História A melhor amiga da noiva - Capítulo 4


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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Amizade, Casamento, Clarke Griffin, Clexa, Lexa, Romance, The 100
Visualizações 323
Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P)
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


. voltei e to super ansiosa pela reação de vocês a esse capítulo que tem um 'Q' de fofura.

Capítulo 4 - . carinha


Point of view, Lexa.

Sentada perto da mesa de doces – onde eu posso vez ou outra surrupiar um brigadeiro – eu observo com atenção o movimentar das crianças pela casa. Eu passei apenas oito meses longe e o número de pequeninos parece ter dobrado me dando a ilusão de que talvez uma criança minha estivesse correndo e roubando doces junto de mim, pois eu com certeza seria o tipo de mãe liberal. Eu estou mesmo estragando minha criança imaginária? Sorri largo com a ideia de um serzinho miúdo de olhos verdes me convencendo a vigiar as pessoas enquanto ele enche as pequenas mãos com pirulitos e jujubas. Não que eu já não tenha feito isso com meus sobrinhos. Lucas é facilmente o líder do tráfico organizado de brigadeiros e Olivia com suas feições inocentes e palavras tímidas não fica atrás do irmão. Eu havia criado monstros e isso aumenta meu ego.

Meu coração aqueceu quando o garotinho loiro entrou correndo e se encolheu entre uma poltrona e a parede mantendo os orbes azuis atentas. Quando notou minha presença colocou o dedo indicador sobre os lábios me dando sinal de silêncio e concordei tentando controlar minha risada. Aquela criança é de fato filho da Clarke, não só em função da aparência, mas também pela maneira inocente de agir como se o mundo não fosse corrompido. Agradeci mentalmente por isso. Eu poderia facilmente me apaixonar pela ideia de estar por três dias com essa criança e quem sabe usar dos meus dotes e inclui-lo na minha gangue de traficantes. E sim isso soa muito estranho quando dito em voz alta.

A grande pergunta com certeza é o que eu estou fazendo dentro da casa absorta da festa e das pessoas que estão rindo e conversando no jardim. Apesar de ter sido criada aqui e todos os convidados serem os meus amigos de infância eu me sinto deslocada desde que tomei a decisão de me mudar. No início parecia ser fácil ir para outro estado e manter relacionamentos à distância, mas com o passar dos dias junto a minha comum falta de tempo tudo foi se tornando mais monótono até se acinzentar. De um instante para o outro tudo o que eu tinha eram as bolas de papel amassada em minha escrivaninha e uma Octávia que também havia se mudado graças ao crescimento de seu estúdio de fotografia que teve de ser colocado em Los Angeles.

— Vitória Blake disse que não sou a melhor tia do mundo e eu estou disposta a fingir que aquela criança não faz parte da minha família — falando na morena ela surgiu reclamando sobre sua única sobrinha que havia completado seis anos há pouco tempo. Graças ao andamento de uma propagando Octávia havia se ausentado da festa e enviado o presente pelo correio e aparentemente a criança não a perdoou.

Ri contida e desviei meus olhos para o pequeno ainda escondido. Ele parecia estar se entediando de enroscar os dedos um no outro ou de fazer bolinhas com sua própria saliva. Octávia olhou de mim para ele algumas vezes e sorriu como se estivesse sendo coroada a rainha da razão nesse momento. Ia lhe questionar o que significa seu olhar quando a voz doce de sua sobrinha a chamou e sendo a tia babona que é não esperou nem meio segundo para sair correndo. Voltei meus olhos para o garoto e ela estava se levantando de seu esconderijo já abanando qualquer poeira que esteja em sua roupa.

— Gosta do Capitão América? — indaguei ao perceber o escudo do herói fictício estampando sua camiseta por baixa da blusa de mangas que está por cima. Nem mesmo está fazendo frio, ele com certeza está fritando dentro do tecido que aparentemente é grosso e quente.

— Papai disse que é o que eu devo vestir por ser de home, eu gosto da Frozen — ele respondeu de forma inocente colocando os braços nas costas e abaixando a cabeça como se esperasse algum tipo de sermão vindo de mim. — Mamãe disse que eu não posso falar com estranhos, não conta pra ela tá? 

— Não sou estranha carinha, sou amiga da sua mãe — respondi sorrindo mediante sua inocência. — Que tal se a gente fosse lá fora procurar seus amiguinhos e os chamar pra brincar. Aposto que meu irmão ainda guarda nossas arminhas de água em algum lugar dessa casa. Você pode ser do meu time o que acha? Mas antes precisamos tirar essa blusa preta que vai atrapalhar seus movimentos.

Ele concordou balançando a cabeça freneticamente. Sorri me ajoelhando defronte a criança e com cuidado retirei a primeira manga e ele reclamou de algo estar ardendo e seu rosto se tornou puro medo quando percebeu que meus olhos encaram a pele frágil de seu braço arroxeada. Ouvi em seguida o som leve de saltos se aproximando e não precisei olhar para saber que é Clarke com seu inconfundível perfume francês. Eu ainda estou assustada demais com os machucados na pele do mais novo.

— Que mer... — estava prestes a falar mal quando me lembrei de que não poderia fazer isso mediante a presença de uma criança na idade em que elas repetem tudo o que ouvem. — O que aconteceu?

— Ele caiu na escolinha há alguns dias — a loira se explicou olhando fixamente para o menino que concordou em silêncio apenas mexendo a cabeça em sinal positivo. — Como ainda está um pouco feio eu achei melhor colocar a blusa por cima para não ficar explicando para cada pessoa que o visse. Os encarei por segundos tentando brevemente acreditar nisso, mesmo tendo algo em mim dizendo que essa desculpa é muito chula para ser a verdade. Contudo mesmo depois de quatro anos consigo acreditar que Clarke não conseguiria esconder algo de mim, mesmo que tenha escondido o filho.

