História A Máscara - Capítulo 20


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Romance, Suspense, Terror
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Palavras 1.250
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, amores.
Boa leitura.

Capítulo 20 - Para Guardar Na Memória


Kyle chegou em sua casa, achou estranho as luzes estarem acesas já que sua mãe falou que iria sair, ele entrou e quando ia apagar, viu que sua mãe estava sentada ali. Ele disse surpreso:

- Mãe? O que está fazendo aqui?

- Oi, querido. Bem, eu moro aqui, né?

- Mas você não ia em um jantar na casa dos Wreigwood?

- Ah, é mesmo? Eu tinha me esquecido. Acho que vou me deitar um pouco.

- Mãe? A senhora está bem?

- Ah, sim, querido. Estou ótima, só preciso dormir um pouco.

Sua mãe subiu as escadas e entrou no seu enorme quarto que sem dúvida daria para criar mais 5 pessoas ali, e Kyle se viu no meio da maior casa da cidade sozinho. Ele fez pipoca e foi assistir "O Diário de uma Paixão." Ele gostava desse filme, lembrava a Kristen, na verdade, tudo na sua vida lembrava a Kristen. Ela tinha virado quase uma parte dele, e ele amava isso, amava estar do lado dela, amava ter a melhor semana com ela - mesmo ela dizendo que iria ficar uma baleia se comesse mais um sorvete - mas ele não conseguia tirar aquilo que sua mãe tinha feito, ela nunca se esqueceu de nada antes. Quanto mais um jantar com a família mais rica de MountainWood, se havia uma coisa que sua mãe fazia bem, era ir em jantares com pessoas ricas que provavelmente não ajudariam em nada se ela fosse pobre. Os Wreigwood era uma família tão conservada que ninguém sabia de sua existência, a casa deles parecia sempre fechada e eles não se misturavam com as outras pessoas da cidade.

Quando o filmes estava no meio, sua mãe desceu as escadas, já era 03:00 e ela nunca acordava esse horário, ela desceu a escada com extrema cautela e foi até a cozinha e pegou uma maçã da fruteira que ficava em cima da mesa. Sua mãe não gostava de maçã, Kyle achou estranho aquilo e perguntou:

- O que você está fazendo, mãe?

- Eu estava com fome, então eu vim pegar uma... Uma...

- Maçã?

- Isso, obrigada por me lembrar, querido. Maçã.

Ela pegou o fruto e subiu as escadas, sua camisola branca arastava na escada e Kyle sentiu uma enorme agonia disso. Mesmo sendo a Sra. Marley que lavasse, aquilo iria dar um grande trabalho. Sua mãe não estava velha o suficiente para ter perda de memória, muito menos a de coisas como maçã. Kyle pensou em Alzheimer, mas tudo indicava que não poderia ser isso. Talvez assistir um filme com uma protagonista com essa doença tenha feito ele pensar isso.

De manhã, sua mãe foi se sentar para comer com ele, eles pareciam aquelas famílias de comercial de manteiga, só quem sem o pai. Kyle nunca conheceu o seu pai, e sua mãe deixava claro que daria o telefone se ele quisesse, mas gostaria que ele não fizesse isso. Sua mãe sempre cuidou dele, mesmo quando não tinha dinheiro nem para comprar comida. Sua tia, acolheu eles quando ele tinha por volta de 7 anos de idade, e para uma criança que tinha morado na rua, a casa de sua tia era um verdadeiro palácio. Ele lembra de ficar brincando que era um rei e que todos esperavam por ele para por ordem naquele reino. O seu primeiro decreto como rei do que ele chamava de "O Reino de Kyle" era que nenhuma pessoa ficaria na rua, sempre tiraria essas pessoas da rua como sua tia fez. Seus primos eram esnobes e nunca brincavam com ele pois tinham medo de pegar alguma doença por ele ter saído da rua, hoje em dia, eles moram na França e sempre ficam na casa dele quando vem ao país do caos, que é como eles apelidaram carinhosamente os EUA. Ele lembra de uma vez quando Britney (uma de suas primas) queria um cachorro, e disse que para sua mãe que se ela podia pegar um garoto que vivia na rua, ela poderia pegar um cachorro.

