História A melodia do quadro de flores - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rapmon, Suga, Tae
Visualizações 11
Palavras 3.578
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Escrita por: Paloma Arque
Correção por: Giih Arque (sinto muito qualquer erro que deixei passar, :-*)
Esperamos que gostem do capítulo!

Capítulo 1 - O menino de cabelo verde


Fanfic / Fanfiction A melodia do quadro de flores - Capítulo 1 - O menino de cabelo verde

/Sra. Alice Parker Whits, você foi aceita para ser compositora, maquiadora e produtora do BTS.
Seu contrato é de 24 horas, começará dia 23/11, contamos com seu apoio daqui para frente.
                                                                        BigHit Entertainment/
Essa foi a primeira mensagem que recebeu quando chegou à Nova York depois de uma de suas exposições.
Era domingo, Alice acabara de voltar de uma longa viagem de trabalho, o qual amava. 
Abriu a porta do seu apartamento, tudo estava perfeitamente arrumado e o que tornava a paisagem diferente era apenas a poeira em seu piano de calda em tom branco, que há anos estava sem uso.
- Cheguei.
Suspirou e sem mudar as roupas do corpo jogou-se contra o sofá, no momento que se encontrou deitada seus olhos fecharam, dando lugar aos pesadelos que ela tinha toda noite. 
Já era segunda, cinco horas da manhã, quando seus pesadelos finalmente a acordaram. A luz do sol já entrava na sala e de maneira ainda tímida, invadia o ambiente com seu suposto calor, como não parecia haver escolha, ela levantou-se e evitando remoer os pesadelos, fez sua higiene matinal de forma rápida, penteou seus longos cabelos castanhos e fez um rabo de cavalo, deixando alguns fios ondulados escaparem do penteado. Vestiu um short cinza acompanhado por meias-calças pretas, com uma blusa rosa de manga longa, calçou uma bota cano médio, pois sabia que nessa época do ano ainda era frio. Depois da preparação, fitou seu rosto no espelho, encarando seus olhos azuis extremamente claros.
- Você está viva, vai dar tudo certo, é mais um dia e vai dar tudo certo.
Ela abre a porta e vai em direção ao armário, pegando seu antidepressivo que tomava sem receita. Três comprimidos foram ingeridos naquele momento, era o que ela queria, era seu socorro para sua infelicidade.
Alice olha para o relógio, que marcava seis e meia, o tempo havia passado sem que ela percebesse.
- Acho que vou tomar café em outro lugar.
Abriu a porta do seu apartamento, foi em direção ao elevador mais próximo, tudo está calmo, ainda era cedo, não tinha movimentação no prédio e o único barulho era dos carros passando nas ruas da selva de pedra. Para muitos, algo como isso pela manhã é incômodo, chato e insuportável, são tantos os adjetivos que poderiam ser usados para descrever. Porém, para Alice era diferente, ela amava aquele barulho, os gritos das pessoas, o caos da metrópole, era tão aconchegante para essa alma perdida que com o mesmo vigor de adjetivos para criticar apenas ela poderia dobrar em elogios.
Um barulho agudo ressoa pelo ambiente, era do elevador se abrindo, de lá sai uma mulher já velha e dá espaço para Alice entrar.
- Bom dia. – falou olhando para a senhora.
- Bom dia. - a senhora falou de maneira doce.
As portas do elevador se fecharam, Alice estava só novamente, o que a acompanhava era apenas o som repetitivo do elevador que a induzia a pensar na sua trajetória e no seu presente.
O elevador se abriu no segundo andar, ela desceu e procurou o apartamento de número 20, ao encontrar logo bateu na porta de modo suave.
- Quem é?
A pessoa do outro lado da porta fala com uma voz sonolenta parecendo, incomodada com um estranho batendo em sua porta logo pela manhã.
- Abre logo, eu tô com fome.
A porta de carvalho é aberta e uma mulher alta de cabelos loiros e olhos negros se mostra no interior da casa.
- Você não veio me visitar ontem.
- Eu tenho vida e você me liga todo dia não faz tanta diferença eu não te ver uma vez ou outra Hanna.
A morena se dirige para a cozinha, abriu a geladeira pegando ingredientes para sua receita especial.
- Sério que você saiu da sua casa para preparar comida na minha?!
Na mesma hora uma mensagem chega no celular de Hanna impedindo a afirmação de Alice e dando lugar a uma pergunta.
