História A máscara que ela usa - Capítulo 5


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Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Regina Mills, Swanqueen, Swen
Visualizações 508
Palavras 1.627
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction A máscara que ela usa - Capítulo 5 - Capítulo 5

O medo correu por Emma. Não só era alguém com quem ela tinha se conectado aqui, no abrigo seguro de David, mas alguém que conhecia no mundo real. O que podia fazer? Ela não queria isso. Era intimidador, assustador.

Embora soubesse quem poderia ser ela, representava tudo que a apavorava. Um laço sentimental, intimidade, amor. Ela apertou as mãos trêmulas e as torceu tão forte que sua pele ficou branca.

Conforme ela encontrou os olhos cor de amêndoa dela, seu passado voltou e perfurou sua alma. Ela se sentiu traída. Por David. Por si mesma. Por Regina. Não era razoável, mas a raiva assumiu o comando e Emma abraçou-a em lugar do medo que a rasgava.

Embrulhando suas emoções em uma bola apertada, ela empurrou-as até que seu estômago tremeu com o esforço. “Por que você liberou minhas mãos?"

Regina levantou a sobrancelha. “David me deu permissão para quebrar as regras. Ele imaginou que você removeria a máscara se quisesse."

"Bem, eu removi.” A raiva amarga tingiu sua voz em um tom de zombaria. “Eu não sei o que você pensou que aconteceria agora. Eu assumo que você gostaria de mudar as regras para se adaptar."

Regina piscou para ela de onde estava sentada na beira da cama. A visão de seu corpo despido mexeu com seu sangue, mas ela ignorou isso. Saia de perto de mim. O pensamento gritava em sua cabeça. Ela era danificada, incompleta, não tinha nada para oferecer a ela. Ainda que ela tivesse atravessado as barreiras que ela tinha cuidadosamente construído por anos. Que direito tinha de girar seu mundo de cabeça para baixo?

Seus olhos estreitaram. “Eu não mudei as regras. Você não tinha que remover a máscara."

Que ela estivesse correta só abasteceu a raiva, e ela desesperadamente precisava livrar-se dela, distanciar-se dela. “Eu estava curiosa. Agora, minha curiosidade está satisfeita. Você pode partir.” Ela endureceu seu coração contra a expressão aflita em seu rosto.

Ela respirou fundo e levantou suas roupas. “Eu vejo que cometi um engano."

"Sim, você fez.” Sua garganta doeu com o esforço para conter as lágrimas.

Regina deu a ela um último olhar atento, então andou a passos largos para a porta, e com sua mão no trinco, ela parou, não encontrando seus lindos olhos verdes. “Foi um engano que eu cometeria novamente. Boa sorte, Emma."

Com isto, ela partiu.

Por que ela teve que libertá-la? Por que ela não podia ter deixado as coisas do modo que eram? Agora, o mundo real tinha se intrometido em seu mundo de fantasia, e ela não sabia como colocar as coisas de volta no modo que elas eram. Até não sabia se queria isso.

Emma desmoronou em uma massa de lágrimas impotentes. David estava lá imediatamente, sentando perto dela conforme soluçava como se seu coração estivesse quebrando.

O sono era novamente enganoso quando a semana começou. Emma chorava em um sono inquieto e então agitou e virou a noite toda. Ela evitou a cafeteria para afastar a possibilidade de encontrar Regina. Porém, manter-se distante a fez sentir-se pior.

Na quinta-feira, encontrou-se sentada no restaurante, comendo seu almoço habitual e tentando manter os olhos longe da porta. Mesmo assim, ela soube imediatamente quando ela entrou. A conexão foi imediata.

O olhar dela encontrou o seu e deslizou longe, vazio de qualquer expressão. Seu coração apertou em agonia. Apesar de ela a ter rejeitado, machucado, o laço entre elas era tão forte que soube quando ela sentou e sentiu cada tremor de seus músculos. Aquelas mãos talentosas que ligaram o laptop do outro lado da sala. Aquelas mãos fabulosas que tinham criado sensações que ela nunca tinha experimentado.

As lágrimas queimaram suas pálpebras, e as palavras na página de seu livro borraram. A comida em frente a ela tinha sabor de serragem. Afastando a salada, pegou suas coisas e partiu tão depressa quanto possível.

Regina seguiu a figura de Emma conforme ela escapou com a cabeça baixa. Seu cabelo tinha escapado da presilha que usava. A dor espalhou por seu peito. O que podia fazer? Ela tinha deixado claro que a queria, não apenas seu corpo.

As ondas de eletricidade entre elas eram agonizantes. O que queria era atirá-la sobre seu ombro, levá-la para casa e a forçá-la a aceitá-la como sua mestra. Mas sabia que ela não estava pronta para o tipo de relacionamento de confiança mútua que ambos precisavam.

Partir para outra submissa parecia tão vazio, desconfortante. Ela estava obcecada por Emma. Seus seios generosos, seu cabelo selvagem, loiros e sua vulnerabilidade sensual eram tudo em que ela podia pensar. Contemplar outra mulher era impossível. Ela a queria.

Era uma experiência sem igual para ela. Sexo era sempre dar e tomar, leve e fácil. Este elemento de necessidade e desespero fez com que repensasse o que queria em sua vida.

