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História A missão mais difícil - Capítulo 2


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Notas do Autor


estou de volta para a felicidade de alguns e desespero da maioria!

brincadeiras a parte, aviso de desabafo:
eu sei que demorei quase um mês pra atualizar, mas foi porque aconteceu muita coisa, inclusive nada. eu ia começar a escrever esse capítulo assim que postasse o segundo de Tempo;, mas eu acabei tendo muitas ideias, e tentei trabalhar ao menos uma, só que nada deu certo, nada ficava bom. então entrei numa crise de "ai meu deus, não sei mais escrever nada que preste". a vontade de escrever só voltou a aparecer essa semana, e eu fui escrever o terceiro capítulo de Tempo;, mas a crise me pegou de novo e no impulso quebrei meu celular, ou seja, perdi tudo o que tinha escrito porque não salvo nada na nuvem.

massss estou de volta, com esse capítulo bonitinho e cheirosinho que particularmente achei melhor que o primeiro. espero que cês curtam! (e sim, vai ter mais um capítulo, o último, juro)

boa leitura! <3

Capítulo 2 - O anti-herói, a missão e o castigo


Os pais de Gabe se encontravam novamente no sofá quando uma confusão acastanhada pulou em cima deles.

“Isso é jeito de cumprimentar os seus pais, Gabe?”, Bucky o repreendeu, levando um tapa no braço em seguida de Steve.

“Ei filho, como foi na escolinha hoje?”

“Normal”, Gabe disse, se encaixando entre os mais velhos.

“Só 'normal'?”, Bucky perguntou, trocando olhares desconfiados com o loiro.

“Sim”, respondeu simples, se levantando e indo para o quarto.

Nenhum dos três tocou no assunto Capitão América depois do dia do incidente na escolinha e da promessa de uma foto da criança com o super-herói. Steve e Bucky mudaram seus comportamentos como se estivessem em uma corda bamba, evitando toda e qualquer palavra que pudesse arremeter ao Capitão para Gabe. Sabiam que o momento de contá-lo a verdade estava mais próximo do que gostariam; que era iminente, mas adiariam até se encontrarem sem outra saída.

“Eu vou dessa vez”, Steve se pronunciou, indo para o quarto do filho.

O Rogers abriu a porta e entrou lentamente, Bucky permaneceu encostado no portal. Viram o garotinho sentado à cama na posição costumeira: abraçado às próprias pernas e olhando para a janela.

“Gabe?”, Steve tentou, “Filho, aconteceu alguma coisa que você não quer nos contar?”

A criança virou a cabeça para encará-lo, sorrindo pequeno.

“Não, papai. Foi tudo bem. Eles queriam brincar de super-herói de novo, e aí... não deixaram que eu fosse o Capitão América de novo. Mas tudo bem, sabe, papai? Eu brinquei sozinho.”

“Sozinho, meu amor?”, Steve falou num quase sussurro e se abaixou ao lado da cama, não querendo que Gabe o visse triste, tinha que ser forte pelo filho; atrás, Bucky fechava as mãos em punho fortemente.

“Sim”, continuou sorrindo, “Depois o Timmy foi brincar comigo. Ele me deixou ser o Capitão América!”

“Sério, filho? E ele foi quem?”, Bucky se aproximou, disfarçadamente consolando o loiro que tentava conter algumas poucas lágrimas com risinhos.

“O Soldado Invernal!”

“O quê?”, foi Bucky quem perguntou, assustado.

“É, ele fala que gosta de ser antes do herói.”

Bucky o olha confuso, mas o quarto é tomado pela risada de Steve.

Anti-herói, Gabe”, o loiro o corrige.

“Isso, papai! Ah, ele falou que acha que o Soldado Invernal também não toma banho.”

“O quê?”, Bucky repetiu, “Por quê?”

“Por causa do...”, Gabe gesticulou, levando as mãos à cabeça, “cabelo.”

“Qual o problema com o me-“, corrigiu-se a tempo, “com o cabelo dele?”

“Isso não importa, certo?”, Steve voltou a falar, cortando a possível resposta do garotinho, “Vamos esquecer desse assunto de heróis e seus banhos.”

“Certo...”, o Barnes concordou ainda incomodado com a fala do amiguinho do filho.

“Papai? Papa?”, Gabe disse antes que os dois cruzassem a porta para fora do quarto.

“Sim?”

“Que dia o Capitão América vem pra tirar foto comigo?”, perguntou, fazendo os dois adultos se entreolharem preocupados.

“É, eu com certeza falei disso com ele”, Steve iniciou, torcendo para que Gabe não entendesse sua ironia, “Ele disse que vem quando tiver algum tempo livre, sabe? Muitas missões...”

O rosto do pequeno Rogers-Barnes iluminou-se num sorriso que fez o loiro até agradecer pela enrascada em que tinha se colocado.

