História A Mentira - Spoby - Capítulo 2


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Spencer Hastings, Toby Cavanaugh
Tags Spoby Pll Endgame
Visualizações 79
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O Casamento


Spencer estava em frente ao enorme espelho de seu quarto, seus olhos fitavam o reflexo do enorme vestido de noiva, na cor branca, tomara que caia, que seu corpo trajava, suas madeixas encontravam-se presas em um coque que não permitia que fio algum escapasse, seu olhar era profundo, mas de tristeza, pois estava trilhando um caminho que jamais havia desejado ou sonhado.

Em sua mente as lembranças se faziam confusas, mas a mais saliente naquele instante era o dia em havia cruzado com seu futuro esposo, se indagava como um simples momento poderia mudar toda a sua vida, como naquele momento havia mudado todo o seu destino e destruído seus sonhos.

Em seu reflexo no espelho pode ver uma lagrima escorrer por seu rosto, sua mão esquerda rapidamente alcançou sua face, secando aquela gota de água com a ponta do dedo, tragando rapidamente o ar, na tentativa de afastar aquela tristeza, pois se amaldiçoaria ter que passar mais algumas horas refazendo toda aquela maquiagem, que já havia sido estressante.

Seu olhar desceu, encontrando um pequeno pingente que repousava sobre seu colo, que seus lábio se obrigaram a esboçar um suave sorriso, devido as lembranças que aquele pequeno objeto trazia em sua mente, melhor recordações da pessoa que havia lhe dado aquele singelo presente, pois era um pingente simples em formato de uma gota, era uma pedra de quartzo, porque o homem que havia lhe dado não possuía posses o suficiente para gastar dinheiro com presentes, mesmo adorando presenteá-la, nem que fosse com uma rosa roubada do jardim, instintivamente sua mente foi possuída por lembranças que acalentavam seus sentimentos e coração.

MESES ATRÁS

Seus olhos pousavam no pingente que repousava em seu colo, enquanto sua mão direita segurava suas madeixas e a homem atrás de si fechava o sensível fecho do colar.

- É simples - murmurou o homem voltado para a frente de Spencer.

- É tudo meu amor – afirmou ela, fitando o homem  de cabelos castanhos  e pele clara a sua frente, instintivamente esboçou um largo sorriso – Eu amo você Wren – confessou acompanhada de um suspiro, como se aquele sentimento preenchesse seu interior.

- Também amo você Spence – afirmou Wren agarrando as mãos dela e selando seus lábios rapidamente – E nada vai nos separar – afirmou a  fitando nos olhos.

- Nada – repetiu Spencer , levando seu olhar para baixo e sumindo com o sorriso que havia em seus lábios – Nem minha família – afirmou em um tom de sussurro.

Os olhos dela apenas observaram uma das mãos de Wren soltar a sua e rapidamente pousar na base de seu queixo, levantando sua cabeça delicadamente e fazendo com que seus olhares se encontrassem.

- Farei de tudo para que sua família me aceite, eu vou ter dinheiro suficiente para estar a sua altura meu amor – afirmou com um suave nos lábios que a reconfortava

DIAS ATUAIS

- Pronta? Indagou uma, a trazendo de volta a realidade

Seus olhos fitaram sua tia Veronica pelo reflexo do espelho, aquela era a única pessoa de sua família que sabia toda a verdade sobre o que estava passando, sobre sua falta de sentimento por seu noivo e o excesso por Wren, o único homem que amou em sua vida e que jurava amar até os fins de seus dias, mesmo que não pudessem mais estarem juntos, mesmo ele não estando em corpo, havia deixado parte de si no coração daquela mulher.

- Quase – murmurou, levando sua mão até o pescoço e abrindo o fecho daquele singelo pingente, delicadamente tirou de seu pescoço, juntando as duas pontas e suavemente pousando na pequena caixa de joias que havia próxima.

- Você sabe que ainda está a tempo de desistir – afirmou Veronica pousando suas mãos sobre os ombros de sua sobrinha.

- Não tia – murmurou Spencer  levando sua mão até seu ombro e pousando sobre a da sua tia – é tarde demais para qualquer coisa.

- Spence – tentou pestanejar.

- Vamos? – Indagou, impedindo que sua tia a detivesse.

Um caminho que habitualmente levava alguns minutos, naquele dia levou longos minutos, pois ao mesmo tempo que seu traje dificultava sua agilidade seus olhos se ocupavam a caminhar por cada detalhe daquela enorme casa na qual havia crescido, se fazia difícil deixar para trás um passado, seus sonhos e planos para o futuro, contudo seu destino já estava traçado e certamente não traria felicidade esperada, ansiada e sonhada de qualquer jovem mulher prestes a se casar.

