História A Marota - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley Ii, Tiago S. Potter
Tags Fred Weasley 2, Hogwarts, James S Potter, Magia, Mundo Bruxo, Personagens Originais
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Palavras 1.931
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - 04


04 – Apolo


MILDRED BLACK


E novamente primeiro de setembro chegou.

Meu irmão me levaria para a plataforma por que meu pai está muito ocupado ultimamente, tentamos descobrir o que é mais não conseguimos. Espero que ele não esteja aprontando nada que nos coloque em perigo.

Papai é aquele tipo de pessoa que é bem curioso, sabe? Gosta de descobrir coisas novas e vai muito longe para descobrir ainda mais. Às vezes chega a ser irresponsabilidade da parte dele. Já se meteu em muitas coisas erradas e eu não quero que ele passe por isso de novo.

Só tenho doze anos e mesmo com pouca idade sei que ele pode se meter em encrenca de mais com sua curiosidade sem limites.

— Baixinha?

— Quê? — Me viro para ele, que estava carregando meu malão, minha mochila e meu mais novo gato.

— Você não pode pegar nada na minha mão, não? Tá' difícil levar tudo isso aqui!

Reviro os olhos e pego o Apolo da mão dele.

Ganhei o Apolo como presente de aniversário, papai disse que era para quando o Miguel fosse embora e ele não pudesse me dar atenção eu ter alguém para ficar. Ele fazer isso significa que ele não sabe nada sobre pré-adolescentes.

Quem em sã consciência dá um gato para filha para ela não se sentir sozinha? Era mais fácil me mandar sair e fazer amigos! – Eu provavelmente não obedeceria, mas continuaria sendo mais fácil.

— Você é muito mole, Miguel!

— Eu tô com todo o seu peso enquanto você está com suas mãos abanando e eu sou o mole aqui? Se respeita, menina — Ele fala me fazendo rir.

— Vai guardar meu malão, vai — Pego minha mochila em sua mão, para ele ir guarda o malão.

Quando ele volta eu largo o Apolo no chão e me jogo nos seus braços.

— Eu vou sentir taaaanto a sua falta, Mingau — Aperto seu pescoço.

— Tá querendo me enforcar, maluca? — Folgo o aperto, e ele suspira aliviado. — Eu também vou sentir sua falta, Pimentinha.

— Olha aqui, para de inventar apelidos com "inha" no final, pelo amor de Deus, ein — Me solto dele e cruzo os braços.

— Mas você é pequena, é inevitável — Ele rir alto.

— Garoto, eu vou te bater — Levanto a mão ameaçadoramente.

— Tenta, pequenininha — Pulo, tentando dá um tapa no seu rosto, mas ele desvia gargalhando o que me fez ficar emburrada.

— Não fala comigo — Saio andando, mas ele me puxa.

— Deixa de drama, baixinha — Ele me abraça por trás — Sabe que eu te amo, né?

— Não sei de nada, não.

— Fala que me ama. Vai, vai.

— Eu te amo — Falo, revirando os olhos.

— Bom ano, baixinha — Ele bagunça meu cabelo.

— Obrigado. Não apareça namorando de novo, okay?

— Ah, pronto — Ele ri. — Tchau, se cuida.

Entro no trem, e me sento em um vagão sozinha.

FRED WEASLEY

— James? — Entro no vagão e sento ao seu lado.

— Oi, Fred — Ele larga o livro que ele estava "lendo" e me olha.

— Você acha que a Mildred esqueceu mesmo da gente?

— Eu sinceramente não sei... ela não mandou cartas o verão todo, e também não mandou mensagens.

— Talvez ela tenha mandado, estamos sem celular, esqueceu? Nossos pais podem ter visualizado as mensagens que ela mandou, se ela mandou e ter ignorado. — Bufo revirando os olhos.

