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História A menina do vestido florido - Capítulo 17


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Notas do Autor


OOOOOOLÁ, não acho que vocês tenham sentido minha falta, mas eu sinto muito por ter sumido por uns dias, tudo por causa dos resultados dos vestibulares e blá-blá-blá.
enfim, espero que vocês aproveitem esse capítulo curtíssimo, mas importante.

Capítulo 17 - Calum Hood


Fanfic / Fanfiction A menina do vestido florido - Capítulo 17 - Calum Hood

Observava Willow pelo que me parecia ser a quinta vez desde o início da aula de literatura europeia. Torcia para que nossa professora não me perguntasse sobre o livro em questão — Madame Bovary achava eu. E eu juro que tentava prestar atenção ao assunto, mas nenhuma história sobre a burguesia francesa e adultério poderia tirar a minha atenção dela. O jeito como os cabelos loiros caiam sobre a blusa florida azul que usava. Ou como ela parecia totalmente imersa na aula.

E não era como se eu estivesse apaixonado, eu não estava. Só me sentia extremamente atraído pela menina dos olhos azuis. E pensar que eu estive tão perto de beijá-la me consumia um pouco. Mas eu tinha uma chance de me redimir, e essa chance era o baile.

Ela tinha sido escolhida como uma das garotas para a entrada de gala ou sei lá o quê. Michael tinha me dito que elas sempre precisavam de um par e assim que ouvi aquelas palavras soube que tinha que ser o par dela.

Comecei a me questionar sobre maneiras de pedir para que ela fosse meu par para o baile. Será que ela gostaria de um ato grandioso, com flores e uma serenata? Imaginei-me fazendo uma serenata na frente de toda a escola e quase vomitei. Talvez ela gostasse de algo singelo e pequeno, como um corsage e um bilhete.

Quando eu estava prestes a surtar de ansiedade, o sinal bateu.

Era pouco depois das duas da tarde quando cheguei em casa. Estava vazia, como sempre. Atravessei a sala de estar e a de jantar, dirigindo-me à cozinha. Queria saber se Irina estava. Ela trabalhava em casa como cozinheira desde que eu era pequeno. E apesar de soar totalmente elitista, ela era uma mãe para mim. Tudo o que encontrei, no entanto, foi um prato de comida embrulhado em papel filme com um bilhete que dizia que ela tinha ido fazer compras. Ótimo, mais um almoço sozinho.

Há semanas vinha evitando pensar em minha mãe. Mas com o silêncio só o que me restava eram meus próprios pensamentos e eu tinha medo deles. Quando tinha 15 anos — no auge de meus ataques de pânico — eu ocupava cada segundo dos meus dias com atividades. Fazia aulas de jardinagem, italiano, culinária, piano, fotografia e papel machê. Era ruim em quase todas, mas não me importava, porque eu nunca estava desocupado e no instante em que chegava em casa, o cansaço me dominava o suficiente para que eu pudesse apenas dormir.

Mas ali, mastigando um pedaço da quiche de espinafre, sentado na ilha da cozinha, tendo ninguém além de mim mesmo, eu não conseguia evitar permitir que o pânico começasse a me inundar, como a água em um copo.

Não entendia o que tinha de errado comigo. Por que eu não poderia apenas almoçar? Por que, mesmo sequer estando ali, minha mãe ainda estava presente em mim? Eu odiava reviver momentos com ela que não iriam mais voltar, justamente porque o sentimento avassalador da perda vinha junto a eles, esmagava meu peito e me dilacerava. E que puta ironia, perder algo que nunca foi meu.

Meu celular começou a vibrar em cima do balcão e eu consegui ler o nome de Ashton antes de atender.

“E aí, cara, tudo bem?” Sua voz estava ofegante e eu escutava risadas ao fundo. “Seguinte, eu, Mike e Luke vamos comprar nossos smokings hoje, quer ir junto?” Aquilo era tipo meninas indo juntas comprar seus vestidos? Porque eu sempre quis fazer isso. Quer dizer, com smokings.

“Ah, sim. Manda o endereço e eu encontro vocês lá.”

Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa além de encerrar a chamada, meu pai chegou em casa.


Notas Finais


conversem comigo no twitter beijos @tuanation


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