História A menina que não tem importância - Capítulo 3


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Categorias Doctor Who, Harry Potter
Personagens 11º Doctor, Clara Oswald, Donna Noble, Lord Voldemort, Merlin, Neville Longbottom
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Palavras 1.751
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Crossover

Capítulo 3 - O chamado parte 1


Quando o dia despontou e os raios de sol entraram pela a janela do quarto quente agradavelmente.

  Rachel se levantou assustada e ofegante, os pesadelos ficavam cada vez mais constantes naquela altura de sua vida.

Olhou para os lados e vendo que estava no seu quarto do sótão, relaxou. Seus braços descansaram no edredom branco e as mãos ficaram  juntas. Rachel enfim despedia-se dá poeira do sol que subia indiferente a menina.

Imóvel, Rachel ainda entretida nas partículas flutuantes enquanto seu gato se virava para o outro lado, impedindo os raios de sol invadirem seus olhinhos.

Na relativa escuridão relativa dá manhã, dos poucos raios que refletiam no marrom dá madeira trazendo um escuro quase que paternal para a garota.

Rachel segurou seus cabelos lisos em um rabo de cavalo, seus pés tocaram as pantufas embaixo de seu gato que soltou um leve grunhido.

Afastando-se lentamente para a escada, ela desceu para o banheiro. Lembrou-se de ir embora enquanto a água do chuveiro lhe cobria os olhos fechados.

Não sabia se estava feliz ou triste por tudo que vinha acontecendo, mas por algum motivo se sentia protegida por um coração irmão distante.

"Mamãe, quando poderemos ir embora?"

" Já te disse que você irás sozinha com Ele, não disse?"

"Sim, mas papai..."

E essa são duas únicas lembranças dos pesadelos desde começou a ter esses sonhos.

Quando sua pele sentiu a toalha, era como se fosse um abraço de despedida de alguém importante.

_Quem?_ ela perguntou em voz alta. Sem resposta.

Vestir uma roupa qualquer, a primeira que achar, foi a primeira de suas ações antes de jogar todas as outras numa mala.

Uma mala era pequena demais para um Notebook, um celular e um XBox, foi preciso toda técnica de compactamento de coisas para ir todas as roupas imprensada na mala.

Quem visse Rachel saindo de casa naquela manhã, não iria ligar muito, afinal era só uma garota com uma mochila nas costas, uma mala e um gato atiracolo.

O chão límpido e gelado da estação anunciava a chegada da nova aluna de Hogwarts refletindo sua figura apressada, foco das atenções de alguns transeuntes . Quando os olhos verdes de Rachel viram a placa " Plataforma 9"  seus braços soltaram o gato que partiu para uma parede.

Era claro que não existia a tal 9 3/4, a tão esperada 9 3/4. Era esperar alguém denunciar a sua localização.

Dado dois ou três minutos, por volta das oito e meia, um rapaz de cabelos lisos e óculos correu com sua coruja branquíssima numa gaiola em duração a uma parede. Para a surpresa de Rachel a parede o englobou como por osmose, como se aquela parede fosse só um holograma.

Rachel então tornou a andar como se nada estivesse acontecendo e passou devagar pela parede.

A visão do outro lado não era outra senão de outra plataforma parada no tempo. Algumas pessoas estavam lá,alguns olhavam pasmos para tudo ao redor encantados com tanta beleza na tal estação, outros conversavam alegremente como num reencontro de velhos amigos, mães passavam instruções para filhos, pais conversavam com outros adultos, enquanto Rachel olhava a bela locomotiva vermelha a poucos metros de si. Ela então saiu de sua estática dando passos apressados enquanto seu gato lhe rodeava as pernas sempre que um passo novo era dado.

Não podia ser mais encantador que aquilo.

_ Pegue logo este sapo, garoto!_ disse uma senhora para um rapaz desengonçado ali perto.

Rachel ignorou a sua volta, afastou levemente a barra de seu vestido, sentou-se graciosamente no límpido chão, enquanto seu vestido lhe cobria as pernas, seu gato deitou-se sobre o vestido esperando um carinho logo respondido com um doce cafuné.

