História ;a melhor alma gêmea do mundo - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Lee Jihun "Woozi", Soonyoung "Hoshi"
Visualizações 79
Palavras 2.109
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


♡↴
olá!!
só uma one shot pra não deixar a conta empoeirando, espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Capítulo único (jihoon não aguenta mais esperar)


Jihoon queria poder dizer que já estava acostumado a ver o mundo em preto e branco; seria assim até que olhasse nos olhos de sua alma gêmea. Depois de vinte um anos vivendo na mesma paleta de cores, Jihoon queria acreditar que já tinha se adaptado a isso; queria acreditar que não ficava mais triste quando via um casal na rua ou quando um de seus amigos achava sua alma gêmea — claro, Jihoon ficava feliz por eles, mas lá no fundo, ele se perguntava: "quando será a minha vez?".
  Em seus vinte um anos de vida, Jihoon nunca tinha visto sua alma gêmea; quando era criança, descobriu que precisava olhar nos olhos da pessoa para saber se ela era sua alma gêmea, então ele passou a esforçar para encarar estranhos, engolindo a timidez. Porém, essa última parte era difícil, e Jihoon às vezes não conseguia evitar e não fazia contato visual com pessoas novas. 
  "Desse jeito nunca vou encontrar minha alma gêmea!", pensava, frustrado, ainda mais quando via alguém que conhecia tendo essa sorte. Tudo na vida das pessoas parecia melhorar quando encontravam suas almas gêmeas, e Jihoon não queria admitir que estava quase implorando aos céus para que lhe deixassem logo conhecer a sua. Jihoon morria de curiosidade para saber como ele ou ela seria, se dariam-se bem logo de cara, como seria o relacionamento dos dois. Durante todos esses anos, Jihoon evitou ficar com outras pessoas em festas, baladas (lugares para os quais era arrastado por seus amigos) só para ter seu primeiro beijo e a primeira vez com sua alma gêmea. 
  Jihoon não queria pensar nisso naquele momento; sua cafeteria preferida tinha reaberto após meses de reforma, e era reconfortante estar de volta naquele mesmo banco ao lado da vitrine, tomando café sozinho, ouvindo música em seu celular enquanto desenhava ou escrevia seus poemas. Jihoon sonhava em ser um grande escritor, imortalizar seus poemas, e aquela cafeteria era um lugar perfeito para que sua mente se deixasse levar pelo fluxo de pensamentos e sentimentos. Naquela tarde, Jihoon estava escrevendo sobre a impaciência de esperar a pessoa amada.
  Estava nevando lá fora, e cada vez que alguém abria a porta de vidro da cafeteria, o ar frio entrava, fazendo Jihoon tremer. Aquela época de final de ano era a preferida de Jihoon, que amava o frio, a neve, os casacos quentinhos, os cachecóis enormes, tudo o que envolvia esse tipo de coisa. Jihoon se incomodava quando o ar frio invadia seu corpo sempre que alguém entrava, mas não se importava em olhar quem era; afinal, não estava esperando ninguém. Porém, naquele momento, foi como se o destino tivesse preparado exatamente aqueles poucos segundos para tudo começar a acontecer.
  Jihoon estava no fim de seu poema quando um rapaz entrou. Assim como tinha feito com os outros clientes, Jihoon apenas o ignoraria, mas ele usava uma jaqueta de couro bem bonita, que fez Jihoon cravar seus olhos nele apenas por alguns segundos. O rapaz tinha cabelos claros, com os olhos bem puxadinhos e lábios atraentes; estava usando uma blusa com gola alta, uma jaqueta de couro e um enorme cachecol em volta do pescoço, além da calça bem agarrada ao corpo. "Ele tem um bom senso de moda", pensou Jihoon, voltando a olhar para o rosto do rapaz.
 E então percebeu que estava sendo encarado também. 
  Assim que seus olhares se encontraram, Jihoon viu o mundo mudar: pela primeira vez, em segundos, viu a cor do piso de madeira da cafeteria, percebeu que o quadro negro não era negro, e sim verde, e que aquele tapete macio que ficava aos seus pés era bege. Viu a cor dourada nos fios de cabelo do rapaz — assim como a raiz preta também, indicando que seu cabelo era tingido —, os lábios rosados dele, as bochechas coradas. Jihoon arregalou os olhos, assustado. Aquela explosão de cores em seu mundo só podia significar uma coisa, certo? 
