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História A Matter Of Time - Capítulo 145


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Capítulo 145 - 145


 Mas naquele momento, Eric conseguia me desarmar por completo e me fazia ver um outro lado que era tão prazeroso quanto. Ficar à mercê das suas vontades tinha um sabor especial, algo que me deixava segura e me fazia ter a liberdade de simplesmente me deixar levar, sem precisar raciocinar muito, era fácil como respirar. Senti suas mãos sedentas puxarem minha calça para baixo enquanto eu me perdia em pensamentos nada coerentes, seus lábios ainda se demoravam em meu seio. Eric parecia querer tudo ao mesmo tempo e eu ansiava para lhe dar tudo, sem reservas e sem precisar conversar sobre nada antes. Ajudei meu noivo a me livrar das calças, nos atrapalhamos um pouco com minhas sandálias de salto o que impacientou um pouco Eric, que por sinal continuava vestido e aquela cena estava me deixando ainda mais excitada.

Usando apenas a calcinha da Victoria Secrets que me deixava praticamente nua,

fiquei parada à sua frente, antes mesmo de conseguir retirar a calça do meu corpo já começava a beijar minhas coxas e a apartar minha bunda, puxando-me para perto, perto até demais. Encostei à parede e me deixei levar. Eric me acariciou por cima da calcinha por poucos segundos e logo sua mão já estava por dentro, empurrando a peça para o lado, tanto pela frente quanto por trás e seus lábios rapidamente estavam em mim. Pensei que aquilo seria demais pois meu corpo respondeu de uma forma tão feroz que me fez gritar, para então me dar conta de que estávamos muito próximos a porta e que facilmente poderíamos ser ouvidos. Que se dane quantas vezes eu precisasse gritar! Eric não fez sexo oral, ele fez “o” sexo oral e foi incrível! Maravilhoso. Seus lábios se fechavam em mim com tanto desejo, trabalhando com tanta precisão que em poucos minutos eu explodi em um orgasmo que tirou a minha capacidade de me manter em pé.

Sério! Eu nunca havia gozado daquela forma, mas contava o tempo que estávamos sem sexo. Bom... Minhas pernas falharam e mãos fortes de um homem incrivelmente gostoso e cheio de tesão me ergueram e sem esperar por mais nada me levou até o sofá, mas não me deitou, como eu esperava.

- Aqui, minha pequena – encostou-me ao sofá ficando às minhas costas.

Suas mãos continuavam firmes e me explorando como se eu não tivesse acabado de ter alívio, aquilo tudo era incrível demais. Normalmente eu gozava e estava tudo certo, não precisávamos de muitas alegorias e sempre era uma vez, uma única vez e era o suficiente, para nós dois, independente de como fosse. Descansávamos e mais tarde, se rolasse o clima outra vez, voltávamos a transar, mas naquele momento Eric estava decidido a mudar o nosso histórico. Eu não encostei no sofá,

  simplesmente fui imprensada nele, Eric às minhas costas e suas mãos atiçando tudo o que encontrava pela frente, o que significa, o meu corpo nu e à sua disposição e era uma delícia! Misturado a tudo estavam os seus lábios em meu pescoço fazendo a minha pele arder, eu estava outra vez excitada e ansiosa por mais um orgasmo. Ouvi o barulho das calças do meu noivo e logo em seguida ele me preencheu, sem avisos ou permissões, ele simplesmente se enfiou em mim com tudo o que tinha direito.

E eu adorei! Foi... incrível! Delicioso, tanto que eu sorri. Estava encantada demais, achando tudo tão maravilhoso que era impossível apagar o meu sorriso. Mordi


 meus lábios permitindo-me absorver cada sensação, suas mãos me tocando como queriam, seus lábios mordiscando, sua língua em minha pele... Foi por isso que o recebi tão prontamente e logo em seguida rebolei sentindo-o me penetrar com mais vontade. Tinha consciência de que a nossa posição o favorecia, pois Eric me segurou pela cintura e sem tirar os olhos da minha bunda, assistia todo o seu espetáculo se enfiando em mim de uma forma única e presenciando a minha capacidade de proporcioná-lo prazer e era o que eu fazia. Eu rebolava de uma forma que nem conseguia acreditar e como brinde recebia os seus gemidos, deleitando-se de tesão, saboreando suas entradas e saídas como a quem estivesse vivendo os seus últimos segundos de vida e da forma mais deliciosa possível. Ele morreria de tesão.

