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História A minha garota (Yuri) - Capítulo 15


Escrita por: Safira83

Capítulo 15 - Construa seu castelo de areia


Fanfic / Fanfiction A minha garota (Yuri) - Capítulo 15 - Construa seu castelo de areia

Marina surgiu na sala, e viu que Safira estava com os olhos vermelhos e tentava enxugar suas lágrimas com a manga de sua blusa 

Marina -Marina se voltou para Bruno tentando se conter

Posso te dar um abraço? -ele pergunta

Claro que pode  -ela estende seus braços na direção dele

Ho minha amiga -ainda abraçado ele passa as mãos mas suas costas- eu estou aqui pra você tá? Sempre, não iremos te deixar nunca 

Obrigada -seca suas bochechas 

Onde Bia está? -pergunta Safira

Ela ainda está dormindo na minha cama, eu deixei ela. Safira, onde está a minha bolsa? 

Eu deixei no armário da entrada

Eu vou pegar 

Pra que? 

Eu vou em um lugar 

A onde? -pergunta preocupada 

Preciso ver alguém, não se preocupe. Estarei de volta no fim do dia 

No fim do dia? 

Safira -Bruno a olha a intervindo, e após alguns minutos puderam ouvir Marina ligar o carro e sair. Safira ficou confusa, mas com o que estava acontecendo resolveu respeitar a decisão da sua irmã, mesmo estando muito preocupada 

A noite 

Marina havia prometido que estaria em casa ao final do dia, mas até aquele momento ela ainda não tinha chegado. Bruno passou o dia com Safira, ele ajudou nas tarefas, fez a refeição, e brincou com Bia, Safira ao menos uma vez tinha que confessar que ele era um cara especial. Mas ela estava inquieta, a demora de Marina afligia seu coração 

Calma Safira. Ela precisa de um tempo pra pensar em tudo, não deve estar sendo fácil estar no lugar dela -diz Bruno 

Eu sei disso, mas eu fico preocupada. Pedro não apareceu, isso deixou todo mundo frustrado, imagina ela? A minha irmã é uma mulher incrível, não merece isso. Eu juro que se eu encontrar o Pedro na minha frente, eu... Eu não sei nem o que fazer -Safira queria sentir raiva e ódio, mas diante da situação não conseguia sentir nada além de tristeza e dor. Marina chegou em casa, eles a olharam em silêncio esperando que ela dissesse algo 

Eu preciso conversar com vocês -Ela os chamou para conversar na cozinha, eles se sentaram na mesa calados, prontos pra ouvir o que ela teria a dizer- eu passei praticamente o dia inteiro com alguém especial -ela mechia constantemente nas chaves do carro, tentando achar palavras- essa pessoa me disse coisas que me fizeram olhar além, se é que me entendem. Mas eu quero dizer, é que  independente do tempo que eu fique aqui, que por mais que seja difícil, preciso que vocês continuem firmes, assim como eu estou decidida a ficar. Sejamos fortes, até o último momento, por mim, e pela Bia, principalmente por ela, vamos contar pra ela na hora certa, ela só saberá na hora certa. Eu estou me sentindo bem, e acho que isso é um sinal de que eu devo talvez aproveitar o que me resta... -Marina pega na mão de Safira e Bruno- Posso contar com a ajuda de vocês? 

Claro que sim, estamos contigo -Bruno responde, Marina olha para Safira esperando que ela falasse, mas Safira soltou sua mão e se levantou rapidamente 

Safira -Bruno a chama 

Não Bruno, deixa ela ir, Safira precisa de um tempo -Safira pegou seu casaco, e saiu de casa pra caminhar e esperava que ninguém a acompanhasse. Ela não se conformava, por que aquilo? Por que com sua irmã? Uma mulher tão boa, tão gentil, nunca fez mal a ninguém, por que de novo a vida estava colocando sua fé a prova? 