- Quem é?
- Você é muito curiosa sabia, mas vou deixar passar, porque essa mensagem não é exatamente para mim.
O celular foi posto na presença de Alice, fazendo a mesma parar de preparar seu prato para focar sua atenção no aparelho eletrônico. Olha as mensagens suspira e volta a cozinhar.
- Pode falar, porque o celular é meu.
- Era o Romeu. - Alice falou não dando importância.
- Vai falar com o namorado depois de tanto tempo, já imagino para onde ele vai te levar essa noite.
De maneira maliciosa o olhar de Hanna paira sobre Alice que não se distrai com seu comentário erótico nem com seu olhar provocativo, apenas termina o prato e o coloca sobre a mesa de vidro.
- Eu não amo ele, nem sequer estou apaixonada. – falou com a voz suave.
- Eu sei, mas já faz dois anos que vocês estão juntos, e você não terminou com ele, nem se apaixonou por outra pessoa, ao menos gostar dele eu sei que sim. – disse se dirigindo a mesa central para provar a refeição de sua amiga.
As duas comeram em silêncio por um tempo, Alice não deu reposta de imediato só após a terceira mordida é que formulou algo para falar.
- Gosto, ele é bom para mim, mas eu não o amo, nem ele, nem outra pessoa, para falar a verdade de forma resumida eu não sinto nada em relação ao amor e amizade, exceto por você, mas sei que ele me ama e sei que eu não vou trair ele, por isso, por que não mentir um pouco?
O modo frio de Alice já não surpreendia sua amiga que comia quieta, porém com uma nítida expressão de pena sobre a situação em que ela se encontrava. O celular toca novamente, dessa vez uma ligação, Hanna olha para o seu moderno aparelho e analisa se era a mesma pessoa que mandara a mensagem anterior, só após ver o número e dar um suspiro, revelou a fonte.
- É para você, seu falso namorado de dois anos.
Alice saiu do seu lugar e atendeu ao telefone.
( Alô, a Alice está?).
( Sou eu, pode falar).
( Hoje vai ter um show, o que você acha de irmos e depois comermos algo?).
( Tudo bem por mim, que horas você vem me pegar?).
( Pode ser às oito horas?).
( Pode, claro, qual grupo?).
( Um grupo chamado BTS, eles vão se apresentar hoje aqui).
( Ok, combinado, ate lá).
( Te amo, tchau).
( Tchau).
- Essa não é a banda para qual você quer trabalhar ? Não contou para ele?
- Na verdade eu já fui aceita e eu estou indo hoje para lá, para ser exata agora. – falou apática da situação
Alice já sabia o que ia acontecer com sua amizade e seu namoro, porém não podia ficar parada, ela tinha problemas que não queria lembrar, o preenchimento de sua vida era fundamental, e seu trabalho com artes não estava suficiente, ela não queria dormir mais, foi quando veio em sua mente ser compositora e organizar shows, para ela era fácil e sabia que no primeiro teste iria passar, e assim aconteceu.
- Você não me contou nada Alice, você vai sair mais uma vez e eu nem sei nem quando você vai voltar- falou Hanna já exaltada com a decisão repentina de Alice. - É sempre assim, você não me avisou quando resolveu namorar, não falou que ia fazer uma exposição de três meses, não falou quando resolveu passar dois anos na Rússia, agora quando foi aceita, tudo começou quando você parou de tocar piano, você mudou e eu nem sei o motivo, na verdade, não sei nem quem você é mais.
Alice não parecia incomodada com a preocupação de sua amiga, e não mostrava em seu rosto interesse em saciar sua curiosidade, mas com apenas uma palavra deixou o recinto.
- Desculpe.
Hanna se derramava em lágrimas enquanto a morena saia de seu apartamento rumo à parte de fora.
- Você vai me ligar? –fala Hanna ainda chorando.
Alice não falou nada, apenas acenou com a cabeça em afirmação, a mesma passou em seu apartamento para pegar sua bolsa e arrumar as malas. Alguns minutos reorganizando quando por fim termino pegou sua bolsa, seus antidepressivos e seu celular que estava repleto de ligações perdidas de Romeu.
- Foi por isso que ele mandou mensagem para Hanna.
