História A Marota - Capítulo 24


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Cornélio Fudge, Dorea Black, Lílian Evans, Lucius Malfoy, Marlene Mckinnon, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Nick Quase Sem-Cabeça, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sirius Black, Theodore Nott, Tiago Potter, Tom Riddle Jr.
Tags 1970, Amizade, Harry Potter, Hogwarts, James Potter, Marotos, Niems, Noms, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Romance, Sirius Black
Visualizações 59
Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Capítulo 23


Aula de poções era uma das minhas favoritas, mas quando seu parceiro se chama Sirius Black e é um idiota, é difícil se concentrar. A todo momento ele fazia graça, me fazendo rir ou simplesmente tirando minha atenção da poção ou do professor. Ele brincava com os ingredientes ou contava alguma piada sussurrada, sendo o idiota de sempre.

— Jane, olha que rabão. - ele me chamou, me mostrando o rabo de lagartixa que eu devia usar na poção.

— Sirius, pode ser um pouquinho maduro? Só um pouco.. - eu pedi, tirando o rabo da sua mão.

— Você acha que eu sou.. Uma fruta verde? - ele questionou, franzindo o cenho.

Eu suspirei, tentando ignorar mais uma piada sua. O resto da aula se passou assim e a minha poção acabou dando meio errada já que Sirius estragou o último ingrediente e quis usar seu próprio cabelo no lugar do pelo de unicórnio. Incrivelmente, eu não fiquei mau humorada com aquilo e nós nos juntamos a James, Remo e Pedro no corredor. Juntos, caminhamos para o salão principal para o almoço.

Quando chegamos nas grandes portas, Sirius me puxou antes que eu pudesse entrar. Eu o olhei curiosa, querendo saber porque ele interrompeu meu caminho para a alegria

— Vem comigo. - ele disse, me puxando pela mão em direção a saída do castelo.

— Pra onde vamos? E a comida? - questionei, olhando para a entrada do salão principal meio triste.

— Vai comer, só precisa andar logo. - ele riu, me fazendo tropeçar um pouco ao andar mais rápido enquanto me puxava.

Eu apenas o segui. Passamos pelo pátio em direção a saída e logo estavamos fora, podendo ver de longe a extensão da floresta proibida. O salgueiro lutador se agitou um pouco quando passamos correndo por ele, descendo o gramado em direção a cabana de Hagrid. Nós riamos quando tropeçavamos ou apenas por estarmos.. Felizes. Era loucura.

Em frente a cabana de Hagrid, nós paramos ofegantes. Sirius bateu na porta e logo o meio gigante a abriu, sorrindo pra nós por trás do emaranhado de barba e cabelo.

— Olá, meninos! - ele nos cumprimentou, entregando uma cesta a Sirius.

— Olá, Hagrid! Como vai? - perguntei, sorrindo para ele calorosa.

— Bem, bem.. Creio que vocês também. - ele comentou, dando uma piscadela na direção de Sirius.

— Obrigado, Hagrid. - Sirius lhe sorriu, indicando a cesta.

Eu franzi o cenho. O que eles estavam armando? Nós nos despedimos de Hagrid e seguimos caminhando em direção a floresta. Antes que pudessemos adentrar, eu parei e puxei a mão de Sirius para que ele parasse também.

— É necessário entrarmos.. Ai? - perguntei, apertando seus dedos com os meus.

— Não se precupe. - ele pediu, acariciando minha bochecha.

Eu hesitei mas assenti, voltando a acompanha-lo. Nós não caminhamos muito, apenas fomos por entre as árvores, parando quando a cabana de Hagrid já quase não podia ser vista e ao encontrarmos um tronco de árvore enorme caído. Sirius tirou sua capa e a colocou sobre o tronco, pondo a cesta ali encima e olhando pra mim.

— Não é o melhor piquenique da sua vida, mas eu trouxe o melhor pão de mel que você vai comer na vida. - ele garantiu e eu ri, também tirando a minha capa.

— Pra falar a verdade, é meu primeiro piquenique com um garoto. - confessei, dando uma olhada em volta.

Ou aquela parte da floresta parecia menos assustadora, ou a floresta era menos assustadora durante o dia, eu não sabia dizer. Sirius esticou as capas encima do tronco e me convidou a subir. Eu ri, me sentando ali encima com a sua ajuda e ele logo me acompanhou, mas se sentou de frente pra mim, as pernas abertas sobre o tronco.

— Eu estou de saia.. - comentei quando ele me incentivou a sentar como ele.

— É verdade.. - ele pareceu pensativo.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos antes de mexer na cesta e tirar de lá uma toalha azul e branca. Sorrindo, ele me entregou.

— Pode tapar com isso.. Prometo não olhar. - eu ri, pegando a toalha e a usando para tapar o que apareceria da minha saia.

Sentada de frente para Sirius, eu sorri e observei a cesta, querendo saber o que havia ali dentro. O garoto mais velho sorriu e abriu a cesta, tirando de lá duas garrafinhas com.. Cerveja amanteigada? Não podia ser.. Ainda nem ao menos tínhamos ido a Hogsmead.

