História A Midsummer Night's Dream - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Loona
Personagens JinSoul, Kim Lip
Tags Lipsoul
Visualizações 60
Palavras 2.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi óia eu de novo

Capítulo 1 - The first day of the rest of our lives


Os Jeon vão fazer uma festa hoje a noite.— A voz já conhecida ecoou do outro lado da linha.

—Eu não sei, Haseul... Eu não estou em clima de festa...— Respondeu com tédio na voz enquanto enrolava o edredom da cama entre seus dedos.

Qual é, Lip?! É nossa última noite em Jeju, semana que vêm as aulas voltam e até agora você não fez nada de interessante.— A de madeixas curtas reclamou, de fato, a Kim mal havia saído de casa durante as férias na ilha de Jeju, logo precisariam voltar para a rotina chata e parecia que Jungeun nem havia saído dela.

—Eu sei disso, mas é que... sei lá... Eu não sou próxima dos Jeon, não seria estranho eu aparecer sem ser convidada?— Tirou a atenção do edredom se levantando e começando a andar pelo quarto.

Eu estou te convidando.— Disse séria.— A Jiwoo e a Sooyoung também vão!

—Esse seu argumento final não me convenceu, Chuu e Yves juntas é a mesma coisa que nada, elas ignoram tudo e todos.

Que pena, quero você na casa de praia dos Jeon as oito, ou eu mesma vou te buscar te puxando pelos cabelos. Beijinho!— Disse rápido e logo encerrou a chamada sem dar tempo da Kim resmungar ou contrariar. Poderia muito bem ignorar, mas sabia que Haseul não estava brincando sobre ir a buscar ao berros. Checou o horário no celular, marcava seis e meia da tarde, ainda teria tempo de procrastinar um pouco.

Após jogar jogos no celular, dormir, comer, jogar conversa fora com a prima mais nova, Jungeun finalmente decidiu começar a se arrumar.

Faltando vinte minutos para as oito, resolveu tomar o um banho rápido e se vestir.

De frente para o espelho enfrentava um dilema sobre qual roupa deveria usar ou como deveria arrumar o cabelo.

—Precisa de ajuda, Lip?— Yerim, sua prima mais nova, entrou no quarto sorridente ao ouvir murmúrios raivosos da Kim.

—Diga a Haseul que eu tive uma parada cardíaca e não posso ir a festa.— Disse arrancando mais uma das várias jaquetas que experimentou.— Não sei que roupa usar ou como arrumar meu cabelo.

—Se acalme, princesa.— A Choi se aproximou ficando por trás da mais velha no espelho e apoiando as mãos em seus ombros, logo subindo-as para os fios castanhos da Kim, amarrando-os em um rabo de cavalo alto.— Está vendo? Assim seu lindo rostinho fica livre para sorrir e ganha destaque nessas clavículas invejáveis.— Se afastou da garota e foi até o armário da mesma, procurando alguma blusa de gola aberta para o destaque das clavículas que mencionou.— Perfeita! Essa blusa vai ficar perfeita com essa jaqueta.— Disse e estendeu uma regata vermelha de seda e uma jaqueta grande verde escura quase presta.— E um shorts jeans, afinal isso é uma festa em Jeju.

—Isso não tem nada a ver comigo, Yerim.— Disse cabisbaixa de ombros caídos.— Meu estilo é moletom três números maior.

—Pois então, você precisa ser um pouco menos você hoje.— Respondeu simples.— E troque de roupa rápido antes que a Haseul venha te puxar pelos cabelos.

—Você não vai à festa?— Se virou com um olhar preocupado.

—Não. Noite de filmes na Yeojin.— Sorriu com a língua entre os dentes.— Pare de me enrolar e vá se vestir!




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Jungeun caminhava em passos lentos pelas ruas beira mar até a casa Jeon, xingava mentalmente Yerim por tê-la feito usar shorts, o vento gelado arrepiava seu corpo inteiro.

Já perto do enorme casarão, sentiu seu corpo colidir com algo, algo pequeno e irritado. Jo Haseul.

—Aí está você! Seu abutre!— Jo esbravejou ao ver com quem havia topado.— Eu estava indo arrastar você pelos cabelos!