Ela pegou suas coisas e desceu no elevador, até a entrada do apartamento do qual vivera por seis anos, quando parou de pensar chamou um táxi, que como de costume demorou, o que não era bom para uma pessoa como ela. Cerca de doze minutos se passaram até que ele parasse em sua frente. As malas foram depositadas no porta-malas e Alice entrou no banco de trás, após ter se aconchegado ela pegou seu celular e mostrou a mensagem recebida após a confirmação do seu emprego para o motorista.
- Pode me levar para esse endereço, por favor.
- Posso sim senhorita - falou o homem de boina ao volante, de forma simpática.
- Obrigada.
O caminho foi silencioso, Alice permanecia olhando para a paisagem urbana, para as pessoas borradas por conta da velocidade como se as examinasse, já sentia falta do barulho dos carros. Com tantas coisas acontecendo Alice começou a ficar pensativa, o coração acelerou, a respiração foge de seu controle, ela pensa. -Mais uma pílula não deve fazer mal. -Suas mãos geladas descem até sua bolsa, pegando o vidro avermelhado, porém antes de poder satisfazer seus desejos o carro parou interrompendo o que deveria ser um ato imediato.
- É aqui senhorita.
- Quanto deu?- se dirige ao taxista ainda com a mão na bolsa, porém agora soltando o vidro e pegando a carteira.
- 29, senhorita.
Estendeu a mão com uma quantia não contada, porém de maior valor que o exigido pelo senhor de cabelos grisalhos no banco da frente.
-- PodePode ficar com o troco. –Sorriu de maneira tímida.
- Obrigada senhorita, Deus lhe pague.
A garota saiu do carro e foi em direção ao hall de entrada do Hotel de luxo, o mesmo era grande com um tapete vermelho, paredes decoradas com quadros muito famosos. Sua obra preferida estava atrás da recepcionista, Alice andou até a senhora bem vestida com roupa padrão do lugar, uma bela maquiagem e o cabelo preso em um coque apertado.
- Bom dia.- A mulher do caixa dialoga com sorriso forçado.
- Bom dia, eu sou Alice Parker Whits.
A recepcionista não deixa Alice terminar de falar, logo se empinou na bancada e pegou um documento que logo após seria posto na mesa para ser lido.
- Já esperávamos sua presença nesse hotel, por favor, apenas mostre sua identidade, e encaminharemos a senhora para seu recinto provisório.
Alice voltou a mexer na bolsa, não demorou até que sua identidade fosse posta a vista da funcionária para sua revisão.
- Alice Parker Whits, vinte anos, sexo feminino. -Deu uma pausa para analisar.- Parece que está tudo certo com sua documentação.
Alice sorri tímida para a loira, que estende uma ficha com o número 205.
- Vou acompanhar pessoalmente.
Quando se virou encontrou um homem de meia idade, ele tinha um crachá no peito, escrito “gerente”, sua expressão era doce e seu riso parecia sincero.
- Obrigada. - falou simpática.
Os dois caminharam lentamente pelo corredor, até chegarem em frente a um elevador de vista panorâmica, subiram até o andar do apartamento, para Alice aquele lugar era perturbador, pois a quietude estava estampada em todos os lugares daquele hotel.
O elevador se abre, ambos saem, porém quem comanda a marcha é o gerente, que guia a garota ate o apartamento de numero 205.
- Fique à vontade, esse andar foi alugado, exclusivamente, para o grupo, tem sala de jogos, spa e sala de música. – Seu tom de voz vinha repleto de orgulho.
- Obrigada por ter me acompanhado.
- Não foi nada, vou deixa-la à vontade.
Alice já se dirigia a seu apartamento, quando se lembrou de algo inusitado, havia esquecido suas malas na entrada do prédio, constrangida resolveu intervir antes que o simpático senhor a deixasse por sua conta e risco.
- Minhas malas...
- Não se preocupe o camareiro já a trouxe pelo elevador expresso. - Falou o homem ainda orgulhoso. – Elas devem estar no seu apartamento neste momento.
- Muito obrigada e me desculpe pelo incômodo. – Falou tímida com o ocorrido.
Ambas as pessoas se despediram e pela primeira vez em anos Alice ficou curiosa em relação ao hotel, já tinha feito apresentações em outros lugares, porém quando fazia em sua cidade não havia propósito de ficar hospedada em um hotel, já que a mesma tinha moradia.
