História A Mensagem (Three-Shot SasuSaku) - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sakura, Sarada, Sasuke, Sasusaku, Sasusakusara
Visualizações 269
Palavras 5.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alerta de hentai - se tiver menos de dezoito anos favor não continuar a história. Sabemos que ninguém fará isso, então, divirtam-se!

Capítulo 2 - Parte II


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Sakura ficou possessa quando descobriu que fizeram um teste de DNA no laboratório de Orochimaru com o resultado de que ela não era a mãe da menina mais desobediente do mundo shinobi. Como ela poderia não ser mãe de Sarada se durante nove meses a barriga crescente, os enjôos, os chutes e todos os sintomas que uma grávida poderia ter foram passados por ela sem qualquer pré-natal?

Ela era uma médica, não podia negar, e estava com Sasuke, que era a mesma coisa que estar com ninguém, no que se refere a questões de saúde. O Uchiha era um excelente guarda-costas, mas se precisasse de um emprego, o setor de enfermagem e função de acompanhante eram as últimas indicadas. Não que Sasuke reclamasse, o paciente é que o mataria.

O moreno desesperava cada vez que Sakura precisava vomitar, não importava quantas vezes ela dissesse que aquilo era normal no determinado trimestre da gravidez. Sakura não podia ter um momento de privacidade sem que uma sombra negra pairasse sobre ela e ele perguntasse de cinco em cinco minutos se estava tudo bem. Ela estava grávida, não doente. As coisas se tornaram piores quando as contrações das últimas semanas começaram, e um observador de fora poderia dizer muito bem que pela cara de dor ele iria parir no lugar dela.

— É claro que eu sou sua mãe, Sarada. Vocês dois são impossíveis, shannaro! — Esse foi o máximo de indignação que Sakura permitiu-se demonstrar. Ela serviu a refeição preparada especialmente para Sasuke – todos os pratos com tomates que eram possíveis serem feitos. Sarada, que não gostava muito, não reclamou.

— Me desculpe, papa. Eu acho que eu exagerei. — A menina sussurrou, envergonhada.

— Não se preocupe, eu acho que você puxou isso de mim. — O descontrole das emoções era muito a cara dos Uchihas. Depois disso, Sasuke não soube como continuar o assunto, e Sarada também não tentou abordar qualquer outro tema. Era um momento de adaptação para todos eles, e seria melhor deixar as coisas seguirem seu fluxo, ao invés de tentar fazer tudo parecer perfeito quando não estava. Até mesmo o apartamento era novo para todos. Shizune se encarregou de acionar uma companhia de mudança enquanto Sakura estava no hospital, depois que a casa foi destruída. Os móveis e eletrodomésticos estavam todos posicionados, mas as caixas com o restante dos objetos estavam empilhadas em um canto.

Sarada foi tomar um banho e Sakura tirou as vasilhas da mesa, colocando-as na pia. Ela recolocou o avental e passou a lavar a louça de costas para Sasuke, que permaneceu assentado na mesa. Sakura parecia tranqüila, ela estava fazendo tudo o que sempre fez durante todos esses anos. Sasuke estava apreensivo porque ele não sabia qual papel deveria desempenhar a partir de agora. Na verdade, não sabia como desempenhar o papel que ele deveria estar desempenhando desde que Sarada nasceu, e que teria que aprender tardiamente.

Ele sabia que precisava conversar com Sakura, ensaiou uma frase ou outra para abordar o assunto, mas foi muito inocente em pensar que poderia dar uma desculpa idiota. Não havia explicação para o que ele tinha feito. Ele tinha abandonado a esposa com uma recém-nascida e construído ilusões para si mesmo, pensando que estava fazendo tudo pelo bem da vila e do mundo shinobi. Elas tinham esperado por ele e ele nunca veio.

Sasuke tinha inúmeras teorias sobre o que tinha impedido-o de voltar. O sentimento de não ser merecedor que voltou para massacrá-lo depois que deixou Sakura na vila com a filha. A missão para deter a remanescência de Kaguya e seus zetsus brancos, que foi apoiada vergonhosamente pelo clã Uchiha. Agora era o momento de Sasuke, como líder e membro do clã, consertar o estrago que eles tinham feito. Cada acontecimento e momento passados longe de casa deixavam-no mais apreensivo para voltar. Ele tinha estado com Sakura durante suas viagens e foi como uma lua de mel prolongada.

