História A Moça do Táxi - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 1.128
Palavras 4.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu tô querendo casar com as duas. Tem como? Se tiver, alguém me explica como! (Esse é meu primeiro hot: qualquer coisa fora do normal, não levem em consideração!)

Boa leitura!!!

Capítulo 5 - A linguagem do amor


Passei parte da madrugada acordada, sentindo-me ser abraçada com tanta ternura pelos braços carinhosos e aconchegantes de Regina. Era meio loucura minha, levá-la para minha casa, pedir para que dormisse comigo e ainda estar perdidamente interessada em seus beijos e carinhos. Sempre fui o tipo de pessoa que se apega rápido, que quer estar perto por longos tempos, porém, nunca dei a sorte de encontrar alguém que pense da mesma forma do que eu, ou que aceite receber minha proteção.

Não posso afirmar, ainda, que Regina será diferente dos outros, mas eu sinto que teremos algumas histórias para contar para os nossos filhos e netos, por mais que não sejam literalmente nossos. Se eu parar aqui, agora, e pensar em como seria um futuro, eu diria que não o vejo de forma ampla. É sempre algo como eu, Ava e uma criança correndo pela casa, usando fraldas e segurando a chupeta na mão, enquanto corro atrás dela com uma peça de roupa.

Nem sempre me vejo ao lado de alguém, apesar de querer muito estar acomodada ao sentido família. Estar, efetivamente, certa de que irei ser a melhor mãe, mulher, ou apenas dona de minha cachorrinha, e nada mais.

Penso por longos minutos, até sentir o braço direito de Regina se mover em meu ventre. Fecho os olhos imediatamente, mas logo sinto um beijo quente ser depositado atrás de minha orelha e algo, que eu não pude compreender, ser sussurrado. Ainda não amanheceu, quero aproveitar o máximo possível para descansar, pois sei que hoje não será um dia fácil. Dias de ir ao Tribunal, geralmente, não são fáceis. São, extremamente, cansativos. Nos quais eu saio de lá, compro algo para comer na rua, chego em casa, como, escovo os dentes e caio na cama com a mesma roupa. Mentira, às vezes eu tiro e durmo sem nada mesmo.

Se Ruby ouvisse esse meu pensamento, com certeza já estaria contanto das inúmeras vezes em que me pegou dormindo no sofá, com uma bandeja de sushi ao lado e com os hashis dentro do sutiã. Ela adora contar isso...

 Percebo que a respiração de Regina fica mais pesada, então, resolvo desvencilhar-me de si e ir até a cozinha preparar um chá. São raras às vezes em que consigo voltar a dormir, após um momento de insônia. Caminho até lá, fazendo sinal para que Ava não latisse, pois não queria incomodar a taxista linda, que dormia tão tranquilamente no chão da minha sala, com os cabelos levemente ondulados e espalhados pelo travesseiro de fronha branca.

Faço um chá preto com limão, voltando e passando direto, indo até a varanda. Abro rapidamente a porta, para que não entre nenhum vento frio, fecho e sento-me em uma das espreguiçadeiras que há por aqui. Quando planejei essa varanda, queria que fosse como um jardim. Um jardim de inverno, onde eu pudesse cultivar minhas plantas e flores, de modo que não as prejudicasse.

Daqui, tenho uma linda imagem de prédios e prédios... E prédios. Porém, se você chegar na sacada de meu quarto, poderá ver por uma fresta entre eles, quando o sol de põe. É uma coisa incrível e poética. Já passei horas refletindo esse fato. Porque, mesmo que por entre tanto caos, sempre há algo de bom no fim da caminhada, ou por entre os prédios.

Beberico um pouco do chá, sentindo-o descer quente por minha garganta e aquecer todo o meu corpo. Ouço uma batida no vidro, assusto-me. Olho para trás e vejo Regina, totalmente descabelada, perguntando se podia se juntar a mim. Lanço-lhe um sorriso e faço sinal para que abra a porta. Assim que ela o faz, leva as mãos nos próprios braços, esfregando-os, tentando aquecer-se do vento.