Sem proferir qualquer palavra, caminhou até o enorme jardim, adentrando rapidamente o automóvel, devidamente decorado que encontrava-se a sua espera, tão logo adentrou, com a ajuda de sua tia, seguiu o caminho até a igreja, durante o trajeto ignorou o falatório de sua tia, pois seus pensamentos encontravam-se demasiadamente dispersos, era inevitável não pensar em Wren naquele dia, no fato de ansiar estar compartilhando aquele momento com ele e não com um homem que era por completo um desconhecido, mesmo com as longas semanas, que formavam meses que vinham se conhecendo, era uma desconhecido, algumas vezes ousou a pensar em hesitar, não prosseguir com aquele relacionamento que seria considerado insano por qualquer um, contudo já havia perdido seu coração, alma, sonhos e desejos com a morte do único homem que amou e amaria pelo resto da sua vida, já que encontrava-se em um completo inferno não via o porquê não se sacrificar pela felicidade da pessoa que a amava mais do que sua própria vida, seu pai.

Perdida em seus pensamentos, apenas despertou para a cruel realidade que a cercava quando ouviu e viu a porta ao seu lado se abrir, podendo logo seu campo de visão alcançar uma mão parar em sua direção, com a palma voltada para cima, reconhecia aquela mão perfeitamente, era a do seu pai, Peter Hastings, lentamente, mas não lento o suficiente para demonstrar sua vontade de não realizar aquela sandice, pousou sua mão sobre a de seu pai, saindo com a ajuda de sua tia do automóvel.

- Está bela – murmurou ele, com os olhos vermelhos, devido a emoção do momento

- Obrigada – agradeceu, esboçando um suave sorriso em seus lábios, podendo sentir uma emoção tomar conta de si, sendo contagiada pelos sentimentos de seu pai, parte de si ansiava por pular em seus braços e jamais solta-lo se permitindo transportar para uma época onde era uma pequena criança, que o único problema era uma boneca com a roupa rasgada.

- Vamos? – Indagou seu pai se afastando – seu futuro esposo a espera ansiosamente – afirmou, causando um certo embrulho no estomago de Spencer.

- Sim – apenas se fez capaz de murmurar tentando não transparecer a soma do temor com a falta de vontade de realizar o que estava prestes a fazer.

Guiada por seu pai, enquanto sua tia se ocupava em ajeitar a parte de trás de seu vestido, se pôs a subir a enorme escadaria que dava em direção a porta da igreja, que encontrava-se fechada, mesmo seus passos querendo seguir o caminho contrário e fugir daquele lugar, não realizar aquela insanidade, seguiu o caminho a sua frente, pois aquele era seu destino, aquele homem era seu destino, mesmo não sendo sua escolha, tão pouco a escolha de seu coração era com aquela homem  que passaria o restante de sua vida, mesmo ansiando por estar nos braços de Wren, algo que jamais seria possível novamente.

Perdida em seus pensamentos, sentiu seu corpo parar, contendo seus passos, seus olhos por fim se deram conta que estava parada em frente a enorme porta de madeira entalhada, seus ouvidos se faziam capazes de captar o murmúrio que se iniciava dentro daquele lugar, dando sinal que já se encontravam a sua espera.

- Pronta? Indagou Peter roubando sua atenção.

- Sim – respondeu prontamente, mas meio inerte, como se sua alma ansiasse por sair de seu corpo a punindo pela sandice a qual estava prestes a cometer.

Tão logo sua afirmativa foi proferida, pode ouvir a marcha nupcial começar a ecoar pelo ambiente, anunciando sua entrada, seus olhos logo se fizeram capazes de observar as enormes portas duplas serem abertas, revelando os demais convidados e lá em cima no altar seu noivo e futuro esposo, devidamente trajado com um terno branco, devidamente cortado. Seu cabelo meio bagunçado de forma distinta do habitual, enquanto em seus lábios se fazia capaz de ver um largo sorriso, um sorriso que ele queria compartilhar, contudo não se fazia capaz, pois aquela homem não era dos seus sonhos, com quem havia sonhado se casar e compartilhar uma vida, infelizmente ele era um completo desconhecido. 

Seus passos apenas acompanhavam a velocidade com a qual seu pai a guiava, enquanto seus olhos encontravam-se fixos na figura de seu futuro esposo, parte de si a fitava na esperança de ver Wren, ocupando aquele lugar, contudo durante o trajeto tal esperança não foi atendida, permanecendo o mesmo homem de olhos azuis  que a fitava de maneira profunda até um pouco ilusionada.

