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História A memória e o curso migratório dos elefantes - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Dreams of loneliness


Eu só passava os meus dias definhando no balcão de Hinata, observando-o trabalhar e decorando cada uma de suas feições enquanto ele assistia aos seus documentários. Nesses tempos, quando eu não dormia, ficava imaginando. Minha cabeça funcionava em um grande drama. A cena do dia era o seguinte:

Chovia. Era noite. Eu corria desesperadamente até o sebo onde Hinata trabalhava e, pelo vidro, observei o local sem luz. Abri a porta em um estrondo, meu coração batia rápido.

— Hinata! Hinata seu idiota, onde é que você está? — Fiquei mudo por um tempo, tentando ouvi-lo, e um trovão caiu do lado de fora. Comecei a procurá-lo e o encontrei, enfim, encolhido debaixo do balcão, abraçando a si mesmo. Me agachei e o puxei para mim, abraçando-o e sentindo o seu corpo trêmulo. Aspirei o seu cheiro profundamente e deixei que ele chorasse, agarrado à minha camiseta molhada.

— Eu não sou idiota. Eu te odeio. — Ele me deu um pequeno soco com sua mão ainda trêmula. Eu a peguei e também levantei sua cabeça, obrigando-o a me olhar.

— Eu vim correndo pra te salvar.

— Não preciso ser salvo. Vai embora.

— Eu sei, mas eu te amo. A gente sempre quer proteger quem amamos. Sinto muito… — Então, a sua reação era arregalar bem os olhos castanhos que eu amava demais e morder o lábio inferior. Depois começava a me bater um pouco mais forte e a chorar mais.

— Por que você demorou tanto? Por quê?

— Porque eu sempre fui lento com as coisas do coração…

— Eu te odeio.

— Mas eu te amo.

— Te odeio tanto… — Ele resmungava, chorando, e depois enrolava os seus braços no meu pescoço e, em menos de cinco segundos, me puxava para um beijo profundo. Eu segurava sua cabeça com uma mão e com a outra apertava sua cintura, puxando-o mais para mim. Céus, eu o queria tanto e já fazia tanto tempo! Nos separamos e seus olhos castanhos me encararam mais uma vez. — Mas eu também te amo…

Então, eu acordava do meu devaneio, piscando várias vezes consecutivas. Geralmente com Hinata me olhando estranho. Naquele dia, ele segurava uma pilha de livros na mãos e, quando notou que eu voltei ao mundo real, deu uma risada.

— Fico me perguntando o que é que se passa na sua cabeça quando você viaja desse jeito.

— Você poderia me torturar que eu nunca iria te falar. Idiota.

— Idiota é você, não te fiz nada, eu hein. — Ele reclamou e eu corei, resmungando um palavrão antes de me levantar e andar até ele, ajudando-o a organizar as fileiras. Sei que não é legal viver de fantasia, mas, na minha imaginação, Hinata me beijava, então por mim tudo bem ter um escape às vezes.

 


Notas Finais


o incrível mundo das coisas que só acontecem dentro da minha cabeça

https://www.youtube.com/watch?v=mrZRURcb1cM


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