  — Perdeu o sono? — Pergunto. Ela me olha, sentando-se na espreguiçadeira ao lado.

— Na verdade, não. Eu acordei sentindo falta de um corpo que estava ao meu lado, ajudando aquele cobertor a me aquecer... — Fala, e eu sinto meu rosto queimar. — Emma, acho que precisamos conversar...

— Sobre?

— Nós. Ou sobre você e eu, eu não sei. — Diz meio atrapalhada, virando-se para mim. Faço que sim com a cabeça, pedindo para que continue. — Eu não sei se devo falar isso, mas...

— Eu sou toda ouvidos, Regina. Vai dizer que não está contente com isso? Que quer parar? Eu entendo! Não hesite em me dizer o que já sei. — Coloco a xícara em um aparador que tinha ali. Ela me olha com uma sobrancelha arqueada.

— N-não... Eu, Emma... — Segura minhas mãos entre as suas. — Apesar de pouco tempo, eu estou amando isso que estamos criando juntas, só que... Eu não sou a pessoa perfeita para você. Não sou quem você procura.

— Como tem certeza disso?

— Pelo meu passado, por coisas que fiz e, sinceramente, eu não mereço alguém igual a você. Veja como me recebeu, como me tratou de forma doce e sincera. Não posso aceitar que faça tudo isso por mim, sabendo que não poderei retribuir.

— Não é sobre retribuição, Regina! Se fiz, é porque me senti à vontade em fazer. E não acho que deva se preocupar com o seu passado, aliás, é passado. Ele já foi e, justamente por isso, você deveria se dar uma nova chance. Não digo que comigo, não me entenda mal, por favor. Eu não sei o que aconteceu com você, ou se aconteceu algo, mas, só confie...

— Você é tão incrível... Eu, nem sei o que dizer. — Beijo suas mãos. Ela abaixa a cabeça. — Eu estou envergonhada!

— Por quê?

— Desde nova, na faculdade, eu me agarrei a uma regra de que, jamais, me apegaria a alguém. Não sou uma mulher de muitos amigos, não tive muitos amores. Eu sempre fui azarada. Só queria ficar, curtir uma noite e nunca mais ouvir falar da pessoa, mas, Emma... Eu te vi naquele dia, aparentemente, nervosa e indefesa de tudo. — Ela deu uma risada, olhando em meus olhos. — E eu quis protegê-la. Como sabe, não a conhecia como Emma Swan, então, nem pense em dizer que tenho interesse em algo.

— Que isso, Regina! Está maluca? Eu jamais pensaria isso de você.

— Eu sei... Me desculpe! — Assinto com a cabeça. — Então, eu me encantei por você. Me encantei, mesmo. A desejei desde o primeiro momento, tanto, que os dias que se sucederam, eu fiz questão de passar naquele mesmo lugar, com a esperança de encontrá-la novamente. — Confessou, deixando-me boquiaberta. — E, por sorte, eu a encontrei. E, a partir dali, eu impus uma “meta”, de que a teria dentro daquele mês. Só que as coisas mudaram, e eu não sei bem quando, mas não a quero mais esse mês... — Arqueio uma sobrancelha. — Eu a quero. Só isso...

— E eu fico muito feliz que tenha voltado, apesar de ter dito que estava comprando Donuts.

— Eu realmente estava, mas foi depois de um tempo que fiquei rodando e não a vi.

— Pois é, na sexta-feira eu saí um pouco mais tarde do que o normal. — Explico. — Bom, onde quer chegar dizendo essas coisas?

— Quero chegar no ponto em que te digo, Swan, que quero estar com você. Da forma que você desejar, eu quero...

