História A Mentira Perfeita - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Katsuki Bakugou, Ochako Uraraka (Uravity)
Tags Bakuraka, Kacchako, Katsuocha
Visualizações 421
Palavras 2.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Fluffy, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amoressssss
Peço perdão por não ter respondido alguns comentários do capítulo anterior, é que eu tava ocupada escrevendo esse capítulo como forma de recompensá-los pelos elogios maravilhosos.
AAAAAAA
Aproveitem sz

Capítulo 3 - A cueca alaranjada do Kaminari


Fanfic / Fanfiction A Mentira Perfeita - Capítulo 3 - A cueca alaranjada do Kaminari

A DEPLORÁVEL MANHÃ DE URARAKA após sua confissão foi pior do imaginou. Ela quase se engasgou com um suco de laranja no café da manhã, quando Iida e Midoriya deram-lhe forças pela rejeição: “Fighting! Uraraka-san, o Kacchan não pode ser impenetrável, não é?”

Não conseguiu conter seu sorriso amargo ao ver Deku murmurando informações sobre o amigo de infância. Ele foi rápido, muito rápido e direito. Estava revelando-a tanta coisa para, no momento certo, Ochako fisgar de vez o peixe.

Uraraka queria rir da situação, mas só era capaz de chorar. Permanecia em prantos. Seus amigos nem contestaram o motivo da confissão. Não queriam saber como ela começou a gostar de Katsuki, não estranharam nada. Nadinha.

Mas nada se comparava ao que passou durante as aulas. Foi agonizante sentir o olhar de Bakugou o tempo todo. Ele mal piscava. E, embora ela não soubesse que tipo de expressão o loiro tinha em seu rosto, temia-o mesmo assim.

Não se permitiu olhá-lo em momento algum. Sabia que a palavra traidor invadiria seus pensamentos se fizesse, as memórias de ontem voltariam e seu corpo teria aquela reação estranha;

Primeiro, os braços e pernas enrijeceriam. Suas mãos iriam ficar suadas e trêmulas, mal conseguindo segurar direito um papel. Depois, era a vez do seu coração bater forte, uma mistura de medo e algo que Ochako ainda não consegue compreender. 

Mas, antes que ela perceba, ele atravessa a sala. O loiro passa ao lado da carteira de Uraraka com algumas folhas na mão; que mais tarde são colocadas abruptamente na mesinha de Aizawa.

— Devíamos estar lá fora, em aula prática, e não fazendo essas atividades inúteis, velho — dispara.

O professor não o respondeu. Limitou-se a massagear as próprias têmporas como quem estava exausto e chateado.

Uraraka não entendia o que aquilo significava. Ela não prestou atenção nas explicações da Aizawa. Mas sabia que o professor havia quebrado sua promessa de dias atrás: Nós vamos para U.S.J desenvolver suas individualidades na quinta-feira.

E isso, é claro, não aconteceu.

Mas Uraraka tinha coisas piores com o que se preocupar, como quando Bakugou virou-se, e os olhos de ambos se encontraram.

Seu peito se aperta. Sua respiração falha e seu coração entra em descompasso. Ela se encolhe, assemelhando-se a uma tartaruga escondida no próprio casco.

Pela primeira vez, o sinal barulhento do intervalo soa como Mozart.  E ela sai por entre o aglomerado de alunos. Ignora até mesmo o chamado de Mina:

— Ei Ochako-chan! Espere um pouco, quero falar com você.

Ela precisa respirar antes que o ar lhe falte de vez. Então se recosta contra a parede do corredor mais vazio da escola.  

Suspirou, inspirou, tentando miseravelmente acalmar seu espirito. Talvez contar a alguém ajudasse. Mas contar o quê, se nem ela sabia direito o que estava acontecendo. Tinha apenas pedaços inúteis de lembranças, a palavra traidor invadindo-lhe a mente. Sem provas, só convicções; isso não a levaria a nada. Quem acreditaria?

