História A Mão de Midas - INTERATIVA - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Piratas
Visualizações 33
Palavras 2.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá... Hehehe e eu achando que teria que desistir de A Mão de Midas... Que nada! To aqui e daqui ninguém me tira.
Como estão vocês? Eu estou bem também, obrigada!

Ah, eu iria esperar para postar esse capítulo mais tarde, mas como eu terminei-o agora de pouco, e eu sou um poço de ansiedade, resolvi postar... Essa é a continuação do prólogo, o último capítulo antes do início oficial...

Quero dizer que todas as fichas até aqui foram aceitas, vocês me ajudaram tanto que eu nunca deixaria alguém de fora... Todos os personagens terão seu devido crescimento na fanfic, e eu espero muito que vocês gostem...
Nesse capítulo, tem referência à dois personagens de vocês, eu até tentei colocar mais do que isso, mas não consegui, mas não se preocupem, todos vão brilhar, principalmente hora que a aventura começar.
Nas notas finais terão alguns links para ilustrar a história, fotos dos lugares onde eles estão e etc...

Durante a fanfic, alguns novos personagens vão aparecer, então quando isso acontecer, eu vou avisar porque no docs Personagens, vai estar atualizado com um pouco sobre o personagem okay... Dessa vez eu não consegui atualizar, mas prometo que vou...

Acho que era só isso... Bom, aproveitem e bom capítulo!! Até mais...

Capítulo 3 - Capítulo 1 - Novo Acordo


Fillore - Reino de Mughin | 10h56min

 

Vizar havia recebido a notícia de que Dastillo estava parado com meia dúzia de soldados em frente aos portões que dão acesso ao palácio. E como anfitrião que ele acredita ser, vestiu sua arrogância matinal antes de seguir até a sala do trono onde receberia o seu convidado.

O homem tinha certeza que Dastillo viria confrontá-lo sobre a quebra do acordo, e ele estava realmente esperando por isso. Claro que ele não vai parar de mandar o carregamento de água, pois como um rei, ele conhece as necessidades de um povo, mas mandará ⅓ do que mandava antigamente. Mas isso, o outro soberano só saberá depois de ter respondido o que o rei de Mughin deseja saber.

 

- Majestade… - um homem moreno, um pouco mais baixo que o rei  abordou Vizar no meio do corredor. Era o Conselheiro Real e irmão mais novo do soberano. - Fui informado sobre a chegada do rei de Azarach, pelo visto o seu plano está funcionando…

- Ora Zafhir. Meus planos sempre funcionam… Mas não me dê todo o crédito dessa vez, o plano é meu, mas a ideia de romper com o Tratado foi sua.

- Eu agradeço a consideração meu irmão… - Vizar olhou em reprovação para o mais novo, ele odiava quando o outro não usava os termos respeitosos para se dirigir a si. As pessoas precisam entender que ele está no cargo de Conselheiro por merecê-lo, e não por ser irmão do rei. - Desculpe. Eu quis dizer, agradeço a consideração Majestade.

Para o rei, aquilo soou respeitosamente, que o fez até sorrir de lado, orgulhoso de até com seu sangue, ele consegue impor respeito. Mas para uma pessoa de fora, como os empregados do castelo, aquele gesto passava longe de ser em respeito.

Todos sabiam que Zafhir sempre quisera o trono que o irmão ocupa, sempre teve inveja do mesmo e que odiava ficar em segundo plano. Enquanto o Vizar era o Herdeiro de Mughin, Zafhir era apenas o princípe.

 

O rei de Mughin voltou a caminhar para o destino, acompanhado pelo Conselheiro que estava à dois passos dele. Quando o mais velho percebeu isso, ele parou abruptamente outra vez no meio do corredor, fazendo Zafhir quase tropeçar nele, os dois teriam ido ao chão se os reflexos do mais novo não o tivessem salvado e ele nem chegou a tocar no rei.

- Algum problema Majestade? - Zafhir olhava o irmão confuso, sua expressão demonstrava isso.

