História A Mentira - Spoby - Capítulo 10


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Spencer Hastings, Toby Cavanaugh
Tags Spoby Pll Endgame
Visualizações 58
Palavras 1.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Nada Muda - Parte 2


- Toby – murmurou Spencer, caminhando até a extremidade do balcão, pousando ambas mãos sobre o frio mármore, um frio que percorreu as extremidades apoiadas naquele lugar.

–Sim – proferiu seriamente, se dirigindo até a geladeira e agarrando a pequena jarra de suco.

–É- murmurou, buscando as palavras adequadas – Gostaria de poder sair, me sinto muito sozinha aqui afirmou, em um tom tranquilo, com os olhos sobre suas mãos e lentamente, um pouco temerosa os levando até seu esposo.

–Já providenciei um motorista para você – garantiu Toby, levando o copo de suco até seus lábios e bebendo o liquido – Só me avisar onde pretende ir que ele a levará – afirmou, pousando o copo sobre o balcão.

Spencer amaldiçoou o fato dele não compreender o que ela realmente queria dizer, da mesma forma que amaldiçoou a falta de coragem dela em proferir o que realmente queria, de pedir o que realmente necessitava.

–É necessário mesmo isso? – Indagou, em um tom tranquilo, mas com certa impaciência se formando em seu interior – Não pretendo fugir – garantiu, tentando transparecer toda sinceridade.

–É necessário – afirmou Toby, tornando sua expressão de impaciência, tal qual suas palavras, em um tom até que rude – Não pretendo correr riscos – garantiu rispidamente.

–Toby... – tentou contestar, mas não sendo permitida a prosseguir.


–Spencer – proferiu Toby, caminhando lentamente em direção a sua esposa- Não adianta me tratar bem, ser gentil, carinhosa, muito menos usar seu corpo para tentar mudar as coisas – garantiu em um tom ameaçador, voltando a ser o homem do dia anterior – Não ouse a pensar que o que aconteceu na noite passada vai mudar as coisas – afirmou, parando a um passo de distância da mulher a sua frente – Você não fez mais do que sua obrigação como mulher – terminou, com um sorriso sórdido nos lábios

O sangue de Hastings se pôs a ferver, não se fazia capaz de compreender como aquele homem poderia possuir tantas facetas, mas no fundo ser o mesmo sórdido e cruel, um homem desprezível.

–Você me dá asco – murmurou com os dentes cerrados, abrindo o mínimo possível seus lábios.

–Ontem não dei ascos – afirmou ironicamente, com um sorriso nos lábios, como se aquela contradição o divertisse.

Sentindo perder o controle e um aperto em seu interior, acompanhado de um nó em sua traqueia que a fazia sentir ganas de se pôr a chorar, um choro que já podia sentir avermelhar seus globos oculares, não queria desvencilhar perante ao seu carrasco, seus lábios formaram um bico, como uma criança que não obteve o que tanto ansiava, sem proferir uma palavra apenas lançou a seu esposo um olhar de magoa e injustiça, virando-se rapidamente e deixando aquele cômodo.

Não foi uma fuga, mas seu interior encontrava-se demasiadamente vulnerável para iniciar uma discussão que certamente iria perder ou ao menos acabar a levando para a cama com aquele homem, todavia quando ele mostrava aquela faceta sórdida, pouca vontade tinha de compartilhar algo com ele.

Em questão de pouquíssimos minutos, já encontrava-se adentrando sua habitação, batendo a porta com força e controlando o choro de seu interior, recostando seu corpo na porta atrás de si.

–Sem chorar Spencer – ordenou, levando seu dedo para baixo de seu olho e secando a lágrima que ousara escapar.

Inspirando profundamente o ar, caminhou até seu leito, repousando seu corpo, assim que se cobriu, virou o corpo para o lado oposto da porta, sentindo uma magoa em seu interior, com um misto de solidão, se pôs a fitar o nada a sua frente, ou melhor o piso, sua mente não conseguia prender um único pensamento, mas com os ouvidos atentos a uma possível proximidade de sua carcereira, pegou no sono, entregando-se aos braços de Morfeu.

Um ruído se pós a invadir os ouvidos de Spencer, não era algo distante, mas sim próximo, um barulho estridente, que a fez abrir os olhos subitamente, devido ao susto que tal som causou.

Assim que suas pálpebras se abriram, encontrou Toby agachado dentro do closet, agarrando algo do chão, não conseguia identificar o que ele havia derrubado, eram inúmeros papeis e alguns objetos sólidos que não foi capaz de identificar, mas que ele agarrava com rapidez e guardava novamente dentro da pequena caixa que estava sobre o piso.

