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História A moça do bar - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Fiquei tão empolgado com esse início de história que não resisti em postar outro capítulo!!

Obrigado pelo carinho e feedback no primeiro capítulo <3

Boa leitura!

Capítulo 2 - Um dia atípico


Fanfic / Fanfiction A moça do bar - Capítulo 2 - Um dia atípico

O sol mal deu as caras e a morena já estava de pé, calçando seus tênis para sua corrida matinal. Colocou seus fones e iniciou sua playlist favorita. Trancou tudo em casa e saiu. Ao chegar na frente de seu prédio ela parou para se aquecer, levando as mãos até os pés, depois esticando-os. Fechou os olhos sentindo a brisa da manhã bater em seu rosto. Adorava aquela sensação, assim como o clima único que a cidade de Munique tinha naquela época do ano.

Ao iniciar sua caminhada ela não pode evitar em olhar na direção do prédio vizinho. Se perguntou quando veria aquele homem novamente. Deixando de lado seus devaneios ela inicia sua corrida cadenciada. 

No apartamento a pouco vigiado, Eren se levanta com certa dificuldade. Sua cabeça doia e ele não sabia se era pela bebida ou pela discussão que tivera com sua esposa na noite passada. O sofá que dormiu se tornava cada vez mais confortável, segundo ele. Já estava se acostumando a dormir ali. Se espreguiçou e foi até a cozinha procurar por um remédio para sua ressaca. Bufou ao não achar nada. Por sorte havia uma farmácia ali perto, então após fazer sua higiene pessoal ele seguiu até ela. 

Após pagar o farmacêutico, ele pega seus remédios e refaz seu caminho. Ao sair da farmácia Eren paralisou ao ver a mulher da última noite passando voada por ele. Jurou que a viu passar em câmera lenta. Sentiu seu perfume novamente, o mesmo que o fizera “flutuar” por alguns segundos, e deduziu que aquele era seu aroma natural. Quando o êxtase passou ele a viu seguir seu caminho sem ao menos notá-lo. Por impulso, decide correr atrás da moça, tendo bastante dificuldade em acompanhá-la devido a sua enxaqueca.

- Ei! – A chamou assim que se aproximou, mas não obteve resposta. – Oi, bom d...

Não pode prosseguir pois ao tocar seu ombro - sua tentativa de abordagem - ela se virou rapidamente devolvendo um soco certeiro em seu nariz. A mulher não viu que era ele, muito menos o ouviu por conta dos fones, pensou apenas ser um assediador de rua. 

- Você tá mesmo me seguindo? – Colocou as mãos na cintura enquanto o via se ajoelhar no chão.

- Vóçé acertã um socu no meu nãriz e nem se desculpã? – Atrapalhou-se nas palavras pois a palma de sua mão massageava o local do impacto.

- Desculpa. – Pediu com sinceridade, mas ainda com seu semblante neutro e escasso de reações. Eren debochou do seu pedido, erguendo as mãos e “louvando” aos céus. Ela pouco se importou. – Tchau.

- Espera. – Levantou-se, dando uma última conferida em seu nariz. Felizmente não havia sangue. – Quer tomar um café? – Propôs apontando para a cafeteria do outro lado da rua.

- Por que você insiste em se aproximar de mim? – Essa dúvida persistia desde a noite passada, visto que normalmente qualquer cara se afastaria dela após um fora como aquele.

- Eu não sei. – A verdade é que ele queria decifrar aquela mulher tão misteriosa, mesmo sabendo que não havia reciprocidade da parte dela.

A mulher o fita diretamente. Ele sentiu como se ela lê-se os segredos mais íntimos da sua alma.

- Mikasa. – Falou sem dar explicações, deixando-o confuso.

- Como?

- Você queria saber o meu nome ontem. – Afirmou o fazendo recordar da cena. – Me chamo Mikasa Ackerman.

Surpreendeu-se novamente com a morena. Sabia que uma hora ou outra descobriria seu nome, mas não imaginava que ela tomaria a iniciativa assim do nada.