- Você não tem outros assuntos para tratar? - o mais velho perguntou por cima do ombro, nem se deu ao trabalho de virar-se.

- Perdão? - a expressão de confuso só aumentou no rosto do Conselheiro.

- Estás surdo?

- Eu ouvi perfeitamente Majestade, eu apenas não entendi… - o rei bufou em discordância.

- Quero saber o por que de estar me seguindo…

- Bom… - ele pensou por alguns antes de responder, Zafhir não acreditava que o irmão poderia estar fazendo aquilo. - Como uma parte do seu plano foi ideia minha eu achei que teria o direito de participar da reunião.

- Falou certo irmãozinho, você achou. Mas antes de achar alguma coisa, deve me pedir permissão. - Vizar mantinha-se de costas para o irmão, ou então ele veria a expressão de confusão, dar lugar à uma fúria violenta. - Desse encontro, apenas eu e Dastillo participaremos, ninguém mais. Agora, com a sua licença…

O rei voltou a andar, deixando um Conselheiro Real atônito para trás, se olhar matasse, Vizar estaria estirado no chão repleto de sangue nesse momento, porque com certeza o irmão estava querendo matá-lo. E com esses pensamentos, Zafhir deu meia volta e se retirou da li.

 

O soberano de Mughin chegou na sala onde os tronos, de rei e rainha ficavam e suspirou quando passou perto de onde sua esposa se sentava. Como ele sentia falta de Eliza, depois da morte dela, o mundo pareceu perder a cor, ele jamais se permitiu amar outra pessoa, sentia que se deixasse isso acontecer, estaria traindo a finada mulher. Mas ele não podia ficar deprimido naquele momento, tinha um assunto sério para resolver, e por falar em assunto sério, pensou o rei quando viu Dastillo adentrar o recinto sozinho, com suas roupas finas impecáveis, a capa vermelha escorrendo pelas costas quase atingindo o chão. Seu andar era duro e impaciente.

 

- Bom dia Dastillo, à que devo a honra de uma visita do soberano de Azarach…- Vizar sentou-se em seu trono como quem não quer nada e com um aceno de mão, chamou um empregado que estava à disposição, parado em frente a porta a direita dos tronos.

- Me traga uma xícara de café, duas xícaras… Vou levar nosso convidado para o escritório real. - ele disse para o empregado que com uma pequena reverência se retirou do local.

- Runf! - o rei de Azarach resmungou e recebeu apenas um olhar indecifrável do anfitrião.

 

Vizar guiou o convidado até uma porta no canto da Sala do Trono, era toda trabalhada e com o brasão de Mughuin talhado nela. Vizar entrou primeiro e Dastillo depois, o cômodo não era muito grande e parecia íntimo demais para o rei de Azarach. E pelo tanto de papéis que havia em cima da mesa, Vizar passava muito tempo ali.

 

- Sente-se Dastillo. - Vizar apontou a cadeira em frente à sua mesa. O mesmo sentou-se de costas para uma grande janela, onde era possível ver todo o pátio do palácio. O empregado de antes, deixou uma bandeja com duas xícaras em frente aos reis e saiu fechando a porta. - Eu tenho consciência do por quê está aqui, vossa Majestade, mas lhe dou o direito de falar o que quiser… - calmo como nunca, o rei de Mughin pegou a xícara e levou aos lábios.

 

Dastillo sentia pena do homem, querendo ou não, seus pais eram amigos e eles cresceram juntos, ele até entendia a situação do outro soberano, afinal ele também perdera um filho, mas Vizar sofreu por duas vezes, e isso com certeza estava mexendo com seu psicológico.

 

- Como você teve coragem de descumprir um acordo selado há tantos anos atrás? Sabe que se eu quisesse, poderia começar uma guerra nesse momento? - Dastillo não se atreveu a tocar na xícara que lhe fora oferecido, naquele castelo, ele não confiava em ninguém.