— Hum... — Sorrio, aproximando-me dela, sentando em seu colo. Ajeito seus fios de cabelo, que estavam rebeldes, dando um beijo terno em sua testa. — Então era sua meta me pegar, Regina Parrilla Mills? Não sei se gosto disso. — Ela abre a boca para dizer algo, mas interrompo-a. — Eu também quero você. Não sei dizer, só sentir. Sentir que estamos em uma sintonia tão grande e forte, que quero me jogar nisso com você, descobrir o que é isso, juntas.

— Exatamente! — Roço nossos narizes, sorrindo. — Eu nunca namorei ninguém, Emma.

— Já estamos falando em namoro? Calma, taxista! — Deslizo a destra por seu ombro, fazendo um carinho. Seu rosto se cora, obrigando-me a beijar sua bochecha várias vezes, fazendo alguns barulhos que arrancaram risadas dela. — Sua risada é muito boa de se ouvir...

— E seus olhos são os mais lindos que eu já pude enxergar. — Elogia-me, olhando dentro de minhas íris, despindo-me a alma. Encosto nossas testas, antes de encostar nossos narizes e iniciar um carinho entre eles. Aproximamos nossos lábios e trocamos um beijo tranquilo, lento e provocante. Apesar de tudo e qualquer coisa, sentia-me completamente bem com aquilo. Inteiramente certa de que queria algo com Regina, por mais casual que fosse. Ela parecia pensar o mesmo que eu, pois levou sua mão em minha nuca, aprofundando nosso contato que, modéstia, era perfeito e delicioso.

— Está com frio? — Pergunto a ela, que afirma com a cabeça, voltando a beijar os meus lábios, antes de me pegar no colo e levar-me até a sala, deitando o meu corpo no sofá e cobrindo-o com o seu. Passo um braço por trás de sua cabeça, mantendo seu rosto bem pertinho. Ela beija meu rosto, descendo para o pescoço, onde se demora em beijos, lambidas e algumas chupadinhas, daquelas molhadinhas, que causam um arrepio por todo o corpo.

Minha mão ousa descer a lateral de seu corpo, parando em sua coxa definida, acariciando e adentrando o vestido, que já estava bem acima do que deveria. Regina volta a beijar minha boca, de uma forma bem mais intensa e excitante. Solto um gemido em seus lábios, cravando as unhas em seu bumbum. Ela arfa, posicionando uma perna entre as minhas, descendo a mão em minha coxa, sem parar de beijar-me.

— O frio passou... — Diz entre o beijo, e puxo seu lábio inferior por entre os dentes, chupando-o em seguida, e descendo para seu pescoço, fazendo o mesmo que ela havia feito em mim. Sua mão continua explorando minha coxa, fazendo minha intimidade pulsar de tesão. Suas pupilas dilatadas, entregam que seu tesão está tão grande quanto o meu. Sorrimos uma para a outra, antes de eu impulsionar o corpo, fazendo-a se sentar e me abrigar em seu colo.

— Bem melhor, assim. — Ela me lança um sorriso malicioso, pedindo para que levantasse os braços, enquanto ela retirava a blusa de meu baby doll. Assim faço, vendo-a paralisada olhando para meus seios.

— São lindos... — Contorna-os com as mãos, pedindo permissão para tocá-los. Não digo nada, apenas chego um pouco para frente, sentindo sua boca tomar o esquerdo e sugá-lo com uma força deliciosa. Gemo, mordendo o lábio inferior, e acaricio seus cabelos, para que continue fazendo isso. Começo a fazer alguns movimentos de ondulação em seu colo, sentido sua fome em me devorar. — E deliciosos... — Completa, indo para o direito e repetindo o mesmo processo.

— Hum... — Ela mordisca meu mamilo, fazendo ele se enrijecer e, esse ato, faz com que minha calcinha fique em estado deplorável. Seus dedos corriam por toda a extensão de minhas costas, mantendo o meu corpo bem próximo ao dela. Ela se demorou em meus seios, principalmente, quando percebia que meus gemidos eram mais intensos no passo em que ela os mordia. Ajudei-a a retirar seu/meu vestido, deixando-a só de calcinha verde, minúscula, que eu havia separado para ela. Mordi meu lábio inferior, olhando seus seios expostos, sua barriga lisinha e pélvis. Saí de seu colo, ficando em pé em sua frente e estendendo a mão para que me acompanhasse.