- Ah, Ans! Que saudade deste calor! – ele gemeu já quase entregue.

 Uma mão desceu até o meio das minhas pernas e seus dedos se espalharam pela minha vagina, massageando a carne, apertando os pontos principais, se esfregando de maneira a me deixar louca de tanto desejo. As estocadas ficaram mais rápidas, urgentes, ao mesmo passo que o movimento lá embaixo também se intensificou e o orgasmo me atingiu em cheio. Eu gemi sem conseguir me controlar, a respiração entrecortada, o coração acelerado e o corpo exausto, deliciado com os dois orgasmos tão próximos. Eric gemia atrás de mim, se espremendo em meu corpo e falando coisas que eu não conseguia entender... Ofegante, descansou o rosto em meu pescoço, distribuindo beijos preguiçosos e cheios de amor. Depois, saindo de dentro de mim, me tomou em seus braços, sentando no sofá e alojando-me em seu colo. Me aconcheguei ao seu peito, tomando consciência de que eu estava nua enquanto Eric já se encontrava recomposto, com suas roupas no seu devido lugar, ele sorriu ao perceber a minha vistoria e me apertou em seus braços, beijando o topo da minha cabeça.

- Senti sua falta – disse com a voz cansada.

- Eu estive sempre aqui – brinquei acariciando o seu peito.

- Mas eu não, meu gelinho! – seus braços fizeram mais pressão, tive medo de que voltássemos ao luto.

- Eu também senti a sua falta – mesmo sem olhá-lo percebi que meu noivo sorria. – Você está... Diferente.

 - Eu amo você, Ansley!

- Eu também amo você!

- Não quero perdê-la.

- Eric... – ele levantou meu rosto e depositou um beijo casto em meus lábios.

- Não vou perdê-la, Ansley, minha vida é uma sucessão de acontecimentos ruins, de coisas que eu não sei explicar e estou cansado de ser sempre um fraco, de ser o que


 cai, o que sofre, o que precisa da sua força para me reerguer. Estou cansado! – sua mão me abandonou para que pudesse passá-la pelo rosto. – Shay morreu, Alison foi embora, meu pai foi assassinado, tivemos roubo, traições, todas as loucuras que podem destruir um homem.

- Eu sei, meu amor! O mais importante é que você agora consegue compreender que é importante continuar a vida.

- Não, Ans! Eu não quero que a minha vida continue, o Eric que você conheceu morreu, foi enterrado junto com toda a minha família. – confessa. - Este homem aqui é uma outra pessoa, eu quero uma vida nova! Quero recomeçar!

- E como quer fazer isso?

 - Casando com você, dedicando cada segundo da minha vida a sua felicidade, recuperando todo o tempo que perdi com assuntos que não eram meus e toda a alegria que te neguei por não conseguir me desvincular da lama que Shay colocou em minha vida. – declara. - Eu amo você, Ans! Estava te perdendo, eu sei disso, mas não quero! Quero você em minha vida para sempre. Case comigo!

Pisquei para tentar afugentar as lágrimas que começavam a inundar meus olhos e sorri. Eric era incrível! O homem da minha vida, eu sabia que seria ele no momento em que o vi passar pela porta da minha casa, mesmo ele não me notando, mesmo me ignorando e só prestando atenção em mim quando começou a viver aquele inferno que viveu. Era ele! Eu tinha esta certeza.

- Nós já somos noivos – foi o que consegui dizer e ainda estendi minha mão para que ele conseguisse ver o anel que me deu de noivado, Eric riu como se eu tivesse contado uma piada. – Não podemos ser noivos duas vezes.

- Eu sei, minha pequena princesa, eu sei... Mas o que estou dizendo é que quero que este casamento aconteça – chorei.

Foi impossível não chorar.

Eu passei anos sem conseguir fazer aquele casamento sair, primeiro Eric não tinha certeza, depois o pai dele morreu, e então, quando eu pensava que daria certo, Delphine e Shay começam a viver diversas tragédias, como a morte do meu

sobrinho e então o interesse foi esmaecendo e eu só deixei as coisas acontecerem.

- Não chore – ele sussurrou.

- Ah, Eric! – solucei sem conseguir conter as lágrimas. – Eu tive tanto medo, pensei que nunca conseguiria tirá-lo daquele estado, que você não voltaria nunca mais – ele me abraçou e afagou minhas costas.