No início do verão eu e o James fizemos uma pegadinha com a Roxanne, ela não gostou muito e fez a mamãe e a Tia Gina colocar nós dois de castigo. Sem celular, videogames, TV e pegadinhas o verão inteiro. Foram as piores férias da minha vida, e tudo por que da minha irmã da ridícula.

Eles devolveram nossos celulares, porém, estão descarregados. E no trem não tem onde carregar. Vamos ter que esperar chegar em Hogwarts, o que não vai adiantar muito por que lá não pega internet.

Incrível né?

— Olha, se ela se importa com a gente, ela vem falar conosco, okay? Se preocupa não. — Ele bate no meu ombro e logo depois voltar a "ler".

— Assim espero, Jae. Assim espero. — Suspiro e encosto minha cabeça na janela, tentando parar de pensar nela.

MILDRED BLACK

— Raphael? Oi! — Aceno para ele quando vejo ele passar pelo vagão.

— Oi, Mildred — Ele entra no vagão. — Como está?

— Estou bem e você? Alguma novidade?

— Nenhuma, esse foi o verão mais chato de todos. — Ele solta um pequeno riso.

— É, eu também não tive um dos melhores. Gostaria de ter falado com você durante as férias...

— Sim, mas infelizmente eu não tenho celular. E eu sei, isso é bem triste.

— Como assim?

— Meus pais acham esse lance de tecnologia besteira e odeiam a ideia do jovem perder a fase mais importante para ficar mexendo em um "objeto idiota", palavras del-

— AI MEU DEUS — Interrompo ele, batendo a mão direita na testa.

Eu sou a dona mais irresponsável do mundo, como eu pude esquecer do Apolo desse jeito?

— O que foi maluca?

— Eu deixei o Apolo na estação e não sei se ele entrou no trem, preciso procurar ele — Levanto e saio da cabine correndo, mas ainda consigo ouvir ele perguntando:

— Quem é Apolo?

• • •

— Apolo? Apolinho? Vem com a mamãe filho!

Eu estava passando pelo corredor do trem gritando, as pessoas devem estar achando que eu sou maluca. Mas, isso não importa agora. Tudo o que importa é o meu gato e o fato de que meu pai vai me matar se eu não o encontrar.

— Apolo, pelo amor de Deus — Minha voz sai manhosa.

Estou ficando desesperada!

Eu preciso encontrar esse gato urgente.

Já estava pensando em modos de contrabandear outro gato quando vejo um ser de cabelos ruivos com uma bola de pelos brancos na mão.

— Pode ir largando meu gato aí — Me aproximo rápido e pego ele da mão da pessoa.

— Ei, calma. Eu não sabia que ele era seu. — Ela é uma Weasley, certeza.

Sei disso por que o Fred disse que-

Me interrompo de continuar com esses pensamentos, pensar no Fred machuca. Ele não liga para mim e eu não posso continuar ligando para ele.

— Lucy? Está tudo bem? — Uma garota loira sai do vagão e logo em seguida uma morena.

— Sim, mas essa garota aqui pegou o gato — Aponta para mim.

— Ela achou o gato primeiro! — Me encara e cruza os braços.

— E o gato é meu — Retruco.

— Pois você deveria tomar mais cuidado por onde deixa ele ir. — A morena fala em um tom debochado e eu percebo que o Apolo não estava mais na minha mão.

— Merda de gato fujão — Reclamo e logo depois bufo. — Pode sair da frente, por favor? Preciso pegar ele...

Apesar de tudo, sou educada. Meu pai me ensinou que eu tenho que tratar a pessoa bem, mesmo que ela não me trate do mesmo jeito, e é isso que estou fazendo.

— Ele foi para lá — A ruiva aponta para a direção que eu tinha acabado de vim.

— Eu não vou cair nessa, só está dizendo isso para pegar meu gato logo depois. Agora sai da frente! — Pelo menos eu tentei agir de boa, né...