— Sim, minha linda, cerveja amanteigada. - ele disse, me lançando uma piscadela.

— Como conseguiu? - perguntei, olhando da garrafa em minha mão para o garoto a minha frente.

— É um segredo. - ele sussurrou, tirando outras coisas da cesta.

Eu ri, ajudando ele a colocar as coisas no tronco a nossa frente. Tinha bolos, doces, pães e o famoso pão de mel que eu nunca comeria outro igual, tirando o suco de abóbora e os morangos. Algumas coisas nós deixamos na cesta, pegando apenas o que comeriamos no momento. E como fui eu que escolhi, os morangos.

— Como consegue essas coisas? - questionei, tomando um gole do meu suco de abóboras.

— Digamos que.. Eu seja amigo de um dos cozinheiros. - disse, pegando um morango e o mordendo.

A fruta molhou seus lábios, os deixando ainda mais rosados. Eu inclinei minha cabeça para o lado, observando ele saborear a fruta até me notar. Ele ergueu uma das sombrancelhas, passando sua língua pelos lábios de uma forma provocante. O sorriso maroto veio logo em seguida e eu sabia o que ele estava pensando.

— Eu sei que sou lindo, pode admirar o quanto quiser. - ele soltou, puxando o nó da gravata para que ela ficasse ainda mais frouxa.

— Sabia que é um idiota também? Um dos raros. - eu me aproximei, lhe dizendo como se fosse um segredo.

O Black riu e eu resmunguei quando ele enfiou um morango na minha boca, se acabando de rir mais ainda com a minha cara de indignação. Um verdadeiro idiota...

*****

— Não, você contou errado. - eu ri, me apoiando na árvore a minha frente.

Como duas crianças, Sirius e eu começamos a contar as arvores a vista, começando a correr um atrás do outro pela floresta. Já tinhamos perdido as aulas da tarde mas eu não me importava nem um pouco. Aquele momento estava sendo tão bom que, varias vezes, eu desejei que durasse pra sempre. 

— Ah, é? - ele agarrou minha cintura e me ergueu. — Uma pena que não possamos contar novamente. 

— Por que? - perguntei, mesmo já sabendo a resposta. 

— Temos que voltar ao castelo antes que seu irmão me mate. - ele disse, me virando e me jogando sobre seu ombro. 

— Sirius, não! Me coloca no chão! - eu lhe dei tapas mas ele apenas riu. 

Ele pegou minha capa e a jogou sobre mim, fazendo com que eu enxergasse apenas o chão e seus pés. Depois de alguns segundos, eu pude sentir ele começar a caminhar, vendo a grama do lado de fora da floresta depois de um tempo. Resmungando, eu ouvi ele bater na porta da cabana de Hagrid que logo nos atendeu entusiasmado.

— Vejo que a tarde de vocês foi ótima, não é? - ele disse e eu ouvi canino latir do lado de dentro. — Mesmo que tenham faltado aula. 

— Obrigado pelo ajuda, Hagrid.. Jane se divertiu tanto que acabou ficando indisposta. - Sirius disse e eu tinha certeza que sorria. 

— Idiota! - eu lhe bati mas não surgiu efeito algum. 

— Certo, certo.. Voltem para o castelo antes que anoiteça. - Hagrid nos disse, pegando algo da mão de Sirius.

Nós nos despedimos dele e Sirius seguiu comigo para o castelo. Eu só soube que havíamos chegado quando ele me colocou no chão em frente as portas do salão principal. Alguns alunos já passavam por ela e nos olharam estranho, meio óbvio. Indignada, eu arrumei minha capa e caminhei para dentro do salão, sendo seguida por Sirius que ria.. Idiota. 

Sentada na mesa da Grifinoria, eu observei meus amigos entrarem no salão e Lilian vir até mim toda animadinha. Ela se sentou ao meu lado e sorriu, pondo purê de batata no seu e no meu prato. Sem dizer nada, ela terminou de pegar o que queria e começou a comer. Ou ela era doida ou estava andando muito com Marlene. 

— O que aconteceu? - perguntei, também pegando o que eu queria.

Foi bem pouco, já que eu havia comido doces a tarde inteira com Sirius.

— Você teve a sua tarde mágica e eu tive a minha. - ela disse, dando de ombros.

— Faltou aula? - quase engasguei, tossindo um pouco depois de beber meu suco de abóbora.

— Não, eu não. - ela fez uma careta e eu ri. — Seu irmão não me perturbou hoje.. Ele parecia meio distante. Foi bom pra mim.

Ela confessou, sorrindo vitoriosa antes de voltar a comer. Eu ri, olhando para James sentado do outro lado da mesa, um pouco mais afastado. Ele mexia na comida meio desinteressado, enquanto Sirius falava sobre algo que ele não parecia ouvir.

— Talvez ele tenha visto que é melhor não forçar. - conclui e ela deu de ombros.