- Calma! Eu estou aqui agora e estou só por você, minha pequena, olhe para mim – levantei o rosto encontrando aquele sorriso que iluminava o meu dia. – Em quanto tempo você consegue organizar tudo?

 

 - Para quando você quer?

- Para ontem! – ele sorriu e me puxou em um beijo delicioso que rapidamente acendeu meu corpo e me levou para mais uma sessão de sexo e amor com o meu noivo.

***

Mas eu demorei longos dois anos para conseguir organizar a festa dos meus sonhos, até porque não era apenas a cerimônia e a festa. Eric queria construir uma

 casa e o projeto que deveria durar seis meses, se esticou por um ano e meio, acho que seria justo fazer outra pausa aqui para contar que a culpa foi inteiramente minha. Primeiro com o projeto, foram cinco plantas diferentes e eu demorei consideráveis dez dias para escolher uma delas... Mas vamos ser compreensíveis, como escolher a planta de uma casa que você vai passar a sua vida? E se eu enjoar da localização do quarto? E se eu não quiser mais uma sala com varanda gourmet? E se... Bom, foi isso o que aconteceu. Quando o esqueleto da casa já estava de pé eu resolvi que o quarto de casal deveria estar na outra extremidade, e depois que eles conseguiram mudar tudo, achei que a sala era pequena, também quis implantar uma lareira, apesar de Eric ser contra, ele preferia aquecedores e era lógico que eu também, mas nada como o charme de uma lareira acesa em noites frias.

O fato foi que atrapalhei a vida daquelas pessoas por tanto tempo que Eric precisou interferir, me dando a ordem de não colocar meus pés no local antes do dia da mudança e só assim a casa ficou pronta. Depois tivemos o problema das cores do casamento, eu tinha escolhido uma, a que era do momento, mas decidir pela data, igreja e conseguir os dois juntos foi consideravelmente complicado e quando finalmente encontrei o equilíbrio, as cores saíram de moda, assim como o estilo da festa ou seja: tive que mudar tudo. Devo levar em conta que conversar com Eric sobre qualquer assunto, sem a vigilância de qualquer pessoa tornou-se uma missão impossível. Sim, meu noivo simplesmente se tornou um homem incansável, voltou a trabalhar como nunca e nas horas vagas não pensava em outra coisa que não fosse sexo e era sexo daquela forma mesmo, como ele tinha feito no dia em que me pediu pela segunda vez em casamento.

Não dava para resistir.

Desta forma, meu casamento, mesmo com o pedido tão urgente e apaixonado, demorou consideráveis dois anos e meio para acontecer e isso porque Eric simplesmente surtou e disse que não casaria mais, então aceitei as flores que Susan sugeria, as cores que já estavam certas com o buffet e o vestido que foi realmente o último modelo Vera Wang exclusivo que eles quiseram me dedicar, mas era lindo, perfeito, assim como o nosso amor e aquele dia aconteceu a tão sonhada noite.

- Volte para casa, este será o meu melhor presente – fiquei com a voz embargada com a minha irmã e minha cunhada, que estavam no Brasil, cuidando de seus

 

 negócios, e não puderam comparecer à festa. Pisquei diversas vezes para evitar que mais lágrimas acabassem com a minha produção.

- Nós vamos sim, Delphine, curta o seu casamento e cuide do Eric.

Delphine estava tão linda! Mais forte, com um bronzeado leve, no entanto aparente e Cosima? Ela estava perfeita! Ainda mais bonita do que antes, dois filhos só fizeram com que minha cunhada ganhasse formas ainda mais bonitas e eu a amava!

- Cuide da Cos. – pedi. - Ela está linda, mesmo depois de dois filhos – puxei o ar com força para não me desmanchar em lágrimas, era o meu casamento e eu precisava estar bem... Porém a falta que elas faziam era imensa. - Tchau!

 Desliguei o computador e sorri para o espelho, era para Delphine estar ali. Aquela cretina maníaca por segurança! Como não odiá-la? E como não amá-la sabendo a mãe maravilhosa que ela se tornara? A esposa incrível que fazia a minha amiga tão feliz! E como não me encher de orgulho só de saber que em três anos ela construiu seu próprio império?

- Pronta? – Victor abriu a porta sorrindo, seus olhos se prenderam a mim e eu pude sentir a sua emoção. – Els, você está...