O lugar era amplo, tinha paredes de vidro que mostravam a vista tumultuosa de Nova York de uma distância segura, não havia sinal de seus futuros colegas de trabalho, o que para ela era normal, porque eles se apresentariam hoje.
- Se eu não me engano aqui há uma sala de música. – Pensou baixo para não ser ouvida.
Aos poucos as portas eram abertas e os espaços dentro delas revelados, a descoberta de cômodos não iria parar até que o objetivo de Alice fosse completo, ironicamente, a última porta era a correta. A sala de música foi avistada, era branca, decorada com instrumentos nas paredes, mas o que chamava a atenção de Alice, era um garoto dormindo com os braços por cima das notas musicais do piano de calda que ficada no centro da sala.
Ela não quis incomodá-lo, porém não ia deixar de  examinar o ambiente por conta de um imprevisto, a mesma se aproxima do garoto de cabelos verdes no piano e viu que junto a ele além de, papéis com notas, haviam outros com letras.
- Você é bem talentoso. – Falou em um tom extremamente baixo para que não fosse ouvida. - Posso pegar emprestado por um momento essas partituras? Brincadeira, sei que você não está ouvindo, mas vou pegá-las mesmo assim.
Alice sentou do lado do coreano e sem acordá-lo modificou a melodia da música, melhorando algumas partes e corrigindo outras sem modificar o que o menino queria transmitir. O divertimento da morena durou pouco, seu celular vibra fazendo o garoto se mexer, por sorte seu sono estava profundo e o mesmo ignorou o barulho feito pelo aparelho eletrônico.
- Já vou indo tá. - Falou ainda mais baixo que antes.
A mesma se levantou, colocou os papéis em seus devidos lugares e saiu da sala em silêncio absoluto. Foi rumo ao seu apartamento e o adentrou, encontrou suas malas atrás da porta, pegou uma por uma e levou quarto, só após ter feito isso, que pegou o celular e olhou de quem vinha a mensagem, que foi enviada em uma hora inoportuna, seu rosto de pena se pôs sobre o celular, era Romeu, que havia pedido para eles almoçarem juntos se possível, Alice não queria o ver triste e logo aceitou o convite já avisando o novo endereço para o apaixonado.
- Bem, vou me trocar já é quase meio dia não queremos nos atrasar.
Tirou sua roupa, fez a higiene, olhou em sua mala e vestiu sua peça íntima mais sexy, tirou também um vestido vermelho de alça, um salto preto do qual odiava, pois não a deixava confortável e por fim um sobretudo preto que ia até metade da cocha. A roupa já estava pronta, só faltava a maquiagem, ela optou por algo leve, pegou sua bolsa e nela pôs o de costume, mudando apenas para um batom vermelho que jogara nas coisas por precaução. Está linda e pronta para sair e foi isso que fez, desceu o elevador até a recepção onde avisou que ia sair, porém garantindo que voltaria depois do show do BTS e que assinaria os contratos finais.
Após sair do ambiente de luxo, Alice se depara um homem de olhos verdes, cabelo loiro, vestido apropriadamente com um terno cinza e segurando um buque de rosas vermelhas na mão direita.
- Você está linda.
- Obrigada. – sorriu a morena, timidamente.
Romeu, de forma elegante, abriu a porta do seu novo carro para Alice entrar, o que foi feito, já que após o ato ela sentou no banco de couro do carro.
- Para onde quer me levar?
- Queria poder te levar para todos os lugares do mundo, por hoje vamos visitar um restaurante da minha filiar, quero que seja a primeira a entrar lá.
Alice sorriu de forma terna, a frase sedutora e seu modo romântico não afetaram a mesma em nem um aspecto.
O caminho foi silencioso, apenas intercalado por uma música clássica que tocava na radio.
- Chegamos.
Alice saiu do carro e examinou o lugar, era um belo espaço perfeito e aconchegante, além do luxo que ele exalava, havia o requinte e o nome de um dos mais caros restaurantes já conhecidos.
- Posso entrar?- Falou brincalhona tentando se soltar.
- Tudo que é meu é seu, não tem necessidade de me pedir autorização. – Falou retribuindo a brincadeira da amada.
Ambos entraram, já era quase duas horas, o trajeto até esse ponto havia custados alguns minutos. Não demora e o prato chega, pois o restaurante ainda não havia inaugurado, as únicas pessoas dentro eram o cozinheiro, Alice e Romeu.