Estar com ela na vila que tinha abandonado e pretendido destruir, na vila que tinha marginalizado e contribuído para o massacre dos Uchihas, na vila que o considerava como nukenin e inimigo – não era um lugar confortável para ele. Mesmo que Sakura e Sarada estivessem lá e ele tivesse dado continuidade ao trabalho iniciado por Itachi para proteger Konoha das sombras, lutar por Konoha e viver em Konoha eram coisas completamente diferentes. Uma dificuldade que Sasuke ainda não estava preparado para lidar.

Porém, foi muito conveniente para ele enrolar para refletir sobre o assunto. Ele demorou tempo demais para colocar essa questão como prioridade e agora que era obrigado a encarar as conseqüências da negligência, temeu ser tarde demais. Sasuke e Sakura, apesar de todos os momentos compartilhados desde que tinham doze anos, eram completos estranhos. Uma coisa era ter ficado um pouco mais de três anos longe da vila pela primeira vez e quase esse tempo depois em peregrinação, mas dessa vez ele tinha ficado quase o dobro de tempo fora.

Sarada estava entrando na adolescência e Sakura tinha passado sua jovialidade – ela era uma mulher madura e decidida emocionalmente. Uns tempos atrás ela teria corado ao ver Sasuke, chorado de felicidade e abraçado-o como ela fez quando ele a convidou para viajar pelo mundo com ele. Ela não tinha envelhecido um dia sequer, se não fosse por suas roupas e corte de cabelo ele poderia dizer que ela estava da mesma maneira como quando ele saiu da vila. O Byakugou também deixava-a eternamente jovem, como Tsunade. Sasuke apoiou o cotovelo na mesa e colocou a mão no rosto, cansado. Ser um péssimo marido e pai era mais uma coisa a ser acrescentada na lista de erros irreparáveis que ele tinha cometido. Sakura aproximou-se dele e entregou-lhe roupas limpas com produtos de hiegene pessoal.

— Você pode tomar um banho primeiro, Sasuke-kun. Eu vou tentar organizar o indispensável antes de dormir. Use o banheiro no nosso quarto, Sarada está usando o banheiro social. — Ela depositou as coisas em cima da mesa e virou-se para procurar qualquer coisa dentro das caixas. Ela pegou lençóis e fronhas e foi até o quarto, sendo seguida pelo marido.

Sakura esticava o tecido na cama e encapava os travesseiros quando Sasuke entrou no banheiro. Ele ouviu o barulho das cortinas serem fechadas, do interruptor apagando a luz e da porta de madeira ser encostada. Sakura estava deixando-o em seu espaço pessoal – só que Sasuke tinha tido esse espaço tempo demais e tudo que ele queria era que ela estivesse com ele ali. O Uchiha teve que fazer um esforço monumental para não deixar que as lágrimas escorressem com a água que banhava seu corpo. O zumbido do chuveiro e o barulho da água caindo lavaram uma lágrima ou outra que ele deixou escapar. Ninguém estava vendo e nem ele mesmo consideraria que estava chorando, eram apenas seus olhos que ardiam e nada além disso.

Ele devia ter demorado muito no banho, porque quando saiu do banheiro, ouviu as vozes de Sakura e Sarada conversando. A maneira como elas falavam e o fluxo animado da conversa era uma coisa pessoal entre elas, muito diferente da postura contida que elas tinham quando se aproximavam dele, como se tentassem desarmar uma bomba que estava prestes a explodir. Sasuke assentou-se na beirada da cama secando seus cabelos molhados com a toalha, esperando Sarada dormir e Sakura entrar no quarto. Eles precisavam estar a sós para conversar sobre o assunto delicado demais para ser mencionado na frente de Sarada.