Dada hora da partida, estando a plataforma​ lotada, Rachel de pé seguiu com suas malas trem a dentro.

Andar pelos corredores alegres do trem trazia uma satisfação fantásticas. Aquelas cabines mostrando alunos com suas fardas negras rindo e compartilhando experiências, lendo, despedindo-se da família, revendo amigos ou inimigos (vai saber?), seja rindo de uma piada ou chorando de prévia saudades da mãe, mas por dentro sempre felizes. Rachel via tudo isso exposto naqueles rostos inocentes em alguma coisa, via pela janela de vidro da porta de madeira, a fresta de vidro que dava para as cabines, o portal que Rachel via nos outros a imagem da felicidade e ao mesmo tempo o reflexo da tristeza de seu coração.

Quase que no fundo da locomotiva  estava uma cabine vazia, ela entrou lá, pôs suas coisas bem guardadas, fechou as cortinas e vestiu o uniforme negro, claramente faltava ali alguma coisa.

Reabriu rapidamente as cortinas e sentou no sofá, seu gato brincava despreocupadamente no chão de carpete. Rachel então olhou para fora pelas grandes janelas de vidro, o mundo de todos felizes, de despedidas, o mundo em que as famílias e conhecidos passavam boas vibrações para os estudantes de Hogwarts. O barulho dos freios chegou aos ouvidos dá solitária garota, suas lágrimas já rolavam pelo rosto.

No momento da partida, quando era possível ver acenos e as últimas recomendações de mamães-coruja, Rachel viu uma figura acenar-lhe a cabeça e bater continência. Ela fixou na tal pessoa, mas a pessoa simplesmente desapareceu na multidão e o trem começou a andar vagarosamente até finalmente pegar velocidade.

Cabelos castanhos e levemente cacheados, roupas pretas e uma capa tão preta como a negridão daquela noite, os olhos tão brilhantes quanto aquelas estrelas. Um olhar castanho e companheiro, um olhar amigo e irmão, aparentes dezoito anos. Jamais Rachel esqueceria a figura do desconhecido.

Foi pensando nele que ela entrou naquelas carruagens puxadas por cavalos esqueletos ou algo do tipo. Apesar de ter lugar pra mais pessoas, a viagem foi feita somente com dois alunos: ela e o rapaz desengonçado da estação.

_ Desculpe, seu gato está brincando com meu sapo...

_ Largue-o Prince!

E o peludo animal soltou o anfíbio.

_ Como se chamas?

_ Rachel Noble.

_ Neville Longbottom.

Ambos se cumprimentaram.

_ És nova aqui?_ perguntou o rapaz.

_ Sim.

_ Bem vinda._ ele disse depois respirou fundo.

_ Obrigada.

Esse foi o único diálogo entre os dois alunos durante esse tempo.

Chegaram finalmente ao lindo jardim de Hogwarts com uma trilha iluminada com lanternas flutuantes.

Rachel olhava pasma a magia da levitação, ver as sombras dos alunos a sua frente a tremeluzerem alegremente no chão de terra, era claro que havia ali um grande gramado e algumas flores porque o perfume era perceptível​ bem como o cheiro de relva recém aguada.

Enquanto isso na cidade de Londres, o Doutor materializou sua tardes ali próximo a casa dos Noble, agora sem Rachel.

_ O que viemos fazer aqui?_ perguntou uma morena baixa para seu amigo.

_ Ora Clara._ e ele passa sua mão entre as mechas de cabelo castanho e curto da moça._ Quero visitar os Noble, posso?

Ela nada disse, só acenou a cabeça. Os dois atravessaram a rua ao mesmo tempo, bateram na porta.

Enquanto esperava alguém atender, o Doutor lembrava-se do terrível dia que foi deixar a sua melhor amiga de volta naquela casa, depois de tudo que eles passaram juntos.

A noite estava clara, a claridade era quase que totalmente provinda das estrelas. Diferente daquela noite chuvosa...

_ Doutor, algum problema?

Ele negou, mas Clara percebia que havia sim algo estranho, o homem excêntrico e elétrico parecia quieto e triste.

_ Boa noite._ disse Wilfred atendendo a porta.