Por mais excitante que fosse, não queria que fizéssemos no sofá, pela primeira vez. Vou até o meu quarto, sendo agarrada por trás, com suas mãos que cobriam os meus seios, apertando-os hora ou outra. As minhas estavam em seu pescoço, instigando-a a continuar. Adentramos meu quarto, e fomos até a cama. Me sentei na beirada, abraçando sua cintura e beijando sua barriga por toda a parte. Seus olhos eram fixos em mim, em cada movimento que eu fazia. Suas mãos adentraram meus fios loiros, juntando-os em um rabo de cavalo momentâneo, que ela logo tratou de desfazer.

Fez menção de que deitaria sobre mim, novamente, antes de eu impulsionar o corpo para trás, indo para o meio da cama. Ela se aninhou a mim, quando abri a pernas para que se encaixasse ali. Voltou a me beijar, no passo em que alisava meu rosto e minha coxa. Frio? Nenhuma das duas sentia.

Nos separamos em busca de ar, nos encarando por alguns segundos. Ela me lançou seu sorriso mais lindo, fazendo com que eu sorrisse, também. Regina se sentou ao meu lado, olhando bem para o meu corpo, que era coberto por uma fina calcinha branca. Permaneci deitada, esperando seu próximo passo, sua próxima ação. Ela levou a mão esquerda, passeando com ela desde o meu pescoço, até o umbigo. Fazia um carinho leve, arrepiando todo o meu corpo. Fechei os olhos, respirando fundo, na intenção de sentir tudo aquilo de forma intensa. Ouvi seu sorriso se formar em seus lábios, antes de abrir os olhos. Segurei sua mão direita, levando-a até minha calcinha.

Entendi ali, que apesar de ser bem ousada, Regina era tímida. Tanto, que me olhou tão intensamente, como quem pedisse permissão para me tocar de forma tão íntima. Ela acariciou a extensão de minha intimidade com toda a mão, pressionando a palma sobre meu clitóris, que estava inchado de tesão, excitação. Chegava a doer aquele toque. Ela me virou de costas, colocando-se sobre mim, jogando meu cabelo todo para um lado e alisando minhas costas, relaxando toda minha musculatura. Senti seus seios roçarem em minhas costas, logo sentindo seus beijos, que iam da nuca, de ombro ao outro, descendo por toda a extensão, chegando ao meu bumbum.

Puxei o ar, ansiando por sentir sua boca ali. Ela beijou uma nádega, depois outra. Era torturante, lento demais para a necessidade que eu tinha de tê-la dentro de mim.

— Rê... — Choraminguei, ao sentir seus dedos alisarem minha vagina novamente, ainda por cima da calcinha. Ela me virou de frente, novamente, tomando os meus lábios para si, brevemente. Depois desceu, beijando meus seios, minha barriga, meu umbigo e minha pélvis, usando as duas mãos para retirar minha calcinha, deixando-me  totalmente exposta. Ela se pôs entre minhas pernas, deitada de bruços. Sua boca traçava caminhos imaginários na parte interna de minhas coxas, lambendo lentamente minha virilha, me levando a loucura. — Você vai acabar comigo... — Falei, acarinhando seu cabelo, tirando-o da frente de seu rosto, recebendo seu olhar penetrante diretamente nos meus.

Senti ela sorrir, antes de abocanhar minha vagina, com toda sua vontade. Não sei o que ela fez, mas sua boca estava tão quente e molhada, que no primeiro momento, já tive a certeza de que desmancharia ali. Ela beijava minha vagina, como se beijasse minha boca, deixando a ponta da língua bem maleável, subindo e descendo, desde o clitóris, até minha entrada, completamente lubrificada.

