História A Mentira Perfeita - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity)
Tags Bakuraka, Kacchako, Katsuocha
Visualizações 489
Palavras 2.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS, É IMPORTANTE.

galero, vou ser bem rápida pq o capítulo tá pegando fogo
vamos lá:
> eu tinha duas ideias para a continuação do prólogo;
> escolhi a que tinha como base a terceira temp;
> mas só vou fazer menção aos dormitórios e a teoria conspiratória de um traidor (dps das tretas q aconteceram no acampamento).
boa leituraaaa e um cheiro no pescoço de vcs

Capítulo 2 - All might voando, o assalto à geladeira e um moonwalk


Fanfic / Fanfiction A Mentira Perfeita - Capítulo 2 - All might voando, o assalto à geladeira e um moonwalk

 

O SEGREDO DE OCHAKO se originou assim:

Era noite. As lamparinas do pátio do dormitório estavam ofuscadas pela escuridão crescente. As árvores açoitadas pelo vento causavam um ruído agradável, e Ochako apreciava tudo recostada contra o arbusto mais fofo que achou.

Às vezes seus fios castanhos bagunçados pela brisa a impediam de ver além. Mas não importava. O frescor era bom, ele fazia seus pelos se eriçarem com a sensação gostosa do frio; a garota precisava disso. Muito. Pois os dias estressantes no acampamento destroçaram sua mente: vilões, sequestros, ela estava acabada.   

Inspira enquanto fita a lua. O brilho da mesma lhe conforta, é como uma esperança ou memória de casa.

Mas quando escuta um barulho, não do farfalhar das árvores, não do cricrilar dos grilos, seus pensamentos silenciam. Seus sentidos se aguçam e ela se vira para ver o que é — ou quem é.

É só um colega de classe, percebe, e solta o ar que nem sabia que estava prendendo. Não tem porque ficar assustada, Uraraka, acalme-se.

Aparentemente, ele não a viu. Ochako pensa em chamá-lo, perguntar qual o motivo de sua ida ao pátio ou simplesmente manter uma conversa saudável, mas antes nota o telefone em suas mãos. Fica quieta. É falta de educação atrapalhá-lo.

Há algo que ele diz que captura sua atenção:

— Eu disse que estava do lado de vocês, não disse? — cruza as pernas, transbordando autoridade. Uraraka quase não o reconhece assim.

Hum?

Nós vamos concretizar a vontade do assassino de heróis. Não diga como se só você desejasse isso, Dabi.

A garota morde a língua para não gritar. Engole seco aquelas palavras, ainda tentando saber se isso é uma brincadeira dele. Mas a próxima frase acaba com suas incertezas.

— Quê? Vocês ainda não confiam em mim, mesmo depois das informações que revelei? Mesmo DEPOIS DE TER DITO A LOCALIZAÇÃO DO ACAMPAMENTO?!

Ela sobressalta com o tom alterado do estudante. Não o reconhece. Ele é outra pessoa. Um traidor.

Ativa a individualidade no próprio corpo; os sons dos seus passos não podem ser ouvidos por ele, não aqui, não agora. Felizmente, a ligação o distrai para que Ochako flutue sem problemas até a porta do dormitório. Abre-a devagar, pois qualquer ruído poderia ser seu fim.

E se não fosse pela Mina que deu de cara ao entrar, tudo estaria nos conformes. A rosada entreabre a boca, seus olhos cheios de curiosidade quando questiona:

— O que aconteceu?

Uraraka não conseguia esconder: seus lábios tremiam, queriam dizer alguma coisa, mas o transtorno em sua expressão era tão visível que, apavorada, ela só conseguiu gaguejar palavras sem nexo.

— O que você tem, Ochako-chan?

 Mina toca nos ombros da amiga.

— Nada, está tudo bem — ela consegue falar, porém ambas sabiam que era mentira.

A garota se recompõe, sorri e afirma outra vez:

— Estou bem. Viu? Olhe! Mina-chan, estou ótima! — a firmeza em seu tom faria qualquer um acreditar no que diz.

Mas não Mina, ela não.

E embora a rosada tenha retribuído com um sorriso ameno, seus olhos dizem que voltará para questionar outro dia. Por ora, abriu passagem para Uraraka seguir seu caminho.

Mas com certeza não era das perguntas de Mina que tinha medo. Havia um problema muito maior, um infortúnio que a incomodaria nas madrugadas com suas indagações: seus próprios pensamentos. Eles não silenciavam e o interrogatório já começou;

Por que ele fez isso? O que mais ele revelou?   Os professores sabem? Devo contá-los? Posso falar sobre com alguém?