O resto do jantar foi normal e assim que terminamos, saímos do salão junto de Jessy e Marlene, subindo as escadas para o sala comunal da Grifinoria. Lilian disse que estudaria com Jessy no dormitório, por isso, eu e Marlene ficamos conversando na sala comunal. Ela era louca, contava piadas que não tinham graça mas acabavam tendo pelo jeitinho que contava. Também conversamos sobre garotos e acabamos chegando no assunto "Theodore Nott".

— Eu não o vi desde pouco antes do natal.. Acho que ele ficou meio chateado por eu não ter ido ao nosso encontro. - eu disse, dando um sorriso meio triste.

Eu gostava de Theodore.. Ele era um cara legal. Eu só.. Não gostava dele como gostava de Sirius.

— Acho que ele gostava de você. - Lene disse, olhando para o retrato da mulher gorda quando ele se abriu.

Sirius, James, Remo e Pedro entraram por ele. Logo atrás deles, algumas garotas entraram, os olhando admiradas. Efeito maroto.. Elas se sentaram do outro lado da sala e os meninos vieram até nós, se sentando na mesa a nossa frente. Remo se sentou ao nosso lado, sorrindo pra nós antes de pegar um livro. Ele vivia lendo..

— Olá, meninas! Que tal uma partida de xadrez de bruxo? - Sirius propôs, sorrindo para James que trazia o tabuleiro, o colocando na mesa.

— Dispenso, Black. Nos vemos depois, Jane. - Marlene disse, se levantando e subindo as escadas para o dormitório feminino.

Sirius me olhou sugestivo, erguendo uma das sombrancelhas.

— Nem pensar. - eu o cortei, me levantando para sair dali.

— Okay, mas fica aqui. - ele segurou minha mão e eu o olhei. — Senta aqui do meu lado.

Convencendo a mim mesma que eu não ficaria por sua carinha de cachorro abandonado, eu assenti e me sentei na cadeira ao seu lado. Ele sorriu e James anunciou o inicio da primeira partida. Era um jogo, particularmente, violento. Sirius e James davam as ordens, as peças andavam para onde haviam sido mandadas e destruíam a adversária. Acho que fiz bem em não jogar.. Primeiramente porque não sabia nada sobre xadrez. Ou xadrez de bruxo.

James ganhou e comemorou por quase 20 minutos, perguntando para Sirius quem era o melhor. O Black não pareceu se importar, sorrindo debochado enquanto respondia que James era o melhor. Como de costume, apenas os marotos e eu ficamos na sala comunal. Bem.. As meninas ainda estavam ali, mas James tratou de entrete-las com seu charme. Eu me sentei no chão perto do sofá e observei a lareira, o fogo agora estava mais baixo.

— Pensativa?

Eu olhei pra cima, vendo Sirius sorrir e se sentar ao meu lado. Ele me entregou uma varinha de alcaçuz e mordeu a sua própria, apoiando o corpo na mão livre sobre o chão.

— Acho que estou com sono.. - lhe disse, puxando o doce e o admirando a frente do fogo.

— Bem.. Acho que eu também. - Sirius confessou e eu senti seu rosto próximo ao meu, logo sua cabeça estava em meu ombro.

— Devíamos dormir.. - conclui, encostando na poltrona e apoiando minha cabeça sobre a sua.

— Devíamos.. Mas antes, - ele se afastou e eu o olhei. — quero que fique com algo.

Sirius puxou uma correntinha de dentro da camisa e a tirou, estendendo pra mim. Eu a peguei e vi que, no pingente, tinha o que parecia ser um cachorro de prata. Que irônico.. Eu olhei pra ele com uma sombrancelha erguida e o mesmo riu.

— Eu decidi fazer quando consegui me transformar em um animago. - ele explicou, olhando para o objeto em minha mão.

— Sugiro que seja importante pra você.. - ele assentiu. — E por que está dando pra mim?

— Porque você também é importante pra mim.

Eu o olhei, realmente não sabendo o que dizer. Ele sorriu e me beijou. Suave, molhado e quente ao mesmo tempo.. Sua mão segurava minha nuca, me puxando pra perto de si ainda mais.. Como se não fosse suficiente. Não durou muito. Ele se afastou e pegou o colar de minhas mãos, pedindo para coloca-lo em mim. Eu sorri e afastei meus cabelos, sentindo a corrente gelada rodear meu pescoço.

— Eu ainda estou muito confuso.. Mas eu sinto algo que nunca senti antes quando estou com você. - suas palavras me tocaram e eu apertei sua mão.

— Eu também gosto de você, Sirius.. - eu sussurrei, sorrindo boba.

Ele me beijou novamente e eu me deixei envolver em seus braços.

Depois daquele pequeno momento, eu corri escada acima, sorrindo, em direção ao dormitório feminino. Devagar, eu entrei no mesmo, fazendo o máximo para não acordar as meninas que já pareciam dormir. Tomando um rápido banho, eu coloquei meu pijama e me deitei. Estava feliz.. Mas o dia seguinte ainda seria cansativo e eu precisava dormir. O que aconteceu alguns minutos depois, enquanto eu pensava em belos olhos azuis..



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