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História A Minha Luz ( Oikawa ) - Capítulo 10


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Notas do Autor


Foi mal a demora aí! Eu tive alguns problemas, mas vou continuar postando 😉❣

Capítulo 10 - Cap 11 - Surpresa! -


Fanfic / Fanfiction A Minha Luz ( Oikawa ) - Capítulo 10 - Cap 11 - Surpresa! -

Acordei com o sol batendo no meu rosto, maldita hora que eu esqueci de fechar a cortina.

Vesti a primeira roupa de sair que achei no meu closet e desci as escadas indo direto para a cozinha, não me surpreendi ao encontrar Hajime preparando o café.

- Bom dia, por que acordou tão cedo?

- Ue, vocês não tem jogo hoje?

- É só daqui 2 horas e duvido que você soubesse disso. Deixou a cortina aberta?

Assenti revirando os olhos.

- E onde está o Oikawa?

- Saiu mais cedo para treinar, ele estava meio estranho, aconteceu alguma coisa?

A noite passada me veio em mente, a hora que eu fui dormir estava tudo bem com ele... Eu acho.

Ele não pode te ficado estranho apenas pelo o que eu disse, certo?

- Até onde eu lembro não...

- Por que parece que nem você mesma acredita em suas palavras?

Me servi com as panquecas que ele havia acabado de fazer, evitando o máximo de contato visual.

- Kamui.

- Olha, talvez eu tenha dito algo...

Contei para ele sobre a minha conversa com Oikawa, ele ficou sério e me deu as costas indo para a porta, enfiei uma panqueca inteira na boca e o segui.

- Eu disse algo errado?

- Você literalmente dispensou Oikawa sem piedade alguma.

- Foi isso que eu fiz?

Ele me olhou por cima do ombro sério e logo arqueou a sobrancelha, ele parece desacreditado.

- Eu não sou boa com as palavras, ok? Eu gosto dele, mas nós realmente não estamos namorando e eu nem sei se estou pronta para um relacionamento.

- Se realmente não está pronta para um relacionamento sério com ele acho melhor se afastar, não quero você machucando ele.

- Hajime, sem querer ofender, mas você não pode pedir para me afastar de Oikawa.

Ele parou de andar e ficou a minha frente, me olhando se cima de um jeito superior.

- Eu posso, porque Oikawa é o meu melhor amigo e eu não quero que aconteça com ele o mesmo que aconteceu comigo.

- E o que aconteceu com você?

- Não acho que isso seja da sua conta.

Ai que frieza.

- Então se você realmente gosta do Oikawa, tome uma atitude e quando decidir o que quer você vai até ele, mas por hoje eu acho melhor você não ver ele.

- Está querendo que eu não vá ao jogo?

- Exatamente.

- Isso é ridículo, Hajime!

- Não, não é. Eu só quero proteger uma pessoa importante para mim, então me diga, você vai ficar com o Oikawa?

Ficar com aquele cabeça oca é o que eu mais quero, mas tem tantos problemas, tem tanta coisa que eu não contei para eles, além de quê, a minha última relação amorosa não foi das melhores e eu ainda ando com tantas pessoas erradas...

- Você nem consegue me responder... - olhei para cima novamente - Eu gostei muito de você Kamui e realmente achei que você seria boa para o Oikawa, mas você é igu-

- Cala a boca - o cortei friamente - Não ouse terminar essa frase! O mundo não gira ao redor de você ou do Oikawa, eu também tenho meus problemas, eu também tive péssimas experiências amorosas no passado! Já passou pela sua cabeça que eu não consigo ficar com o Oikawa porque também tenho medo?!

Ele parecia finalmete ter notado a situação, ficou com um olhar tão triste que me deu até dó.

- Kamui...

- Eu não terminei! Tem muita coisa que eu ainda não contei para vocês, coisas que eu preciso contar se eu quiser realmente que vocês fiquem na minha vida e eu também preciso mudar muita coisa para vocês ficarem seguros apenas por serem meus amigos! Olha em volta! - apontei para a rua, a mesma rua em que eu quebrei meu braço e que ainda estava cheia de sangue pela calçada. Ultimamente ela anda vazia porque todos estão se recuperando das lutas - Eu estava no meio disso! E eu não quero que vocês corram perigo!

