História A Marca de uma Lágrima (adaptação swanqueen) - Capítulo 7


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Swanqueen
Visualizações 38
Palavras 924
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu não possuo OUAT e nem a obra que aqui foi adaptada, sendo todos os créditos dedicados aos autores das mesmas.

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Só, com o inimigo.


— Alô...

— Senhorita Ilusão?

— Ah, é você, Regina...

— Puxa, que voz mais desanimada! Acho que eu merecia um pouco mais de entusiasmo por ter ficado a manhã inteira procurando minha ilusão. Onde você se escondeu?

— Acho que você não tem nada com isso, Regina.

— Isso é o que se pode chamar de um fora. Só que eu sou surda à palavra não. Eu insisto até ouvir o sim que eu quero ouvir.

— Olhe, eu perdoo a sua insistência se...

— Não quero que você perdoe. Quero que você a aceite!

— Desculpe, Regina, é que hoje eu não...

— Como fazer para dobrar você, Emma?

— Você já sabe o meu nome?

— Sei muito mais. Sei que você está triste e sei também que você está com a tristeza errada.

— Como sabe disso?

— Certas coisas não se precisa saber. Basta sentir.

— Pois você sente errado. E não tem nada que se meter comigo. Me deixe, tá legal? Me esqueça!

— Eu nunca vou esquecer daquela noite, naquele jardim...

— Tchau, Regina.

O fone já estava longe do ouvido de Emma, pronto para ser violentamente desligado, e a menina não pôde ouvir a última frase de Regjna:

— Eu quero você, menina malcriada!

***

— Como é? Será que a feiosa, que a gorducha, vai aprender a lição?

A menina encontrou o inimigo especialmente cruel. A rachadura partia-lhe o rosto em dois, deformava-o, agravando e justificando a crueldade.

— Então você acha que Killian ia olhar para você com olhos diferentes daqueles com que se olha a priminha gorducha e de óculos? Priminha...

Emma estava sem defesa. Dizer o quê? Defender-se como, se, naquele momento, tudo o que ela desejava era nunca ter nascido?

— A grande escritora! A grande poeta que cria versos de amor para ajudar a rival a roubar-lhe o namorado! Burra... Trouxa... Vamos! Diga que ama Killian. Diga-o com as palavras mais fortes, use os termos mais sinceros, arrebente a alma no papel! Quanto melhor você fizer, mais Killian vai ficar apaixonado... por Ruby!

Sobre a pequena mesa de trabalho, lá estava mais uma carta. Mais um ofertório da própria vida de Emma para Killian. Ela se punha em suas mãos, mas seria Ruby que Killian iria abraçar.

Ao lado da carta, uma pilha dos seus livros preferidos. Paul Valéry, Vinícius, Ferreira Gullar, Garcia Lorca, Pablo Neruda... Quantos amores já haviam sido conquistados com as palavras daqueles poetas? Será que eles também sentiam o mesmo desespero que ela? O mesmo ciúme? A mesma vontade de morrer?

Impossível sentir tanto ciúme e tanto desespero por tantos amores desconhecidos. O seu caso era diferente. Só havia um namorado a conquistar. E ela o estava conquistando... para outra!

Despiu-se lentamente. Abriu o chuveiro e deixou que a água morna corresse farta por todo o corpo, na esperança talvez de lavá-lo por dentro, limpando aquela tristeza tão imensa.

Enxugou-se em frente do inimigo, sem vergonha do que ele pudesse dizer. Amanhã, no cinema, Killian estaria lendo a carta, apaixonando-se ainda mais por Ruby, distanciando cada vez mais a esperança de, um dia, prestar maior atenção a Emma. Emma, a priminha gorducha, a amiga feiosa,, a escritora de óculos, o cupido de espinha no nariz.

Aproximou-se do inimigo rachado, disposta a eliminar pelo menos a espinha. Mas ela não fora muito grande e já havia secado. Tateou o rosto em busca de outra. Era tão feio assim aquele rosto? Tão repulsivo que um garoto como Killian não podia encontrar nada nele que o atraísse? E aquele corpo? Estava mesmo gordo? Não tinha aquelas curvas, aquelas saboneteiras, aquela penugem sensível à carícia em sentido contrário, como dizia Vinicius de Moraes? Não seriam atraentes aqueles pequeninos seios que muito bem poderiam ter servido de fôrma para taças de champanhe?

"Vem, Killian, tomar do meu champanhe... Vem me buscar inteirinha, Killian...'"

Naquele momento, talvez Ruby estivesse pensando no mesmo rapaz com a mesma intensidade. Emma sentiu como se estivesse traindo a amiga, ambas partilhando o mesmo leito com o mesmo sonho, a mesma paixão, a mesma entrega.

Ah, aquele beijo, naquele jardim... Teria sido a escuridão a benfeitora que transformara sua feiúra em fascinação e permitira que, por um instante, Killian se sentisse atraído por ela?

Aquele beijo.. , a pele cheirosa daquele peito de sonho em seus lábios... a correntinha a roçar-lhe o rosto... o hálito acariciante se aproximando... os lábios quentes procurando a umidade dos seus...

Ah, bendita penumbra que lhe permitiria, ao menos uma vez, a ventura de abandonar-se naqueles braços adorados!

Depois, porém, com a mesma penumbra, no laboratório, tudo tinha sido diferente. Só houvera decepção, dor, catástrofe.

"Ah, Killian amado, por que não me tomou novamente, como sua boneca, naquele laboratório gelado, no meio das formas mumificadas, do formol, no meio dos ácidos e das fórmulas, das cobras e das aranhas? Da Linamarina? No meio da Linamarina, do pó branco dos sonhos destruídos, das garotas presas em frascos, da Lina e da Marina, da Linaemma, da Emmamarina, da Linaranha, Marinaranha, aranhaemma, cobrakillian, aranha e cobra... Ai, cobra e aranha, aranha e cobra, a aranha quer a cobra, a cobra busca a aranha, a aranha se debate na gaiola de vidro, vai quebrar-se o vidro, já vem vindo a cobra, vem, Killian, me abraça, me enlaça, me arregaça, me enleia, tateia, procura, me aperta, me pega, me toma, te amo, sou sua, estou nua, te quero, te pego, te levo comigo, me leva contigo, me faz viver, me faz feliz, me faz mulher! Ah, Killian..."



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