  O rapaz também parecia estar surpreso; olhava fixamente para Jihoon, os lábios entreabertos, quase nem piscava. Observou atentamente enquanto ele tirava os fones de ouvido e dava pequenos passos em sua direção. Jihoon começou a ficar nervoso; aquele rapaz era sua alma gêmea, mas nunca se tinham visto antes, o que deveria fazer? A maioria das pessoas no café os observavam agora — era bem evidente o que estava acontecendo entre eles —, o que Jihoon tinha que fazer?
  — Oi — murmurou o rapaz, parando ao lado de sua mesa. Ele correu os olhos por seus papéis, como se tentasse ler seus poemas. — Nós podemos... conversar? 
  Jihoon apenas fez que sim com a cabeça, tirando os fones. Seu rosto queimava tanto de vergonha que ele presumia que suas bochechas estavam tão vermelhas quanto um tomate. Como aquele rapaz tão bonito podia ser sua alma gêmea? Aquilo estava mesmo certo?
  — Você... viu aquilo, né? — perguntou ele, sentando-se. — As cores.
  — Sim — murmurou Jihoon, tão baixinho que o outro quase nem escutou.
  — Uau — o rapaz sorriu, dando uma risada nasalada. — Foi bem inesperado, não foi? Digo, eu só vim aqui comprar um café porque estava congelando lá fora e acabei encontrando você. 
  Jihoon sorriu, olhando para baixo, para suas mãos. Torcia para que sua alma gêmea fosse uma pessoa comunicativa, porque se dependesse só de Jihoon, a conversa jamais iria para frente. 
  — Então, qual o seu nome? — perguntou o rapaz.
  — Lee Jihoon...
  — O meu é Kwon Soonyoung! — ele estendeu a mão por cima da mesa, e quando Jihoon a apertou, não teve vontade alguma de soltá-la; a mão dele era muito, muito macia. 
  Por alguns minutos, ambos falaram sobre suas vidas, como o ano, mês e dia em que nasceram — e então Jihoon descobriu que Soonyoung era só alguns meses mais velho —, onde passaram a infância, coisas desse tipo. Soonyoung era bem tagarela e acabava se empolgando quando falava de um assunto que gostava; gesticulava com as mãos feito doido e arregalava os olhos, parecendo um cientista maluco. 
  Jihoon não conseguia entender como era tão fácil conversar com Soonyoung; sempre fora muito fechado, então a simples tarefa de falar com alguém era difícil demais para Jihoon, mas era muito fácil falar com Soonyoung — não tinha aquela pressão de sempre, como se estivesse sendo analisado a cada segundo por ele. Jihoon imaginava que era por isso que Soonyoung era sua alma gêmea: ele podia ser o oposto de si, mas com certeza se dariam bem. 
  — Então, você é escritor? — perguntou Soonyoung, apontando para seus papéis. 
  — Quase lá — Jihoon sorriu. — Ainda preciso de mais poemas para publicar um livro. 
  — Oh, então você é um poeta! — uma risada tímida escapou dos lábios de Jihoon ao ouvir isso. — Você tem cara de quem escreve bem. Quero dizer, só de te olhar aqui, cheio de papéis, café e seus fones, você passa uma aura de escritor. 
  Jihoon queria se encolher numa bolinha, no maior estilo tatu-bola, por causa dos elogios. Não fazia parte da sua rotina ser elogiado pelo o que fazia, ainda mais a sua escrita, que muitos só viam como um hobby. As palavras de Soonyoung eram sinceras, e não ditas só por educação. 
  — Ah, como você é fofo! — exclamou Soonyoung, sorrindo tanto que seus olhos quase se fechavam. — Acho que tenho sorte de ter alguém como você para ser minha alma gêmea...
  — O-oh — Jihoon arregalou os olhos, surpreso com o que tinha escutado. Então Soonyoung estava feliz em tê-lo como alma gêmea? Aquilo tudo estava mesmo acontecendo?
  Os olhos de Jihoon correram pela cafeteria; só de quebrar o contato visual com Soonyoung, as cores se esvaíam, e Jihoon sabia que elas só permaneceriam para sempre depois que dessem o primeiro beijo. Seus olhos alcançaram o relógio da cafeteria, e Jihoon percebeu que, pelo horário, já deveria estar voltando para casa; sua mãe ficaria preocupada se não voltasse antes do anoitecer. 
  — Ah, a hora! — exclamou, guardando suas coisas com pressa. — M-me desculpe, Soonyoung, eu preciso ir para casa agora...
  — Sem problemas — Soonyoung fez um bico, abaixando a cabeça. Ah, não, Jihoon não queria vê-lo daquele jeito! 
  — Se você quiser... pode ir comigo... — Jihoon murmurou, vendo um sorriso enorme surgir no rosto do maior. 
  Jihoon não estava acostumado a deixar alguém tão feliz apenas com simples palavras suas. 