Minhas pernas pareciam ter vida própria, até quando ela as prendeu com as mãos, deixando-me imóvel. Meu corpo começou a se convulsionar. Meus gemidos eram, cada vez, mais altos e manhosos.

Sua língua me penetrou, devagar, entrando e saindo de um jeito que jamais havia recordado que alguém havia feito. Segurei os lençóis, puxando-os e levei uma mão até meus próprios cabelos, tentando buscar ali, uma forma de liberar força, para que não gritasse e acordasse todo o condomínio. Ela também gemia, abafado, parecia estar adorando me ver daquela forma. Sua mãe direita subiu até meu seio esquerdo, circundando-o, na medida em que me chupava.

Gozei! Gozei escandalosamente em sua boca e me reprimi por tal ato, até vê-la sugar e lamber todo o meu líquido, como se fosse a coisa mais saborosa que já existente. Antes de subir até mim e beijar meus lábios, ela depositou um beijo em minha intimidade, encarando a forma como eu estava ofegante.

Beijou os meus lábios de forma gostosa, fazendo com que eu sentisse meu próprio gosto em sua boca. Afastamos os nossos rostos e sorrimos. Sua boca ainda se encontrava suja de meu mel, quando passei a língua em toda sua borda, subindo até o nariz e descendo para seus lábios carnudos, avermelhados e saborosos.

Recuperei meu fôlego, e nos virei na cama, ficando por cima dela.

— Agora é minha vez de te recompensar... — Depositei um selinho em seus lábios. — Apesar de nunca ter feito isso com uma mulher, eu me sinto preparada...

— Emma, você não precisa fazer nada.

— Por quê? — Perguntei, sorrindo sem entender. — Eu quero. Lhe devo um orgasmo...

— Não me deve nada. Não é um favor... — Passou a mão pela lateral do meu rosto. — Eu estou muito satisfeita, só de vê-la tão entregue a mim. Querida, eu não quero que se sinta na obrigação de nada.

— Mas...

— Está tudo bem, ok?! — Pela forma como me olhou, eu percebi que não era uma negação dela para que eu não a tocasse. Se tratava de mim, e eu entendi. Sorri, totalmente, emocionada com seu ato de preocupação e me aninhei em seu corpo, recebendo um afago nos cabelos. — Você é incrível, e teremos muito tempo pela frente...

 

 

Depois daquela noite, passamos a nos encontrar frequentemente, ou ela ia me buscar, ou eu a esperava em meu apartamento. Naquela mesma semana, como combinado, fui até sua casa conversar com sua irmã, que estava sozinha. Os pais de Mills haviam saído para o mercado. Conversamos sobre o processo, e assegurei a ela de que daria um jeito.

Regina era uma mulher excepcional, totalmente, carinhosa e preocupada com o bem estar alheio. Estávamos amando ter-nos como companhia uma da outra. E eu amava estar com ela, amava ouvir as histórias de seus passageiros e, bom, amava beijá-la e me fundir a ela.

Dois meses depois do dia em que nos conhecemos, ela me pediu em namoro. Foi dia 9 de maio, em uma terça-feira, quando ela me levava para casa. Eu tagarelava que nem louca — nessa altura, eu já ia no banco do frente com ela —, falando algo sobre um investidor da S&L, e ela, muito calada para quem adorava papear. Pensei que fosse algo com a família, portanto, parei minha história pela metade, olhando bem para ela, que parecia prestar atenção no trânsito, e só nele. Se tinha uma coisa que Regina era, e que não aparentava, era tímida. Sua timidez era algo absurdo que, por vezes, tentei ajudá-la a quebrar. Mas, não fazia sentido. Aquela era ela, a Regina pela qual me apaixonei perdidamente.