—Pare de gritar, Seulie.— Sussurrou em um tom alto tapando a boca da garota que continuava a falar coisas desconexas irritada. No mesmo instante Haseul ousou lamber a mão da garota, que se afastou fazendo uma careta.

—Nojenta!

—Nojenta é você, não sei por onde você passou, credo.— Retrucou e começou a puxar a castanha pelo pulso em direção ao casarão.— Vem logo, já estão todos lá.

—Preciso dizer que eu não queria estar aqui?— Murmurou arrumando a enorme jaqueta, se sentia um tanto desconfortável com a exposição de seu colo.

—Ninguém liga para o que você quer, Lip.— Já estavam entrando pelo jardim da casa, onde haviam várias pessoas bebendo e dançando.— Você ainda vai me agradecer por isso.




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Haseul havia sumido, provavelmente estava se atracando com algum desconhecido com charme de surfista. Chuu e Yves não era preciso comentar, depois do "oi" entraram na bolha de casal perfeito e lá ficaram. E Jungeun, bom, Jungeun estava sendo a adolescente que não foi durante seus dezessete anos.

Estava bebendo uma espécie de coquetel ruim com gosto de água sanitária com os pés dentro da piscina, a água estava fria, mas era mil vezes melhor ficar ali na água fria do que no meio de um bando de adolescentes hormonalmente desregulados sob o efeito de álcool.

Extremamente entediada, Jungeun se levantou e entrou na casa depois de um tempo para pegar um pouco mais da água sanitária que estava bebendo. A sala principal da casa estava lotada, haviam no mínimo o dobro de pessoas de uma hora atrás.

Com certa dificuldade em atravessar o salão devido a movimentação, Jungeun foi se esquivando até chegar a mesa com bebidas baratas e salgadinhos fedidos. Após encher o copo com a borda mordida e pegar um punhado de pretzels decidiu por se sentar no sofá ao lado da mesa em vez de voltar para a piscina, seria muita função atravessar o salão com ambas as mãos ocupadas.

Ficou de olhos atentos nas pessoas do espaço, conseguiu encontrar Haseul, e de fato estava aos beijos com alguém, uma garota igualmente pequena com mãos muito bobas. Passeando mais um pouco os olhos encontrou a visão da anfitriã em uma mesa de jogo, aqueles que envolvem bolas de ping-pong e shots de vodka.

Já estava considerando ir embora, talvez pudesse ser acolhida por Yerim e Yeojin na noite de filmes, adoraria assistir a saga crepúsculo com as mais novas. Mas sua idéia mudou complatamente quando uma nova pessoa atravessou a porta do quintal.

Uma garota alta em comparação com a maioria das outras garotas trajando uma roupa semelhante a sua, com fios negros como a própria noite caindo sob deus ombros feito cascatas. O olhar da garota era sereno e intimidador, os olhos desenhados como os de um gato corriam por todo o salão como se procurasse por algo interessante. Com uma expressão desinteressada a morena se dirigiu até a mesa com bebidas, olhou cada uma delas para no final escolher uma sabor morango, que mais parecia xarope para resfriado. Uma música eletrônica sem letra começou a ecoar por toda a casa enquanto a garota se dirigia ao centro da sala onde todos dançavam, diferente de todos, que procuravam pares para dançar, a morena não se importou em dançar sozinha apenas seguindo o ritmo da música da maneira que seu corpo indicava.

Isso com certeza chamou a atenção de Jungeun, não conseguia tirar os olhos da garota na pista de dança, era como se todas as outras pessoas perdessem a cor e somente a morena misteriosa brilhasse diante o som ensurdecedor.

Em algum momento a de madeixas negras reparou o olhar sobre si e passou a sustentá-lo sem parar de dançar. Jungeun perdeu o ar e por mais que tentasse desviar o olhar, não conseguia de jeito nenhum. A garota se aproximou ainda dançando quando estendeu uma das mãos para Jungeun, que simplesmente não sabia o que fazer.

—Ande logo, meu braço está começando a ficar cansado.— Disse a morena revelando sua voz grave, suave e lenta, arrepiando Jungeun por inteiro. Sem titubear segurou a mão da garota e recebeu um puxão para se levantar. O copo já vazio da Kim foi largado no sofá. A mais alta conduzia a dança de maneira descontraída enquanto a menor estava completamente travada sem saber o que fazer.