Essa situação é tão cansativa, respirei fundo e balacei a cabeça para afastar todos esses pensamentos.

- Quer saber? Esquece, Hajime. Eu vejo vocês mais tarde.

Dei as costas para ele e comecei a voltar pelo caminho que viemos.

- Não vai ver o jogo?

Ele segurou meu braço e eu parei no lugar.

- Eu não vou, não é isso que você queria? Então não enche!

- Olha... Me desculpa.

- Não quero suas desculpas, muito obrigada.

Me soltei de sua mão e continuei meu caminho. Só tem uma coisa que eu posso fazer agora.

Pov's Oikawa

No final do jogo conseguimos ganhar os dois sets, mas Iwa-chan parecia estar distraído. Depois do banho me aproximei dele.

- Iwa-chan, o que aconteceu?

- Acho que deixei a Kamui irritada, ela até mesmo não veio ao jogo.

É verdade, durante a partida eu procurei ela na arquibancada com o olhar, mas não a vi.

- O que você fez para deixá-la irritada?

-Na verdade... Eu e ela brigamos por você.

- Iwa-chan, eu agradeço, mas não sinto o mesmo por você.

Ele revirou os olhos e nós saímos do colégio.

- Não seja idiota. Eu pedi para ela não vir no jogo pelo o que ela te disse ontem a noite, ela se irritou e disse algumas coisas.

- E por que você brigou com ela pelo o que ela me disse?

Perguntei completamente confuso.

- Você estava estranho hoje de manhã, achei que tivesse sido afetado pelo o que ela disse ontem, não quero que você passe pelo o que eu passei com Asami.

Suspirei, acho que ele entendeu tudo errado.

- Eu não estava bravo com a Kam-chan, afinal ela realmente tinha razão, nós não estamos namorando. Hoje de manhã eu estava estranho porque estava pensando em como pedir a Kam-chan em namoro.

Vi ele arregalar os olhos, abri um sorriso divertido.

- Eu sei que você se preocupa por causa do que rolou com a Asami, mas a Kam-chan é diferente.

- Eu sei, entendi isso quando ela foi embora depois de discutirmos, mas mudando de assunto, como vai pedir ela em namoro?

- Eu ainda não sei.

Paramos em frente a casa de Kam-chan.

- Será que ela ainda está irritada?

Perguntei encarando a casa de longe, a luz da sala está acesa e nós podemos ver uma sombra de movendo de um lado para o outro.

- Só vamos saber se entrarmos.

- Mas a Kam-chan deve ser assustadora quando está irritada...

- Deixa de ser medroso!

Deu um tapa nas minhas costas e então caminhamos para dentro da casa.

- Kam-chan...?

Ela parou de andar e nos olhou, depois pegou uma mochila do chão.

- Peguem cada um uma mochila e vamos.

Ela passou por nós e saiu da casa.

- Nós devemos fazer o que ela pediu?

Falei baixinho para só o Iwa-chan ouvir, mas Kam-chan parece ter uma audição muito boa.

- EU NÃO PEDI, EU MANDEI!

Largamos nossas bolsas de academia e pegamos a mochila. Quando saímos para fora Kam-chan estava nos esperando em frente a um carro, seu rosto estava impassível, não dá para saber o que se passa na cabeça dela.

Colocamos as mochilas no porta-malas e Iwa-chan foi o primeiro a entrar no carro, parei em frente a Kam-chan e segurei seu rosto entre as minhas mãos.

- Está tudo bem?

Ela pôs a sua mão em cima da minha e assentiu lentamente, mas realmente parecia sincera.

- Vamos logo.

Ela pegou a minha mão e me puxou para dentro do carro com ela.

- Onde esteve a manhã toda?

Iwa-chan perguntou do banco do passageiro.

- Resolvedo algumas coisas.