Durante todo o caminho até sua casa, Soonyoung segurou sua mão, entrelaçando seus dedos. Ambos sorriram sem parar no trajeto inteiro, Jihoon com a cabeça e o coração nas nuvens. Tinha passado tanto tempo sonhando com sua alma gêmea que nunca tinha parado para pensar em como seria quando esse dia chegasse — mas, com certeza, estava sendo melhor do que qualquer outra coisa que pudesse imaginar. Quando conversava com Soonyoung, era como se o conhecesse há anos, e não há algumas horas. 
  Soonyoung parecia conhecer sua vizinhança; vira e mexe ele reconhecia algum lugar pelo qual passavam, o que deixou Jihoon surpreso. Soonyoung já podia ter passado na frente de sua casa e ele nunca saberia. A neve já lotava as ruas e as calçadas, obrigando-os a terem cuidado conforme andavam, mas vez ou outra Jihoon escorregava e precisa se apoiar em Soonyoung — e, por mais que parecesse, nenhuma das vezes foi proposital. 
  — Chegamos — disse Jihoon, parando na frente de sua casa. — E-eu até te convidaria para entrar, mas... minha mãe fica brava quando trago alguém aqui sem avisar, seja quem for. 
  — Ah, sem problemas — Soonyoung riu, pensando em como ele parecia uma criancinha falando daquele jeito. — Sua casa é bonita.
  — Obrigado — Jihoon odiava esse momento da despedida, onde nunca sabia se devia conversar mais um pouquinho ou devia se despedir logo para entrar em casa. Para ser sincero, Jihoon não queria parar de falar com Soonyoung; queria passar mais e mais horas ouvindo-o se empolgar com seus assuntos preferidos, ou escutando Jihoon falando de seus poemas, falando asneiras. — Então, eu acho que já vou entrando...
  — Oh, ok — Soonyoung continuava segurando sua mão. — Eu te dei meu número, certo?
  Jihoon fez que sim com a cabeça, notando que Soonyoung não soltava sua mão; ele parecia ter algo para dizer, mas não sabia se deveria ou não. Então, Jihoon pensou que seria melhor deixar para depois, para quando ele estivesse mais confortável, mas quando virou-se para ir para casa, Soonyoung puxou-lhe de volta com delicadeza.
  — Antes de você ir — sussurrou Soonyoung, agora segurando suas duas mãos. — Preciso fazer uma coisinha.
  Jihoon ia perguntar o quê, mas antes mesmo de fazer isso, sentiu os lábios de Soonyoung contra os seus, o gosto de chocolate quente invadindo sua boca. Naquele momento, Jihoon entendeu porque ele era sua alma gêmea: ninguém jamais conseguiria deixar-lhe tão confortável como Soonyoung com apenas poucas horas após se conhecerem, ninguém jamais conseguiria beijar-lhe tão cedo assim se não fosse sua alma gêmea, ainda mais de um jeito inesperado como aquele. 
  De alguma maneira, Soonyoung sabia exatamente como deveria beijar Jihoon: calmamente, com lentidão e com carinho. Jihoon temia que seu primeiro beijo fosse ruim por causa de sua inexperiência, mas mesmo quando sentiu a língua de Soonyoung pedindo passagem, não se sentiu incomodado. Se fosse ele, não havia problema. Soonyoung parecia ter total conhecimento do ritmo perfeito para aquele beijo, sem ir nem rápido demais, apressado demais, nem tão lento. 
  Era tarde demais: Jihoon não podia negar que estava apaixonado, mesmo não conhecesse Soonyoung há nem um dia. Talvez esse fosse o efeito de uma alma gêmea em si; o tempo não importava para os sentimentos surgirem. 
  Após o beijo terminar, os dois mantiveram as testas encostadas, rindo feito duas crianças arteiras. Jihoon já estava completamente apaixonado pelo sorriso de Soonyoung, os dentes meio grandinhos, os olhos que se transformavam em dois riscos negros. Não podia estar mais feliz em tê-lo como alma gêmea; se fosse qualquer outra pessoa, não seria a mesma coisa. 
  — Pronto — Soonyoung suspirou. — Pode ir agora, Jihoonie...
  Jihoon sorriu com o apelido, dando um selinho rápido no maior antes de despedir-se. Acompanhou a silhueta dele afastando-se pela calçada, naquela típica caminhada acelerada que só um coração apaixonado conseguia fazê-lo ter. Antes da silhueta dele sumir completamente ao longe, Jihoon viu-o dar pulos de alegria, fazendo-lhe rir. Pela primeira vez, Jihoon estava vendo que sua casa era azul, com telhado preto e janelas brancas. A neve branquinha cobria o gramado, que Jihoon presumia ser verde, e o céu já começava a ficar azul escuro por causa da noite que chegava. A casa que Jihoon sempre via em preto e branco agora parecia ser outro lugar totalmente diferente. 
  Entrou em casa, anunciando para sua mãe que havia chegado, e quando ela desceu as escadas, de pijama e máscara facial, perguntando porque Jihoon estava tão feliz, ele apenas virou-se e exclamou, erguendo os braços:
  — Mãe, eu tenho a melhor alma gêmea do mundo! 


Notas Finais


obrigada por lerem ❣️🔖


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