- Mas eu sei que não vai… Uma guerra só pioraria a situação. Vamos lá Dastillo, tu sabes que eu tenho um exército maior que o seu, você perderia a guerra meu amigo. - Homem mais velho queria bater a cabeça de Vizar naquela mesa até vê-la rachar, mas ele se controlou, qualquer atitude mais brusca, pode ser considerado um atentado à coroa de Mughin.

- Você tem um povo também Vizar, sem as pedras preciosas que eu envio para cá, sua economia não caíria, seus soldados não seriam pagos e a dívida que eu sei que você tem com outros reinos nunca seria paga. Repense na sua decisão…

- Me diga Dastillo, como vai o seu filho mais velho? - Vizar sabia que aquilo era errado, pode ouvir até o ranger de dentes do outro homem, mas ele queria que o outro se sentisse mal, para que ele entendesse de uma vez pelo que Vizar passava. - Seu filho escolheu ir embora meu caro, ele tinha o quê? Doze ou treze anos?

- Treze. - foi só o que o homem de longos cabelos marrom respondeu.

- Marrina tinha apenas seis anos, e ela não fugiu. Foi arrancada de mim, foi tirada da própria casa. Já faz 14 anos que isso aconteceu, e não tem um dia se quer que eu não pense nela. Em como ela deve estar grande, na sua beleza, se ela se parece comigo ou com Eliza… São 14 anos de sofrimento Dastillo…- Seu tom de voz que estava elevado, abaixou-se quase em um sussurro para dizer essa última frase.

- E por que você está descontando em mim Vizar? Quantas vezes eu terei que dizer que não tive culpa de nada? Eu te ajudei a procurá-la…

- Quem mais poderia ter sido vossa Majestade? - Vizar tinha a voz carregada de sarcasmo. - Você quem teve a ideia para aquele baile maldito… Tudo porque você queria falar com aquele sacerdote… Como eu posso não te culpar? Como eu posso acreditar que você não teve nada a ver com o sumiço de Marrina? Como eu posso saber se você não usou a desculpa de precisar ver o alto-sacerdote de sei lá qual religião, apenas para ficar mais fácil de raptá-la? São muitas perguntas meu caro, e nenhuma resposta.

 

Dastillo passou os próximos cinco minuto apenas encarando o antigo amigo. A dor do rei era tão forte, que ele podia sentir o próprio coração apertando. Mesmo que seu filho tenha fugido de casa, foi uma escolha dele. Mas a pequena princesa de Mughin não havia tido escolha.

 

- Não sei o que fazer para ti acreditar em mim Vizar, mas eu repito, eu não sei nada sobre o rapto de Marrina.

- Então eu sinto muito Dastillo, o povo de Azarach terá de encontrar outro meio de conseguir água. - o anfitrião levantou-se e deu as costas para o outro homem. O sol estava alto e o reino todo estava iluminado por ele, a vista daquela janela era de tirar o fôlego.

- Você não pode fazer isso Vizar… Me diga qualquer coisa que você queira, eu faço, mas por  favor… - Dastillo sentia-se desesperado, se o acordo não voltasse, seu reino caíria em desgraça, e uma guerra também não era a melhor opção, Vizar estava certo, Azarach com certeza perderia. Dastillo não correria esse risco.

- Tem uma coisa… - o anfitrião chamou a atenção do governante de Azarach. - Apenas essa coisa pode trazer a água de volta para o seu reino Dastillo, você terá que consegui-la para mim.

- E o que seria? - o rei sentia o coração acelerado e uma nova esperança crescendo dentro de si.

- A Mão de Midas. - Dastillo prendeu a respiração com a fala do outro homem. - Não me olhe dessa forma homem…

- Isso é tão absurdo quanto a ideia de que eu sequestrei a sua filha.

- Vai me dizer que você não se lembra de quando nós a vimos? Tu sabes tão bem quanto eu que ela é real…

- Mas está perdida Vizar… Eu não sei como encontrá-la. - aquilo não era totalmente verdade, Dastillo apenas não queria ceder tão rapidamente, afinal aquilo era loucura, uma missão suicida, que quase custou a vida dos dois da última vez.