Foi a única coisa que ela respondeu até chegarmos em um lugar afastado, podíamos ouvir um barulho alto e esse barulho me parece a de um helicóptero prestes a decolar.

- Onde estamos indo, Kam-chan?

Perguntei quando estávamos entrando no helicóptero.

- Só confiem em mim, tudo bem?

Ela me olhou nos olhos, não tem como não confiar.

- Algum de vocês tem medo de voar?

Negamos consecutivamente.

- Ótimo!

Colocamos os fones e nos sentamos lado a lado. Quando o helicóptero decolou senti um leve frio na barriga e acabei pegando a mão de Kam-chan, é a primeira vez que vôo de helicóptero.

Kam-chan não se afastou, ao contrário, ela começou a acariciar a minha mão com o polegar.

Nós chegamos um pouco mais de 30 minutos depois no telhado de um prédio MUITO alto.

Quando saímos do helicóptero tinha uma mulher nos esperando, ela estava usando roupas chiques e formais, será que é a dona do prédio?

Kam-chan andou até a mulher e lhe abraçou.

- Será alguma tia da Kam-chan?

- Acho que não, mas parecem próximas, além do mais, isso não é o mais importante por agora, porque ela nos trouxe para Tóquio?

Não tive tempo de responder alguma coisa já que Kam-chan voltou para perto de nós com a mulher.

- Está é a Sayuri Mahina. Senhorita Sayuri, estes são Iwaizumi Hajime e Tooru Oikawa.

- É um prazer conhecer os amigos de Kamui.

Ela estendeu uma mão para Iwa-chan e depois para mim.

- O prazer é nosso.

Eu falei por falar, nem sei o que fazer agora.

- Me sigam meninos.

Nós fizemos o que Kam-chan pediu e a seguimos até uma sala enorme com janelas grandes, a vista daqui é incrível, deve ser incrivel a noite, apesar de que já está anoitecendo.

- Precisa de mais alguma coisa, Senhorita Katayama?

- Não, muito obrigada. Pode se retirar.

A moça assentiu e saiu, eu fiquei parado na entrada sem entender nada enquanto Kam-chan sentava na cadeira.

O que tá rolando aqui? E por que a moça chamou ela por um sobrenome diferente?

- Kamui...

- Eu sei, Hajime. Essa é uma das coisas que eu preciso contar - ela respirou fundo e voltou a olhar para nós - Meu nome é Katayama Kamui, sou CEO dessa empresa desde que o meu pai morreu, é para cá que eu venho quando sumo por dias.

Cai sentado no sofá. Por essa eu não esperava. Kam-chan já tem a vida praticamente feita, ela estuda, se diverte e trabalha. Eu estou apaixonado pela garota mais incrível do mundo, agora que vai ficar difícil para pedir ela em namoro...

- Você está brincando, não é Kamui?

- Estou falando completamente sério, Hajime. Acredite ou não.

Ela passou o olhar pela mesa e se endireitou na cadeira.

- Eu explico melhor para vocês daqui a pouco, tenho que resolver algumas coisas.

Ela realmente está falando sério...

- Você ainda está com o braço quebrado, não quer ajuda?

Iwa-chan perguntou se aproximando da mesa de Kam-chan, acho que ele ainda se sente culpado pelo jeito que falou com ela mais cedo, mas a Kam-chan é complicada. Ela abriu um sorriso sarcástico.

- Eu sempre usei apenas uma mão para escrever, então não, muito obrigada.

Ela começou a trabalhar em silêncio, mas ainda está meio difícil de acreditar que isso tudo é realmente verdade.

Iwa-chan sentou ao meu lado e ele parecia meio bravo, mas não acho que seja com a Kam-chan, deve ser consigo mesmo, mas acho melhor deixar ele pensar em silêncio por enquanto. Me levantei e andei até a mesa Kam-chan timidamente. Provavelmente vou atrapalhar mas...

- Kam-chan, não acha que foi um pouco grossa?

- Eu não acho, tenho certeza que fui muito grossa, mas eu sou assim, não falo por maldade.

Ela não se deu ai trabalho de olhar para mim, acho melhor parar de atrapalhar. Quando eu ia me afastar ela parou de escreve e segurou meu pulso.