“Tá bom! Amo vocês, papai, papa.”

“Amamos você também, garotão”, Bucky respondeu pelos dois antes de fechar a porta atrás deles, “O que tinha de errado com o meu cabelo?”

“Sério isso, Buck? Vai ficar sentido com a fala de uma criança de cinco anos?”

“Então tudo bem pra você eu deixar meu cabelo crescer de novo?”, perguntou, não recebendo nenhuma resposta, “Você gostava do meu cabelo comprido?”, permaneceu sem resposta, “Por que nunca me disse que não gostava?”

“Porque era você, e você gostava. Até hoje você esquece que cortou e tenta colocar uma mecha inexistente atrás da orelha.”

“Tudo bem, no outro dia eu te desculpei e deixei dormir no nosso quarto, mas hoje é sofá!”

“Não!”, exclamou, correndo para o quarto antes de Bucky, o deixando para o lado de fora.

“Steve!”

•••

“Steve...”

Bucky chamou-o, indo atrás do loiro que terminava de arrumar o uniforme enquanto andava para a sala.

“Outra missão? Tínhamos planos pra hoje, Stevie.”

“Eu sei”, suspirou, “Me desculpe, amor. Sabe que não posso controlar isso, mas prometo voltar o mais rápido possível.”

“Poderia dar um tempo das missões... Colocar sua família em primeiro lugar.”

Steve ajeitou o capacete e fechou-o com um click.

“Vocês são minha prioridade, Buck. Por isso saio nessas missões, pra deixar o mundo um pouco melhor pra vocês, sim?”

“Papa?”, Gabe surgiu, com as mãos esfregando os olhinhos, antes que Bucky continuasse a discussão.

“Gabe!”, o Barnes sobressaltou-se, logo depois se abaixando até ficar na altura do filho, “O que está fazendo aqui? Deveria estar dormindo ainda, kiddo.”

“Papa gritando.”

“Desculpe, Gabie, eu não percebi. Papa não queria te acordar.”

“Está brigando com o papai, papa?”, perguntou, vendo o moreno mais velho arregalar os olhos, e então olhou para cima, “Papa”, cutucou-o, “É o Capitão América?”, falou baixinho para só o seu papa escutar.

Bucky suspirou aliviado.

“É sim, filho. Seu papai não prometeu que ele viria? Então.”

Gabe sorriu, dava para notar o esforço que fazia para não gritar ou pular sobre o herói. O Barnes olhou para Steve, tentando fazê-lo falar algo.

“Ah, oi pequeno”, o Capitão entendeu o recado e tratou de se abaixar até os dois também, “Peço desculpas pela demora a vir, estive muito ocupado nos últimos dias. Pode me desculpar, huh?”

E Bucky agradeceu internamente por Steve ter lembrado de usar os malditos “erres” corridos.

“Tudo bem, papai me falou”, respondeu sorrindo, depois olhou para os lados procurando algo, “Papa, cadê o papai?”

Ops.

“Então... Gabe, certo? O seu papai é como o meu braço direito, entende? Ele começa a resolver as questões das missões antes, então ele já foi. Eu fiquei aqui só pra te dizer um oi e já vou também”, disse e se levantou.

Bucky precisaria se lembrar de também agradecer por Steve ser um ótimo ator.

“Por que você não convida o Capitão pra tomar café conosco, Gabie?”

“Pode?”, o garoto perguntou em direção a Steve, com olhinhos pidões.

“Como eu acabei de falar”, começou, as palavras saindo arrastadas entre os dentes que se cerraram quando ouviram a audácia do Barnes, “só passei mesmo pra dizer oi, não posso me atrasar mais.”

“Vem outro dia!”, Gabe pediu.

Steve assentiu, não podendo negar nada à criança.

“Papa, foto.”

“Ah, certo. Se arrumem aí”, disse, sacando o celular do bolso e apontando a câmera para os dois.

O Capitão passou o braço esquerdo pelo corpo da criança, enquanto Gabe colocou seu braço direito sobre os ombros do loiro. Sorriram.

“Pronto.”

“Bom, agora eu realmente tenho que ir. Foi bom te conhecer, Gabe”, Steve o apertou a mão e ganhou um abraço em troca, levantando-se após.

“Filho, por que não vai pro seu quarto, huh? Tenho que falar uns assuntos de adulto com o Capitão antes dele ir, ok?”

Gabe concordou, pedindo o celular antes de ir para o quarto. Os dois se dirigiram para a porta da sala.

“Nós vamos ter que contar a verdade pra ele, e logo.”

“Eu sei, vamos pensar direito nisso quando você voltar, sim?”

“Tudo bem”, falou, e então puxou Bucky para um beijo calmo, “Não demoro.”

“Eu sei, só... fique bem. Tome cuidado.”

