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História A met with the devil - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oiii, lá vou eu com mais uma fanfic, dessa vez num estilo mais diferente e desse casal que eu amo pra caramba!

Espero que gostem, me falem o que acharam nos comentários pra deixar uma autora mais feliz =D

Capítulo 1 - The bet with the demon


Fanfic / Fanfiction A met with the devil - Capítulo 1 - The bet with the demon

Nada pessoal contra o inferno, mas ele estava especialmente chato nos últimos séculos, Sasuke não aguentava mais aquela monotonia de atormentar e torturar almas pela eternidade, escravizar mundos e criaturas, dominar novas dimensões e blá blá blá. O príncipe da escuridão decidiu dessa forma que iria dar um passeio pelo paraíso e observar de longe o mundo dos mortais. E de paraíso aquilo não tinha nada, aquela aura pura e angelical quase o sufocava, sem falar dos anjos que se achavam as criaturas mais perfeitinhas do universo, uuurgh... Nenhum dos nove círculos infernais conseguia ser mais insuportável que o denominado céu e toda aquela sua arrogância.

Já estava enjoado em apenas alguns minutos, não que aquele fosse realmente um lugar para um demônio... mas

o oráculo divino se encontrava justamente ali, sendo a única passagem para o mundo mortal. Nem mesmo Sasuke que vivia aprontando algo novo por estar entediado já se arriscou a visitar o lugar, não que não achasse interessante ou sequer não tenha tentado... Ah, como ele tentou. Mas os senhores certinhos sempre o impediam e o mandavam de volta. Dessa vez ele não iria tentar, só queria dar uma espiadinha. Atravessou os campos cristalinos até os grandes portões dourados que guardavam o objeto, recebendo alguns olhares de medo e reprovação dos habitantes dali. Retribuiu a aclamação com alguns sorrisos e piscadas, demônios adoram ser temidos, apenas uma parte de seu extremo egocêntrismo.

Encontrou com um dos anjos guardiões no caminho, alguém que humanamente aparentaria ter pouco mais de meia-idade, com longos cabelos brancos que alcançavam um pouco abaixo de suas costas e despontavam bagunçados para todos os lados. Ele estava jogando uma cantada para outro anjo, uma mulher com longos cabelos loiros e seios bem... fartos, diga-se de passagem; mas acabou recebendo um tapa como resposta, o que arrancou uma gargalhada da criatura das trevas que observava a cena. 

— Você nunca muda, não é mesmo, Jiraiya?

— Olha quem resolveu dar as caras por aqui. Não vejo você desde o milênio passado, andou aprontando de novo? — Ele dizia de forma despojada, enquanto caminhava até o demônio. 

— Sabe como é... um demônio faz o que um demônio tem que fazer... Estou no auge da minha imortalidade.

— Não vai acreditar no que me aconteceu... Me arrumaram um novo humano para cuidar.

— E esse tecnicamente não é o seu trabalho?

— Cara, você não está entendendo. Esse humano é INSUPORTÁVEL. Se tivesse um prêmio para a pessoa mais azarada do planeta, esse cara ganharia. Como vou tomar conta de alguém que quase morre por não ter amarrado os cadarços direito? - Ele parecia realmente desesperado com a nova função.

— Sabe que eu não tenho empatia por ninguém, certo? Então eu basicamente não me importo. Por que está me contando essas coisas? Tenho mais o que fazer... — Sua forma de se expressar podia parecer um tanto cruel para um humano, mas os imortais já estavam acostumados com esse tipo de comportamento natural dos seres da escuridão.

 

  O de cabelos escuros saiu andando em direção ao oráculo, mas a seguinte frase o fez parar para prestar atenção na conversa novamente:


 — Ah, sei lá... Você vive tentando entrar no mundo dos humanos. Achei que iria gostar de trocar de lugar comigo.

 

Sasuke girou os calcanhares para encarar os olhos do mais velho, pareceu pensativo por alguns instantes.


 — E ficar de babá pra um humano? Nem pensar, você que lide com seus problemas. Boa sorte aí.

 — Por favor, Sasuke! Você é o único demônio que vejo aqui que aceitaria uma proposta assim; e ainda vai conhecer o mundo dos humanos, ou vai me dizer que resolveu ser o filhinho obediente do papai agora? 

— Sem chance.

— Vamos Sasuke, sasukinho, meu querido amigo sasuke, o melhor demônio do inferno, príncipezinho das trevas, me quebra essa, vai. E além disso ele só tem uns meses de vida mesmo até o destino o alcançar.

— Não faço favores... E me chamar assim só faz piorar meu humor. - A criatura pareceu pensativa por mais alguns momentos, antes de continuar. — Mas a gente pode fazer assim: Lembra do humano que ficamos discutindo se seria um dos nossos? O julgamento dele é hoje. Se eu perder, fico de babá pro seu humano.


— Fechado! — Jiraiya respondeu eufórico. 

— Não terminei ainda. Se eu ganhar, você me ajuda a ir pro mundo mortal, mas sem essa de cuidar de humano. 