Evitar David era imperativo. Talvez mudar-se para o Condado de Humboldt tivesse sido um engano. Talvez devesse voltar para a cidade grande onde não existia nenhuma complicação. Só aquele pensamento fez sua garganta apertar e a cabeça doer. O que mais ela podia fazer?

Fechando o computador, ela juntou suas coisas e voltou ao trabalho.

Emma permaneceu na soleira de David e rezou para que ele estivesse em casa quando bateu freneticamente em sua porta. Que outra pessoa poderia ajudá-la? Quem sabia seus assuntos sexuais melhor do que ele?

Quando ele abriu a porta, a surpresa e preocupação em seu rosto disseram a ela, melhor que um espelho, como devia estar parecendo abatida. “O que vou fazer?” David abriu totalmente a porta e a deixou passar. Ele sabia que não deveria tocá-la, da mesma maneira que soube na noite que Regina deixou o quarto.

"O que está errado?” ele perguntou.

"Eu não posso mais usar a máscara. Eu coloco isso, e me sinto sufocada, assustada. Como isso aconteceu?"

Ele a estudou com uma expressão pensativa. “Eu nunca vi você tão agitada. O que você quer fazer?"

"Eu quero voltar para o modo que era quando a máscara me dava segurança e proteção.” Ela se lançou em uma de suas confortáveis poltronas e correu os dedos impacientes pelo cabelo. “Por que você a mandou para mim novamente? Depois do que aconteceu na primeira vez?"

"Você confiou em mim por este tempo todo. Por que você não vai confiar agora?"

Ele estava certo e Emma sabia isso. David a manteve segura durante os últimos quatro anos, e isso não tinha sido fácil. Ela quis manter distância de seus parceiros. Ela quis permanecer anônima. David, como seu mentor, forçou as regras de forma que não tivesse que fazer isso. Para ela tudo tinha sido fácil, liberador. David tinha tido toda a responsabilidade, e ela teve suas necessidades atendidas.

"Eu confio em você.” As palavras fecharam sua garganta. “Eu estou assustada.” Ela envolveu os braços ao redor do corpo e balançou com os olhos fechados.

"Eu adverti você sobre isso."

As lágrimas queimaram dentro de suas pálpebras. “Eu sei.” Ele tinha advertido.

A primeira vez que ela quebrou uma regra em sua casa, tinha estado em perigo. Ela permitiu que um Dom a controlasse sem uma palavra segura na privação dos sentidos. David tinha ficado furioso. Ele quase banira Emma de suas festas. Mas ela disse a ele a verdade, a razão pela qual precisava da máscara. A razão pela qual precisava renunciar à conexão emocional durante o sexo.

Levou um mês de discussão, mas ele fez as regras e a ensinou como ser uma submissa de forma segura e nunca, nenhuma vez a tocou de um modo sexual.

Suas lágrimas caíram pelos cantos de seus olhos. “Eu sinto muito."

David acenou uma mão. “Pare com isso. Você a quer?"

Ela congelou. Então emitiu um sufocado “Sim."

"Você sabe o que tem que fazer.” A voz de David era firme e não permitia nenhum argumento. “Você tem que dizer a ela."

Ela sabia que ele estava certo, e estava apavorada. Dizer a Regina? Sobre seu passado? Seu lábio franziu e seus olhos estreitaram para o rosto de David. Ele movimentou a cabeça como se tivesse respondido.

Ela agitou a cabeça. “Ela não poderá lidar com isto."

"Eu fiz.” Ele segurou seu olhar, seus olhos azuis intensos.

"Mas você é...” Ela não podia pôr em palavras por que era diferente com David.

"Eu não sou um companheiro potencial, é isso? Eu sou seguro, não é?” Ele movimentou a cabeça devagar. “É muito mais fácil dizer um segredo obscuro para alguém quando eles não são tão importantes."

Ela protestou. “Você é muito importante mim."

Seu sorriso era tenro. “Mas eu não vou transar com você, e nós dois soubemos disso imediatamente. Regina é diferente. Você a quer. De ambas as formas, com a máscara e sem ela."

O terror deslizou ao longo dos nervos de Emma. Ela queria Regina. Até antes de saber que ela participava de festas de BDSM. Aquele pensamento por si só era assustador. Adicionado a isso ela tinha atravessado suas defesas mais profundas em um encontro sexual anônimo e isso a fez tremer por dentro.

David inclinou para frente em sua poltrona e pegou suas mãos trêmulas nas dele. “Diga a ela, Emma. Não se esconda mais disso."

Ela engoliu. “E se...” Ela torceu as mãos dentro das de David. “E se ela for embora? Eu não sei se posso lidar com isto."

David apertou a parte de trás de seus punhos com o polegar. “Então você lidará com isso. Você é mais forte do que pensa. Você sobreviveu a algo feio e mudou isso a seu favor. Comparado àquilo, isso é uma brincadeira."

Ela respirou profundamente e expirou lentamente. “Eu levarei suas palavras em consideração.” Ela abriu as mãos e segurou as dele, seu sorriso vacilou um pouco. “Obrigada. Novamente."

Ele sorriu. “De nada. Novamente. Agora, vá achá-la."


Notas Finais


Até quinta <3
Desculpa por não ter postado ontem.
Falem comigo nos comentários! xoxo'


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