Em um trajeto que pareceu levar apenas pouquíssimos segundos, mas que certamente havia levado mais tempo, logo se viu parada perante a aquele homem que agarrava sua mão e trocava algumas singelas palavras tradicionais com seu pai, palavras que pouco fez questão de ouvir.

Seus olhos alcançaram a expressão de seu noivo,  que a fitava com um enorme carinho, que a fazia sentir pena e culpa ao mesmo tempo, pelo simples fato de não compartilhar aquele sentimento.

Apenas sentiu ser guiada até o altar, subindo os três degraus até em frente ao padre  que os fitava com uma expressão serena, ambos pararam em frente, se pondo a prestar atenção nas palavras proferidas pelo ancião.

Spencer  apenas ouvias as palavras, todavia não lhes dava a atenção necessária, parte de si sentia-se impaciente, ansiando por fugir daquele lugar ou que ao menos acabasse logo, que por sim pudesse ouvir o tradicional "eu os declaro marido e mulher", se vendo livre daquela celebração que não era de seu agrado, mas infelizmente não transcorreu com a rapidez que ansiava, contudo seu incomodo aumentava quando sentia os olhos daquele homem pousarem sobre si, lhe causando certa ansiedade e impaciência, não compreendia o porquê, mas quando ele a fitava sentia-se incômoda e um tanto quanto estranha.

Sua atenção por fim foi roubada pelo velho padre a sua frente, quando por fim chagaram a parte final daquela cerimonia, ou seja, a pergunta crucial que selaria seu destino para sempre.

- Toby Cavanaugh  e Spencer Hastings , viestes aqui para celebrar o vosso matrimonio, é de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis faze-lo? – Indagou o sacerdote fitando o casal a sua frente.

- Sim – respondeu prontamente Toby.

- Sim – respondeu Spencer em seguida, como se ansiasse para que o homem  ao seu lado desistisse daquela loucura.

- Vós que seguis o caminho do matrimonio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos ao longo de toda a vossa vida? – Indagou novamente o sacerdote.

- Sim – respondeu Toby.

- Sim – respondeu Spencer, levando seu olhar para o homem ao seu lado e encontrando os olhos azuis dele, acompanhando de um sorriso em seus lábios demonstrando o enorme sentimento que sentia por ela, todavia que não era compartilhado.

- Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja? – Indagou o sacerdote

–Sim – respondeu Spencer, baixando seu olhar, pois sabia que faltava apenas mais um ritual e logo seu destino estaria selado para sempre ao lado daquele homem.

– Uma vez que é vosso propósito contrair o santo matrimônio, une as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja. – Ordenou o sacerdote

Spencer apenas sentiu a mão direita de Toby agarrar a sua direita, enquanto a fitava com um largo sorriso nos lábios, podia sentir o calor da mão de seu futuro marido passar até a sua, infelizmente não podia negar que mesmo não sendo de seu agrado, aquele homem era demasiadamente carinhoso e cuidadoso com ela, mesmo não havendo amor, não havia palavras para reclamar de Toby, afinal ele a havia salvado, aquele fato a fazia sentir graça pelo fato de como o destino era irônico, afinal em um dia aquela homem era um completo estranho, que dias depois se pôs a bater em sua porta e de forma insistente, mas gentil a havia trazido até um altar.

Mesmo não o amando estaria sendo ingrata se reclamasse, afinal Toby havia adiantado um dote e salvado seu pai da iminente ruína e por consequência prisão, sem mencionar que durante as poucas semanas que antecederam o casamento e sucederam sua permissão para que a cortejasse havia agido como um completo "cavalheiro", atencioso, romântico e agradável em alguns instantes, seus pensamentos foram roubados pela voz do homem que se tornaria seu esposo.

–Eu, Toby Cavanaugh recebo-te por minha esposa a ti Spencer Hastings, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida – disse Toby selando seu destino ao lado daquela bela jovem a sua frente, com uma pequena aliança dourada, colocando juntamente com a aliança de prata que possuía um médio diamante preso em uma das extremidades.

Spencer se obrigou a soltar um longo suspiro, na esperança de juntar todas as forças necessárias, para pôr fim selar seu futuro ao lado daquele homem, um homem desconhecido e pelo qual não sentia nada, quando por fim se deu conta que seu silencio estava causando certo incomodo no ambiente e até expectativa de uma possível fuga, se pôs a repetir as palavras que estavam escritas no papel que o padre havia posto em frente a ambos

– Eu Spencer Hastings , recebo-te por meu esposo a ti Toby Cavanaugh, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.- repetiu ela colando a aliança no dedo de Toby.

Conforme aceitação de ambos eu vos declaro marido e mulher – anunciou o sacerdote a toda a igreja.



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