que possa decidir alguma coisa, já que ele o rejeitou.

       Draco lançou-lhe um olhar de soslaio.— Eu poderia mudar isso no momento em que quisesse.

       Ronald deixou escapar uma risada curta.

      — O pior é que é provável que você possa.

    — Chega dessa conversa sombria — disse Draco, acabando com o líquido do copo. — Beba, e eu o desafiarei para um jogo de Écarté.

    — Ah, então você vai logo poder pagar suas dívidas, já que sem dúvida vai me limpar. Passemos à sala de jogos. — Weasley ficou de pé, pegou a garrafa e eles deixaram o escritório para se entregarem a uma longa noite de bebida e jogatina.



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