- Essa é minha oferta final, Majestade. Você terá trinta luas para trazer a Mão de Midas até mim, enquanto isso, eu posso mandar ⅓ dos barris de água para Azarach. O que acha?

 

Dastillo não sabia o que fazer e já estava sem opções, então por um impulso ele respondeu:

- Eu aceito! - Até o anfitrião o olhou surpreso, não imaginava que o outro soberano pudesse aceitar. - Se esse é o único jeito de salvar meu povo, então eu farei… Mas preciso da sua palavra que a quantia de barris continuará chegando e um tempo para me preparar, te mandarei uma carta dizendo que a procura pela Mão de Midas vai começar, então só aí começaremos a contar as trinta luas.

 

Vizar sorrindo, escreveu em um pergaminho uma nota com os termos do novo tratado temporário, com cera e com os anéis dos dois reinos, objetos esses que era obrigatório um rei portar, eles selaram o acordo.


-x-

 

Dastillo não voltou para Azarach totalmente contente, não era aquilo que ele esperava, mas pelo menos havia conseguido um tempo significativo. E ele tinha um meio de encontrar o objeto de várias lendas, Dastillo e Vizar já haviam encontrado a Mão de Midas uma vez, eles eram jovens e imprudentes, estava escondida em uma construção no meio da floresta, perto de um lago. Dentro da construção, mais parecia um cofre de tanto ouro que havia ali, mas também tinha um senhor muito velho, amarrado com apenas um dos braços por correntes em uma parede, já que a outra mão ele não tinha.

O senhor lhes contou a lenda sobre a mão que pode transformar tudo o que toca em ouro e lhes mostrou o objeto, era de verdade uma mão, em forma de concha. Eles ficaram maravilhados e prometeram voltar lá no outro dia com carroças, para levarem o máximo de ouro que conseguissem.

No outro dia, quando eles voltaram para o local, não havia nada além de ruínas que pareciam muito antigas. Eles não entenderam muito bem o que tinha acontecido, mas acabaram deixando para lá. Vizar foi o primeiro a descartar a ideia de que aquilo era real. Mas Dastillo demorou mais para desacreditar, indo mais duas vezes até às ruínas para tentar achar alguma coisa, e na segunda ele achou. Era um mapa, onde mostrava a localização de uma ilha, ao leste de Fillore.

O jovem Dastillo nunca contou a ninguém que tinha encontrado aquele mapa, ele iria procurar sozinho a Mão de Midas, mas então o destino lhe pregou uma peça e pouco tempo depois ele teve que assumir a coroa do reino porque seu pai adoeceu.  

Ele nunca teve outra oportunidade de ir em busca do tesouro perdido. Agora essa tarefa teria de ser cumprida, mesmo que por outras pessoas.


 

Demorou cerca de uma semana para que o rei de Azarach encontrasse as pessoas perfeitas para tal tarefa. Quem diria que a vida de milhares de pessoas estariam nas mãos de um bando de rufiões. Entretanto essa era a única chance do reino, e o rei suplicava para que os The Thieves aceitassem a proposta.

Eles eram perfeitos para o serviço, conheciam os setes mares de todos os lados, não tinham medo de nada e sempre cumpriam suas promessas. Tudo o que Dastillo teria de fazer, era convencer ninguém menos do que a capitã da tripulação, e pelo que ele soube, não seria nada fácil.


 

[Eu faço parte do The Thieves, e você?]

 


Notas Finais


Então... Me contem, interajam comigo... Eu já amo vocês, do todo o coração, obrigada por me ajudar a dar vida a essa história!! <3

Links:
Sala do Trono: https://i.pinimg.com/564x/6a/28/00/6a2800b883ef0662ec3473e2348754e1.jpg
Tronos: https://i.pinimg.com/564x/3b/2f/e7/3b2fe770bf09e825c43b1a003d585c78.jpg

Escritório Real: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/99/e5/80/99e58038e3d62d52d5e0247e8bb83b52.jpg

Beijos e até o próximo!


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