Não. Isso seria seu segredo até que tivesse provas para acusar o traidor. Até que tivesse coragem para contar.    

 

[...]

De súbito, como se cedesse os desejos dos seus colegas preocupados, Uraraka acorda.

Ela se debruça na cama de recuperação. As vozes afora a incomoda, são como chiados de rádio lhe perguntando se está bem. Me deixem dormir. A dor de cabeça insuportável a faz entender que precisa descansar; mas aquelas vozes não param e seus olhos ardem por causa da luz.

Abre as pálpebras devagar. Vê um teto branco, completamente branco, e as memórias de antes surgem. A confissão. Bakugou. A batida na testa.

Uraraka se levanta bruscamente.

— Eita! Não faça tanto esforço assim, menina — diz Recovery Girl. — Sua amiga está aqui.

— E ai, Ochako-chan? — o constrangimento na voz de Mina é notável; ela pisca o olho, tentando amenizar as coisas, mas suas pernas dobradas e as mãos que roçam atrás das costas falam por si só. — Desculpe. Eu não pensei que fosse causar isso...

— Não se preocupe — Coça a parte detrás da cabeça. O sorriso que deixa escapar dos lábios é doce e sincero.

— Deixe a garota descansar, saia, saia.

A médica põe as mãos nas costas de Mina, expulsando a mesma da sala.

— Calma! Calma! — ela grita, ainda que Recovery Girl se recuse a escutar. E antes que seja completamente arrastada para fora do cômodo, Mina conclui: — A culpa foi minha. Não devia ter perguntando qual o motivo do seu susto daquele dia no jogo. Era algo pessoal, você não precisava responder na frente de todos. Desculpe de novo, sou curiosa demais.

— O quê?

A porta da sala é fechada. E a comunicação também. A cabeça de Ochako gira; é como se algo faltasse. Está vazio, ela percebe após a explicação de Mina. A garota consegue recordar do jogo, da pergunta que lhe foi feita: Por que você estava tão assustada dois dias atrás?”

Mas Uraraka não sabe a resposta. Não sabe o motivo. Agora, ela indaga a si mesma o que houve, pois um branco domina parte de suas memórias. Felizmente, há algo que consegue lembrar sobre dois dias atrás: a palavra traidor.

Não compreende quem é e por que é. E se um dia já viu seu rosto, ele foi apagado de suas lembranças.

— Com licença? — em um fio de voz, chama pela Recovery.

A médica se vira, prestativa.

— Eu não consigo lembrar de algumas coisas... tem algum problema comigo?

— Talvez seja amnésia temporária. Sabe, menina, ansiedade causa perca de memória e batidas fortes na cabeça também — diz enquanto abre uma gaveta branca. — Me contaram o que aconteceu. Tudo. Mas ainda assim parece estranho, aquela batida não é o suficiente para originar uma amnésia temporária.

Ela retira da gaveta uma papelada e a preenche. Talvez um informante de que vim aqui.

— E você não pode me curar? — dispara ao lembrar da individualidade da médica.

— Gostaria. Mas minha individualidade só acelera o tempo de restauração do seu corpo. Estou aqui para machucados — explica. — Só... tente não se preocupar com isso. Sua memória vai voltar quando ver objetos e pessoas familiares.

Ochako abre a boca para protestar. A ideia é difícil de digerir. Porém, antes que comece, Recovery Girl a alerta:

— Acho que deveria estar mais preocupada com aquele garoto que deixou você aqui.

— Bakugou-kun? Ele me trouxe aqui?

— As pessoas pensam que você está apaixonada por ele. E ele também.

 

[...]

 

O relógio aponta para às quatro e cinquenta quando Ochako atravessa os corredores da UA. Os olhares alheios queimam suas costas. Embora tenha ficado poucos minutos desacordada, seu desmaio causou uma impressão ruim. Péssima.

Era hora de voltar ao dormitório, e o fato a alivia um pouco; não precisará mais ouvir as pessoas dizendo que desmaiou porque foi rejeitada, e usará seu quarto como refugio para não ver Bakugou. Ela não consegue encará-lo. É constrangedor.

Uma parte sua quer agradecê-lo pelo que houve na enfermaria, mas a maior parte quer fugir e não o ver nunca mais. Bakugou-kun pode esquecer o que aconteceu hoje. Torcia com alguma esperança. Talvez ele batesse a cabeça em algum lugar e também adquirisse amnésia temporária.