Minutos depois 

Safira passou em um bar, comprou uma carteira de cigarro, caminhou até chegar em uma pequena praça vazia, e se sentou em um banco. Fazia meses que não fumava, mas pelos últimos acontecimentos precisava de algo que tirasse seu estresse. Mais uma vez, Safira perguntava para o que diziam ser o onipotente, do por que ele estava deixando aquilo acontecer, ela nunca tinha deixado de acreditar em Deus até aquele momento. Ver a sua irmã conformada com a morte tirava a sua paz, por que se conformar com algo que não é pra você? Cada trago, era um pensamento, uma lágrima, uma paranóia. Ela olhou para o céu estrelado, e não viu a mesma beleza que via antes, uma estrela cadente rasgou o céu, mas ali já não acreditava mais em desejo. Se é tirado tudo de uma pessoa dessa forma, por que ela ainda teria que ter fé? Ficou em silêncio, com os olhos fechados, e tudo que  queria era sumir 

10:00 horas da noite 

Sentia sua cabeça doer, e seus olhos inchados do quanto tinha chorado. Quando entrou em casa, e olhou para Marina viu outra mulher. Uma mulher calma, plena, e mais forte que ela mesma estava na sua frente, bastou que seus olhos se cruzassem que um abraço entre elas se fez.

Me perdoa minha irmã -diz Safira- eu nunca mais vou soltar a sua mão, nunca mais -Marina beijou seu rosto e a braçou novamente. O que as duas mais queriam era ficar ali unidas para todo o sempre, mas o sempre não mais existia, o sempre poderia ser naquela noite, ou amanhã, ou quem sabe daqui há alguns anos, o poder estava nas mãos do tempo, e ele corria rapidamente 

Dia seguinte 

Safira procurou forças e caiu em si, precisava ajudar a sua irmã a fazer tudo que ela sentisse vontade, até o último instante. Elas organizaram ir há praia, pela primeira vez Marina mentiu para a diretora do colégio de sua filha dizendo que a menina não poderia ir por que não se sentia bem, ela não sentiu remoroso pois o que estava fazendo não faria mal algum, pelo contrário. Na mesa do café, as três conversavam empolgadas a respeito 

Eu que ver os peixinhos, fazer castelo de areia, e beber água salgadinha! -diz empolgada 

Pode tudo, menos beber água salgada -fala Safira

Tem vários peixinhos pra gente ver! Você vai amar -diz Marina  

Bia, você não pode se esquecer de levar a bola de praia tá? -diz Safira 

Tá bom 

Já terminou seu café? -Pergunta Marina 

Sim! -responde Bia 

Então vai lá arrumar suas coisas, biquíni, chapéu, óculos -a menina sai correndo- e não esquece do protetor! - Safira a olhava com admiração- vamos aproveitar hoje!

Com quem você esteve ontem? Você está tão diferente, pra melhor é claro -Pergunta Safira

Alguém que me disse palavras muito importantes, e que com certeza sabia o que estava dizendo, e eu não sei como agradecer a essa pessoa pelas palavras dela, que acalmaram o meu coração -Safira ficou meditando a respeito do que Marina tinha lhe dito, ela não foi específica nem nada, mas não estava mais com o semblante negativo, Safira não dizia mas sempre admirou sua irmã, pela sua força e coragem

9:00 horas da manhã

Elas decidiram ir em uma das melhores praias, mas também uma das mais movimentadas da cidade, era gostoso sentir a brisa bater, e já fazia um bom tempo que Marina não pisava os pés na areia, ver as crianças brincando, as pessoas bebendo sentadas na areia e se divertindo, os passantes caminhando pela ciclovia. Se sentaram debaixo de uma sombra como os outros, a pequena menina brincava um pouco a frente com um balde e areia, e as duas estavam sentadas tomando água de coco observando a movimentação

Fazia tanto tempo que eu não fazia isso -diz Marina 

Você se lembra quando éramos pequenas? A gente ia na praia e não queria voltar mais

A mamãe tinha que chamar várias vezes, não sei como não viramos uns peixinhos

Eu ficava com os dedos todos enrrugados! O cabelo ficava até áspero por causa do sal da água 

Mas era bom de mais 

E como, a gente era feliz e não sabia 

Enquanto sentadas conversavam sobres os tempos de escola, era divertido relembrar o tempo que se foi

Mamãe! -Bia corre em sua direção a chamando- vamos pra água! Vamos! 

Elas concordaram, e apostaram uma corrida da areia até a margem do mar, a água estava cristalina, e tinha uma imensidão de conchinhas brancas que faziam um contraste com a cor da areia. Ver Marina rir  enquanto brincava com Bia na água, confortava o coração de Safira, energias positivas as rodeavam, e isso era a coisa mais importante pra ela naquele momento, ver sua irmã sorrir diante de uma situação como aquela, a fez repensar suas atitudes, talvez agora Safira precisasse começar a trilhar um caminho diferente 



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