- Fica aqui, gosto da sua companhia.

Sorri para ela e me sentei em cima de sua mesa, ela pareceu não ter se importado. Ela voltou a escrever e eu fiquei observando. É incrível como ela está séria e concentrada, não esperava isso da Kam-chan.

Alguns minutos mais tarde uma moça entrou na sala com uma bandeja de prata, o que era estranho é que só tinha um vidrinho no meio da bandeja e um copo de água, não podia ter trazido isso nas mãos?

- Senhorita Katayama, a senhora Saiyuri pediu para trazer o seu remédio.

A moça deixou o remédio e a água na mesa da Kam-chan, mas ela nem se deu o trabalho de olhar, belisquei levemente seu braço.

- Tooru!

- Toma o seu remédio!

Ela fez cara feia, mas obedeceu. Não contive um sorriso ao perceber que ela havia me chamado pelo primeiro nome. A moça que trouxe o remédio ficou intercalando o olhar entre mim e a Kam-chan.

- Pronto. Querem alguma coisa?

- Um refrigerante.

Iwa-chan disse sem nos olhar, ele estava jogado no sofá olhando fixamente para o teto. Que folgado.

- E você Tooru?

- O mesmo que o Iwa-chan.

- Tá bom. Me traga 3 refrigerantes por favor.

A moça pareceu ter ouvido, mas não conseguia parar de olhar para mim e para Iwa-chan, será que é tão estranho assim nós estarmos aqui com a Kam-chan?

- Você ouviu?

Kam-chan perguntou serena, coisa que não é do seu feitio, geralmente ela é bem grossa.

- Sim senhora, já trago.

Ela saiu parecendo meio atordoada.

- Ei, tá tudo bem com a moça?

Perguntei baixinho para só a Kam-chan ouvir.

- Com a minha secretaria? Sim, está. Ela deve ter estranhado ver vocês aqui.

- Por que?

- Porque vocês são as primeiras pessoas que trago aqui e que me tratam como igual.

Ela respondeu ainda sem me olhar. Tratar como igual? Será que ela está falando isso porque eu beslisquei ela?

- Entendi.

- Ei Kamui, por que o remédio?

Iwa-chan perguntou.

- Para aliviar a dor do meu braço, nada de mais.

Depois disso ficamos em silêncio até a moça voltar, Kam-chan suspirou e parou de assinar as coisas.

A moça nos entregou nossos refrigerantes e eu agradeci com um sorriso.

- Mais alguma coisa, senhorita?

- Não, apenas diga a Saiyuri-san que já estou de saída.

- Sim senhora.

Novamente ela saiu e eu acompanhei ela com o olhar, logo quando a porta fechou senti um tapa na minha nuca.

- Ai ai ai!

Olhei para o lado e Kam-chan já estava de pé.

- Por que me bateu?

- Porque eu quis. Vamos, tenho uma surpresa para você.

Ela agarrou minha mão e me puxou para descer de sua mesa.

- E eu?

- Vem junto, mas para você não tem surpresa.

Ela respondeu mostrando a língua. Ela pode ser bem infantil quando quer.

Nós entramos em um carro preto e chegamos em um prédio, não é tão alto quando o da Kam-chan, mas deve ser porque é um hotel, um hotel bem chique para falar a verdade.

- Vá para o quarto, Hajime, a mochila já está lá - ela jogou uma chave para Iwa-chan - Eu vou dar a surpresa de Tooru.

Ela não esperou uma reposta e me puxou para dentro do elevador. É seguro dizer que eu estou morrendo de medo por causa dessa surpresa, vai saber o que essa louca está aprontando, pode estar querendo pular de paraquedas do alto do prédio ou algo ainda mais perigoso.

- Nós não vamos pular do prédio, se é isso que está pensando.

- Bom, não....

" Não exatamente " completei na minha cabeça. O elevador estava chegando no último andar.

- Pronto?

Neguei e ela riu. Quando a porta do elevador abriu eu não pude deixar de arregalar os olhos.

- Isso é...



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