História A melhor chance - OutlawQueen na Floresta Encantada - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Lana Parrilla, Once Upon A Time, Outlawqueen, Princecharming, Rainha Má, Regina Mills, Robin Hood, Snowing, Snowwhite, Zelena
Visualizações 211
Palavras 3.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi queridos. Presentinho do feriado, para minhas crianças leitoras *-*

Particularmente gostei muito desse capítulo, mas vocês é quem sabem, o escritor é sempre suspeito rs

Espero que curtam, e continuem comigo. Vocês são ótimos! A propósito, amo os comentários de vocês, que delíciaaa!!

Obrigada, obrigada e obrigada. Beijinhos!

Capítulo 7 - Operação Remaining


Fanfic / Fanfiction A melhor chance - OutlawQueen na Floresta Encantada - Capítulo 7 - Operação Remaining

A vida tem olhos lindos... E são azuis! (Valentina Carvalho, em A Melhor Chance - Outlawqueen na Floresta Encantada)

 

Robin seguiu por detrás das Grandes Árvores e parou em frente ao pequeno lago, no centro da área verde.

-Nossa! É tão lindo! –Regina falou, admirada, soltando pela primeira vez a mão dele. –Acho que nunca vi nada parecido.

Robin sorriu, contemplando a expressão maravilhada dela. “Eu já”, pensava.

-Como achou esse lugar? Eu conheço essa Floresta com a palma da minha mão, mas nunca passei por aqui.

-Dizem que essa parte da Floresta era protegida com magia. Salvo me engano, havia uma torre bem aí onde você está.

-Espere aí, você não está falando da ...

-Rapunzel?

-É só uma lenda, não pode ser verdade.

Ele deu de ombros.

-Não sei, descobri esse lugar por um acaso em uma missão. –Hood contemplou o local com o mesmo deslumbre que sentiu na primeira vez que estivera ali. –Mas diz aí, ele não é meio mágico mesmo?

-Sim, com certeza é.

-Sempre que me sinto cansado, eu apareço por aqui. É revigorante!

-Sei... –Regina cutucou os ombros dele. –E quantas mulheres você já trouxe aqui? Aposto que várias.

Robin assumiu um semblante mais sério e fechado. Queria dizer que levara muitas mulheres ali, que ela era só mais uma, mas não conseguiu.

-Nunca trouxe ninguém aqui. –Ele disse com naturalidade, como se aquilo não tivesse importância.

Regina fez um agradecimento interno quando Robin evitou olhá-la nos olhos. Se o tivesse feito, teria visto sua expressão de encantamento com o que acabara de ouvir. Sentia-se ridiculamente feliz por ser a única mulher que ele levara para conhecer um lugar tão lindo como aquele.

-Achei esse lugar perfeito para o nosso projeto. As crianças vão adorar. Meu filho não gostava muito de ir à escola, mas tenho certeza que ele adoraria se fosse num lugar como esse.

Como de praxe, Mills sentiu uma pontada de dor ao falar de Henry.

-Como ele é?

-Meu filho? Ah. –Ela deu um longo suspiro. –É a pessoa mais maravilhosa do mundo. Não consigo pensar em outra definição. Ele é tão inteligente, tão esperto e lindo. –Regina sorriu. –Se estivesse aqui teria dado um nome para essa missão. Talvez “Operação Remaining”... não, acho que não, ele teria algo melhor.

-Ele parece incrível.

-E é. Meu Henry se preocupa muito mais com os outros do que com si próprio. Tudo que eu sou hoje devo a ele.

Regina não percebeu que estava chorando até as lágrimas embaçarem sua visão.

-Sinto muito, não precisamos falar disso.

Robin sentiu o coração apertar ao ver o sofrimento dela. Queria abraçá-la e levar para longe toda aquela dor, mas o seu medo falou mais alto. Não suportaria ser rejeitado pela segunda vez no mesmo dia.

-Eu vou ficar bem, é só que ... queria que ele estivesse aqui.

-Tenho certeza que sim, não consigo imaginar minha vida sem Roland.

-Filhos são a melhor coisa do mundo, não é?

-Sem sombra de dúvidas.

Os dois trocaram um olhar amistoso.

Regina se acomodou junto a grama verde, sentando-se sobre as próprias pernas. Pela primeira vez não ficou preocupada em parecer vulnerável. Sentia que finalmente poderia ser ela mesma e não queria desperdiçar um momento tão precioso.

Robin se juntou a ela e, por um bom tempo, os dois não disseram nada, fato que a deixou extremamente agradecida, pois tudo que ela precisava era daqueles minutos silenciosos de paz.