Sua mãe de cabelos louros e olhos castanho claro como o dele dizia que era apenas uma brincadeira de primos e que eles gostavam muito dele.

Sua mãe comeu algumas panquecas, sua expressão mostrava confusão, ela pegou o jornal que o carteiro tinha entregado e leu as matérias relacionadas a moda e econômia. Seu cabelo preso em um coque perfeito, mostrava que tudo parecia em ordem, e que aquele episódio de ontem tinha ficado para trás. Ela olhou para ele franzindo o cenho e perguntou:

- Que dia é hoje?

- Ah, terça, mãe. Aqui, esta vendo a data aqui na aba do jornal? - Kyle respondeu, apontado para a aba do jornal.

- Ah, e eu tenho algo para fazer hoje? - Perguntou sua mãe.

- Liga para a Jackeline, ela que marca todos os seus compromissos.

- Acho que estou um pouco confusa, mas eu estou bem. Vou fazer isso.

Kyle foi se arrumar para a escola, sua mãe sempre vinha com o discurso de que a escola pública não lhe daria um futuro e outras coisas. Mas não dessa vez, ela estava ocupada demais tentando se lembrar o número de sua assistente. Ele entregou para ela a agenda telefônica e foi para a escola. Estava preocupado, e não conseguiu tirar a cena de sua mãe tentando dizer maçã. Na hora do intervalo, ele procurou saber sobre perda de memória e sinais de Alzheimer, sua mãe tinha demonstrado vários deles como desorientação, esquecer que já tinha tomado café, - na segunda ela tomou uns dez cafés - esquecer compromissos e nome de objetos. Ele tentou ligar para ela, mas deu caixa postal. Ele ficou imaginando se ela estaria perdida no trânsito ou algo assim. Kyle tentou não se apavorar, principalmente ao lado de Kristen.

Quando chegou em casa, sua mãe estava sentada com um papel na mão, Kyle sentou ao lado dela jogando a mochila no chão:

- Mãe, o que aconteceu?

- Filho, eu fui em um neurologista que a Jackeline tinha marcado para mim há alguns dias, e ele disse que posso estar com Alzheimer. Como eu sou nova para ter essa doença, eles acham que é genético. E se for... E se for, você pode ter Alzheimer.

Os olhos de Kyle se encheram de lágrimas, ele não conseguiria ter uma família com a possibilidade de seu filho ter Alzheimer, e como vários sonhos que aquele pequeno garotinho de 9 anos tinha, foram para o lixo. Ele abraçou sua mãe, ela cheirava a perfume e luvas de borracha, ela chorava em seus ombros. Sua mãe sempre enfrentou tudo sozinha, e agora tinha isso? Ela fungou e disse olhando para ele:

- Agora, você tem que fazer o exame também, tá querido?

- Tá, mãe. Você não está sozinha, tá. Eu estou aqui com você.

-----------4 dias depois -----------

Fazia 2 dias que o neurologista de sua mãe e  Doutor Mitsh confirmou o mal de Alzheimer, era um caso grave e que as chances do Kyle ter eram grandes, Kyle tinha feito o exame, o médico lhe contou que não era muito comum o Alzheimer atacar pessoas jovens, mas não era impossível. E que talvez possa ser mais fácil de controlar do que o da sua mãe. O médico disse que mandaria o resultado por fax.

Kyle tentava escolher uma roupa para sair com Kristen para o aniversário de uma semana, ele não havia contado para ela sobre a sua mãe e muito menos sobre a possibilidade dele ter a doença. Kyle viu que o fax tinha chegado e pegou apreensivo. Infelizmente, não foi o resultado que ele esperava.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, deixe aqui nos comentários o que você achou.


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