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História A minha namorada é de outro mundo. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Rooi, como estão??

Capítulo 4 - Três ratos.


- Aí, certeza que vai ficar bem??? - esse era a décima vez que eu perguntava para a Ayla se ficaria bem sozinha.

- Larissa, eu vou ficar bem sim. - ela inflou as bochechas. - Não é como se eu fosse desaparecer.

- Ah, ok ok. Bom... É, você sabe onde tem comida, por favor, não coma tudo. Se quiser tomar banho, sabe onde está as toalhas e suas roupas. A TV tá nos canais de desenhos, se quiser colocar filme, sabe onde fica, né? Também qualq...

- Para de me tratar como uma criança!

- Você é como uma. - ela revirou os olhos. - Tá bom, tá bom. Acho que eu volto às 18:00 horas. 

-Eu nem sei quando é esse dia.T

Temmuitas coisas que ela ainda não sabe, ela disse que as horas é diferente no mundo dela, e que eu não iria entender, ora, claro que eu iria!!

- Não é dia, ah, deixa quieto. - fiquei meio apreensiva em deixar ela.

- Você não vai ficar um ano fora. Ou vai!??

- Não, claro que não, é que, ah sei lá. - suspirei e dei um sorriso. - Se quiser conversar comigo, pode...

Ela cortou minha fala e fez uma pose entediada.

- Eu sei, eu sei. Posso entrar já sua mente e blá blá blá. Eu sei me cuidar. - arqueei uma sobrancelha. - Na maioria das vezes...

- Okay, eu estou indo. - fiz um bico, mas ainda estava no mesmo lugar.

Suspirei de novo e dei um abraço nela, que ficou parada sem reação, acho que ela não é de abraços...

Sai de carro e senti como se alguém estivesse me protegendo, sorri por isso. Chegando no trabalho, foi um saco. Eu devia ter feito faculdade de gastronomia, não que eu não gosto de desenhar, eu amo, mas já perdeu a graça, bom, ainda tem tempo de eu entrar na faculdade.

O tempo passou super rápido, e eu agradeci por isso. Antes de ir embora, eu passei no mercado comprar doce e comida para mim e para a Ayla.

Acho que eu estou mais feliz com a chegada da Ayla, antes era só, trabalho, casa, trabalho, casa. Agora que ela chegou, ela faz eu sair mais, rir das perguntas dela, como ela não sabia o que era um vaso sanitário?

Cheguei em casa e estranhei pela casa estar com todas as luzes acesas, aí meu Deus, o que a Ayla fez? 

-Ayla, eu chegue... - abri a boca e fiquei de cara com o que ela fez.

Estava tudo, tudo bagunçado, a mesa estava virada, todas as minhas toalhas esparramadas pela casa, um monte de patas nas paredes, e até o teto, tinha uma caixa de cereal toda roida. Olhei para o lado e vi a Ayla em sua forma de raposa e com três ratos, eu não tô acreditando nisso.

- Oiii, Lali. Eu trouxe esses bichos estranhos para você, como agradecimento. - ela disse abanando a cauda. - Eles devem ficar bom de fritar. - se não fosse pela casa toda bagunçada, eu até acharia ela fofa, mas eu estava brava. - Não gostou? - ela disse se encolhendo e fazendo cara de cachorro pidão.

- Ayla!!????? Olha o que você fez com a casa! Está tudo bagunçado. Minha casa branca, agora esta marrom! Sorte que a mesa não é de vidro, porque se fosse, você ia catar caco por caco, sem usar seus poderes. - cada palavra que eu dissera ela se encolhia mais. - E eu não sou uma gata para comer rato! - ela choramingou.

- Mas eu pensei que você iria gostar...

- Não, eu não gostei, nem um pouco! - disse brava. - Acho bom TUDO estar arrumado, quando eu sair do banho, e joga esses ratos fora, agora! - sai sem deixar ela responder.

Entrei no banheiro suspirando e fazendo uma massagem nas minhas têmporas. Será que eu fui muito grossa? Tadinha... Melhor eu me desculpar com ela depois, vai que ela me ataca.

Tomei um banho quente e coloquei um pijama. Desci as escadas e parei no batente da porta olhando para a Ayla. A cozinha e a sala estava até saindo glitter de tão limpo.