-Obrigada. –A morena murmurou, quebrando o silêncio.

-Pelo quê?

-Por isso. –Mills apontou para o lugar, esboçando um sorriso.

-Não foi nada.

-Mesmo assim, fazia tempo que não me sentia tão à vontade.

-Ora ora! Quem diria! –Robin não resistiu em provocá-la. Quando estava com ela, todo autocontrole e maturidade que existiam nele desapareciam. 

Ela deu uma risada.

-Só lembrando que foi você quem me atirou uma flecha.

-Sim, e você me prendeu numa árvore. E depois quase me incendiou.

-Ah para, eu sabia que não ia machucar em você. Minha mira é muito boa.

-Sabia mesmo?

-Claro, acha que se eu quisesse feri-lo, já não teria feito?

“Mas você feriu”, ele pensou em dizer.

-Faz sentido.

Regina ergueu as sobrancelhas, a fim de mostrar que estava certa. Seu olhar se perdeu para o nada.

-Acha que isso vai dar certo?

-Mas é claro que sim, por que não daria?

-Eu não sei. –Ela deu de ombros. –As coisas boas que eu faço nunca terminam bem.

-Isso não é verdade. –Robin franziu o cenho. Não era possível que ela tivesse uma visão tão pessimista de si mesma.

-Você fala isso porque não me conhece.

-Falo isso porque sou homem, e homens são comprovadamente mais inteligentes e sábios que as mulheres.

Regina não conteve a risada, que saiu mais alta do que gostaria.

Nem percebeu quando bateu nos braços dele, mandando-o calar a boca. Em algum momento daquele dia, Robin se tornou alguém que ela gostaria de ter por perto, quem sabe para sempre?

-Não acredito que ouvi isso.

Robin sorriu, sentindo-se estupidamente feliz por tê-la feito rir. Poderia fazer isso todos os dias, ele nem se importaria.

-Acho, aliás, tenho certeza que isso vai dar muito certo. Você vai ajudar muitas famílias e um dia, quando encontrar Henry de novo, ele ficará muito orgulhoso de você.

-Queria acreditar nisso.

-Então acredite. –Ele sorriu.

Regina sorriu-lhe de volta, e se permitiu encará-lo nos olhos. “Tão azuis, tão intensos”. Ela poderia gostar dele, nem precisaria de muito esforço. Robin estava se saindo um excelente amigo, embora ela não gostasse de pensar nele nessa condição. Por alguma razão desconhecida, a palavra não se encaixava.

O loiro queria desviar o olhar, com receio do que seus impulsos poderiam fazer. Mas a mulher o olhava com tanta verdade, que tudo que ele fez foi retribuir na mesma intensidade que ela. Regina estava tão serena, tão bonita, não que ela já não fosse o suficiente para fazer qualquer homem perder a cabeça. Mas ali, com o vento bagunçando os seus cabelos, o verde do campo emoldurando o seu rosto, ela se tornava irresistível. Não por outra razão Robin deu um sorriso nervoso.

-Não pode me olhar assim. –Ele disse, quase como um desabafo, fixando seus olhos no lago a sua frente.

-Assim como? –A morena fingiu inocência. Sabia que acabara de entrar em um campo minado. Cada passo era perigoso e alguém podia se ferir, mas Robin não lhe dera opção. Ela nem dormiria sem saber o que ele pretendia dizer com aquilo.

-Você sabe. Não pode ficar me olhando assim, irresistível. Isso não daria certo Regina.

-Ah. –“Isso não daria certo Regina”. Ali estava o homem que ela conheceu. –Mas isso não deveria ser um problema para você ... afinal, eu sou a última mulher por quem você se interessaria, lembra?

-Regina ... –Robin voltou a encará-la. Não era possível que ela ainda achasse que aquilo era verdade. 

-Não! –Mills se levantou depressa. –Não precisamos falar disso de novo. Você não se interessaria por mim, e eu não me interessaria por você. Simples assim. Não vamos deixar que essas verdades atrapalhem o nosso projeto Robin.

 -Então é disso que se trata, não é? Do projeto.  

-Claro! O que mais teríamos em comum? –Ela perguntou nervosa.

-Nada! Você tem razão! Vamos focar no projeto. –Retrucou. Havia mágoa na sua voz. 

-Ótimo! –Regina arrumou o vestido amassado. –Agora precisamos voltar.

-Não se incomode comigo, posso voltar andando.

-Robin. –Ela revirou os olhos. –O que te faz pensar que eu deixaria você andar toda essa distância, quando posso levá-lo em uma fração de segundos?