- Então vamos, Mikasa? – Ele ergue seu braço a meia altura, esperando por uma resposta da morena para prosseguirem.

Mikasa assenti e pela primeira vez ele vê em seu rosto uma expressão mais amistosa, que dirá amigável. Atravessam a rua e se aproximam da cafeteria San Pietro, um lugarzinho bem simples mas bastante acolhedor. A morena já havia passado muito por aquele lugar, mas nunca parou para conhecer. Pela primeira vez entrara no estabelecimento, se encantando com a decoração hospitaleira e variedade de iguarias. Seguia uma dieta controlada, mas já anotou na memória que voltaria ali mais vezes para experimentar aqueles doces.

Com os pedidos em mãos a dupla concordou em se sentar do lado fora. Seria um desperdício ficar lá dentro com um clima tão agradável como o daquela manhã. Eren pediu um café amargo, imaginando que o ajudaria na ressaca, além de um pretzel. Mikasa não se conteve e pediu uma fatia da torta de maracujá que tanto a seduzia, junto com um capuccino cremoso.

- Você faz isso sempre? – Inicia uma conversa, mas a morena não entende. Ele analisa suas veste de caminhada, fazendo-a assimilar.

- Toda manhã. – Responde dando a primeira garfada em sua torta. Um grunhido de satisfação escapa enquanto ela se delicia com o doce. Envergonhou-se quando percebeu que ele ainda a olhava.

- Parece estar bom! – Comenta com um sorriso. Ela se acanha, comendo com mais rapidez. Ele achou bem fofo seu constrangimento. – O que você faz da vida?

- Sou professora. – Ele fica admirado com sua resposta. Não a imagina socializando com uma sala inteira de alunos. – Mas hoje é meu dia de folga. – Beberica seu capuccino, criando coragem para rebater sua pergunta. – E você?

- Sou advogado. – Esse era um dos chutes que ela tinha sobre a profissão dele. A outra era médico. – Fundei uma agência com meu melhor amigo assim saímos da faculdade. – Suspirou pensativo, lembrando-se da época. – Foi difícil no começo, bem difícil... Mas felizmente hoje estamos colhendo os frutos. - Mikasa ouviu tudo com complacência. Se entreteve com sua história, sentia que ele trabalhou muito para conquistar suas coisas.

Permaneceram em silêncio, desfrutando suas refeições e admirando a vista. Aproveitando que ele se distraia com a movimentação na rua, Mikasa o observa discretamente, analisando-o. O moreno tinha longos cabelos castanhos que possivelmente iam até abaixo dos ombros, mas que viviam presos a um coque a meia altura. Seus olhos esverdeados pareciam brilhar naquela manhã, assim como sua pele que ela supõe ser bem macia. Lembrou-se que ele não é muito alto, visto que eram quase da mesma altura. O Yeager é um homem bem bonito, isso ela não podia negar.

- Droga. – Praguejou olhando seu relógio. – Infelizmente eu tenho que ir. Daqui uma hora começa meu dia. – Lamentou-se por não poder ficar mais tempo. Gostava cada vez mais da companhia dela, e sentia que estavam começando uma amizade.

- Tudo bem. Eu vou terminar isso aqui. – Apontou para sua torta, que já estava na metade. Eren sorri.

- Okay. Até qualquer dia, vizinha. – Mikasa não conteve um riso fechado com seu comentário. O rapaz alegrou-se por tirar um sorriso dela, mesmo que tão breve.

- Até, vizinho.

Eren passa por ela, tocando seu ombro e se afastando. A morena sorri ao lembrar que da última vez lhe deu soco por esse mesmo gesto, mas que dessa vez achou respeitoso de sua parte. Felizmente seu nariz não havia quebrado ou coisa do tipo, mas estava bem avermelhado e possivelmente ficaria um pouco roxo daqui algumas horas. Por fim, afastou o rapaz de seus pensamentos e focou novamente na sua torta.