Lembro-me de ter pegado em sua mão antes de chegar em meu prédio. Ela me olhou e sorriu. Disse a ela que, se quisesse subir um pouco para tomar uma limonada, que o fizesse. Ela negou com a cabeça e desceu do carro. Séria demais. Estranho demais. Desci também, dando de cara com ela, na parte de trás do carro, segurando um buquê de margaridas, com os olhos extremamente lacrimejados. Eu a abracei, sem menos ouvir o que ela tinha para falar. Lembro de ter beijado seu rosto lentamente, tendo os cabelos acariciados de um modo que só ela sabia fazer.

Suas mãos tremiam, quando me entregou as flores. Fiquei olhando para ela, esperando que dissesse algo, mas não saía. Ela disse meia dúzia de palavras lindas, que me fizeram chorar. Tirou uma caixinha de veludo do bolso, com duas alianças de prata, revestidas em ouro branco, com uma linha de pedrinhas brilhantes, que pareciam-se com diamantes. Não quis acreditar que ela havia gastado dinheiro com aquilo, que aparentemente foi bem caro. Senti-me importante.

Após dizer o que ela gostaria, veio a pergunta: “Você quer namorar comigo?”. E meu mundo parou ali. Eu aceitei, obviamente, não tinha dúvida alguma quanto ao meu sentimento. E ela sempre fizera questão de expor o quão recíproco ele era. Nos beijamos ali, antes de trocarmos as alianças e subir para o meu apartamento. Nesse dia, fiz minha namorada perder um turno completo de trabalho, pois não queria me desgrudar dela. Ela ria da forma como eu a prendia com braços e pernas, todas as vezes em que ameaçava se levantar.

Lembro também, de que ficamos observando nossas alianças, em nossos dedos entrelaçados, enquanto trocávamos juras de amor em minha varanda, onde a única testemunha era a lua, que brilhava no Céu, naquela noite. E Ava, claro, que parecia saber e entender que havia ganhado uma nova mãe.

 

 

Sexta-feira – 9 de Junho de 2017.

 

 

Hoje completamos 1 mês de namoro, e Regina inventou de me apresentar para os seus pais. Segundo ela, eles sabiam de mim e queriam me conhecer há bastante tempo, mas como as coisas na empresa estão a todo vapor, não conseguimos marcar antes. Marcamos para hoje, em um restaurante à minha escolha, desde semana passada e, bom, estou extremamente nervosa. Minha namorada disse que me buscaria mais tarde, aqui em casa. Dormimos juntas essa noite, e fui acordada com beijos e café da manhã na cama.

Meu dia começara tão bem, que saí cantarolando de casa, ouvindo as piadinhas idiotas de Ruby quanto a Regina ter o poder de me deixar assim. E, por falar em Ruby, ela iria jantar conosco hoje, por ser a única parte da família que tenho aqui em NYC.

Cheguei na S&L e recebi um buquê de margaridas de minha secretária, que disse ter sido deixado por um homem alto e moreno.

— Obrigada, Belle! — Falei, entrando em minha sala, enquanto cheirava as flores e procurava um cartão entre elas. Fechei a porta atrás de mim e, ao entrar, vi que haviam vários outros buquês de várias outras flores (entre elas: orquídea, lírios, gérbera, pingo de ouro e etc). O perfume delas se misturaram, formando algo única em minha sala. Sorri, extremamente, apaixonada, já sabendo de quem tinha sido aquilo.

E, ah, se tinha algo que Regina era, além de tímida, era romântica. Extremamente romântica e sensível com datas. Passei a pensar mais nisso, depois que ela me contou que era do signo de Peixes.

Em nenhuma das mesas havia algum cartão, então, entendi que deveria ligar para ela. Estrategista. Disquei seu número e coloquei para chamar, enquanto me sentava na cadeira, ainda cheirando as flores.

Alô? — Ela atendeu, aquecendo meu coração com sua voz rouca.

— Oi, amor. Bom dia de novo...