Claro que ela tinha percebido antes de todo mundo que o casamento de seus pais estava em crise, ela não precisava ter o Sharingan para ver esse tipo de coisa, só não veria se ela estivesse cega. Ainda assim, não era uma coisa que Sasuke sentia-se a vontade para incluí-la, e também não dizia respeito a ela, por mais que ela sofresse com isso. Sakura demorava, e Sasuke teve a sensação de que ela estava esperando que ele dormisse para entrar no quarto. Ele deitou-se na cama e olhou para o teto, exausto.

Estava realmente cansado, mas não tinha a coragem de fechar os olhos. Ele estava com vergonha de sua atitude covarde. O que ele tinha feito não era diferente do que ele fez das outras vezes. Ele podia não ter deixado Sakura desacordada em um banco no meio da noite ou colocado-a em um genjutsu, mas ele a deixou sozinha com uma criança como se ela não precisasse da ajuda dele. E ainda usava um discurso canalha de que estava fazendo isso pelo bem da vila, como se sua esposa e filha não fossem Konoha também. Talvez com isso ele estivesse dizendo que elas valessem menos do que a paz da vila, uma coisa que Itachi fez ao assassinar o clã e deixar Sasuke sozinho. Ele tinha feito com elas exatamente o que Itachi tinha feito com ele.

Por mais que ele amasse Itachi e ter descoberto suas reais intenções, conhecer o sofrimento dele não fez com que o seu desaparecesse. Pelo contrário, o desespero dele aumentou, e ele não foi capaz de enxergar a situação com os mesmos olhos dele até que Naruto colocasse isso em sua cabeça por meio da porrada. Sofrer com a morte dos pais doía tanto quanto sofrer por um pai que está vivo mas não volta para casa porque não quer. Ele viu isso nos olhos de Sarada, ele viu o mesmo sofrimento dele quando criança, e se não fosse a influência positiva de Sakura na vida dela talvez Sarada pudesse ter se tornado tão sombria quanto ele foi.

Sasuke amaldiçoava-se mentalmente porque ele tinha perdido a coragem de conversar com Sakura e estava perigosamente tentado a sumir na primeira dimensão espaço-tempo que se abrisse. Ele permaneceu deitado porque tinha sido um covarde por tempo demais. Sakura abriu a porta do quarto e acendeu a luz. Sasuke colocou o braço sobre os olhos para escondê-los da claridade. Ela depositou as cobertas sobre a cama, apagou a luz e foi para o banheiro. Em pouco tempo, o zumbido do chuveiro podia ser ouvido abafado atrás da porta. Sua cabeça doía e seu coração apertava-se no peito.

Ele nunca esteve em uma situação emocionalmente tão complexa, e ele sofria porque se importava. Se importava com o amor de Sakura e se incomodava ao ver que o amor dela tinha mudado, se é que ainda existisse. Ela era a única mulher que verdadeiramente o amou e a quem ele verdadeiramente amava, mesmo sendo um canalha. Ele se importava com a opinião de Sarada sobre ele e se incomodava ao lembrar do seu primeiro encontro com ela. Sasuke realmente queria demonstrar que ele as amava, mas não era simples se expor dessa maneira para ser ferido na alma – ele preferiria estar a beira da morte mil vezes no campo de batalha do que sofrer a dor emocional. Ele não tinha medo de ferir seu corpo, ele tinha medo de sofrer por amor, e esse medo que ele tanto temia sentir o consumia lentamente como um veneno corroendo-o de dentro para fora.

Depois do que pareceu uma eternidade, Sakura terminou o banho. O cheiro de shampoo e sabonete que ela usava invadiu o quarto com a fumaça, e era o mesmo cheiro que ele se lembrava em seus sonhos molhados. Era a mesma fragrância que ela usava quando eles dormiam juntos, e o cheiro impregnava a roupa de Sasuke. Às vezes, durante esses últimos anos, ele sentia esse cheiro do nada, que desaparecia tão rápido quanto tinha surgido, sendo parte de sua memória olfativa. O corpo dele reagiu ao aroma. O sangue passou a circular nas áreas mais baixas de seu corpo, enrijecendo os tecidos entre suas pernas. Droga.