- Eu sei... Linda, não? – dei uma voltinha para que ele pudesse melhor me olhar.

- Eu ia dizer que nem parece mais aquele cubinho de gelo, mas linda cabe bem nesta hora – ele riu e eu não deixei de admirar aquele sorriso encantador do meu irmão, Paul era tão idiota que chegava a ser engraçado e muitas vezes, fofo. – Eric se deu bem – piscou e me ofereceu o braço.

Saímos em direção a limusine e eu me concentrei em respirar adequadamente, seria péssimo desmaiar antes do casamento. Eu tinha que chegar lá e falar um perfeito “sim”, confirmando o meu amor por Eric e o dele por mim, obvio! Mas naquele momento eu só pensava no quanto queria Delphine ali, assim como o meu pai. Não deveria ser normal casamentos acontecerem sem a presença de pessoas tão especiais, não que eu quisesse adiar o casamento, até porque o meu pai não poderia comparecer mesmo. Mas eu falo que famílias nunca deveriam ser desfeitas antes que todos os acontecimentos especiais estivessem concluídos, como se

formar, casar, ter filhos... Eu sentia a falta delas.

- Não vá chorar agora, gelinho! Pode deixar que você vai ter longos anos para fazer isso.

- Que é isso, Paul? Está jogando praga no meu casamento?

- Não, mas quero só ver quando Eric começar a implicar com as faturas dos seus cartões de crédito – bufou e riu. – Cara, eu realmente queria estar na hora em que ele abrisse uma fatura sua.

 

 - Não seja idiota, Paul! Eu sempre paguei as minhas contas, não vai ser diferente agora – olhei para fora pensando se aquela conversa não era apenas para me distrair da tristeza que começava a me dominar.

- Você pagava, agora será uma mulher casada e com a modernidade, as contas serão divididas, ou seja, a partir de hoje você também é a provedora desta família e te conhecendo como conheço, você vai enlouquecer quando perceber que o seu dinheiro antes destinado apenas as compras, agora pagam luz, água, impostos... Dívidas de casamento... – dei um tapa no braço do meu irmão que gargalhou.

- Vá assustar o diabo! Se pensa que vai me fazer desistir está muito enganado – ainda rindo ele me puxou para seus braços.

- Estou brincando, tenho certeza de que você será muito feliz, já Eric...

- Vá se foder!

- Que boca suja é essa? Não está ciente de que estamos na porta da igreja?

Foi quando me dei conta, a limusine estava parada e do lado de fora estava a igreja que nos aguardava completamente ornamentada e estava linda! Vi o movimento dos funcionários do buffet para me recepcionar o que me deixou ainda mais nervosa.

- Vai dar tudo certo, são só alguns passos e logo vocês virarão picolé na Suíça – ele disse ao abrir a porta e me oferecer a sua mão.

- Eu estarei em frente a uma chaminé, tomando um vinho maravilhoso e fazendo amor de uma maneira incrível – ele me olhou sem acreditar em minhas palavras. – O quê? Só porque Adele enjoou do seu cheiro não significa que todo mundo tem que ficar chupando dedo, maninho! – fiz beicinho e toquei na ponta do seu nariz, Paul recuou já aborrecido.

- Eu não estou chupando dedo – se aprumou para me conduzir.

- E está o quê? Vivendo de punheta? – ri com medo de chamar a atenção dos outros enquanto caminhávamos para a entrada.

 - Não vou conversar sobre sexo com a minha irmã caçula. – fala na defensiva. - Adele está grávida e eu estou respeitando os enjoos dela, não se preocupe que chegará à sua vez.

Olhei para a frente e respirei fundo quando as portas imensas se abriram revelando o interior da igreja lotada, a marcha nupcial começou nos dando a deixa para iniciar nossa apresentação. Com os olhos úmidos eu reconheci o homem da minha vida aguardando por mim na nave, ele estava tão... Não dava para deixar de pensar em tudo o que vivemos, o quanto lutei pelo seu amor, para que ele finalmente me notasse. No fundo eu sabia que Paul era meu assim como eu sempre seria dele. Nunca de outra forma.

 

 - Ainda dá tempo de fugir – Paul sussurrou em meu ouvido, sorri largamente. - Não, meu irmão... Eu nunca vou enjoar de Eric... Nunca!




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