                                      ...

- Tô te falando cara, ela me deu um soco.

- Pelo visto ela é durona. – Armin se assustou ao ver o nariz do amigo, pensara que Historia havia lhe batido, mas se surpreendeu ainda mais quando soube a verdade. – Então agora vocês são amigos?

- Não diria assim. – Revela, um pouco desapontado. – Ela é difícil, parece que não liga nenhum pouco pra mim.

Armin, sentado de frente ao amigo em seu escritório, percebeu que Eren se importava com aquela mulher, mesmo não a conhecendo direito. Era difícil ver o amigo insistir tanto em alguém; na verdade, a última vez que fizera isso ele acabou se casando.

- A Historia te colocou no sofá de novo? – Concluiu ao vê-lo torcer o pescoço. Não era novidade para ele ver o amigo desconfortável e com dores no corpo.

- Na verdade fui eu quem quis. – Sorri fraco, massageando sua lombar. - Melhor amanhecer dolorido do que dormir ao lado dela.

Parou um pouco para pensar no que dissera. Não acreditava ainda que estava naquela situação. Seu casamento ia bem, mas no último ano isso mudou completamente. Sentia-se desgastado, mas não tinha coragem de fazer algo, ou tomar uma atitude mais radical. Armin observou que o amigo refletia sobre suas palavras, então quis mudar de assunto.

- Essa sua vizinha... – Eren volta sua atenção a ele, intrigado. – A tal da Mikasa. Acha ela bonita?

Eren não conteve o riso com a pergunta e a expressão maliciosa do amigo.

- Ela é sim. – Afirma, lembrando-se da suas características. – Ela tem uma boa postura, imagino que seja por conta dos exercícios. – Seu comentário tira uma risada do loiro. – Acho que o cabelo curto combina bastante com seu rosto e... Droga. – Pragueja batendo em sua testa. – Esqueci de perguntar de onde ela era.

- Por que? – O loiro não entendeu a curiosidade aleatória do amigo.

- Ela não parece ser daqui. Acho que é asiática, ou coisa do tipo. – Deduz ao recordar de seus olhos puxados e pele alva.

- Bom, agora você tem mais um assunto pra puxar quando encontrar ela de novo. – Comenta, fazendo o outro rir.

Mesmo não conhecendo a tal da Mikasa, Armin via com bons olhos essa amizade entre os dois. Sabia que o amigo não estava em um bom momento, e ter alguém tão próximo para distraí-lo era mais que perfeito.

- Vou terminar umas papeladas no meu escritório. – Informa ao moreno, se levantando. – Quer tomar uma hoje a noite?

- Hoje não. – Tirou sua chave do bolso, mostrando que estava ao volante daquela vez.

Eren nunca gostou de dirigir alcoolizado, então em dias que saia para beber com os amigos ele vinha de transporte público ou particular. Armin concordou e saiu da sala. Quando a porta se fecha ele se debruça sobre a mesa, fechando seus olhos.

Optou por não sair aquela noite para evitar problemas em casa; mas a verdade é que ele faria de tudo para ficar o máximo de tempo possível longe daquele apartamento. Ergueu-se respirando fundo, organizando seus arquivos. Ainda tinha muito trabalho a fazer.

                                      ...

- Boa noite, senhor Yeager.

- Oh, boa noite, Annie. – Meio avoado, como sempre, acabara não notando quando sua secretária se aproximou.

Annie era uma profissional muito competente. A loira era um expoente enorme na sua agência; já segurou a barra diversas vezes quando ele estava com problemas. Sempre a achou bastante fechada, mas depois de conhecer Mikasa ele reviu os seus conceitos de ser “fechado”.

- SEGURA.

Armin corria como um foguete até o elevador onde os dois se encontravam. Annie estica sua mão, impedindo que a caixa de metal se feche.

- O-obrigado. – Agradece assim que adentra. – Boa noite, Annie. – Armin sorri aberto para mulher, que o responde com um sorriso mais tímido.