Bom dia...  Está tudo bem? — Perguntou. — Já está no trabalho?

— Uhum... — Balbuciei. — Eu amei as flores, viu?!

Flores? — Gargalhei. — Não sei sobre o que se trata, amor...

— Larga de ser boba! — Disse. — Eu só queria dizer que fiquei muito emocionada com tudo isso. Obrigada, mesmo. Você é a melhor namorada do mundo!

Eu sou o quê?

— A melhor namorada do mundo!

Hum... Muito bom saber disso. — Fala, me fazendo rir. — Não tivemos tanto tempo para conversar, mas está tudo certo para mais tarde, mesmo, não é?

— Está sim! — Remexia nas pétalas das margaridas que estavam a minha frente. — E você, vai dormir comigo hoje?

Com toda certeza. Digamos que tenho um presente para você.

— Ai, Regina, já estou começando a ficar sem graça, sabia?

Ué. Por quê?

— Ah, meu amor... Você fazendo todas essas coisas, e eu não tive tempo de planejar nada para você. Comprei seu presente, não esqueci disso, mas queria conseguir fazer essas coisas, ser tão criativa quanto você. — Falo, meio manhosa, sabendo o quanto isso mexe com ela.

Ah, Swan... — Ouço ela respirar fundo. — Eu faço isso porque gosto de fazer, então, a criatividade vem naturalmente. Minha linguagem do amor é “presentes”. Não presentes materias, não sei se você entende essa questão. É em relação a demonstrar com ações o que eu sinto.

— Qual seria minha linguagem do amor, então?

Ah, amor... Você tem um jeito todo delicado e intenso comigo, conosco. Me demonstra no olhar, nas atitudes simples que tem, e é por isso que sou tão feliz ao seu lado. Sempre que você passa perto de mim, você me toca, me faz um carinho ou me dá um beijo. Eu amo isso...

— Minha linguagem seria a do toque físico, então?

Você está pesquisando sobre isso? — Ouço sua risada. Realmente estava olhando no computador sobre isso.

— Eu queria passar o dia com você, sabia?

Sabia. Eu também queria, mas, teremos todo o fim de semana juntas.

— Não vai trabalhar Domingo, Srta. Parrilla Mills?

Não... Vou passá-lo ao lado da minha namorada, comemorando nosso primeiro lindo e incrível mês, de tantos e tantos que estão por vir.

— Como você é linda, meu amor... — Falo sinceramente. — E eu quero que saiba que melhorou meu dia, assim como alegrou minha vida.

Não me imagino sem você, Emma. Não mais...

— Então apaga o vídeo, vai?

Não pense que me convencerá a fazer isso, bonitinha... — Gargalho. E sim, desde que nos conhecemos, tento convencê-la de apagar o meu vídeo. E, bom, não é uma fácil tarefa.

— Amor, eu vou desligar, ok? Nos vemos mais tarde!

Sim, esteja bem linda, à minha altura.

— HÁ HÁ HÁ! — Ela ri do outro lado da linha, também.

Estou brincando...

— Eu sei... E eu amo isso! — Falo, vendo Belle olhando-me pela greta da porta, pedindo permissão para entrar. Faço um movimento com a cabeça, e ela entra. — Belle veio me chamar para a reunião. Nos falamos mais tarde. Beijos. Não, amor... Para! Tchau! — Termino nossa ligação.

— Uau! — French diz, fitando todas as flores em minha sala. — Como eu não vi isso chegando aqui? — Pergunta a si mesma, me olhando no final.

— Tenha uma namorada como a minha, que faça coisas que até Deus duvida que são capazes de ser feitas. — Levanto-me, indo até a porta, deixando ela boquiaberta. Acho que não sabia que eu tinha uma namorada e se surpreendeu com isso ao saber. — Vamos!

 

 

 


Notas Finais


No próximo, o jantar! :) Dolores e Sam, serão pessoas importantíssimas na vida de Emma, a partir daí.
Beijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...