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História A minha garota (Yuri) - Capítulo 17


Escrita por: Safira83

Notas do Autor


Me perdoem a demora pra postar, estou cheia de tarefas, mas prometo não demorar mais ♥️

Boa leitura!!

Capítulo 17 - Troca de farpas


Fanfic / Fanfiction A minha garota (Yuri) - Capítulo 17 - Troca de farpas

Dois dias depois

Marina e Safira se organizavam para a breve viajem pro interior. O aviso de uma visita deixou seus tios alegres, pois já fazia um bom tempo que não se viam. A família sempre foi algo importante para ambos, mas com o falecimento da mãe de Safira os parentes se distanciaram. Safira estava no seu quarto em cima da cama terminando de arrumar uma mochila prática, apenas com algumas peças de roupas e objetos necessários. Enquanto fechava sua bolsa, lembranças rápidas da viajem que fez com Carla vieram a tona, era prazeroso e ao mesmo tempo doloroso pra Safira lembrar desses momentos. Derrepente ela é brutalmente interrompida por batidas na porta

Entra -comanda Safira

Ei como tá indo? Já arrumou tudo? -diz Marina entrando no quarto

Sim, já terminei

Coloquei as minhas coisas e as da Bia no carro. Vou preparar uns lanches e pegar umas garrafas de água mineral pro caminho, você me ajuda?

Claro

Duas horas depois 

As três estavam na estrada, e no caminho cantavam músicas familiares pra descontrair, e comiam lanchinhos pra matar o tempo

Safira off

Carla on

Carla tomava um chá com seu pai no enorme jardim da mansão de sua família. O dia era bom, o sol estava agradável, e trocar palavras com Charles era adorável

Marcela está te divertindo? -pergunta ele

Não há como não se divertir junto com ela, é um ícone

Ela não tem muito juízo, mas gosta de você

Pelo menos eu sei que posso contar com ela e com você papai, por que com as outras pessoas desta casa ...

Que lindo dia não é mesmo Charles? -Adelina caminhava pelo jardim em direção a eles- você está feliz agora que está ao lado da sua filhinha amada?

Não pareço feliz pra você?

O jantar glamouroso que você propôs, pra mim foi mais que suficiente

Aliás, me tire uma simples dúvida, por que você parece um fantasma que ficava sumindo e aparecendo no meio das conversas? Você não tem mais nada pra fazer Adelina?

Está casa também é minha, tenho direito de transitar onde eu quiser. Você e Marcela levaram Carla para todos os lados, nem me deixaram ter um tempo com a minha própria filha -Adelina apoia as mãos nas costas da cadeira de Charles, olhando para Carla

Eu vim aqui para ver o meu pai, não você

Mas o que é isso? Eu gosto tanto de você, sou sua mãe meu bem ...

Olha, eu já vou indo -Carla se levanta e da um beijo no rosto de Charles- tchau papai, nos vemos pela noite

Carla! -diz Adelina

Tchau minha filha -responde Charles observando sua filha sair

Ainda que estivesse em outro país bem distante do Brasil, Carla recebia e fazia diversas ligações sobre seu trabalho. Ela foi para casa, pegou seu notebook pra iniciar um longo trabalho a distância. E finalmente o silêncio que tanto precisava

Há não! Não quero acreditar que você está trabalhando -Marcela entra na sala observando Carla focada em cima da mesa

Acredite se quiser -responde ela

Ho Carla, por que não faz desta viajem umas férias?

Eu já estou fazendo, mas não posso largar tudo no Brasil por completo

Claro que pode -Marcela empurra seu notebook da mesa e se senta no colo de Carla com as pernas abertas de frente para a mesma- se quiser é claro -ela massageou sua nuca brincando com seu cabelo- você gosta? Eu vou te fazer esquecer desse trabalho todo -disse em voz baixa no pé do seu ouvido

Admiro seu esforço, mas o que eu preciso agora é trabalhar

Na cama sim, eu sei -ela aproxima seu rosto e tenta beija-la mas Carla recusa- há tá bom, ok, eu já entendi -se levanta rapidamente abaixando a guarda- qual foi hein? Eu era irresistível, o que há de errado? -Carla sorri- já sei, é essa Brasileira que roubou seu corpinho de mim

Ninguém roubou nada de você tá?

Roubou sim, e você ainda não ligou pra ela? Carla você tem que falar com essa mulher

Pra que? Pra ela não me atender?