— Hmm... difícil. — Caso aceitasse, o de cabelos brancos sabia que perder a aposta lhe traria muitos problemas com o chefe. Caso o demônio apenas trocasse de cargo consigo, ainda dava para disfarçar, além disso ele estaria sob as leis dos anjos da guarda, não poderia fazer muitas coisas, mas levar um demônio pro mundo lá em baixo assim, sem mais nem menos... Era muito arriscado. — Não importa, eu sei que vou ganhar essa aposta. Fechado.

  

Sasuke sorriu em comemoração antecipada.

  

— Posso saber o que você ganha com isso, por acaso? O humano é tão ruim assim?

— Tá brincando? O inferno só tem demônia gostosa!

 

É... ele devia ter adivinhado, Jiraiya nunca muda. O ser das trevas revirou os olhos, antes de sair do local.

 

Pode parecer que pelos acontecimentos citados, tudo seja uma grande bagunça, com demônios e anjos tendo total liberdade para circular em seus mundos opostos, mas não é bem assim. Tudo, assim como no mundo dos mortais, exigia um nível de organização e segurança, assim como também tinham suas regras, mas nada que o filho do rei do inferno não pudesse passar por cima. Ok, talvez nem tudo ele pudesse, mas na maior parte do tempo, suas decisões eram lei em ambos os mundos.


 

E é claro que essa história não estaria sendo contada se nosso querido demoniozinho não tivesse perdido a sua aposta. Ele ficou irritado é claro, odiava perder em qualquer coisa, mas pelo lado bom... Ele iria até o mundo mortal.

 

 

              — Já posso te chamar de babá, certo? — O anjo sorriu vitorioso.

 

...

Sasuke não estava animado, bem pelo contrário, qual a graça de finalmente pôr os pés em solo humano, quando você estaria preso a um deles? E o pior, tendo que cuidar daquela criatura até o dia de sua morte, havia algo pior? Bancar uma de anjinho da guarda não estava em seus planos, mas agora não podia mudar isso e mal sabia que essa aposta mudaria completamente o rumo de sua vida imortal.

 

              — Você ficou maluco?!

 

O irmão mais velho entre os dois Uchihas não aguentava mais livrar o outro de suas furadas. Quando aquele moleque iria aprender a ser mais responsável?

  

— São só alguns meses, ninguém vai perceber.

 

Um argumento válido, já que o tempo no mundo imortal era completamente diferente do tempo dos mortais.


— Da última vez o pai te prendeu naquela dimensão por cinco milênios, esqueceu? Ah Sasuke, eu desisto de você.

— Relaxa, ele não vai descobrir. 

— Bom mesmo, porque dessa vez eu não sei se consigo fazer ele pegar leve contigo.

 

O mais novo massageou as têmporas enquanto ouvia o sermão de Itachi, até criar uma ilusão sua para ficar em seu lugar, enquanto saía de fininho usando sua invisibilidade. No entanto o outro apareceu em sua frente, dando um peteleco em sua testa.


 — Moleque, eu que te ensinei esses truques, me respeita! Fez merda, agora vai me ouvir. Você não vai mover um dedo no mundo dos mortais, está me ouvindo? Vai fazer aquele mortal viver até o dia de seu destino e voltar pra casa, nada mais.

 

O mais novo soltou um grunhido de chateação. Por que ele foi inventar aquela maldita aposta mesmo?

 

...

 

O sol brilhava forte, a grama havia sido cortada recentemente e os pássaros cantavam alto... Um belo cenário para um passeio em uma manhã de verão... Ou para um assassinato. É, talvez um assassinato fosse melhor para Naruto que não aguentava mais ouvir a voz chata de sua professora. Olhou para Sai do outro lado da sala, este dormia tranquilamente sobre seus livros, enquanto Sakura anotava cada palavra que saía dos lábios da mulher. Pela velocidade e euforia na qual ela anotava tudo, Uzumaki podia apostar que até mesmo a respiração da mulher ela escreveria naquele caderno. Aquele dia estava sendo particularmente estranho... Ele acordou atrasado e sem disposição alguma, catou as coisas da bagunça de seu quarto e decidiu encontrar os amigos na cafeteria que sempre iam nas quartas. Atravessando a rua na pressa e com sono, quase foi atingido em cheio por um carro que passava em alta velocidade, o loiro jurava por todas as coisas que não foi atropelado por um triz. Ouviu a buzina alta, sentiu um empurrão contra seu corpo, mas quando olhou para trás, não havia ninguém ali.

 

Depois, enfiou o pé nos trilhos do trem, sabe-se lá como, mas sentiu outro puxão em seu pé e saiu ileso minutos antes da automotora alcançar aquele trecho.

Depois, quase levou uma bolada na cabeça, de uma bola que vinha em alta velocidade de um campinho do outro lado da rua, mas o trajeto da bola parecia ter sido desviado de alguma forma misteriosa.

 

“É isso... Eu... Eu tenho super-poderes?!” Foi o primeiro pensamento que o atingiu e com apenas aquela teoria, decidiu testar sua própria sorte. Voltou para o prédio da moradia estudantil e subiu a escadaria até o último andar, abriu os portões do terraço e se preparou.

