1. Spirit Fanfics >
  2. A Megera Indomável >
  3. Uma Megera Cheia de Ódio

História A Megera Indomável - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Boa Leitura...

Capítulo 11 - Uma Megera Cheia de Ódio


Fanfic / Fanfiction A Megera Indomável - Capítulo 11 - Uma Megera Cheia de Ódio

Uma Megera Cheia de Ódio  

Sakura não soube como responder o Sasuke, o que mais temia era que tudo não passasse de uma piada de mau gosto, mas com as conversas que teve com Karin, naquela noite, onde tudo começou, Karin disse que as palavras do Uchiha sempre terão valor, serão sempre honestas, ele não mentia ou jurava em falso. Ele não prestava, mas nunca disse ao contrário para fazer com que as mulheres frequentassem a sua cama. No caminho de volta, Sakura ficou em silêncio, martelando aquelas afirmações em sua cabeça, Sasuke não insistiu, tão pouco, continuou com a conversa, o que fez eles ficarem mais de vinte minutos em silêncio, um olhando para o outro, aguardando, ansiosamente, uma resposta que não veio.

Subiram juntos para o quarto, Sakura tomou banho na frente, depois de fazer algumas ligações, Sasuke guardou o anel no criado mudo do seu lado da cama, ele ficou imaginando a melhor maneira de como entregá-lo para a sua mulher. Claro que dava presentes para as suas amantes, na época em que tinha muitas mulheres, mas não presentes com um valor emocional tão grande, Sasuke jamais ousou propor casamento para uma delas, mas lá estava ele, diante de todas as suas convicções, morrendo de medo de receber um não de uma única mulher. 

__Terminei, Sasuke. – ele perdeu a voz ao vê-la numa camisola longa de seda bege, enrolada num robe da mesma cor. __Tudo bem? – sussurrou, preocupada.

__Estou indo para o banho. – demorou, mas conseguiu recompor-se. __Você não costuma dormir de tarde. Está passando mal?

__Não, estou bem. – sorriu, discretamente. __ Você não passa o dia em casa. – afirmou. __Como sabe que eu não...

Merda.

__Estou indo. – a interrompeu. __Antes, coma algo.

__Sim, Sasuke. – concordou. __Podemos deixar o jantar para outro dia? – ela desviou o olhar, perdida. __Imagino que, hoje, você queira sair sozinho. Afinal das contas, não creio que você ficará em casa, num sábado à noite, comigo.

__Há algum lugar que você deseja ir? – ela negou, Sakura não esperaria nada dele. __Ficarei em casa. – o Uchiha sorriu, demostrando um amor verdadeiro. __Minha prioridade é você, Sakura.

Aquilo foi como um soco no estômago dela. Kakashi jamais a tratou de uma forma tão carinhosa. Embora fosse um vilão pelas leis do diabo, Sasuke fazia parecer que Sakura era a sua musa, a mulher da sua vida e a sua única mulher.

__Quando disse que gostaria de continuar casado comigo. – uma pausa, aterrorizadora. – ela temia a resposta que receberia. __Estava sendo verdadeiro, Sasuke?

__Sim, Sakura. – a tranquilizou. __Tão certo quanto a noite é escura e o dia é claro. – pela primeira vez, a Sra. Uchiha perdeu a capacidade de falar. __Então, por favor, pense direito. Fique comigo.

Sasuke a desarmou, a megera ranzinza não deu sinais de que apareceria tão cedo, o que o incentivou a continuar com aquelas doces propostas de amor.

__Está blefando.  – por fim, Sakura não cairia na lábia do marido. – a fama dele não condizia com o que ela buscava no amor. – para ela, Sasuke queria ter um pouco de diversão, nada mais.

__Nós podemos nos casar na igreja, como sempre desejou. – ela arregalou os olhos, assustada.

__Se vingará de mim, na hora do altar? – Sasuke não acreditou no quanto sua esposa havia sido enganada. __No dia, você não irá aparecer? Ou estará com alguma outra mulher?

__Confia em mim, Sakura. – a implorou, desesperado. __Desde o dia em que a encontrei, não houve mais mulher na minha vida. 

__Da última vez. – ela suspirou. __ Ele dormiu com outra. E eu tentei acabar com a minha vida. – a primeira vez que ela tocava no assunto. __E da vez anterior a essa, encontrei mensagens no celular dele. – Sakura não ousou chorar. __Há pessoas que não nasceram para encontrar o amor. – ele a encarou. __E o amor não surge de um dia para o outro. – completou, abandonando-o no quarto.

Pobre Sakura, ela mal sabia que tinha um homem de joelhos, na sua frente.  Mas Sasuke não desistiria, ainda tinha dois meses para fazê-la ficar.

