1. Spirit Fanfics >
  2. A marca da Rejeição. (Jikook)(ABO) >
  3. Capítulo 48

História A marca da Rejeição. (Jikook)(ABO) - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 48 - Capítulo 48


Fanfic / Fanfiction A marca da Rejeição. (Jikook)(ABO) - Capítulo 48 - Capítulo 48

Jeon.

Pouco depois do nascimento dos meus filhos, minha empresa começou a ser muito procurada. Então, eu quase não dava conta de tanto trabalho. Trazendo trabalhos para terminar em casa.

O tempo foi passando, e eu vivia no automático. Passava na academia, resolvia algumas coisas por lá, enquanto Jimin dava aula, ou ficava acompanhando seu desempenho, pegava meus filhos e Jimin, chegava em casa, tomava banho, jantava e entrava para o escritório, só saia tarde da noite. 

Meus finais de semana, não eram diferentes. Eu estava em casa, mas não era presente na vida da minha família.

Eu sempre pensei que carinho, fidelidade e respeito, fossem o suficiente pra manter minha família, mas eu estava enganado... Faltou as coisas mais mais importantes...Demonstrar meu amor da maneira correta e minha presença no dia a dia. Só dei uma pausa, quando tudo começou a desabar– na minha visão.– Na verdade, tudo já estava destruído, só eu não percebia.

Enxergar de fato a destruição da minha família, me deixou sem chão. Ouvir dos meus filhos, tudo que estava acontecendo, e saber que nem eles confiam em mim, foi como um soco no estômago.

Ao ouvir tudo que Jimin tem guardado por todo esse tempo. A forma fria que as palavras saiam, depois, ele tentar suicídio por não suportar a dor que eu causei, me fez entrar em desespero.

Eu percebia sua tristeza, Jimin sempre calado. Não tinha mais aquele jeitinho alegre, de sorriso fácil, seu jeitinho infantil que tanto me encantava... Durante o dia, ele agia naturalmente. Depois que todos dormiam, ele chorava.

Eu ouvi parte do que ele disse pra minha mãe, eu não o culpo por não confiar mais em mim, afinal, foi o que eu fiz com ele. 

Agora, como reverter tudo isso?

Não sei!

Eu estou tão perdido, que nem sei por onde começar. São quatro vidas, aguardando meu amor, de forma integral, eu preciso encontrar um jeito. Eu os amo, não é difícil demonstrar meu sentimento, mas eu passei tanto tempo distante, sei que eles não acreditariam nisso... Meus filhos aproveitarão minha presença o máximo que puderem, pois estarão esperando que a qualquer momento, eu volte para o trabalho, Jimin deixou claro, que não faz mais questão de nada disso.

A destruição foi em gotas, um pouco a cada dia, eu vou tentar reverter da mesma maneira... Vou diminuir meus horários de trabalho, não trazendo mais trabalho pra casa. Dedicar meus finais de semana exclusivamente para ficar ao lado deles, passeando, ou até jogado no quarto de brinquedos com eles.

A Operação reconstrução da família. começa agora.

Eu sei que Jimin ama quando eu cozinho, sei seus pratos preferidos. Kwan e Pérola amam jogar videogame, Taemin gosta de livros e música. Vou passar essa semana inteira com eles.

Eu sei dessas coisas, por ouvir eles conversando no carro, vindo da academia. Pois nunca fiz nada disso com eles.

Saio do quarto de hóspedes, vou pra sala, pego meus filhos seguindo para nosso quarto.

As crianças pulam encima do Jimin. Passamos um bom tempo rindo brincando, até que eles dormiram ouvindo Jimin cantar pra eles, enquanto revezava carinho entre os três. Eu fui tão ausente, que essa e a primeira vez que ouço Jimin cantando. Meus olhos se enchem de lágrimas, a voz dele é linda, a letra da música, é linda demais... Pelo que eu ouvi as crianças falando, a música é uma composição dele mesmo. Kwan disse todo orgulhoso, que papai Chim, fez a música pra família Jeon. Nesse instante eu vi um breve sorriso brotar nos lábios de Jimin.

Peguei meus filhos adormecidos, levando um por um, pra colocar na cama, no quarto de dormir, como Jimin chama. Beijei os três, arrumei as cobertas, acendi o abajur de estrelinhas... Olhei meus filhos dormindo, tão lindos...Cresceram tanto!