— Ah, eu acho que o Bakugou-kun é traidor de alguma coisa, só não sei o que é — sussurrou e imediatamente entendeu o quão patética pareceria.

Pensou em Deku. Talvez ele acreditasse, também a ajudando com suposições. Mas Katsuki ainda é seu amigo de infância, e a acusação poderia ser demais para Midoriya processar.

O esverdeado mantinha um carinho por Bakugou. E Ochako respeitava isso.

Mina de jeito nenhum. Ela surtaria. Contaria para Kirishima — e Kirishima contaria para o Bakugou.

Kaminari não a levaria a sério e, se levasse, decerto ficaria com medo. 

Quem é a minha melhor opção? Ninguém. Ninguém até que tivesse mais informações.

E quando o destino decide dar-lhe a resposta, ela vê uma porta entreaberta no meio do corredor. Vozes conhecidas saem do lugar. Uraraka reconhece rapidamente uma delas: Recovery Girl.

É isso! Preciso contá-la que minha memória está voltando e que tudo isso tem acontecido! Pensa enquanto fecha as mãos em forma de punho, colocando-as próximas do peito. Ochako está decidida quando se levanta em direção à porta.

Mas as vozes se tornam mais audíveis à medida que ela se aproximava. Uraraka parou, atônita, não acreditando no que acabara de ouvir.

— Estamos correndo perigo — diz a médica. — É a segunda vez que a U.S.J é atacada. Primeiro com a classe A, agora com a classe B. Não sei mais em quem confiar.

Ochako não gostava de espiar, embora sinta que já é tarde demais para se conter. Sua curiosidade fora aguçada e o corpo congelado. 

— Entendo — É a voz de Aizawa. Apático como de costume, ele continua: — Suspendi as aulas práticas nas demais classes. Achei melhor não os dizer o motivo. Não quero causar tumulto.  

— Temos um traidor entre nós — explica. — Impossível os vilões saberem sempre a hora certa de atacar. No acampamento, duas vezes na U.S.J...

O coração de Uraraka falha uma batida. O ar parecia se comprimir cada vez que sua mente especulava mais teorias. E tudo finalmente se ligou; suas lembranças, o telefonema de Bakugou e o jeito que ele parecia se importar tanto com as aulas práticas.

Uraraka sabia quem era o traidor. Ou soube algum dia.

Tudo apontava para Katsuki: Avisou aos vilões na madrugada, sentiu-se nervoso porque Uraraka quase o escutou, e ficou frustrado pela suspensão da aula prática.

Mas havia algo não se encaixava. Por que Bakugou iria forjar o próprio sequestro no acampamento?

Ela precisava falar com alguém inteligente, alguém que conseguisse decifrar os próximos passos do traidor — e que pudesse descobrir o motivo por trás de seus atos.

Como lampejo, a pessoa certa vem à mente: Iida-kun.  

Vou contá-lo tudo.

Agora, ela estava numa corrida contra o tempo. Precisava o encontrar antes que houvesse algo pior.

Saiu do corredor, procurando Iida por todos os outros. Seus olhos o buscam, frenética.

Mas quando chegara em um passadiço estreito, ela encontra quem menos desejava. Bakugou.

Ele não a viu. Está concentrado em outra ligação.

Ochako sente que aquele é o momento perfeito para uma fuga perfeita. Com as pernas bambas, ela dá alguns passos para trás, mas é ridiculamente abordada por uma voz rouca:

— Ei.

A garota sobressalta.

— Kirishima-kun?! Você estava ai? — coça a parte de trás da cabeça, nervosa.

— Sim. Eu estava bem ali, na parede, só que você correu e não me viu. Está fugindo dele? — diz em um fio de voz.

— E-eu? N-não.

Eijirou arqueia as sobrancelhas, sorrindo de canto. E quando Uraraka percebeu que não dava para enganá-lo, ela mudou o assunto:

— Você sabe pra quem o Bakugou-kun liga tanto? — sussurra a pergunta.