-Eu gosto de caminhar.

-Pode ser. Mas meu senso de responsabilidade não permite que eu te deixe aqui. Você pode caminhar outro dia. Eu trouxe você, eu levo você! É assim que as coisas funcionam.

-Você é sempre assim mandona? –Ele perguntou divertido. O clima amistoso de antes começara a voltar.

-Eu não sou mandona! –Regina rebateu, fingindo estar magoada. –Ok, eu sou um pouco mandona. –Sorriu. –Mas é que você me tira do sério.

Robin não disse nada. Apenas aproximou-se dela, mais perto do que deveria, e tocou suas mãos.

-Eu estou pronto.

-Ok.

Hood fechou os olhos, mas Regina manteve-os bem abertos. Inspirando o ar puro daquele lugar, ela gravou na mente cada pedacinho da paisagem estupenda. Inconscientemente seu olhar pousou no rosto de Robin. Ele estava lindo de morrer. Se fosse em outras circunstâncias, em outros tempos, e modo e jeito, ela o beijaria, sem pensar no amanhã. Mas havia muita coisa em jogo. Não era como se fosse beijá-lo e não vê-lo nunca mais. Não era como se não significasse nada. Ao contrário disso, tinha medo do que sentiria caso viesse a acontecer, sobretudo quando os dois ainda teriam que passar um bom tempo juntos até que a escola ficasse pronta. Era coisa demais para arriscar por um beijo, embora parte dela teimasse em dizer que valeria a pena.

-Está entregue.

Robin abriu os olhos e se viu em frente ao seu acampamento. Sentiu uma pontada de decepção ao perceber que o dia chegara ao fim, ela teria que ir embora.

-Obrigada por hoje. Foi divertido. –Regina deu um breve sorriso. –Realmente preciso ir.

-Não quer ficar para o jantar? Posso preparar algo para você e para Roland, ele deve estar chegando. –Hood se xingou mentalmente por parecer tão desesperado, mas antes que pudesse pensar, sua voz já tinha saído.

-Obrigada. Mas David e Branca inventaram um jantar com Matthew Oliver, prometi que estaria presente. Aliás, já estou atrasada.

-Ah. –Robin esmureceu ao pensar nela jantando com o sujeito. Achava que a pior parte do seu dia foi ouvi-la dizer que a relação deles se resumia ao projeto, mas foi ali que, verdadeiramente, sentiu seu coração se desintegrar.

-Divirta-se então! –Queria parecer indiferente, mas teve certeza de que a ironia falou mais alto.

-Vejo você amanhã?

Ele demorou a responder. Pensou em mandar ela procurar o “Sr. Oliver” para ajudá-la, mas nem Roland se comportaria de forma tão infantil. Ademais, ele queria vê-la, queria estar com ela, não suportaria pensar em outra pessoa no seu lugar. Tais sentimentos eram mais fortes do que o incômodo do momento.

-Claro.

-Ótimo! Diga a Roland que deixei um beijo.

Regina aproximou-se dele rapidamente e lhe um beijo no rosto.

-Até mais Robin.

Antes que ele pudesse responder, ela desapareceu da sua vista.

O homem suspirou.

-Essa mulher vai ser a minha ruína, certeza que vai. –Sussurrou, ainda em êxtase com a sensação macia dos lábios dela.

 

-Já não era sem tempo! –Branca de Neve comentou sorrindo.

Regina tentou parecer séria ou cansada, mas sentia-se tão em paz, tão feliz consigo mesma, que tudo que conseguiu fazer foi sorrir de volta.

-Minha nossa Regina! Você está ótima!

-Não exagere Branca, só estou contente por pensar que a Operação Remaining vai dar certo.

-Operação o quê?

-Te explico depois. Preciso de um banho.

-Mas ... mas ... ok.

 

Mary Margaret a observou subir as escadas com pressa, quando sentiu alguém abraçá-la por trás.

-Ela chegou?

-Chegou. Precisava ver como ela está feliz. Fico tão alegre em vê-la assim!

-Sei que fica... parece que estávamos certo sobre esses dois.

-É, quer dizer, ela não me disse nada ainda, mas tenho certeza que esse sorriso tem a ver com Robin Hood. Uma mulher apaixonada sabe reconhecer outra.

-Hum, adorei ouvir isso. –O príncipe mordeu de leve o nódulo da orelha dela, fazendo-a arrepiar.

-Eu só fico preocupada com esse seu amigo, estou até arrependida de tê-lo convidado para jantar.