Pérola é toda pequena e dengosa. Kwan e Taemin são do mesmo tamanho, mas totalmente diferente... Kwan é arteiro, hiperativo, tá sempre aprontando, subindo nas coisas, falante... Taemin é silencioso, presta atenção em tudo, mas quando se junta com os irmãos na bagunça, nem parece esse anjinho. São fofos!

Isso tudo eu reparei nesse pouco tempo que fiquei com eles.

Volto para o quarto, Jimin está no banho. Eu sinto que ele está chorando.

Eu paro por um instante, pensando no que fazer... Tiro minha roupa, entro no banheiro, entrando na banheira com ele. Sem dizer nada,  puxo ele para o meio das minhas pernas, o abraçando pela cintura, o fazendo descansar as costas em meu peito.

Lavo seus cabelos, enxaguei com o chuveirinho. Peguei um pouco da espuma que ficou na banheira, coloquei na ponta do nariz dele. Algo que antes o fazia sorrir, não teve o mesmo efeito dessa vez. Isso não me fará desistir!

Saímos do banho, seco seus cabelos, entrego suas roupas. Vou até a cama, arrumando tudo pra nos deitarmos, pois meus filhos fizeram uma bagunça.

– Vem, deixa eu te aquecer.– Puxo Jimin para meus braços. Ele se aconchega e eu o abraço, beijando seus cabelos, enquanto faço um carinho em suas costas.– Eu te amo muito, meu bebê.

Quando as crianças estão por perto, Jimin  conversa com elas, sorri, brinca... Mas quando estamos sozinhos, ele sequer me olha. Só aceita meus toques por necessidade de calor. Se não fosse por isso, acredito que ele não estaria mais aqui.

Acordo cedo, vou pra cozinha, preparar o café da manhã. Faço panquecas, suco, café que Jimin gosta. Coloco na bandeja com bananas picadas, que Hoseok disse que ajuda a melhorar a depressão.

Levo até o nosso quarto, colocando sobre o criado mudo.

– Acorda bebê...– Beijo seu rosto, faço um carinho em seus cabelos.– Bom dia, meu amor!

– Bom dia!– Jimin se levanta vai para o banheiro escovar os dentes.

– Enquanto você toma café, eu vou cuidar das crianças.– Digo saindo do quarto.

Depois do banho, arrumar os cabelos, colocar as roupas, dar café da manhã... Correram todos para o quarto enquanto eu arrumava tudo.

– Minha mãe pediu pra encontramos ela no shopping, por causa das crianças.– Digo ao entrar no quarto.– Vai se arrumar, amor.

Jimin se levanta indo para o banheiro.

– Papai Kook, por que papai Chim não sai daqui?– Kwan pergunta.– Ele agora só fica deitado, tristinho, ele tá dodói?

– Tá sim, filho...– Digo me sentando na cama.– Ele está muito triste com o papai Kook, mas eu vou fazer o meu melhor pra ver ele feliz novamente. Eu sei que tudo isso vai passar.

– Eu posso ajudar!– Taemin diz animado.– Papai Chim gosta de sorvete, no shopping vou comprar pra ele!

– Eu vou fazer um desenho lindo pra ele.– Pérola corre para fora do quarto.

Kwan fica parado parece que está pensando em alguma coisa pra fazer. Ele parece que desistiu, voltou a atenção pra outra coisa que passava na TV.

Quando Jimin sai do banheiro, arrumando, Kwan corre pra ele.

– Papai Chim, você é lindo!– Kwan fala todo sorridente.– Eu te amo desse tamanho!– Abre os bracinhos o máximo que pôde.

Jimin se abaixa, beija sua bochecha.– Eu também te amo, e te acho lindo!– Jimin diz sorrindo para o filho.– Eu amo vocês meus amores...

– Não fica tristinho, nos amamos você!–  Taemin diz.– Eu falei pro papai Kook que eu vou comprar um sorvete pra você!

Jimin abraça os dois. Pérola entra correndo trazendo um papel na mão.– Aqui papai Chim, eu desenhei nossa família, pra você não ficar tristinho.– Ela entrega o desenho. Jimin olha, sorri abraçando a filha.

– Papai já está melhor.– Jimin fala sorrindo para as crianças.– Vocês são os melhores filhos do mundo!

– Agora é sua vez papai Kook!– Kwan me puxa pra perto de Jimin.

– Jimin, meu bebê, eu te amo muito! – Digo o abraçando.– Nossa família é tudo pra mim.