_ Wilfred!_ o Doutor saiu de sua inércia de tristeza com um largo sorriso para o senhor na porta.

_Doutor?

Clara viu que o Doutor parecia nervoso, ele esfregava com mais força uma mão na outra, parecia que estava com medo de dizerem algo que ele recusava a escutar.

_ Entrem, essa é sua namorada?

_ não._ as duas visitas responderam em coro.

Eles foram até a sala. O Doutor olhava o abajur com demasiado interesse, algo estava errado.

_ tem certeza que tá tudo bem?

Wilfred levantou-se para pegar um chá na cozinha.

_ Cadê Sylvia?

_ Foi para uma reunião._disse Wilf na sala.

_Ah._o Doutor passou a mão nos cabelos como se aquilo fosse aliviar a sua agonia.

_ Doutor..._ tenta novamente Clara.

_ Não!_ ele diz abruptamente._ Donna quebrou o espelho de Marte.

Ela ficou calada, não lembrava de ter nenhum espelho especial em Marte.

_ Como assim?

_ É uma longa história...

Clara olhou para a mesa de cetro, ela parecia reconhecer o local pesado de algum sonho ou algo do tipo.

_ Um pouco antes de Donna tornar-se a lenda que hoje ela é..._ Ele tentou começar._ A gente visitou uma estação espacial, o lugar era tipo uma NASA aberta pra visitação...Aconteceu que uma espécie rara de ser que alimenta-se especialmente de humanos estava lá...

Uma pausa e uma tosse seca.

_ Nós ficamos presos numa sala com três outros dessa raça... Era sala de óptica dimensional, então tinha vários espelhos... Mas um em especial, de bordas roxas... era a atração, ela reproduzia reflexos reais da pessoa, algo do tipo de clone inexistente...Mas...

Uma pequena pausa, ele olhou para a mesa de cetro e depois para Clara.

_ Foi meio idiota... Mas nós éramos assim... Loucos...

_ Você é louco!_ela interrompeu com um sorriso.

_ Na época não como agora. Ela não queria quebrar o espelho. "Dá sete anos de azar!" ela disse. Então quebramos o tal espelho juntos.

Clara fez cara de quem não estendeu.

_ O espelho era a saída...

_ Não entendo.

Ele sorriu._Achei estranho o espelho se partir em dois pedaços iguais sendo que tínhamos nós dois batido. Foi só quando eu vi o sangue escorrer de nossas mãos que enfim compreendi. Os clones foram liberados,e foi quando Donna caiu no chão com dores na barriga e tontura...TimeLords são diferente dos humanos...

_Ah... Então seus clones... foram dois?

_Aqui está, desculpe pela demora._ Diz Wilfred colocando a bandeja na mesa de cetro.

_ Obrigado.

_ Donna deve estar melhor, não é?

Wilfred abaixou o olhar.

_ Donna morreu._ O senhor disse.

_ Meus pêsames._disse o Doutor sem saber como conseguia pronunciar aquelas palavras.

Clara, ao ouvir isso arregalou os olhos.

_Foi muito pouco depois do casamento...Ela lembrou e desapareceu, só sumiu do mapa,e depois uma criança apareceu dois meses depois.

_ a criança..._ falou o Doutor, ele tinha certeza que deveria lembrar dela, mas ele não recordava.

Clara olhava para uma faca de mesa sobre uns biscoitos perto das brancas xícaras.

_ Rachel...tem que ajuda-la...

_ Isso, tinha um bilhete dizendo que ela chamava-se Rachel quando a pequena apareceu aqui...Espere, como sabe?_ perguntou Wilfred olhando para Clara._ Como sabe moça?

Passou por despercebido que os olhos de Rachel estavam amarelos.e reluzentes, não mais castanhos como antes. Ela parecia não ser mais a Clara e sim outra pessoa dentro do corpo dela. "Clara" olhou para o retrato sobre o criado mudo com o abajur, em baixo a foto de Rachel.

_ Essa é a sua filha Doutor..._ Wilfred pegou a foto de Rachel e mostrou para o Doutor enquanto isso Clara não tirava os olhos dá foto dá tal menina.


Notas Finais


Entendedores entenderão


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