Trocaram mais alguns selares até a porta ser fechada, sendo acompanhada do estrondo de outra porta. A do quarto de Gabe.

“Ah não...”, Bucky disse para si mesmo, indo em direção à porta, “Gabe?”, deu duas batidas leves, “Filho, está me escutando?”, tentou girar a maçaneta: trancada, “Gabe, abre essa porta!”

“Não!”

“Gabie... por favor, vamos conversar. Você tem que escutar o seu papa.”

“Sai daqui, papa!”

•••

“Fui rápido, não fui?”, Steve falou assim que entrou no apartamento com suas roupas de civil, dois dias depois.

Bucky se encontrava no sofá, a cabeça jogada sobre as costas do estofado; encarava o teto, apático até com a chegada do marido.

“Buck? Tudo bem?”, perguntou, se aproximando.

“Nosso filho me odeia”, respondeu sem emoção.

“O quê?”

“Você escutou.”

“Por que acha que ele te odeia, Buck?”, sentou-se ao seu lado.

“Steve”, arrumou melhor a postura no sofá, encarando o loiro, “ele me viu beijando o Capitão América na porta do nosso apartamento.”

“Hum? Acho que não entendi.”

“Gabe acha que eu te traí com você mesmo! Ele não fala comigo desde então! Sequer quer olhar pra mim, acredita? Eu tô tendo que deixar as refeições dele na frente da porta do quarto dele e ele só abre pra pegar quando tem certeza que eu não tô por perto!”, falou de uma vez, sentindo faltar-lhe ar, mas aliviado.

Aliviado até a risada de Steve cortar o clima.

“Não ria, Steve, é sério.”

“Eu sei, desculpa, mas eu não consigo”, e continuou rindo.

“Ele acha que sou eu e o Capitão que vamos contar algo pra ele, e que esse algo é que estamos juntos! Oh céus, isso só piora...”

“Ele está no quarto?”

“Sim, só sai pra ir ao banheiro e só quando eu não estou a vista.”

“Tudo bem, a gente vai esclarecer isso agora.”

Foram em direção ao quarto do garoto, Steve deu três batidas na madeira. Nenhuma resposta.

“Gabe? Abra, é o papai.”

E no minuto seguinte a porta foi aberta. Os dois entraram no cômodo, e Steve teve suas pernas abraçadas.

“Saudade, papai.”

“Saudade também, Gabe”, colocou o garoto em pé sobre a cama, para ficar mais próximo de sua altura, “de você e do papa”, notou o filho recuar um pouco, “Papa já me contou que você deu um gelo nele todos esses dias.”

“Eu não sabia o que fazer, só queria você de volta”, falou com a cabeça abaixada.

“Eu entendo que você esteja se sentindo enganado pelo papa, mas você tem que escutar o que ele tem pra te dizer mesmo assim, ok?”

“Mas papai, ele e o Capitão...”

“Stevie!”, Bucky cortou a fala do filho, não queria ter que escutar aquilo de novo; Steve apenas riu, abraçando Gabe.

“Ele só está me protegendo, Buck”, apertou mais o filho contra si, “Obrigado por defender o papai, Gabe.”

Afastou-se do abraço, vendo o sorriso orgulhoso estampado no rosto do pequeno Rogers-Barnes.

“Agora, você acha mesmo que o papa trairia o papai? Ou que eu trairia ele?”

Gabe apenas negou com a cabeça, envergonhado.

“Então não poderia ter tratado ele daquele jeito, filho. Papa ficou muito triste com isso.”

“Desculpa, papa”, olhou para Bucky, e depois para Steve, “Mas não faz sentido”, seus dedinhos nervosos mexiam uns nos outros enquanto o rostinho se torcia numa careta de quem tentava encaixar as peças de um quebra-cabeça.

“Papai vai te explicar”, só não sei como, pensou.

“Vai falar que você é o Capitão América?”, perguntou inocentemente.

Steve sentiu o sangue gelar e os olhos quase saltarem para fora, enquanto era a risada de Bucky que tomava o ambiente dessa vez.

“Por que... isso... do nada?”, conseguiu perguntar.

“Acho que só tem essa resposta, e até que faz sentido. O papa seria o Soldado Invernal então.”

Bucky parou de rir abruptamente.

“O quê?”

Gabe chamou-os com as mãozinhas.

“Dizem, lá na escolinha, que o Capitão América namora o Soldado Invernal, então se o papai for o Capitão América, o papa só pode ser o Soldado Invernal!”

Eles se olharam, assustados.

“Esperto e inteligente, né, Stevie?”


Notas Finais


esqueci de falarrrr, mudei a capa pela milésima vez, mas foi a última vez também, juro, acho que essa tá melhorzinha... aceitável

me deem feedbaaack, galere!!

até a próxima :D


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