Sabia que se esconder por muito tempo não era uma opção. Tinha que olhar nos olhos dele e dizer a verdade de uma vez. Mas se Uraraka pensava que ele poderia explodi-la antes, o que dirá agora após descobrir que era tudo um jogo.

Ochako precisava conversar com Kirishima. O rapaz era sua única salvação, pois, se fosse um amigo quem contasse a verdade, Katsuki compreenderia melhor.  

Como se Eijirou lesse seus pensamentos, ele apareceu tocando seu ombro enquanto caminha.

— Ei — sussurra rente à orelha da garota. — tente não falar alto. Bakugou está logo atrás de nós.

— É?! — exclama em plenos pulmões. Percebendo o que fez, abaixa o tom da voz e, institivamente, suas íris captam Katsuki por cima do ombro: ele também a encara. Rápida e com as bochechas queimando, desvia o olhar. — Acho que estou com falta de ar.

— Sério?

Ela balança a cabeça negativamente.

— Preciso falar com você — avisou Kirishima.

— Eu também — nervosa, põe as mãos perto do peito para começar a falar: — Queria que você conversasse com o Bakugou-kun, sabe? Não gosto de mentir.

— Não.

Uraraka nunca o viu tão sério e decidido ao dizer:

— Não é uma boa ideia, Uraraka-san! O cara está... diferente. Ele mal conseguiu falar depois daquilo. Responde todos de forma grossa e ainda estourou de repente quando você passou os quinze minutos na enfermaria. Bakugou ficou vermelho, depois mais vermelho e explodiu.

— Mas...!

— Ele está com raiva. E vai ficar com mais.

Assente para as palavras de Eijirou e fica à espera do momento oportuno. Foi quando reparou estar defronte para entrada do dormitório; andara sem perceber. Estava tão desligada que nem mesmo nota o aperto em seus ombros. A mão é grande, robusta e calejada, mas parecia tremer ao tocar Ochako.

— Que merda, Uraraka! Você está me evitando a porra do dia todo.

O medo toma os nervos de Ochako. Atônita, ela não é capaz de se virar e encará-lo nos olhos. Prefere fugir.

 Suas íris procuram por Mina no meio dos colegas de classe. E, quando a acha, os olhos de Uraraka dizem: preciso de ajuda.

— Olha gente, o All Might voando! — a rosada apontou para o céu, conseguindo a atenção de Katsuki e de mais um terço dos estudantes. 

Foi tempo suficiente para que Ochako corresse e se trancafiasse dentro do seu quarto.

As horas corriam no pequeno relógio de parede. Uraraka observava as mesmas passarem apoiada nos pés da cama; e poderia parecer idiota, mas não deitar no macio do colchão era uma forma de punir-se.

E quando o ponteiro se firma em dez horas, o seu estômago protesta. Ela não comeu. Ignorou os horários do jantar porque sabia que Bakugou estaria lá. Agora sequer podia sair. Já passou do toque de recolher, lembra-se, é contra as regras vagar por ai.  

Mas sua fome não liga para as regras; suplica por um pedaço de pão, e Uraraka não consegue ignorá-la. Quando nota, está dentro do elevador apertando o botão do primeiro andar o mais rápido que pode.

Foi com o coração batendo forte que ela saiu da máquina. Seus passos até a cozinha eram silenciosos e seus olhos buscavam se acostumar com a escuridão das luzes apagadas.  

Ela morde os lábios com força quando esbarra em algo. Não viu o que era, embora sua noção de espaço a diga que chegou à cozinha. Seus dedos meticulosamente procuram pelo interruptor, mas antes que de fato o pressione, as luzes são acesas.

— Oi, Uraraka-san.

Ela sente uma sensação ruim. A voz falha; o coração parece ter chegado até a boca e seu estômago se embrulha (não de fome, como das outras vezes). Só estou surpresa, pensa, acalme-se.

— Ah, v-você me assustou! — diz acanhada, complementando com um sorriso para disfarçar.

— Você também vem aqui na madrugada para assaltar a geladeira?

— Não — ri com a ideia. — É que não jantei hoje, sabe?

— Passou o dia todo no quarto? — ele questiona sem esperar resposta; entende que sim, pois Ochako ainda usa o uniforme do início do dia. — Não esperava te ver aqui. Venho quase sempre com o Bakugou e o Kirishima.

— Mas você está sozinho hoje, Kaminari-kun.

Ele entrelaça as mãos ao redor da nuca e não a responde. Com uma expressão sacana no rosto, o garoto pega uma fruta com os dentes enquanto desliza para trás. Kaminari retira-se da cozinha com um moonwalk mal feito.

— Não entendi nada — diz para si com as sobrancelhas arqueadas.