Antes de ir atrás de um copo de água, Sakura parou diante da porta do quarto de Eloisa, onde sorriu ao vê-la entretida, assistindo ao o que parecia ser um filme de animação na televisão. Ela gostou de ver a cunhada feliz, sem crises e gritos, quando Aurora ficava feliz, Sakura não conseguia estar triste.

__Posso assistir com você? – mesmo que a cunhada não pudesse falar, a Sra. Uchiha enxergava tudo nos olhos dela. __Que bom, Eloisa.

Ela entrou, batendo a porta logo em seguida, deitando-se ao lado de sua protegida. Enquanto houvesse ar em seus pulmões, ela sempre cuidaria de Eloisa com amor e carinho.

__O seu irmão está abalando os meus alicerces. – confessou. __E eu não sei como ficarei depois que tudo acabar, porque irá acabar, Eloisa. 

__Sasu..ke. – o único substantivo que ouvia Eloisa dizer. __Sasu..ke.

__O que acha de irmos, amanhã, na soverteria? – ela sorriu. __Você pode tomar soverte de morango. Sei que é o seu favorito.

Eloisa a abraçou. Ela amava abraçar os outros.

__Mas você gosta mesmo da Cinderela. – Sakura riu. – muitas fotos que mandou revelar, Eloisa estava abraçada com a gata borralheira da Disney. __Caso Sasuke não tivesse roubado a Freya, essa hora ela estaria aqui. Aquele ladrão.

No outro lado da casa, logo assim que saiu do banho, Sasuke espirrou.

__Pois bem, Eloisa. – Sakura acariciou o seu rosto. __Como o Sasuke a trata? – muito bem. – caso o Uchiha maltratasse a irmã, Eloisa jamais gostaria de ficar perto dele, tão pouco, seria tão carinhosa.

Mas os olhos de Sakura fitaram no braço de sua cunhada, uma marca roxa começava a criar sinais de que desaparecia, aquela mancha não aparentava ter sido ganha há menos de sete dias. Ela começou a buscar na sua mente a última vez em que sua amiga teve uma crise. Sakura estranhou, ergueu mais a blusa e não encontrou nada, mas quando Eloisa abaixou para pegar o seu urso de pelúcia que caiu no chão, na hora da investigação de sua cunhada, Sakura percebeu que existia a marca do que parecia ser um chupão, dentre o meio das pernas de Eloisa.

__Eloisa. – a chamou. – apertando-a com força, num abraço. __Oh meu Deus! Quem será que fez essa merda?

Sakura correu para o seu quarto, o seu marido não estava, deveria ter ido ao escritório resolver alguns problemas, na mesma hora, arrancou um vestido do armário, calçou o primeiro chinelo que encontrou, buscou pelos documentos de sua cunhada. Caso alguém tenha ousado tocá-la, Sakura teria as provas para poder matar o desgraçado.

__VAMOS ELOISA. – ela berrou, chamando-a. E assim que ela apareceu, no meio da sala de estar, Sakura segurou a mão dela. __Querida, olha. Possa ser que a médica precise examiná-la, mas estarei lá segurando a sua mão.

Quando passavam por um dos vários seguranças da casa, Eloisa recolheu-se para trás de Sakura, assustada, quase entrando numa nova crise. Na hora, Sakura o encarou, mortalmente, ela soube, desde o início que, aquele filho da puta, tinha dedo nisso. Mas Sakura fingiu que nada sabia.

__Senhora. – ele disse, com sua voz rasgando como um trovão.

__Nós iremos à sorveteria. – mentiu. __Por favor, avise ao meu marido. – duvidoso, Sakura jamais chamava o Sasuke de marido, somente cavalo ou pangaré velho.

__Sim, senhora. 

Algo dentro de Sakura dizia que aquele homem tocou Eloisa, a forma como a cunhada ficou, completamente, assustada, dando sinais com os olhos, implorando por um socorro. E o pior, ninguém percebeu, ou fingiram-se de cegos. Eloisa não enxergava maldade nas pessoas, conhecendo ou não, ela abraçava, sorria e abraçava novamente, e assim era com todos os funcionários da casa, sem exceção, até no dia de hoje. No percurso que fizeram de dentro de casa até o carro, Eloisa abraçou todos que encontrou, menos o maldito daquele homem. O que é o suficiente para ter desconfianças.

Logo que um outro segurança abriu a porta do carro, ela esperou que Eloisa entrasse na frente, vendo que ninguém a observava, ela sussurrou. 

__Fique de olho nele, até eu retornar. – indicou com o olhar. – o homem assentiu, na mesma hora. __E diga diretamente ao meu marido para ficar preparado. – instruiu. 

__Algo de grave aconteceu?

__Tenho minhas desconfianças.


Notas Finais


Continua Em Breve...
Beijos Doces Com Açúcar *-*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...