História A Mentira Perfeita - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Bakuraka, Kacchako, Katsuocha
Visualizações 239
Palavras 756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIIII

Capítulo 1 - Prólogo


AQUELE ERA O MOMENTO DECISIVO da vida de Ochako. Sua cabeça latejava. Suas mãos suavam como as de quem tinha distonia. E a ideia de que seria explodida não a acalmava; pelo contrário, os calafrios na espinha eram insuportáveis. De modo algum Bakugou toleraria o que ela estava prestes a fazer, mas, mesmo assim, se arriscaria.

— B-bakugou-kun, e-eu... — diz, completando a palavra com um roçar de palmas idiota.

Ela engole seco ao notar que conseguiu a atenção do loiro. Preferia que ele olhasse para outro lugar, dois segundos era o suficiente. Mas Katsuki a encarava com confusão nos olhos semicerrados, e aquilo a faz gritar internamente.

— O que diabos você quer? — soa irritado enquanto bebe o suco numa voracidade impressionante.

Abre e fecha a boca quase três vezes antes de pensar em desistir. Então, como mágica as palavras de Mina surgem: Uma mentira para que a verdade não seja revelada. Ochako não poderia estar mais assustada — e dividida. Desejava voltar no tempo e não participar daquele jogo inconveniente.

Respirou fundo, conferindo o lugar onde estava: refeitório da UA. Ela não podia falar algo como... como aquilo aqui! As pessoas iam e vinham, um amontoado de gente que certamente lembraria de um escândalo caso acontecesse.

Mas essas foram as regras, e Uraraka tinha que cumpri-las.

Não vou falar alto, está tudo bem. São só mais três palavras, vamos! Não é nada demais... Encorajou-se falhamente, porque sabia que o problema não estava em si mesma. Katsuki era o problema; ele sempre grita, rosna e chama atenção da turma.

— Não grite, tudo bem?

— Mas que porra, Uraraka, não me diga o que fazer — grita, ocasionando risos no colega que estar ao seu lado: Kirishima.

— Cara, deixe ela falar — pede, por fim, vendo o amigo cooperar consigo.

Ochako não agradece pela gentileza forjada de Eijirou, porém. Ambos estavam na roda dos desafios ontem, ela o pediu para acalmar o amigo quando necessário. E aqui estava ele, assistindo de camarote um show cujo o roteiro já conhecia.

Kirishima fecha as mãos em punho e seus lábios parecem dizer “força, Uraraka-san”. Decerto o ato deu alguma confiança, porque em seguida ela sussurra as mentiras:

— Bakugou-kungostodevocê — a sentença saiu rápida demais. Até mesmo Ochako não entendeu o que disse.

— O quê?!

Frustrada, morde a língua quando percebe que Katsuki não entendeu. Tenta dar meia volta para dizer que desiste, mas, do outro lado das mesas, Mina a lança um olhar fulminante, e Ochako soube imediatamente o que significava: Uma mentira para que a verdade não seja revelada.

Engole seco outra vez. Jogo idiota, jogo idiota!

— Ãn... — coça a parte detrás da cabeça, corada. — G-g-gosto...

— Fale logo, puta merda! — ele perde a paciência, e por míseros segundos Ochako vacila. Não, não desta vez.

— Gosto de você, B-bakugou-kun — a mentira desliza pela sua boca em um fio de voz. Arrependeu-se. Aquilo era cruel... e daqui a instantes ela seria meras cinzas no chão.

Fechou as pálpebras, esperando pelo som das explosões, mas as mesmas nunca vieram. Os únicos ruídos naquele refeitório eram provocados pelos estudantes que conversavam sobre suas vidas.

A garota suspirou em alivio; não era o assunto do momento, pois ninguém parecia tê-la escutado, e também não virara trabalho para o aspirador de pó. Colocou as mãos no peito, permitindo-se abrir os olhos. Estaria tudo bem, se não fosse pelo Katsuki atônito a sua frente, vermelho como uma brasa e nada contente com tudo isso.

Kirishima não se conteve: riu, bateu na mesa com uma das mãos e apontou para o loiro que mal conseguia falar. Hilário, simplesmente hilário vê-lo tão indefeso por pouquíssimas palavras.

Mas ainda não tinha acabado, havia mais uma regra a ser cumprida, pior que a anterior. Preciso ser discreta e rápida e sair! Faria isso e pronto, estaria tudo normal outra vez. Um beijo sutil na bochecha não significa nada, Uraraka! Vamos, você consegue!

Tomou ar e coragem, inclinando-se na direção do Katsuki quieto. Não queria dar-lhe tempo para entender o que houve. Aquela era sua chance: ele estava congelado.

Com o nervosismo queimando-lhe a pele, Ochako foi veloz; a boca em formato de bico para acabar logo o ato. Mas, felizmente ou infelizmente, o que alcançou Katsuki primeiro não foram seus lábios. Ambas testas se colidiram de modo violento. Como que instantâneo a garota foi ao chão, sua cabeça doía, e o improvável aconteceu:

Ela desmaiou.

E mesmo nos poucos instantes em que via clarões, só conseguia pensar se seu segredo estava a salvo.

Uma mentira para que a verdade não seja revelada. Ochako mentiu, não mentiu?



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