Ele virou-se de lado, de costas para ela, que enxugava os próprios cabelos com calma. Depois de guardar a toalha e apagar a luz do banheiro Sakura se deitou ao lado de Sasuke, de costas para ele. Ela vestia um short curto e solto de pijama e uma blusa branca com o emblema do clã Uchiha na parte de trás. Ela ainda era dele, mas até quando? O corpo dela acomodado tão confortável na cama deixava-o mais ansioso para tocá-la. Havia muito tempo desde que ele tinha abraçado, beijado e amado sua esposa.

Essa foi uma das partes mais difíceis na missão, e provavelmente teria sido para ela também. Eles deixaram de viver tantas coisas, poderiam ter vivido tantos momentos íntimos e quem sabe teriam tido mais filhos. Mas Sasuke não estava lá, e depois de todo esse tempo, agiam como se ele ainda não estivesse. E ele merecia, como merecia. Na verdade, não merecia nem ter a família que tinha, ser feliz dessa forma era quase uma afronta depois de todo o inferno que ele tinha feito.

Como sempre, Sasuke sempre escapava de sofrer plenamente as conseqüências de suas ações. Naruto e Sakura queriam sempre poupá-lo e a idéia era tão absurda que ele tinha que pedir para sofrer. Ele recusou a prótese e ignorou sua família como se isso fosse servir de alguma coisa. Agora ele era um homem acabado, aparentando ser muito mais velho do que Sakura, com apenas um braço, e ignorado pela esposa. Sakura percebeu que o tratamento de gelo dela tinha ido longe demais, então decidiu ser ao menos polida.

— Boa noite, Sasuke-kun. — Ela estava na mesma posição, de costas para ele, e a voz dela era monótona. Nem Sasuke poderia ler suas emoções. As coisas não teriam mais volta se ele não tomasse a iniciativa de fazer alguma coisa.

— Fale comigo, Sakura. — Sasuke pediu depois de um tempo de silêncio.

— O que você quer que eu fale?

— Você parou de me escrever. — Não era uma pergunta, mas Sasuke queria saber o motivo. A resposta definiria todo o desenrolar da conversa.

— Você também.

— Eu enviei uma mensagem pra você da última vez.

— Mensagem? Eu não recebi. Talvez o falcão não tenha chegado, porque essas coisas sempre acontecem com a gente, não é? — Sasuke suspeitou que estava sendo arrastado para uma armadilha, mas decidiu não resistir.

— Eu pedi Naruto para te dizer uma coisa.

— Ah, você está falando disso? Ele me disse. Bom, se fosse apenas isso você não precisava dizer. Porque eu sei que você sente muito por tudo tanto quanto acha que sou irritante. — Sakura tentava parecer divertida, mas suas palavras vinham carregadas de amargura.

— Eu realmente sinto muito por tudo, Sakura.

— Eu sei, Sasuke-kun.

Nenhum dos dois falou mais nada por um tempo. Sasuke não sabia como iniciar a conversa que ele queria ter, e Sakura estava se esquivando e dando o assunto por encerrado. Ele precisava ser um pouco mais ousado se quisesse resolver isso de uma vez por todas.

— Sakura, você ainda quer continuar comigo? Eu não achei que...

— Não achou que o quê? — Ela o cortou antes que ele pudesse continuar. — Não achou que eu ia te esperar. Isso foi o que você disse depois que você voltou para a vila, Sasuke-kun. E eu disse que esperaria por você, porque você me deu a entender antes de ir que você pretendia voltar. Agora você vem insinuar que não esperava que eu ainda estivesse esperando por você? Nós nos casamos e temos uma filha. É esse tipo de coisa que você pensa sobre mim? Desculpe-me se eu não fui clara sobre meus sentimentos por você a vida inteira, Sasuke-kun. E não se dê o trabalho de responder ou se explicar, não quero ser irritante.

Sakura descobriu-se e tentou levantar da cama, mas Sasuke segurou o ombro dela. Não era isso que ele queria dizer, Sakura não tinha ao menos deixado-o terminar a frase. Ela assentou-se na cama e olhou para ele, esperando que ele a soltasse ou fizesse alguma coisa. Sasuke não tinha nada planejado. Ele sempre teve que lidar com Sakura tentando ir atrás dele, não fazia idéia de como era complicado lidar com ela tentando evitá-lo. De como era doloroso vê-la quer se afastar quando ele queria se aproximar. Era isso que ele tinha feito a vida inteira com ela, e ele não fazia idéia de como ela conseguiu suportar. Sentir essa frustração apenas por um momento fez com que ele a amasse mais do que fosse possível.