Kirishima a olhou como se fosse uma mulher ciumenta para, depois, responder.

— Não sei, Uraraka-san. Talvez para uma ex-namorada — brinca.

— P-pare. Você e-entendeu errado... eu... Você sabe que não gosto dele — suas bochechas ardiam tanto que ela atropelava as palavras.

— Tudo bem, não precisa se explicar. Eu entendi, Uraraka-san. — sorriu ameno. — Só não quis perder a piada. Mas acho bom você não perguntar isso pra ele. Tentei saber e quase fui explodido.

Passos são ouvidos atrás de ambos. Viram-se, enxergando um Kaminari escandaloso a poucos metros. 

— Gente, o que estão fazendo?! — grita.

Katsuki desliga o celular, corando em seguida. Enfia as mãos no bolso da calça folgada, como se isso pudesse esconder seu constrangimento. Ele se aproxima dos amigos, e o corpo de Uraraka oscila por míseros segundos.

As íris avermelhadas se fixam nela. E, ainda que abaixe a cabeça para não ver Katsuki, Ochako pôde sentir o peso de suas olhadelas.

— O que aconteceu na noite de ontem? — Denki questionou quando percebera a tensão entre os dois. — Pensei que era uma ótima oportunidade para juntar o casal, mas parece que piorei as coisas... Desculpe, Uraraka-san, sei que você gosta muito dele.

Todos sabem, a garota pensava enquanto, juntamente com Katsuki, ruborizava.

— Cale a porra da boca, seu bastardo de merda — força a própria arcaria dentária. Nos seus olhos haviam chamas prestes a serem explodidas.

Ochako tremeu com o tom de voz do outro. Encolhe-se.

Kirishima gentilmente tenta amenizar a situação:

— Ei, ei, cara, é melhor parar — avisa para Denki.

Mas ele não escutava uma palavra.

— Veja como os dois ficam bonitinhos juntos, Kirishima!

Aquilo foi a gota d’água para Bakugou. Seus olhos tremiam de tanto ódio. Ele estava entrando em colapso: o corpo sofria espasmos por toda parte e pequenos flashes de explosões emergiam de suas palmas.

— Imagine quando ele finalmente perceber que gosta del-

Fora o bastante. Bakugou não precisava ouvir mais. Avança com tudo que tem até Kaminari. Ele se inclina para trás, mas Katsuki é mais rápido e desfaz seu cinto em cinzas.

Ochako não consegue fechar as pálpebras antes de ver a terrível cena: a calça de Denki cai, deixando à mostra sua cueca alaranjada e adornada por raiozinhos.

— Meu Deus do céu! — Eijirou põe a mão na cabeça, incrédulo.

Kaminari, por outro lado, põe as mãos na calça para firmá-la em seus quadris.

— Tenho que ir — diz a garota, aproveitando a oportunidade para fugir.

É com alívio que escuta o sinal tocar, indicando o início de outra aula.

Na entrada da sala, coincidentemente encontra Iida, mas é tarde demais para revelá-lo o que sabe. Então o deixa com as seguintes palavras-chaves:

— Por favor. Hoje. Noite. Pátio. Oito horas.

Ele assente com a cabeça sem quaisquer questionamentos.

 

[...]

 

Enroscada por dentre os lençóis da sua cama, Ochako temia o passar das horas.

Ela roeu as unhas quando o relógio apontou para às sete e trinta.

Enfiou a cabeça no travesseiro aos quarenta minutos, mas com chegar dos cinquenta, lembrou do que estava prestes a fazer — de quem estava prestes a acusar. Sua respiração falhou; é mesmo uma boa ideia contar para o Iida-kun?

Sentiu a barriga doer. Desta vez não era fome, quem dera fosse. Era o nervosismo lhe causando reações por todo o corpo.

E sua mente não parava de metralhar questionamentos: Bakugou-kun é mesmo o traidor? Posso confiar no Iida-kun? Estou fazendo o certo?