– Obrigado!– Jimin sai dos meu braços.– Vamos crianças, vovó está nos esperando.

Sei que vai ser um longo processo, mas eu não vou desistir.

Chegamos no shopping, fomos para a praça de alimentação, onde minha mãe havia marcado. Taemin fez questão de escolher o sorvete para Jimin.

Passamos em várias lojas, comprando roupas para as crianças. Jimin fez questão de pagar tudo. Falou pra minha mãe que precisa gastar um pouco do dinheiro do livro. Ele não fala comigo, somente o necessário. Também não me olha, a não ser se eu estiver falando com ele.

Aproveito um instante que eles estão em um loja próximo a joalheria, pra comprar um colar como o nosso para as crianças. O do Taemin é dourado, sem pedra, como o meu, o do Kwan é dourado com uma pedra de safira e o da Pérola é dourado com um pequeno diamante rosa.

Na hora do almoço, eu entrego os colares para eles.

– Esses colares, é a representação da nossa família.– Coloco os colares nas crianças que amaram.

– Que lindo JungKook!– Minha mãe diz.– Realmente representa o lobo branco. Sr. Hyun disse isso, assim que viu o colar do Jimin.

– Mesmo sem saber, me encantei por esse floco de neve desde que vi pela primeira vez.– Eu pensei, na época, que Jimin gostaria por causa do desenho que ele gosta.

– O que vocês querem fazer agora?– Pergunto para as crianças.

– Eu quero livros de colorir.– Pérola diz.– O meu acabou.

– Eu vou comprar para os três.– Digo.– Vou levar vocês, enquanto papai Chim passeia com a vovó.

Fomos comprar as coisas que eles queriam enquanto Jimin foi ao cinema com minha mãe. Ele falou com minha mãe que faz tempo que não vai ao cinema, e minha mãe o convidou.

Levei as crianças para a sala de jogos, pra se distraírem nos brinquedos.

Chegamos em casa, quase anoitecendo. As crianças exaustas. Dei banho, enquanto Jimin tomava banho. Jimin coloca eles pra dormir, enquanto eu fui tomar banho.

– Amanhã você tem sua primeira consulta com o psicólogo.– Digo assim que Jimin entra no quarto.– Eu te levo, deixo as crianças com a Sra. Min.

Jimin concorda com a cabeça. Deitamos, eu o puxo para se aninhar em meus braços, beijando seus cabelos.

Duas semanas depois...

Foi tanto tempo negligenciando minha família, que percebo que vai demorar muito, pra reconquistar a confiança do Jimin.

Nesse tempo em casa, nada mudou. Jimin fala somente o necessário. Continua triste, às vezes, fica por horas, sentado na varanda, olhando o céu, abraçado às pernas encolhidas.

Não forço a barra, deixo ele quieto, quando eu percebo ele se afastando, sempre que tento uma aproximação. Se eu o abraço, ele imediatamente se afasta, desfazendo o abraço.  Se eu tento beijá-lo, ele vira o rosto, se afasta colocando a mão no meu peito. Não olha nos meus olhos. Não fala comigo. O máximo que ele deixa eu me aproximar, é na hora de dormir, ou quando as crianças estão perto.

Jimin agora tem consultas semanais com o psicólogo. Sempre sai da consulta com os olhos inchados. Eu sinto seu choro compulsivo.

Como eu pude destruir ele dessa forma? Ele era tímido, silencioso, mas trazia consigo uma alegria tão linda... Minha ganância, descaso,  destruiu tudo!

Aproveitei um momento que eles saíram com minha mãe, fui na empresa, deixei um amigo responsável por tudo. Contei o que está acontecendo. Vou precisar ficar em casa mais tempo que o previsto. Deixei esse engenheiro responsável pela empresa enquanto cuido da minha família.

Volto pra casa, assim que entro no apartamento, ouço Jimin brincando com as crianças na varanda. Ouço sua risada fofa... Tenho até medo de me aproximar e fazer seu sorriso sumir.

Me sento na sala, em silêncio, fico só ouvindo...  As crianças e ele fazendo alguma coisa tão divertida que fazem eles darem gargalhadas... Me levanto, indo para o quarto, tomar banho, antes que eles sintam minha presença.

Como eu imaginei, assim que minha presença foi notada, as crianças entram e Jimin volta a ficar em silêncio, com seu semblante entristecido.

Se gostou da leitura, não esqueça de deixar seu voto. Obrigada!



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...