 

Ok, eles já deviam ter colocado medidas de segurança sobre aquele terraço sim e os portões destrancados não ajudam muito, principalmente em um lugar cheio de estudantes, mas isso não vem ao caso agora.

 

O garoto deu um impulso, desistiu, deu outro impulso, desistiu de novo e então... acabou escorregando e caindo de um prédio de fucking trinta andares. Ou podia ter caído... No caso, antes de chegar ao chão, seu corpo pareceu flutuar, antes de cair de uma altura mínima de menos de dois metros. Nenhuma lesão ou machucado que fosse.

 

E era isso que agora estava contando para a dupla de amigos.

 

Oh, vou fazer as honras de apresentá-los:

 

Diretamente da caixinha de areia do jardim de infância, Sakura, Sai e Naruto tinham uma amizade de longa data. Suas personalidades eram completamente diferentes, mas mesmo assim os três se amavam e davam super bem... Bom, nem sempre, mas na maior parte do tempo sim.

Sakura é o cérebro do grupo, os outros dois pareciam dividir o mesmo neurônio. A Haruno vinha de uma família de classe-média, descendentes de bruxos, desde pequena foi ensinada conforme os costumes e crenças de sua família e ao crescer, se sentiu confortável em continuar a tradição. Tinha um amor imenso pela bruxaria, dizia que encontrava a si mesma e as respostas que procurava sobre a vida ali. Moradora da pequena cidade de Konoha, mora praticamente do lado da escola.

Sai é absurdamente incrível com desenhos e escrita, mas uma negação horrenda em tudo o que envolva qualquer tipo de relação social, por mais simples que seja. Não é incomum o encontrar chorando porque disse um “Oi, sou a pizza de calabresa, vocês podem entregar um Sai?” para o atendente da pizzaria, ou porque não conseguiu completar uma simples frase ao falar com alguém e saiu correndo, mas o que importa é que ele tem bom coração.

E o Naruto... Ele agora acha que tem superpoderes, então podem tirar suas conclusões. Palavras do próprio Jiraiya: “Se tivesse um prêmio para a pessoa mais azarada do planeta, esse cara ganharia.” É verdade que não tinha muita sorte, ou talvez só fosse distraído demais. Suas notas eram sempre baixas, quando não colava de Hinata, e sempre estava aprontando algo novo que acabava metendo o trio de amigos em confusão. Seus pais moram em uma cidade meio longe de Konoha, então o garoto teve que se mudar sozinho para o prédio estudantil ao conseguir uma bolsa, devido ao prestígio do colégio. Talvez a bolsa tenha sido por influência de seu pai que é uma pessoa muito influente na cidade, mas só talvez...

 

...

 

Sasuke já estava acabado em seu primeiro dia, aquele garoto era um desastre! O empurrou para que não fosse atropelado, tirou seu pé do trilho do trem e o segurou quando caiu de um prédio. Claro que o jogou no chão logo depois. E agora, para melhorar, ele acha que tem superpoderes. O demônio queria morrer, pena que ele é imortal.

Não passaria de jeito nenhum os próximos meses como uma babá em sua forma invisível para os mortais. Se teria que aguentar aquilo, pelo menos queria um pouco de diversão. Anjos da guarda não podem se afastar mais do que vinte metros de seus protegidos, mas talvez aquilo fosse só um pequeno problema a ser contornado. Além disso, seus poderes estavam reduzidos. Foi dessa maneira que decidiu se passar por um novo estudante, colega de quarto de Naruto.

 

— Oi, Naruto né? — Ele chegou com um monte de malas, seus olhos antes vermelhos, agora eram quase pretos.

— Quem é você e por que esse monte de malas? — O loiro perguntou com a sombrancelha arqueada, sem nem se preocupar em cumprimentar o outro.

— Não te contaram? Seu novo colega de quarto.

— O que? Colega de quarto, mas ninguém me avisou nada que... — Sasuke saiu jogando suas coisas na cama de cima do beliche e tirou as tralhas de Naruto dali, jogando tudo no chão.

 

“Mas quem esse cara pensa que é?!”

 

— Hey, o que você está fazendo? Essa cama é minha!

— Era, querido, era... — O demônio respondeu com a maior tranquilidade na voz e seu típico sorriso debochado de canto de lábio.

— Ah, seu abusado! Você acabou de chegar aqui e já quer roubar a minha cama? Não é assim que as coisas funcionam, eu não vou permitir isso! — A voz de Naruto era estridente e isso irritava o Uchiha. Ele subiu na cama com toda sua fúria e partiu para cima de Sasuke que não demorou nem cinco segundos para o imobilizar, segurando seus dois pulsos, enquanto o empurrava na cama.

 

— É assim que você recebe seu novo colega de quarto? Que falta de educação...

 

 

ଘ ~ Continua 

 


Notas Finais


Roi, Naruto né?

Tenho muitas ideias pra essa fanfic, tomara que não flope (ಥ﹏ಥ)


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