- Muito bom.
- Agradeça ao chefe de cozinha, ele sim é o melhor. - Falou rindo. – Ahh, me perdoe não pude aguentar até às oito horas para te ver.
Os dois se olharam e Romeu estava satisfeito com o momento junto de sua amada, já Alice aturava o momento e passava por tudo sem sentir nada. Por fim a refeição foi ingerida, e a dama resolver contar para seu suposto namorado o seu futuro destino daqui para frente.
-Tenho algo para contar.
- Fale. - Romeu bota a mão no queixo e a examina.
- Eu vou ser produtora, maquiadora e assistente de composição de um grupo. - Alice parou para avaliar sua primeira reação antes de seguir com sua fala.
- Vai desistir de ser pintora?
- Não isso nunca. - Falou de forma levemente alterada. – É que eu quero me ocupar um pouco mais, eu já fui aceita e vou começar hoje, terei que viajar novamente.
Romeu olhou de forma triste para ela, o mesmo se levantou estendo a mão para a Alice e a guiou até um quarto privado próximo a cozinha lá tinha uma cama e alguns móveis. A garota já sabia aonde isso ia chegar, e sem que o homem que a levara até lá notasse deixou uma expressão de não querer que ele tomasse conta do seu rosto, porém era incapaz de falar isso para ele. Romeu sentou na cama e fez a morena sentar ao seu lado, passou a mão sobre seus cabelos e os soltou do rabo de cavalo, depositando beijos em sua nuca e falou em seu ouvido.
- Sabe que eu sempre vou te apoiar, não importa aonde você vá. - Se afastou de seu ouvido. – Quero que siga seu coração.
Tirou o sobretudo de Alice, fazendo-a ficar apenas com o vestido vermelho, a mesma não reagiu aos movimentos planejados do homem que a despia, oque passava em sua mente era apenas um pergunta- Seguir meu coração? Perdão eu não entendo isso mas... - Enquanto a tensão sexual aumentava para Romeu, para a garota a ansiedade superava os toques firmes de seu suposto namorado fazendo-a desejar não um homem, mas seus remédios, para ela aquilo não dava prazer, já fazia anos que fingia orgasmo e essa não seria uma exceção.
Já era tarde, sete e meia da noite para especificar, Romeu dormia e Alice tomava secretamente mais uma dose dos antidepressivos. Após uma ducha no chuveiro se arrumou, pôs suas roupas no corpo, deixou seus cabelos longos e ondulados ficarem livres, como a maquiagem estava desgastada passou o batom vermelho que deixara em sua bolsa. Quando terminou se pôs perto de Romeu- Me perdoa por não te amar. – Falou para o mesmo.
- Romeu, acorde.
O homem de vinte e seis anos se mexeu e abriu os olhos com dificuldade.
- Já está tarde. - Fala Alice sem mudar sua fria expressão.
Romeu olha para o relógio, já era sete e cinquenta da noite, já estava na hora do show do grupo que prometeu levar Alice.
- Claro, vamos, não quero te fazer perder.
Sem tomar banho vestiu suas roupas e como de costume, não demorou muito para que estivesse pronto.
- Podemos ir agora.
Os dois foram em direção ao carro vermelho, na frente do restaurante, entraram e fizeram o trajeto, até o local onde ocorria o show, quase que em perfeito silêncio.
- Pode descer. - Falou Romeu.
Alice sem muito rodeio desceu do carro, mas ficou parada de frente para o loiro que a acompanhava.
- Essa é o grupo para qual eu vou trabalhar.
Romeu sorri e coloca a mão na cabeça da garota.
- Eu não estou com ciúmes, eu sei que você me ama, se você estiver feliz, eu também estarei.
Cada palavra machucava ainda mais Alice, a culpa pela ilusão alheia a matava por dentro, porém assim como sabia sofrer, a garota sabia esconder o que sentia.
- Obrigada.
Os dois deram as mãos e andaram até a entrada, após alguns minutos na fila ambos entram, havia muitas pessoas e o grupo já estava se apresentando, porém a distancia incomodava Alice, que não via as pessoas no palco.

 


Notas Finais


E aí? Gostaram? Querem mais capítulos?
Provavelmente, demoraremos um pouco para postar, pois os capítulos exigem muito tempo para serem escritos e bastante para serem corrigidos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...