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História A melhor parte de mim - Capítulo 14


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Notas do Autor


Eu volteeeei, cap. curtinho para dar aquela atualizada básica e acho que estamos chegando perto do fim :(

Se ainda tiver alguém ai, espero que gostem!

Capítulo 14 - Perdóname


POV Elena

 

Naquele exato momento eu sentia meu peito abrindo um  buraco. Eu tentava respirar, abria a boca, tentava puxar o ar e não vinha. Meu pulmão não funciona, até que perdi os sentidos. Não cai, porque Klaus foi mais rápido e me pegou. Bem de longe eu escutava meu nome, algumas sacudidas de leve. Aos poucos fui voltando e não conseguia falar, só chorar.

Klaus me colocou em seu colo e eu só chorava. Bah, quem era aquela Elena frágil que chorava igual uma criança.

 

- Bah maninha, calma! Vamos tomar um banho quente. – Não conseguia fala ou me mexer.

 

Klaus me levou no colo, a cena deveria ter sido bem estranha. Um homem de 1,93m carregando uma mulher de 1,80m, chorando igual criança.

 

- Manu, fecha a porta do quarto e não atende ninguém. E venha me ajudar aqui, por favor.

Eu ouvia tudo de longe, certamente estava em uma dimensão paralela.

Manu, minha assessora, minha amiga, agora estava prestes a ver meu irmão acabar com uma crise de ansiedade minha.

- Calma meu amor, vai ficar tudo bem. Vou tirar sua roupa e vamos entrar no chuveiro, está bem quentinho. – Klaus falava tão pausadamente, sua voz me dava uma sensação de paz, conforto e eu só queria fechar os olhos.

Apaguei. Acordei as 06h00 com Klaus me chamando.

- Elena, precisamos ir, o voo sai daqui a pouco. Está se sentindo melhor?

- Sim, obrigada maninho, parece que fui atropelada por uma manada, mas sim. Eu te amo tanto, que não consigo explicar. – Senti meus olhos enchendo de lagrimas novamente, mas consegui me controlar.

- Bah, que isso. Quando foi sua última crise? – Klaus sempre soube das minhas crises, aquelas que nunca contava para ninguém.

- Formatura da faculdade. Tu me resgatou no banheiro. Sempre tu né?

- Sempre, sou seu gêmeo. Coloca uma roupa quente, tá frio.

- Tu falou com ele?

- Não, não saí de perto de ti. Primeiro minha irmã, depois ele.

Sai do quarto de hotel do lugar que era para ser a melhor viagem da minha vida, com o sabor amargo da injustiça. Como pude ser tão fria e rude com o Paolo?

-

Embarcamos e Klaus esteve comigo a todo momento. Notei alguns resmungos, certamente falando do fato de não estar junto de Paolo, como na ida, mas nada disse.

O caminho de volta foi extremamente longo, já em Porto Alegre, percebi que tinha ido com o carro de Paolo, ou seja, não tinha carro para ir embora. Klaus, sempre ele para me salvar.

Paolo desceu rapidamente do ônibus, entrou em seu carro e saiu rapidamente. Pelo que os dirigentes comentaram, teriam uma reunião amanhã pela manhã.

Ao abrir minha porta, o cheiro de Paolo invadiu meus pulmões, e senti que estava prestes a ter uma nova crise. Segurei firme o braço de Klaus e contei mentalmente de 0 a 10.

Me acomodei no sofá, fechei os olhos e ali mesmo adormeci novamente.

Dessa vez, no mesmo sono, eu estava sozinha. Sim, sozinha. No sonho e na vida real.

-

POV Klaus

Me doía ver Elena daquele jeito. Ela era tão dura consigo, com o que queria ser e raramente tinha momentos de fraqueza.

Não precisava que ela me dissesse, mas sabia que o fato de não ter acreditado em Paolo, estava matando-a.

“Ei Hermano, desculpe não ter ido atrás de ti. Ela precisava de mim”

Paolo demorava para responder e isso me causava certa preocupação.

“Ela está bem? A Manu comentou que não foi uma madrugada fácil”

Não queria falar da crise de Elena, mas talvez pudesse ser bom, mostraria a ele que de certa forma, ela estava arrependida.

“Não, nem um pouco. Ela teve uma crise de ansiedade das fortes, desmaiou e tive que dar um banho nela.”

“Queria conversar com ela. Mas tudo bem”

“Calma Hermano. Ela vai precisar de tempo. Se tudo correr bem aqui, passo aí para te ver.”

Eu gostava dele, de verdade. E sentia verdade no que ele estava dizendo.

Desde quando a bomba veio à tona, Osmar não se mostrou nem um pouco surpreso, indignado e isso me deixava mais desconfiado dele. Estava cansado e precisava descansar, mas Elena ia acordar em breve e ia precisar de mim. Me acomodei no sofá ao lado e senti meu corpo relaxar aos poucos.

-

-

POV Elena

 

Acordei com o telefone ao fundo. Klaus estava apagado no sofá ao lado, coitado, mal cabia no pequeno espaço.

Atendi no 4° toque. – Alo?

- Com certeza você gostou da surpresa e vai ser difícil desfazer essa merda toda. Parabéns, você fez exatamente o que estava planejado. Prometo que a vida de vocês será um TERROR.

E desligou, antes que eu pudesse falar A ou B. Não reconheci a voz, estava destorcida. E mais uma vez, fique sem reação, sem palavras. Ouvia meus batimentos e juro que era capaz de ouvir meu sangue correndo pelas veias.

Era uma armação, Paolo tinha razão, agora me pergunto, quem fez tudo isso e porquê?

Antes de tudo, precisava pedir perdão ao meu amor...


Notas Finais


E ai, será que rola o perdão?

Volto logo!


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