— Tem que ter mais cuidado carinha ou vai começar a perder dentes antes da hora — falei risonha me lembrando de que isso havia acontecido comigo na infância. Clarke sorriu em concordância e se aproximou sussurrando algo no ouvido do menino que apenas concordou e saiu em disparada para o jardim da mesma forma que havia entrado há alguns minutos.

— O clima lá fora esquentou quando Octávia pediu pra levar Victória com ela por alguns dias e a Echo não concordou dizendo que ela não conseguiria cuidar de um peixinho em um aquário — sorri me lembrando de que a morena havia me dado seu peixinho ou ele morreria de fome. No fundo Echo não está totalmente errada.

— Você ainda não me disse o nome do baixinho — falei ainda sorrindo e Clarke bateu a mão na testa ao se dar conta disso.

— É Andrew, mas estou quase registrando como Aden já que todos o chamam assim.

“Ei essa frase é da minha mãe!” – pensei me lembrando de como minha mãe me apresentava para as pessoas que conhecia eventualmente durante alguma ida ao mercado ou uma simples volta na praça. Ninguém me chama pelo meu nome a menos que o assunto seja de extrema formalidade ou Octávia quando está fazendo alguma cantada de pedreiro. Nem meus livros vão com meu nome. 

— Eu sei bem como é isso — comentei soltando uma pequena gargalhada. — Podemos nos sentar ou eu vou despencar em cima desses saltos. São lindos, mas prefiro meus coturnos para ficar de pé.

Caminhamos até a sala de visitas e nos sentamos no mesmo sofá nos recostando confortavelmente como fazíamos em minha casa sempre que chegávamos da escola cansadas de algum teste. Tudo era bom naquela época. Minha mãe estava preparando o almoço e nos recebia com um sorriso e alguns biscoitos que havia assado durante a manhã. Clarke sempre dizia que não poderia ficar para comer, mas acabava almoçando e jantando conosco. Na maior parte do tempo estávamos em meu quarto concluindo tarefas ou simplesmente trocando meus pôsteres de lugar. Perder qualquer tempo que fosse com ela sempre foi o meu hobbie favorito.

— Eu não vi o Finn desde que cheguei — declarei confusa.

— Ele virá amanhã pela tarde, precisou terminar de fechar uma negociação importante e não pode nos acompanhar e como já tínhamos as passagens compras eu decidi vir com o Aden — ela explicou com um sorriso simples. — Mas eu quero falar sobre você. Luna me contou que não está morando aqui e que seu lançamento está tomando todo o seu tempo.

— Luna é uma fofoqueira — disse rindo. — Sim eu me mudei para Los Angeles e o lançamento está mesmo virando minha vida de cabeça para baixo e me tomando tempo.

— Isso quer dizer que não esta namorando? — ela pareceu perguntar mais esperançosa do que curiosa, contudo me obriguei a crer que isso é a minha mente criando coisas.

— Eu não tenho tempo pra essas coisas — ri de minha própria catástrofe. — Mas não quer dizer que eu não esteja me divertindo eventualmente quando preciso relaxar.

— Casual... — ela comentou com entonação baixa. — Pois trate de arrumar alguém para que eu possa avaliar e dizer se é digna de você. Odiaria que você escolhesse a pessoa errada.

— Quem sabe quando o Aden estiver se formando eu tenha tempo para um namoro — ela novamente riu e eu a acompanhei. — Se bem que eu acho que ficar pra titia tem mais a minha cara, sabe? Eu criei um monopólio com aquelas crianças e posso faturar muitos doces sem mexer um músculo. Eles me idolatram!

Estávamos rindo há quase dez minutos quando vejo Raven adentrar a sala como um furação trazendo um Aden manhoso em seus braços. Meu peito diminuiu a quase nada quando seu joelho machucado. Ele é especialista em quedas. Clarke o aparou em seus braços e sorriu agradecida para a morena. O menino sequer estava chorando, mas assim que a loira o aninhou ele desmanchou e me fez lembrar que ela fazia a mesma coisa. A diferença é que a bonita só chorava quando me via.

Clarke se levantou e com zelo foi em direção ao corredor e como em modo automático eu a segui até o banheiro mais próximo onde a criança foi colocada sentada sobre o mármore da pia enquanto ela abre os pequenos armários até encontrar um pequeno kit de primeiros socorros. Assim que a loira embebeu uma bolinha de algodão em álcool eu me dei conta de que aquele choro na sala não seria nada perto do quanto ele iria se desesperar para limpar o ferimento.

— Ei carinha — chamei sua atenção. — Fala sobre a Frozen por que você gosta dela? — seus olhos azuis se iluminaram ao ouvir meu questionamento.

— Ela tem poderes tia e... E fez um boneco de neve que fala — ele explicou sorridente e Clarke sorriu para mim já passando lentamente o algodão no machucado e Aden pareceu nem mesmo perceber o que está acontecendo. — Ai ela fez um castelo bem grandão e também fez outro boneco de neve grandão que bateu no cara mal, ai ela jogou gelo na outra princesa e ai ficou triste e depois no final ela salva todo mundo.

— Nossa carinha que legal — disse entusiasmada. É claro que eu já havia assistido a esse filme um milhão de vezes, principalmente no cinema quando foi lançado e sei até mesmo as músicas, mas ouvi-lo explicar me gerou ansiedade para assistir novamente. — Que tal assistirmos juntos?

— Papai disse que não posso assistir filme de menina, tia. 



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