— Sakura, por favor. — Sasuke implorava, mas ela não se comoveu.

— O que você quer mais de mim que eu não tenha feito, Sasuke-kun?

Ela virou-se para ele, assentada na cama. Os cabelos dela estavam um pouco despenteados, com um ar natural. Ela estava sem sutiã e o contorno de seus seios na blusa branca era evidente. O short, que era curto e solto, feito com um tecido fino, tinha se enrolado até a virilha e era como se ela estivesse de calcinha. Ela estava muito sensual e Sasuke não conseguia desviar seu olhar do corpo da esposa para as esmeraldas fumegantes que o fitavam querendo matá-lo. Se Sakura tivesse o Mangekyou Sharingan com certeza ela já tinha liberado o Amaterasu. Ele estava tão excitado que doía.

— Eu esperei por você, acompanhei você em suas viagens, te dei o meu amor, meu corpo e a nossa filha, mas isso não foi suficiente para te fazer ficar. Eu não tenho mais nada para te dar. Tudo que você tinha que fazer era estar presente, mas você não tinha tempo para isso. Na verdade, você não fez questão. Não queria que eu e a Sarada fossemos uma obrigação para você. Eu sinto muito por isso, Sasuke-kun.

Sakura tirou a mão de Sasuke de seu ombro, mas ele percebeu que ela estava pronta para se levantar e inclinou-se para passar o braço na cintura dela, puxando-a contra seu peito. Ela estava quase assentada no colo dele e os rostos estavam muito próximos, os narizes quase colados, os olhos se fitando com intensidade. De repente, os olhos verdes de Sakura se estreitaram e ela deixou que caíssem as lágrimas que ela tentou esconder.

— Eu senti tanto sua falta, Sasuke-kun. — Ela deitou a cabeça no ombro dele em prantos.

— Eu também, Sakura. Não houve um dia sequer que eu não pensasse em você e na Sarada. Eu errei feio com você, mas eu tenho feito isso minha vida inteira. O que eu queria te dizer é que você não tem que me perdoar. Não tem explicação para o que eu fiz. Por isso, se você não quiser mais ficar comigo depois de todo esse tempo, eu vou entender. — Sasuke engoliu a seco ao pronunciar as últimas palavras.

Um dos principais motivos para chamá-la para viajar com ele foi ela chamar muita atenção em Konoha e estar solteira. Se Sasuke não tivesse feito alguma coisa, ela provavelmente teria tentado se relacionar com outra pessoa, algo que era inadmissível para ele. Nem seu Sharingan conseguiria criar um genjutsu onde ela não o amasse e não o quisesse. Sakura ficou ofendida com a proposta do marido e sua tristeza profunda fez com que intensificasse seu choro. Lá estava Sasuke fazendo-a chorar de novo. Seu orgulho idiota ainda soava em sua cabeça como se fosse melhor que ela chorasse do que fosse indiferente com ele.

— Eu te amo, Sasuke-kun. Eu sempre amei e sempre vou amar. — As palavras saíram soluçadas, mas eram tão doces que tiraram toda a amargura do peito dele. Ele precisava ouvir o amor dela, era como oxigênio, ele precisava ter certeza de que o amor que preencheu o vazio de seu coração ainda existia. Ele precisava saber que o sol da primavera ainda afastava as suas sombras mais escuras quando a convicção dele vacilasse.

— Você sabe, Sakura. Você sabe que para mim só existe você. Obrigado. Obrigado por tudo. — Sasuke tinha medo de dizer eu te amo. Ele tinha medo como se fosse pronunciar uma maldição e, depois de falar as palavras, ficar cativo e sofrer por causa delas. Era uma defesa irracional criada por sua mente depois de seus traumas, que atrapalhava mais do que ajudava, então ele tentou dizer a ela que os sentimentos dele não mudaram e nunca mudariam.