Mas quando se vira para procurar por comida, ela entende perfeitamente a reação de Denki. Vê, por entre a vidraça que exibe o pátio, Bakugou de costas para a porta.

A mão esquerda dele segurava um copo que parecia explodir a qualquer instante. A direita, por sua vez, matinha um celular próximo a sua orelha. Katsuki está conversando com alguém. Ele não parece contente. Ora ou outra grita, mas Uraraka não consegue escutar; a vidraça abafa os ruídos. Às vezes Bakugou cora durante a ligação.

Aquela sensação ruim volta ainda mais forte. O seu estômago se contrai novamente. Era como uma espécie de déjà vu.

Uma lembrança aparece de súbito: era alguém, também em uma ligação, sentado em um dos bancos do pátio e gritando. Seu rosto estava desfocado na visão, mas Uraraka supõe que seja Katsuki.

Algumas palavras-chaves deixam lábios quase sem querer:

Traidor. Informações.

Poderia ser Bakugou o traidor de suas memórias? Traidor de quê?

E antes que pegue um salgado e saia, ela nota o olhar fulminante que é direcionado a sua face. Era Bakugou fitando-a, atônito. Boquiaberto.

Ochako fecha as pálpebras por quatro segundos sem acreditar; fui descoberta. Quando toma coragem para abrir os olhos, depara-se cara a cara com um loiro desesperado. Estão a poucos milímetros de distância, e ela sente falta da vidraça os separando.

— O que diabos... Uraraka?   

Ela não respondeu. Um fio de suor adorna o lado esquerdo de seu rosto.

— O que você ouviu? — o tom da sua voz se eleva, mas ele não parece estar com raiva, só...constrangido. — O que você ouviu?!

— E-eu... não ouvi n-nada. O s-som é abaf-fado — gagueja por conta do nervosismo.

Bakugou suspira, definitivamente mais calmo. Era como se um peso deixasse seus ombros. Ochako, por outro lado, permanece apavorada com a ideia de que se confessou para um traidor.

— Des... — Katsuki abre a boca, fazendo menção de pedir desculpas, mas engole seco a palavra.

Não tinha que pedir desculpas. Foi Ochako quem causou essa confusão e...argh, fez ele pensar nela o dia todo; no modo como pareceu adorável ao se confessar, com as bochechas rosadas e os olhos trêmulos. Mas a garota fugiu o dia todo, e Katsuki deseja desesperadamente saber por quê. Ele estava confuso, puto e curioso.

—  Você é doida — diz de repente. Nem seus amigos já viram falar dessa maneira — Porra, Uraraka, ninguém se machuca depois de se confessar. Você deu uma testada em mim!

— Mas eu não queria me machucar nem machucar você, Bakugou-kun.

— E qual era a intenção?

— Q-queria... — pensa duas vezes antes de completar o restante da frase. E embora todos os seus sentidos digam que ela deve mentir, não consegue: — beijar v-você — cora de imediato.

Katsuki recua três passos, como quem deseja se proteger. Ele não foi capaz de suportar o queimor nas suas bochechas. Era um incômodo. Põe seus cabelos loiros na frente do rosto, falhando miseravelmente em esconder a vergonha. O orgulho do rapaz precisava dizer: não quero beijá-la em hipótese alguma, mas toda vez entreabria os lábios, seu coração parecia querer pular da boca.

Um ruído preenche o local e ele retoma a consciência.

Era o estômago de Ochako relembrando-a que não comeu nada durante o dia. A garota toca no mesmo, faminta. Mas quando Katsuki se aproxima, a fome parece passar.

A cena acontece repetidas vezes: ele dá um passo e ela recua um, até que é prensada contra o balcão. Bakugou estica a mão, retirando do fruteiro uma pera.

— Não quero beijá-la, Uraraka. Nunca. Só pegue esta maldita pera — apesar do xingamento, sua voz é suave e doce.

— Obrigada — finge não se importar com seu comentário rude. — tenho que ir — Não, não tinha, mas era preciso.

Bakugou segura seu pulso antes de sair, seus olhos transbordam algo que ela não consegue compreender.

— Então é verdade?

Sabe que o loiro se refere à confissão, mas não o responde. Desvencilha-se do seu toque ao lembrar de Kirishima: Não é uma boa ideia, Uraraka-san.

Ela não irá dizer que tudo foi um jogo. Mas também não dirá que gosta dele outra vez. Mentir para um suposto traidor lhe causa calafrios.

Sai sem olhá-lo nos olhos.


Notas Finais


masoqéisso


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