-Confesso que eu também. Matthew parece mesmo gostar dela, e não tenho dúvidas de que a faria feliz, mas nós não escolhemos o amor, né? Ele é quem nos escolhe.

-Sim meu bem. –Branca se virou para ele e lhe deu um beijo demorado. –Nunca tivemos opção.

-Nunca. –Ele sorriu e a beijou com mais intensidade.

-Hum-Hum. –Matthew pigarreou, sem graça por ter que interromper um momento tão íntimo.

Mary Margaret enrusbeceu.

-Sr. Oliver, sinto muito.

-Não se preocupem comigo. Acho que cheguei cedo demais.

-Que é isso! –David o cumprimentou. –Você é nosso convidado! Branca fez um jantar que quase não resistiu para contar história. Ainda bem que chegou cedo.

Ela riu.

-Gosta de carne ao ponto ou mal passada?

-Mal passada.

-Ótimo. Ainda bem que fizemos dos dois jeitos. Regina gosta ao ponto.

-Onde ela está? –O homem perguntou, direto.

-Está se arrumando, vamos esperá-la. –Comentou David, indicando o sofá. 

-E a sua irmã? –Perguntou Mary Margaret.

-Ficou em casa de castigo. Ela se comportou muito mal no nosso último encontro, sinto muito.

-Não se preocupe com isso, ela é só uma adolescente, tenho certeza que conhecendo Regina melhor, mudará de opinião a respeito dela.  

-Não tenho dúvidas disso. –Matthew sorriu.

Os três emendaram outros assuntos, dentre eles as terras de Matthew, a vida em StoryBrooke e, eventualmente, Regina.

Oliver foi o primeiro a ver a morena descendo as escadas, estava ansioso demais pelo momento. Como de praxe, Regina usava um vestido preto, reto. Os cabelos estavam presos em um coque. Pela primeira vez não estava de batom vermelho.

Matthew sabia que aquela mulher ficaria sexy até com um saco na cabeça, porém, não conseguiu deixar de pensar que esperava um pouco mais dela. O modo como se vestira demonstrava desinteresse, indiferença, como se nem lembrasse que aquela poderia ser uma ocasião especial. Somado a tudo isso, Regina parecia exausta, fato que o incomodou profundamente, uma vez que passara o dia pensando e se preparando para aquele encontro.

-Olá.

-Senhora Mills. –Oliver beijou sua mão, como ela já esperava. –Você está linda!

-Obrigada. –Regina pensou se aquilo seria verdade, ou ele só estava sendo gentil. Embora fosse muito vaidosa, naquela noite não se esforçara nem um pouco para parecer bonita. –Vamos jantar?

-Só estávamos esperando você. –Branca interviu.

Os quatro se acomodaram à mesa. O príncipe na cabeceira, Mary Margaret ao seu lado esquerdo, Regina ao lado direito, e Matthew ao lado dela.

-Espero que gostem. Os molhos estão separados.

Mills os observou servirem-se de carne, legumes, creme de alho. Parecia estar delicioso, mas não era um espaguete. Não era Robin quem estava servindo o seu prato. Roland não estava na mesa para lhe encher de carinho. Não havia um lago deslumbrante, um verde estarrecedor, um azul que a olhava com tanta intensidade que a fazia esquecer o nome...

Suspirou.

Seu dia fora perfeito. Tão perfeito que ela se sentiu estranha naquela mesa, naquela casa.

-Regina, não vai se servir?

-Sim... claro.

Matthew a observava atentamente. Ela estava tão distante, tão distraída, ele não entendia porquê. O que mudou desde a última vez que se viram?

-Está muito gostoso Srta. Branca, obrigado pelo convite.

-Obrigada. David me deu uma ajudinha.

-Se quase queimar o molho pode ser considerada uma ajuda ...

-Não seja modesto. –Mary Margaret tocou os ombros do esposo.

-Está muito bom mesmo Branca, pena que não posso ficar aqui com vocês.

-O quê? Por quê? –Matthew perguntou, surpreso e decepcionado.

-Estou muito cansada Sr. Oliver, tive um dia e tanto.

-É mesmo? –O homem retrucou, insatisfeito.

-Sim, estou com tanto sono que não consigo raciocinar direito.

-Regina estava com Robin Hood. –David falou com tranquilidade e todos na mesa pararam o que estavam fazendo para encará-lo. –O quê? Não achei que era segredo.

-Não é segredo! –Vociferou Regina. Certeza que ela ia matá-lo! –O Senhor Hood está me ajudando em um projeto pessoal Sr. Oliver, ficamos desde cedo trabalhando nisso, por isso estou tão cansada.