Sakura entendeu o que ele queria dizer. Ela sempre entendia e não precisava de muito para entender. Ela se contentava com pouco, e era por isso que Sasuke se esforçava para não dar menos do que ela merecia, mas isso nunca era possível. Porque Sakura merecia alguém melhor do que ele, alguém que não era limitado em todos os sentidos, que pudesse dá-la a vida e o amor que ela deveria ter. Casar com ela foi a coisa mais egoísta que Sasuke tinha feito em sua vida, ele sabia que estava tomando para si algo que não tinha direito.

Mas ela era atraente demais para se resistir. O carinho, a devoção e o amor que ela mostrava das mais variadas formas, a felicidade que ela lhe proporcionava com sua companhia, a paz que o toque dela trazia, tudo isso era perfeito demais para ser rejeitado quando oferecido. Ela era a mulher mais bela que ele tinha conhecido – por dentro e por fora – e a visão dela tão próxima ao corpo dele era como colírio para seus olhos. Sakura abraçou-o e Sasuke colocou seu rosto entre os cabelos dela, sentindo o perfume que tanto o excitava. Ele não sabia como conseguiu sobreviver longe dela, não depois dos dois terem conhecido o prazer que podiam proporcionar ao outro.

A respiração de Sasuke tão próximo da orelha fez o corpo de Sakura arrepiar. Ele sorriu com o canto dos lábios, confortado em saber que ainda tinha efeito sobre ela. Os lábios dele tocaram suavemente a pele do pescoço, depositando beijos suaves e castos. Sakura suspirou amolecendo o corpo, deixando que Sasuke fizesse o que quisesse. Ele aprofundou os beijos na pele e subiu até envolver o lóbulo da orelha com os lábios, fazendo que ela soltasse um gemido entre os dentes. Isso era tudo que ele precisava ouvir.

Ele entranhou os dedos no cabelo dela, puxando-a para si, cobrindo os lábios dela com a boca. No começo o beijo foi estranho – os dois tinham passado tempo demais sem ter esse tipo de contato, mas depois seus corpos seguiram o fluxo dos movimentos, e as línguas redescobriram seus caminhos. Sakura encaixou-se no colo do marido, prendendo as pernas atrás das costas dele, e o contato de suas partes íntimas fez com que ambos gemessem. Sasuke colocou a mão por dentro da blusa de Sakura, alisando suas costas, depois passando a mão em sua barriga e subindo para acariciar um dos seios. Sakura remexeu-se no colo dele e gemeu ao sentir o toque em uma região sensível.

— Eu achei que você estava cansado e quisesse dormir, Sasuke-kun. — Sakura provocou-o com uma voz carregada de desejo.

— Eu não consigo dormir com você do meu lado desse jeito.

— É mesmo? Desse jeito como? Porque eu estou do mesmo jeito que... — Sakura não foi capaz de dizer as próximas palavras porque um gemido saiu arrastado do fundo de sua garganta. Sasuke tinha colocado dois dedos por dentro de sua calcinha e fazia movimentos circulares com as pontas no lugar que ele sabia que Sakura sentia prazer.

Desse jeito. — Sasuke sorriu ao sentir que seus dedos foram encharcados pela umidade que descia da abertura de Sakura. Ele deslizava tão facilmente que ela não conseguiu continuar o beijo, mas afundou o rosto no ombro dele, tremendo. O volume na bermuda de Sasuke tinha atingido seu limite há muito tempo e ele penetrou com os dedos onde ele queria penetrar com outra coisa.

Ele teve que se conter para não rasgar o short porque precisava dar prazer para Sakura primeiro. Ele sabia que depois de todos esses anos não agüentaria mais do que algumas estocadas, então ela precisava gozar antes dele. Sasuke penetrava a esposa com dois dedos e fazia movimentos circulares no clitóris com o dedão, e Sakura movimentava-se no colo dele, ansiando o alívio que lhe foi negado durante todo esse tempo. Ela também não durou muito. Depois de um ou dois minutos as paredes internas se fecharam e um líquido espesso desceu pela mão dele, seguido de um gemido feminino e intenso que Sakura tentou abafar inutilmente na boca do marido.