— Lucy, Dominique, Roxanne... O que está acontecendo aqui? — James e Fred chegam, e o Fred está com meu gato no colo.

— Apolo! — Exclamo e ele pula no meu colo de novo — Você tem que parar de fugir de mim desse jeito. — Acaricio o seu pelo e ele ronrona.

— Mildred? — James fala, mas eu não o respondo.

— Essa garota pegou o gato que a Lucy achou e tá dizendo que é dela. — A morena reclamou.

— Que eu saiba você não tem um gato... — Fred ergue a sobrancelha e as meninas olham como se me desafiassem.

— Pois eu ganhei de aniversário, e você saberia se respondesse minhas mensagens e cartas — Minha voz soa mais magoada do que eu planejava.

Eu me importava com eles, e eles indiretamente me acusarem de pegar um gato sem saber se é meu ou não me machucou.

— Mas você não mandou cartas — James franze o cenho.

— Mandei sim, por um mês inteiro. Agora eu tenho que ir, o Raphael deve estar me procurando e ele definitivamente se importa mais comigo do que vocês! — Saio andando com o Apolo no colo. — Não some mais assim, okay? — Falo baixinho com ele. — Não quero ter que passar por isso de novo...

• • •

— Raphael, conheça o Apolo — Entro no vagão, encontrando o mesmo sentado lendo. Mas ele logo levanta o olhar, olhando para o Apolo. — Apolo, esse é o Raphael, seu novo amiguinho. Acena para ele. — Pego sua pata e faço o mesmo acenar.

— Que fofo. — Ele pega o Apolo da minha mão.

— Sim, e seria bem mais fofo se ele parasse de fugir de mim toda hora. — Reviro os olhos, sentando no banco.

Olho a forma que o Raphael acaricia o Apolo e sorri.

Pelo que ele me contou, os pais deles são bem barra pesada, não deixa ele ter nada que possa desconcentrar ele do que é importante: Ele estudar para futuramente trabalhar no Ministério. O coitado praticamente não tem vida, não pode ter animais de estimação ou qualquer tipo de aparelho de tecnologia. Acho que os pais deles são puro-sangue, e por isso quer que ele siga a vida que nem antigamente. Tenho é pena de gente que pensa assim.

— Ele pode ser seu também. — Falo depois de um tempo em silêncio.

— Oi? — Ele levanta a cabeça rápido, chega ouvi um estralo.

— O Apolo, pode ser seu também. Moramos no mesmo Salão, então tudo bem. — Dou de ombros, sorrindo.

— Er... Não precisa, Mildred.

— Precisa sim! Rapha, você precisa se impor! Não deixe seus pais dizerem o que você deve ou não fazer. Quer um gato? Adote um. Quer ter um celular? Dá um jeito de comprar um. A vida é sua, e se eles te amam e te querem felizes vão fazer esses pequenos gestos por você. Siga o seu coração e não o que seus pais falam. — Esse foi meu primeiro do conselho bom de verdade, me sinto adorável.

— Não dá. Eu não posso dizer não a minha mãe, eu não consigo. Ninguém consegue. — Responde.

— Você tem medo da sua mãe, Rapha? — Ele hesita antes de responder.

— Talvez.

— Isso não importa agora, mas vamos falar sobre isso mais tarde. — Me levanto, e logo depois me abaixo na sua frente. Acariciando o Apolo junto com ele. — Somos pais agora.

— Do Apolo?

— Sim, do Apolo. Algum problema? — Ergo a sobrancelha.

— Nenhum — Responde rápido me fazendo rir. — Quer doces?

— QUERO! — Pulo animada, fazendo Apolo miar e depois sai correndo. — De novo nãaaao — Resmungo.

— Eu ajudo você a procurar ele, já que agora ele também é meu filho. — Ele fala rindo — E aproveitamos para comprar os doces.

— Tá bom.

Eu tenho pena do Apolo.... Ele definitivamente não arrumou bons pais!



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