Você já testou? -Carla fica em silêncio- pois vamos testar agora -Marcela pega o celular de Carla de cima da mesa procurando desesperadamente na agenda- qual o nome dela?

Eu não vou te dizer

Não tem problema, do jeito que você é eu acho em algum instante... Espera aí .... Safira! Deve ser essa aqui -Marcela espera na linha

Ela não vai atender

Calada! -Carla estava correta, Marcela chamou por um bom tempo mas não obteve nenhuma resposta- é você tem problemas -Carla se senta voltando ao seu trabalho

Eu te avisei

Carla off

Safira on

6:00 horas depois

Elas rodaram por uma longa e reta estrada de terra sem movimentações alheias, até chegarem no sítio dos seus tios. Ao ver aquela casa branca e modéstia Safira sorriu, se lembrou dos seus tempos de infância, em que corria junto com seus primos brincando, e se sentiu feliz. Um velho senhor barrigudo saiu na porta para recebê-las, era seu tio Cícero

Marina! -diz ele com um ar simpático

Tio Cícero, que saudade! -Marina desce do carro e corre para seu abraço

Os tios de Marina e Safira a receberam muito bem, elas tiraram suas coisas do carro e foram convidadas a entrar na residência, que parecia não ter mudado com o passar dos anos. Sua tia logo chamou para que fizessem uma refeição pra repor suas energias, e assim que entraram na cozinha uma mesa farta estava diante de seus olhos

Bia está tão grande, é impressionante como o tempo passa rápido! Me lembro que peguei ela ainda bebezinha no colo, e agora está enorme -diz sua tia Carmelita olhando para Bia que devorava um pedaço de bolo de leite

Eu que achei que vocês não aparecessem tão cedo por aqui -Cícero fala

E onde está o seu marido Marina? Como era o nome dele mesmo... É eu não me lembro... João? Não eu acho que era ...

O nome dele é Pedro tia -diz Marina tentando se concertar- ele não pôde vir por conta do trabalho

Há entendo, que bom que vocês ainda estão juntos

Vocês ainda tomam conta do sítio sozinhos? -pergunta Safira tentando mudar de assunto

Não, o trabalho aumentou muito depois que seus primos se foram. Tem alguns funcionários pra cuidar dos animais e da plantação -explica Cícero

E quem nos ajuda muito também é a Sheila, ela é uma menina muito boa, vocês vão gostar dela

Sheila? -Safira fala

Ela é filha de uma falecida amiga minha. Vocês não se lembram muito dela, mas ela cresceu junto com vocês. E deve chegar a qualquer momento, eu pedi pra ela comprar umas coisas -uma vez dito o nome da tal moça, eles ouviram um carro estacionar na frente da casa

Por falar nela -diz Cícero

Segundos depois uma mulher entrou com sacolas nas mãos

Olá! Boa noite -cumprimenta Sheila

Sheila quero te apresentar as minhas sobrinhas, Marina e Safira. E essa bonequinha é a filha da Marina

Estávamos falando de você agora, tudo bem? -Safira fala

Tudo ótimo, saibam que seus tios são como pais para mim. Eles cuidam de mim e eu cuido deles, sempre foi assim

Ela estava nos contando, que bom saber que você cuida deles, creio que vamos nos dar bem -Marina diz

Os costumes do sítio eram outros, eles dormiam cedo para acordar cedo pela manhã no dia seguinte, então assim que terminaram de comer se organizaram para deitar e dormir. Marina e Bia ficaram juntas em um pequeno quarto, e Safira teve que dormir em um quarto junto com Sheila, onde havia duas camas. Sheila aparentava ser uma mulher simpática e gentil, então Safira se sentiu a vontade com a idéia de dormir no mesmo quarto que ela

Dia seguinte

6:00 horas da manhã

Safira acordou bem cedo, mas reparou que Sheila já havia levantado mais cedo que ela e já tinha feito sua cama. Ela foi para a cozinha onde também não encontrou ninguém, ao sair para a varanda avistou Sheila com um enorme balde de alumínio cheio de leite

Bom dia Safira -diz Sheila

Bom dia, você acorda bem cedo não é? Onde está Marina e Bia?