Os olhos dela pesaram com o prazer inebriante. Sasuke queria fazer mais coisas. Antes que ele saísse para essa missão, a vida sexual deles estava em seu melhor momento. Eles tinham descoberto os corpos um do outro e o que precisavam fazer para levá-los a loucura. Sakura tinha se tornado uma verdadeira profissional no sexo oral – ela fazia com que Sasuke gozasse cada vez mais rápido e seus movimentos eram precisos com a intensidade correta.

Ele queria que ela o tocasse dessa forma – queria sentir seus dedos apertando a cabeça dela, acompanhando o movimento, a língua dela arrastar-se sobre suas veias protuberantes. Mas ele não iria agüentar muito tempo. Ele estava tão excitado e desesperado pelo alívio da tensão acumulada durante os anos que precisava estar dentro dela. Eles poderiam fazer isso amanhã ou depois, mas Sasuke não era capaz de manter a consciência se fosse negado mais um segundo do que queria.

Ele despiu-a do short com violência e encaixou a abertura dela na ponta de seu membro, afundando o corpo dela lentamente. As paredes úmidas e quentes acolhiam sua ereção e ele não pode evitar de jogar a cabeça para trás, completamente entregue a sensação que o submergia. Ele envolveu o braço pela cintura de Sakura e fez os movimentos para que ela escorregasse, arrastando-se contra sua pele. Sasuke fazia de tudo para segurar os gemidos entre os dentes, pensando sempre se Sarada era capaz de ouvi-los. Aquela era a primeira vez que eles faziam sexo sabendo que a filha adolescente estava dormindo no quarto ao lado.

O prazer era tão avalassalador que era como se Sasuke estivesse perdendo a virgindade outra vez. O que ele perdeu foi o controle, deitando Sakura na cama e caindo sobre ela. Ele passou a mão pelo glúteo e pressionou a parte de trás da coxa para curvar a perna dela, permitindo que ele entrasse mais fundo. Sasuke tinha perdido o sentido de que estava sendo um pouco agressivo demais com as investidas. A necessidade animalesca que o consumia fazia com que estocasse cada vez mais rápido, sempre tentando ir mais fundo, urgindo pelo prazer que deixava seu corpo todo dormente.

— Sasuke-kun, você está sendo muito bruto, shannaro!

— Me desculpe, Sakura.

Sasuke teve que consultar em suas próprias memórias o que fazia nessas situações. Ele passou a mão em um dos seios da esposa gentilmente, estimulando-a quando fazia movimentos um pouco mais lentos. Sakura voltou a sentir prazer, seus olhos franziam e sua boca se abria para soltar os gemidos que ela tentava segurar entre os dentes. Sasuke permitiu-se apreciar a visão da esposa contorcendo-se debaixo dele e seu corpo dava sinais de que não duraria muito mais tempo.

Ele sentia sua rigidez tornando-se cada vez mais firme e incômoda, sua pele e suas veias deslizavam no interior úmido e cavernoso – era como se eletricidade passasse para seus nervos. Sakura segurou as madeixas negras que caíam sobre o rosto de Sasuke e fitou os olhos desiguais – o olho esquerdo arroxeado e com várias espirais e o olho vermelho mostrava os tomoes do Sharingan girando vertiginosamente. Ela se lembrava do que Sasuke disse uma vez sobre a ativação de sua kekkei genkai durante as noites de amor.

Pelo que ela tinha entendido, o Sharingan é ativado pela primeira vez quando um trauma emocional muito grande abala os nervos, atingindo também os nervos ópticos. Só que isso não ocorre apenas com situações negativas porque uma pessoa pode despertar o Sharingan quando as expectativas emocionais abalam o sistema nervoso – foi dessa forma que Sarada despertou seu poder. A estimulação nervosa do corpo durante o sexo também fazia que os nervos ópticos revelassem o vermelho vivo com os detalhes negros sobrepostos.

Sasuke tornava-se mais bonito do que era, como se isso fosse possível, e Sakura sentia-se mais nua do que realmente estava, porque os olhos do marido podiam ver sua alma. Sasuke fechou os olhos, concentrando-se em sentir as palmas delicadas da esposa em seu rosto, tornando seu trabalho de manter-se ativo por mais tempo quase impossível.