-Eu entendo Senhora Mills, só acho uma pena que não tenha me chamado para ajudá-la. Eu adoraria fazer parte, se a senhora me permitisse, é claro.

Regina pensou sobre aquilo. Por que não? Toda ajuda era bem vinda. Ademais, sentia-se culpada por tratá-lo com tanta frieza. Matthew era tão gentil que o mínimo que podia fazer era permitir que ele integrasse a Operação Remaining. Imaginou se Robin gostaria daquilo, provavelmente não, o que só aumentou seu desejo em aceitar a ajuda dele.

-Claro, eu ficaria muito agradecida. Por que não me encontra amanhã? Podemos ir a cavalo e ... droga! Deixei meu cavalo no bar de Robin.

-Posso levá-la no meu.

-Não precisa se incomodar, deslocamento não é um problema para quem tem magia.

-Eu faço questão! –Matthew insistiu. –Que horas posso buscá-la?

-As 08:00h. Quero começar bem cedo.

-Ok, estarei aqui as 07:00h. –Ele sorriu.

Minha nossa! – Pensou Regina. –O homem não parava de flertar.

-Com licença. Obrigada pelo jantar. –Mills se retirou da mesa e lançou um olhar duro para David. Ainda não entendia qual era a dele.

Os três observaram-na sair. Branca queria socar o marido. Por culpa dele, Oliver participaria de algo que era para ser exclusivamente de Robin e Regina.

 

-Seu tio me contou que vocês se divertiram muito hoje.

-Sim papai, agora estou com muitooo sono. –Roland bocejou. –E você e a tia Regina? Se divertiram?   

-Nos divertimos muito! Fomos em uma região com lago, do jeito que você gosta, você ia adorar. Não se preocupa, papai vai te levar para conhecer. A tia Regina mandou um beijo para você, amanhã ela vem por aqui. Aliás, sabe o que descobri? Você não vai acreditar ... filho?

Robin perguntou, mas não obteve resposta. Roland já estava com os olhos fechados.

-Dorme bem garotão.

Hood lhe deu um beijo na testa e se acomodou na cama ao lado. Precisava descansar também, fora um longo, porém, maravilhoso, dia. Mal podia esperar pelo dia seguinte, mal podia esperar para vê-la de novo.

 

-O que deu em você? –Regina perguntou, chateada.

-Também gostaria de saber. –Mary Margaret complementou, compartilhando do mesmo tom.

Os três estavam no corredor. Mills ficara esperando David passar. Queria entender porque raios ele falou a Matthew sobre seu “encontro” com Robin.

-Não parece óbvio? Regina ... Matthew é meu amigo, não quero vê-lo sofrer. A intenção era que ele percebesse que insistir em você não é uma boa ideia, que você tem outros planos, mas você só piorou as coisas.

-Eu piorei? –A morena alterou a voz para um tom sarcástico. –Por acaso eu tinha alguma escolha? Você não me deu opção David! Eu não podia simplesmente recusar a ajuda de um homem que tem me tratado tão bem.

-Eu sei, me desculpe, minhas intenções foram as melhores. Só não queria que ninguém se machucasse. Seria muito melhor que ele se desapontasse agora do que depois, quando as coisas ficassem mais sérias.

-Por que acha que eu faria isso? Por que acha que não posso considerá-lo como um futuro pretendente?

-Essa pergunta é você quem tem que responder minha cara.

-Ai! –Ela baixou os braços, em rendição. –Essa discussão não vai levar a lugar algum, só peço, por favor ... vocês dois ... parem de se meter na minha vida. Sei que são meus amigos, que se preocupam comigo, mas já sou bem grandinha ... eu posso e devo cuidar de mim mesma.

Os dois concordaram com a cabeça.

-Boa noite Regina. –Branca disse, tentando amenizar o clima. –Amanhã é um novo dia, tudo vai ficar bem.

-Espero que sim, boa noite para vocês.

A morena entrou no quarto, sentindo-se zonza. Por que tudo tinha que ser tão complicado?

 

-Você me entendeu, né?

-Entendi meu amor, mas acho que você se precipitou. E agora, bem, agora temos um problemão. Já imaginou os três trabalhando juntos? Isso não vai dar certo David.

-Pensei a mesma coisa.

-O amor é tão simples e, ao mesmo tempo, tão complicado né?

-Sim, mas ... –O príncipe a puxou para um beijo. –O amor verdadeiro sempre vence.

-Sempre. –Os dois caíram sobre a cama, exaustos.

O dia seguinte prometia fortes emoções.


Notas Finais


Não me matem hahahaha até o próximo! Xoxo


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