O observando, levou suas mãos até o leito embaixo de si, impulsionando seu corpo para levantar-se, sentando-se assim enquanto o fitava guardar aquela pequena caixa de madeira na prateleira mais alta do closet; pode observar distraidamente ele fitando o chão, buscando se havia esquecido algo, enquanto caminhava até o quarto, assim que levantou seus olhos o encontrando a fitando.

–Desculpa – murmurou constrangido – Não queria te acordar – afirmou a fitando.

–Tudo bem – murmurou Spencer, levando sua mão até suas madeixas e as penteando para trás, enquanto observava seu esposo que já encontrava-se devidamente trajado com uma calça social preta, uma blusa de tom creme e um blazer, na mesma cor da calça.

Toby apenas fez uma expressão de como se estivesse se desculpando, com uma mirada mais tranquila que o habitual a fitou novamente, inspirando o ar e em silencio caminhando em direção a porta

–Toby – chamou Spencer a detendo.

–Sim – respondeu prontamente, voltando seus passos e corpo para frente de sua esposa.

–Você vai no orfanato hoje? – Indagou em um tom tranquilo .

–Sim – respondeu confuso, não entendendo onde aquela mulher queria chegar.

–Gostaria de ir junto – pediu, meio constrangida e temerosa pela resposta que poderia receber.

Para surpresa de Spencer a expressão de Toby foi serena, até curiosa como se aquele pedido causasse estranheza, mas ao mesmo tempo não o desagradasse.

–Claro – respondeu prontamente – Espero você lá embaixo – afirmou, com uma expressão tranquila, tal qual seu tom.

Apenas fitou mais uma vez sua esposa, como se aquele pedido causasse uma confusão em seu interior, mas rapidamente seguiu seu caminho até a porta, deixando aquele quarto, em completo silencio.

Spencer deu graças pois por fim iria sair e a possibilidade de ver várias crianças lhe agradava, afinal sempre gostou de crianças e sempre tivera planos de ter um filho com Wren, mas ignorando tais lembranças e velhos sonhos se pôs em pé, realizando sua rotina matinal, logo já trajando um belo vestido florido, com o fundo azul e de mangas curtas, deixando suas madeixas soltas, calçou um salto e rapidamente se pondo a descer.

Assim que baixou o último degrau, encontrou seu esposo sentado no sofá da sala, ele possuía uma expressão pensativa, seus olhos fitavam o piso a sua frente, mas não era aquilo que enxergavam, seu dedo indicador passeava pela região definida de sua mandíbula.

–Estou pronta – anunciou, roubando a atenção dela.

Toby como um pulo se pôs em pé, se pondo a fitar sua esposa de maneira discreta, como se a admirasse sem querer ser descoberta ou se deixar levar pelo desejo.

–Não quer comer algo? – Indagou cordialmente

–Não – recusou prontamente Spencer.

–Então vamos – anunciou, se pondo a caminhar em direção a porta.

Gentilmente Toby abriu a porta, dando passagem a Spencer, que logo encontrou o carro luxuoso parado em frente aos degraus, caminhou até a porta do passageiro, logo adentrando e observando seu esposo fazer o mesmo, assim que adentrou o automóvel encontrou a parte traseira tomada pelos embrulhos que na noite anterior ocupavam a sala.

Em completo silencio seguiram o caminho, os olhos de Spencer não ousaram encontrar os de seu esposo, apenas pousaram sobre a paisagem a seu redor, como se aquela liberdade lhe causasse exatamente essa sensação, uma sensação de liberdade, onde pôr fim sentia-se livre, onde o ar, a paisagem, as pessoas, tudo era diferente.

Perdida naquela apreciação, logo observou o automóvel adentrar uma pequena garagem, ou um espaço, que certamente servia para os veículos, parando logo à frente de um enorme portão de ferro, onde inúmeras crianças brincavam no pátio que tal grade cercava.

–Chegamos – anunciou Toby a fitando.

Acompanhando seu esposo, se pôs a descer do automóvel, onde caminharam em direção até o portão, tão logo as crianças viram a figura de Toby, começaram a ficar agitadas.

–Tio Toby – gritou uma, enquanto a zeladora abria o portão para que entrassem.

Spencer se pôs a caminhar lentamente, de longe, apenas se pondo a observar o carinho que aqueles pequenos seres tinham por seu esposo, a ponto que assim que ele entrou, todas correram até ele, agarrando suas pernas. Ela lentamente passou pelo portão, apenas observando a cena, onde Toby estava abaixado, tentando abraçar cada uma daquelas crianças.

–Toby – gritou uma voz feminina, roubando a atenção dele e de Spencer .







Notas Finais


Parece que deu ruim.


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