Sasuke usava muito chakra para transitar entre as dimensões espaço-tempo, então seu corpo estava sempre no limite da exaustão. Ele teve muito pouco tempo para pensar sobre sexo, mas seu corpo avisava quando ele passava do limite – ele acordava ereto e melado devido a produção de esperma que não era liberado. Às vezes ele permitia-se tocar a si mesmo estimulado pelas memórias dessas cenas acessadas pelo Sharingan. Era como ver um filme erótico e participar dele ao mesmo tempo, mas ele não deixava isso ser uma prioridade porque atrapalharia sua missão.

— Sakura, eu não vou conseguir segurar por muito mais tempo. — Sasuke falava entre os dentes porque os gemidos tornavam-se mais inconvenientes. Ele tinha o desejo de urrar como um urso mas lembrou que Sarada estava, na melhor das hipóteses, dormindo no quarto ao lado e não ouvindo essa conversa de adulto que eles estavam tendo.

— Tudo bem, Sasuke-kun. — Sakura colocou as mãos por trás da cabeça dele e puxou-o para si em um beijo extremamente picante. Sasuke sentia que o desconforto dentro ia crescendo e seus músculos não o obedeciam mais.

A onda de prazer veio como um tsunami e seus nervos ficaram dormentes, seu corpo parecia suspenso no ar e sua mente estava tão vazia quanto a de um monge budista em meditação. O orgasmo era uma experiência temporária de nirvana, o vácuo que existia quando tudo desaparecia como uma ilusão se desfazendo. Seus olhos estavam abertos mas não viam, seu corpo investia as últimas estocadas, mas ele não sentia mais a si mesmo, e seus ouvidos zumbiam tanto que ele não era capaz de ouvir o urro estremecedor que saiu de sua garganta.

A volta para o corpo depois dessa experiência era como cair em queda livre e atingir o chão de cabeça. Sasuke era capaz de sentir a fadiga dos seus músculos pelos movimentos repetitivos, a dor nos joelhos que se apoiavam na cama, seu cotovelo que dobrava-se para colocar a mão na nuca de Sakura e o toco de seu braço que segurava praticamente todo seu peso em movimento. Sakura tinha seus olhos brilhantes e sorria satisfeita, muito mais contente por assistir o orgasmo do marido do que por ter o seu próprio. Sasuke era sempre ilegível, e se Sakura não fosse muito boa em raciocínio para supor em que ele estaria pensando, talvez fosse impossível terem qualquer tipo de comunicação.

Entretanto, nas noites de amor, Sasuke deixava que sua expressão revelasse o que estava sentindo, seu corpo mostrava de diferentes formas como ele era afetado por aquele momento de intimidade com a esposa. Os gemidos que ele não era capaz de conter, os olhos franzidos e a boca que se abria involuntariamente sempre que ele deslizava em um ponto sensível para ambos. O alívio tão grande que o fazia tombar sobre o corpo de Sakura, respirando com dificuldade no pescoço dela, provavelmente para esconder o sorriso de canto de lábios que ela flagrou em raras oportunidades. Aquele era o momento em que ele se entregava e dava sua completa atenção a ela.

Ele não era o líder do clã Uchiha, o pai de Sarada ou um dos shinobis mais importantes da vila. Ele era Sasuke-kun, seu amor de toda uma vida, seu esposo e companheiro, quem ela esperaria e amaria por mais de mil vidas. Depois disso, eles deitaram lado a lado, olhando para o teto, tentando normalizar a respiração. Sasuke olhou para Sakura toda despenteada, corada e com os lábios inchados por seus beijos. A camisa enrolada até a clavícula para revelar seus seios que aumentaram consideravelmente depois da maternidade. Aquela era uma imagem celestial do que a paz significava para ele. Sakura flagrou o marido com o canto dos olhos observando-a com admiração.

Ela sorriu e se aproximou para deitar em seu peito, próxima ao coração que ainda batia descompassado. Sasuke virou-se de lado e abraçou-a, os corpos nus e suados se encaixavam, satisfeitos. Eles adormeceram e descansaram como nunca tinham feito durante todos esses anos.

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