- Boa noite, Armin.

Eren observava os dois a algum tempo. Nunca foi de se importar com o relacionamento dos outros, mas era inegável que havia uma química entre eles. Concluiu isso pelos olhares que já os viu trocar; além disso, sentia que Annie ficava mais a vontade ao lado dele.

Quando o elevador chegou ao último andar a loira se despediu dos rapazes e seguiu seu caminho. Eren e Armin continuaram juntos até a garagem.

- Não quer mesmo beber uma? – Armin propõe enquanto destrava sua Porsche azul-marinho.

- Estou cansado. Fica pra uma próxima mesmo. – Realmente se sentia cansado, havia sido um dia puxado, mas não era esse o motivo da sua recusa.

- Tem certeza? – Apoiou-se no capô do carro, vendo o amigo rir da sua insistência.

- Por que não convida a Annie? Acho que ela vai gostar. – Eren se divertiu com a cara de aflito do amigo. Sabia que ele tinha uma certa dificuldade em se relacionar com mulheres.

- Até amanhã, babaca. – Despediu-se contragosto e entrou em seu carro, dando partida sem esperar a resposta do outro.

Eren manteve o riso com a cena, nunca perdia a graça o provocá-lo. Por fim, destravou sua Mercedes-Benz GLC e deu partida. Não dava a mínima para ostentação, mas aquele carro era o seu luxo pessoal. Distraído com uma música aleatória, ele imaginava como sua esposa estaria aquela noite. Disse a si mesmo que não falaria nada, se ela quisesse ofendê-lo ele apenas ouviria calado e dormiria. Ao avistar seu prédio ele não pode evitar em olhar na direção do apartamento da vizinha, se perguntando em que andar ela morava. Estacionou seu carro na garagem do prédio e subiu até o hall de entrada onde pegou o elevador. Abriu a porta de seu apartamento sem demora, se desfazendo de seus sapatos sociais que tanto o incomodavam. Foi até a geladeira, pegando um suco e bebendo. Não viu sinais da loira, o que lhe causou estranheza. Se jogou no sofá e relaxou o corpo, ligando a televisão.  

- Chegou amor? – A voz manhosa atrás de si o deixou intrigado. Sentiu as mãos finas tocarem seus ombros, iniciando uma massagem.

Eren fitou a mulher, que pelo visto estava de bom humor. Acompanhou ela dar a volta no sofá, parando na sua frente.

- Gostou? – Perguntou apresentando sua nova lingerie. O conjunto era preto e realçava bastante o seu corpo. A loira continuava maravilhosamente linda, mesmo mudando tanto nos últimos tempos.

- Por que isso? – Mesmo encantado com a beleza da mulher ele ainda estava cético com tudo aquilo.

- Quero ficar gostosa pro meu maridinho... – Responde com a mesma voz manhosa de antes. Sentou em seu colo e abraçou seu pescoço, lhe causando arrepios. Com um olhar provocativo ela se aproxima de sua orelha, sussurrando. – Então... Você gostou?

- S-sim... – Se rendeu ao sentir a intimidade dela roçar em seu membro.

Historia sorri da sua reação, contente por ainda provocar isso nele. Tomou o seus lábios e não esperou em avançar com a língua. Não havia sentimento naquele beijo, eram apenas duas pessoas desesperadas, sedentas por luxúria.

Eren não sabia o que estava acontecendo, mas tinha a chance de aproveitar sua esposa novamente depois de muito tempo, então sua libido falou mais alto. Uma de suas mãos alisava sua coxa despida, enquanto a outra agarrava com certa necessidade uma das nádegas da loira. Parou o beijo para tirar sua camisa e conduzi-la a deitar-se, ficando por cima dela. A olhou com desejo antes de retomar o beijo, agora com mais intensidade.

Por um momento esqueceu a tragédia que estava o seu casamento, focando apenas no desejo e a excitação. Naquela noite teria sua esposa, e nada mais importava.


Notas Finais




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