Elas saíram com Cícero e Carmelita -Sheila se dirigiu até a cozinha e Safira a seguiu- o dia ta ótimo, quer dar uma volta comigo? Vou te mostrar uns lugares

Sim, só preciso tomar um bom cafézinho

Elas prepararam o café, e após comerem, Safira trocou de roupa e acompanhou Sheila. Elas caminharam pelo sítio onde tinha uma diversidade de animas, cavalos, galinhas, porcos, cabras, e plantações de legumes e frutas, um pomar com vários pés de laranjeiras e limão também, Safira pegou uma cesta para colher as laranjas e fazer uma deliciosa jarra de suco para o almoço. Enquanto coliam  frutas e alguns legumes, elas conversavam, Sheila era espirituosa e divertida, e Safira gostou de conversar e passar um tempo junto a ela

Safira off

Carla on

9:00 horas da manhã

Sentada em uma cadeira na sacada de sua casa, Carla tomava uma dose forte de whisky pra aliviar a tensão. Sentiu o vento gelado no seu rosto, e o sol queimar um pouco da sua pele

Carla -a voz de Adelina ecoou na sua mente, ela sentiu a sua mão no seu ombro

O que quer? -pergunta Carla ainda observando a paisagem a sua frente

Apenas conversar filha -Adelina se senta na cadeira ao seu lado- passamos tanto tempo sem nos falar -Carla continua em silêncio sem interesse na conversa de sua mãe, e então Adelina procura um assunto- você está tão linda, puxou a mim é claro. Sei que você adora ao Charles mas, você tem que confessar que puxou sua beleza a minha é claro... -sem ser correspondida Adelina olha para o chão procurando palavras- suas irmãs querem um tempo para conversar com você, o que você acha? Podemos fazer compras, ir nos restaurantes maravilhosos daqui, que eu tenho certeza que você vai adorar, toma um bom e caro vinho que eu sei que você gosta, vamos nos divertir -Carla olha para cima com um sorriso sádico, ela sabia que era mais algum truque de sua mãe, e então Adelina a olhou confusa. Carla direcionou seu olhar ainda sorrindo para ela, seus olhos percorreram dos seus pés a cabeça

Por que você ainda está aqui? -Pergunta Carla

Não consigo te entender filha

Você sabe o significado dessa palavra? Filha? -Adelina continua a olhando- ou melhor, você sabe o significado da palavra mãe? Você me faz sorrir Adelina, com essas doce palavras, mas que não valem nada. Mas você está certa, tenho que admitir isso, eu sou igual a você sim. Sem sentimentos, sem escrúpulos, não foi assim que você me criou? Para ser a tua bonequinha de porcelana? Eu não sou burra, sei que você não gosta de mim, e ta tudo bem por que eu também te odeio -a máscara fajuta de Adelina caiu, ela desfez o semblante de mamãe boazinha e se mostrou como realmente era. Uma mulher má e autoritária

Então o que você veio fazer aqui Carla? Veio acabar com a minha vida? Com a vida das minhas filhas?! Vai, fala logo! Você sabe muito bem que Charles faria de tudo por você, ele te mandou vir pra cá? Foi isso?! Fala sua disgraçada! Você quer tirar o que me resta para mim e suas irmãs! Eu sei que é isso! Você nos odeia, e quer acabar com nós!

Eu não lhe devo satisfações do que eu vim fazer aqui, vá pro inferno Adelina -Carla se levanta

Claro que me deve! Eu te coloquei neste mundo, te carreguei aqui! -Adelina se levanta confrontando seus rostos, olho a olho

É, você me colocou neste mundo. Mas só me colocou, faltou o essencial, amor e carinho. Mas eu nunca precisei mendigar nada pra você, eu consegui tudo sem você, muito mais que você e suas filhas juntas!

Cuidado, eu posso te tirar tudo Carla. Você pode perder tudo de novo, como perdeu há um tempo. Sei que você não é a mesma desde que (nome da menina) morreu, eu posso mandar te tirar tudo, é só você atrapalhar meus planos -com uma de suas mãos Carla pega no pescoço de Adelina, ela sabe exatamente onde agarrar, e ao ouvir o nome de sua filha ela aperta com força- será que matar mãe é pecado? Eu acho que não, não tenho religião e muito menos mãe -ainda com a força do seu braço ela dirige o corpo de sua mãe para o parapeito da sacada ameaçando empurra-la para baixo- gosta de estar aí Adelina? Aprecie -Adelina tentava se soltar mas era em vão, seu rosto já mudava de cor pela falta de ar e Carla parecia não desistir- eu já recuei duas vezes pra matar alguém, confesso que não é bom, uma sensação de impotência sabe? Não sei se você entende, gosto de fazer o serviço completo -os olhos de Adelina queriam saltar para fora, ela tenta falar algo mas saiam apenas engasgos, ela desejou estar longe de Carla na quele momento



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