— Sim! — respondeu a si mesma com todo entusiasmo que pôde. — Você está fazendo o certo, Ochako!

Bakugou é o traidor.

Ela lembrou-se imediatamente da volta ao dormitório, quando todos estudantes caminharam juntos após as aulas. Mas hoje Bakugou não estava entre eles. Tinha saído sozinho e chegou mais tarde na moradia.

Isso era, no mínimo, suspeito. Ligações, ataques, e agora saídas misteriosas. Katsuki não parava de surpreendê-la.

— Conte tudo para o Iida-kun. Vocês vão resolver tudo! — diz, fitando o relógio que se firmava em oito e cinco.

Estava atrasada.

Escutou batidas na porta do quarto. Imaginando que seria Iida reclamando sobre sua falta de pontualidade, ela robotiza seu pedido de desculpas e abre a porta.

— Desculpe-me, Iida-kun, sei que estou atrasada, mas foram só cinco minutos e... — seu falatório cessou; fora tomada pelo choque de ver quem realmente batia na sua porta. — B-bakugou-kun?! — seu queixo cai.

A garota estava morta. Mortinha. Katsuki descobriu; sabia sobre Iida e queria matá-la porque ela o viu telefonando duas vezes.

— Não sei de nada. Juro — roça as mãos devido ao nervosismo.

Observou os braços dele escondido por trás das costas, como um soldado em posição. Solta um gritinho quando um deles se movem abruptamente em sua direção. É agora, estou morta.

Mas o que vê lhe surpreende mais que qualquer outra coisa. Ela não estava morta, embora talvez sentisse a mesma sensação.  

— T-tome — pigarreia para ajustar a firmeza de sua voz. Corado, ele continua: — Tome esta droga!

Uraraka não consegue falar, ainda que queira.

— Puta que pariu, cara redonda, você quer pegar isso logo?!

Ela agarra o buquê de lírios amarelos.

— P-por que e-está me d-dando algo assim? — ela não sabia como pensar nele como traidor agora. Sua mente ficara em branco, e o coração acelerava consideravelmente.

— Alguém me obrigou — verbalizou. — Disse que eu estava sendo... rude com você depois da confissão.

Acalme-se, Uraraka.

— Quem?

Alguém.

Não insistiu mais na pergunta.

— Nem precisava fazer nada por pena, Bakugou-kun. Eu j-já... superei.

Por algum motivo, as palavras dela o aborrecem. Muito. Ao ponto de fazê-lo rosnar baixinho.

— Obrigada — diz antes que Katsuki exploda. — Foi por isso que você voltou mais tarde para o dormitório?! Foi comprá-las?

Ele não responde, mas pela sua expressão Ochako entende que sim. A ideia faz seu rosto esquentar.

A garota bate na própria face, assustando Bakugou. Está envergonhada de si mesma; de ter pensado mal das saídas misteriosas dele. O loiro só fora comprar flores. Flores para Ochako. Para mim.

— Ei — a voz dele a traz de volta à realidade. — No final de semana nós vamos sair. Se programe às 14:30, e me diga um maldito lugar em que queira ir.

— C-como?

Ochako respira fundo em busca de ar fresco. De repente, aquele corredor parecia bem mais apertado.

— Você gosta de mim, não gosta? — a carranca do loiro ficou séria.

Ela não contesta.

— T-tá! Posso levar a Mina?

O garoto enruga a testa em sinal de desaprovação, mas suas palavras dizem que aprova a ideia. Ambos sabem que é mentira.

Ela entrara em seu quarto quando Bakugou finalizou o pedido.

Suas pernas ameaçavam deixá-la cair. E foi o que aconteceu: gradualmente, deslizava na porta, sentindo o seu coração bombear mais rápido e aquela sensação tomar seu corpo. Mas, desta vez, ela não vinha acompanhada do medo. Era só algo que Ochako não conseguia compreender.

E, naquele instante, esqueceu-se completamente do Iida que a esperava no pátio.


Notas Finais


vcs são uns chuchus


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