—Relaxa, gata.— Disse a mais alta num sussurro puxando as mãos da Kim para ficaram em seus ombros e em seguida colocando as próprias na cintura alheia.

Aos poucos Jungeun foi se sentindo mais a vontade estando diante daqueles olhos penetrantes. Quando a música acabou, a mais alta puxou Jungeun para fora da casa indo direto para a área da piscina. Como um combinado silencioso, as duas sentaram-se a borda da piscina colocando as pernas ma água.

—E então, você é muda? Devo aprender libras?— A mais alta começou olhando para a movimentação da água.

—Não sou muda, apenas um pouco tímida.— Disse encolhendo os ombros.

—E então, garota tímida, qual o seu nome?— Ergueu o olhar para fitar a menor, estava encantada com as bochechas coradas e os lábios bem desenhados da mesma.

—Jungeun. Kim Jungeun.— Respondeu também fitando a garota e os olhos felinos da mesma.

—Jung Jinsoul.— Estendeu a mão para a garota e foi retribuída no cumprimento.




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Mais uma vez Jungeun se encontrava perdida no lindo sorriso da Jung, não se lembrava exatamente o motivo da garota estar sorrindo agora, mas estava amando vê-la sorrir, na verdade não se lembrava de absolutamente nada desde que a morena havia começando a acariciar sua coxa há uns quinze minutos.

—Você não é daqui, né?— Jinsoul tentara desfazer seu sorriso mas estava falhando miseravelmente, seus lábios não queria se fechar.

—Não... Sou de Cheongju. Minha tia acabou se comprar uma casa aqui, algumas quadras naquela direção.— Disse esticando o braço direito.— E você? É Daqui?

—Sou de Sejong, somos praticamente vizinhas!— Deu um empurrão na garota com o ombro mantando a distância mínima.— Seria muito ousado da minha parte roubar um beijo seu agora?— Perguntou revezando entre olhar para os lábios da Kim e os olhos da mesma.

—Ousadia seria se você não fizesse isso.— Não sabia de onde havia tirado coragem para dizer aquilo, mas estava agradecendo por tê-la e estar, nesse momento, sentindo os lábios da morena misteriosa contra os seus em um beijo lento porém necessitado, ambas estavam esperando por esse momento desde que se encontraram na pista de dança. Jinsoul apoiou as mãos na cintura da menor, puxando-a para mais perto e por um segundo Jungeun sentiu uma das mãos da garota em seu bolso, mas não ousaria interromper o momento para ver.

Quando os pulmões começaram a clamar por ar, mesmo contragosto, as garotas se separaram com selinhos e sorrisos tímidos.

—Esse foi o ponto alto da festa.— Comentou Jinsoul abrindo os olhos tendo um sorriso bobo nos lábios, mas o sorriso se desmanchou no momento em que viu o horário em seu relógio, trocando a calmaria de antes por algo simplesmente oposto.— Me desculpe por isso, mas eu preciso ir agora antes que eu vire uma abóbora!— Disse se levantando e pegando os tênis em uma das mãos. Não fez cerimônia para dar outro beijo intenso em Jungeun antes de sair as pressas.— Espero que nos encontremos de novo, Kim!— Foram as últimas palavras da garota antes de sair pelos fundos do quintal da casa.

Após se recuperar do momento de boba, Jungeun voltou a realidade e se lembrou de algo, seu bolso. Levou a canhota até o bolso e no mesmo instante sentiu algo que não era seu, era um papel, aparentemente rasgado de uma agenda já que havia um indicador dizendo três de Abril no canto inferior direto e logo no centro do papel estava escrito um número de telefone com uma caligrafia corrida porém bonita e um pequeno recado.



"Sinto que hoje foi o primeiro dia do resto da minha vida, amei te conhecer e espero poder te encontrar novamente. Me liga!"




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—Alô, Haseul, eu te acordei?— A voz de Jungeun se fez presente na linha assim que fora atendida.

Acordou! Sabe que horas são?! Eu deveria te dar uns tapar para largar de ser besta assim.— Resmungou com a voz embriagada pelo sono.

—Desculpe, é que eu preciso te agradecer.

Pelo quê?

—Por ter me feito ir aquela festa idiota ontem.

Eu disse que você me agradeceria!



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