- Eu falei para você usar seus poderes? - falei brincando e ela abaixou as orelhas. - Tô brincando boba. Desculpa por gritar com você. Mas poxa, você fez uma baita bagunça, sorte que eu sou boazinha.

- Boazinha, uhum... - ela falou baixo e olhos para ela. - Brincadeira, brincadeira. - ela sorriu quadrado. - Mas você não gostou mesmo dos bichinhos? 

- Ah claro, amei, huh! - fiz um coraçãozinho com a mão.

- Você está sendo irônica? - ela disse confusa. - É um pouco difícil de entender você.

- Óbvio que estou sendo irônica. Ratos são nojentos. Aliás, vai tomar banho agora!

- Esses bichos são ratos? - concordei. - Uau, aqui eles são tão fofinhos, e adoráveis. Em Pusa, eles são enormes e totalmente diferente. - me arrepirei só de escutar isso.

- Banho, agora. - ela foi com um bico, sorri com isso.

Fiquei com um sorriso na cara por uns bons minutos. Comecei a fazer comida para nós, fiz macarronada e fiz uma sobremesa com os doce que havia comprado.

- AYLA, EU NÃO SOU DONA DA SANEPAR, NÃO. - gritei, eu terminei quase tudo e essa menina está no banho ainda? Misericórdia.

Coloquei o doce no congelador e arrumei a mesa, para comermos.

- Desculpa a demora, eu gosto de água. - ela fez uma cara fofa.

- Vou comprar uma piscina para você. - falei rindo.

- O que é isso? - ela se sentou e prestou atenção em mim.

- Isso. - mostrei a foto de uma piscina para ela.

- Isso é um lago. - ela cruzou os braços.

- Não, é não. É uma piscina. - semicerreu os olhos.

- É um lago!

Como podem ver, ficamos nisso por dois minutos.

- É uma piscina!! Você ta no trabalho planeta, então isso se chama piscina, e pronto! 

-Pra mim ainda se parece um lago...

- Quer ficar sem doce!? - falei de forma ameaçadora.

- Não, não, não! - ela se levantou com um pulo. - Tudo menos doce. Tô sentindo o cheiro dele, e estou com vontade de comer, então, por favor, deixe-me comer esse doce com um cheiro esquisito bom. - ela juntou as mãos e fez a carinha do gato de botas.

- Golpe baixo... - fiz bico. - Vamos comer macarrão primeiro. - ela sorriu e colocou quase a metade do macarrão no prato, na verdade, quase tudo. - Eu também vou comer! - escutei uma risadinha e ela devolveu um pouco do macarrão pra panela.

Comemos brincando, ela não para quieta com a comida, se lambuzou toda fazendo bigode com macarrão. Depois ela fez um negócio com o suco e ele flutuou, DO NADA.

- Deve ser macumba. Deus, livra de mim, amém. - fiz uma cruz e começamos a rir.

Sabe aquele negócio que, você joga e eu mordo? Então, a Ayla não parava de me pedir isso, então eu fiz, mas ela roubou, estava usando seus poderes.

- Se fizer isso de novo, eu corto seu rabo. - ela agarrou a cauda com rapidez. - Vamos de novo, se conseguir, sem os poderes, eu te levo para o parque amanhã, fechado?

- Eu não sei o que é isso, mas pelo seus pensamentos, isso deve ser legal, fechado! - peguei uma almôndega e joguei no alto, ela correu e deu um salto, pegou a almôndega com a boca, e caiu rolando. - Consegui!!

- Se amanhã, eu chegar em casa e estiver tudo bagunçado de novo, eu não te levo no parque. - ela concordou balançando a cabeça bem rápido.

Comemos mais, principalmente almôndegas, eu fiz várias, e a Ayla quase comeu tudo, mas de boas.

Sabe quando você sente uma felicidade estranha e muito confortante? Eu nunca havia me sentido assim, só quando eu era criança e estava com a minha vó. E agora que a Ayla veio, ela me deixa sem chão e com uma felicidade imensa.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Muito obrigada por ler.
Desculpa pelos erros.
Volto quando der! ^^


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