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História À Moda Antiga - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oi oi benzinhos, como vocês estão? Espero que bem!

Cheguei e garanto para vocês que esse capítulo tá a coisa mais linda do mundo, juro juradinho, apesar de ele ser o penúltimo capítulo (sim, estamos indo para a reta final ~ emoji de choro ~). Então, preparem seus corações e vamos a leitura!

P.S.: Capítulo revisado, mas sempre escapa algum erro, então me desculpem!

Capítulo 4 - Dentes-de-leão e Hortênsias


Fanfic / Fanfiction À Moda Antiga - Capítulo 4 - Dentes-de-leão e Hortênsias

“O dente-de-leão significa liberdade, otimismo, esperança e luz, e é uma flor ligada à fidelidade e alegria de viver. Já as Hortênsias simbolizam gratidão, respeito, admiração e desejo de amor.” — Sobre Dentes-de-leão e Hortênsias.

 

P.O.V Minseok

Como da última vez, o meu admirador secreto demorou para dar as caras — o que me deixava extremamente ansioso. Dessa vez ele ficou quase 3 semanas apenas me mandando presentinhos e mimos que só ajudavam a reforçar a decisão que eu estava pensando em tomar. Ele realmente estava respeitando o meu tempo e meu espaço pessoal, e isso me fazia admirá-lo e respeitá-lo ainda mais.

Eu havia conversado com Junmyeon mais algumas vezes durante essas semanas e meu melhor amigo demonstrou total apoio. Ele me incentivava a tentar e me render cada vez mais aos sentimentos que eu começava a sentir, apesar não passar de uma admiração. Mas não era como se eu não pudesse aprofundar essa admiração e transformá-la em algo mais profundo. Mas antes de fazer isso eu precisava saber com quem eu estava lidando, e, com a ajuda de Junmyeon, cheguei à conclusão de que o chamaria para sair.

Entrei no camarim após o horário do almoço e lá estava a carta presa ao espelho e o buquê de dentes-de-leão sobre o balcão. Dessa vez eu não hesitei em me aproximar dos mimos e logo eu pegava a carta com a mão trêmula — eu sentia como se estivesse vivendo isso pela primeira vez na vida!

Mas a verdade é que eu estava nervoso por estar tentando novamente após 4 anos mergulhado de cabeça nos meus traumas, medos e inseguranças, e toda essa reação do meu corpo torna-se compreensível. Era tudo tão incerto.

Abri o pequeno envelope azul-bebê e tirei o pequeno papel dobrado que havia dentro dele, e, sem demora, me coloquei a ler seu conteúdo.


 

Querido Minseok,

Eu espero que o tempo que te dei tenha sido o suficiente para você conseguir entender um pouco do que está acontecendo dentro de você, mas, caso não seja, não tem problema, eu poderei esperar o tempo que for preciso para você pensar mais sobre isso. Sei que é uma decisão delicada e isso exige muito de você, mas eu sempre irei te respeitar e esperar o quanto você quiser até que se sinta confortável. O seu bem-estar estará sempre em primeiro plano.

Mas é difícil trabalhar com você quase todos os dias e não poder me aproximar da forma que tenho vontade, não me apaixonar por você, mesmo que o nosso laço não passe de algo profissional. Você é lindo em tudo e merece alguém que te ame como deve ser amado, que te conquiste e te faça perceber que seu coração tem uma outra chance.

E todos os dias eu me vejo ansioso. Ansioso por ter que esperar o momento certo para lhe mandar uma nova carta, um novo mimo ou algo do tipo. É difícil continuar nisso e carregar no peito a insegurança sobre como você reagiria caso descobrisse quem sou. O medo da rejeição é grande.

E isso me leva a te perguntar: o que eu preciso fazer para que você se renda e me dê uma chance? Eu sei que é tudo muito raso e incerto. Mas, apenas me diga o que fazer e eu farei. Me diga o que eu preciso fazer para que essa minha insegurança — que jamais se comparará a sua — acabe e eu me sinta livre e seguro o suficiente para me mostrar para ti?

Por favor, me responda!

O que eu preciso fazer para te ter para mim por completo?

Com carinho, C.


 

E eu ponderei por longos minutos sobre aquela carta. Ela era diferente de todas. C estava me exigindo uma resposta e aquilo coincidia tanto com o que eu tinha em mente, que por um momento eu não soube o que responder. Eu não sabia o que era preciso.

Antes de escrever qualquer resposta, peguei o delicado buquê de dentes-de-leão. As pequenas flores em formato de círculo tinham uma beleza peculiar e quase hipnotizante. Procurei pelo pequeno cartão, encontrando-o preso aos caules delas.

 

“O dente-de-leão significa liberdade, otimismo, esperança e luz, e é uma flor ligada à fidelidade e alegria de viver.

 

Virei o cartão e a pequena frase que havia nele fez surgir em minha mente o local perfeito para que eu o encontrasse. Ele queria respostas, e, mesmo que eu não conseguisse dar todas elas, faria o meu máximo. Agora eu sabia o que era preciso.

Era preciso que eu soubesse quem ele era. Talvez o anonimato estivesse me travando um pouco, e acabar com isso poderia aliviar minha mente dos medos e inseguranças.

 

“Liberte-me das minhas inseguranças”. — C.

 

Peguei minha mochila na cadeira ao lado e de dentro dela tirei minha agenda e uma caneta. Em uma folha em branco, anotei o endereço do Arboreto Hanbat, um dos maiores jardins artificiais da Coreia do Sul, juntamente do horário em que ele deveria estar lá. Para completar, escrevi uma pequena resposta: “encontre-me e eu o libertarei”. Arranquei o pedaço de papel e com a mesma fita usada para grudar a carta no espelho, eu grudei sua resposta. A encarei, querendo ter certeza de que eu estava fazendo o certo. Quando percebi que sim, guardei minhas coisas em minha mochila e saí do camarim com a carta e o buquê em mãos, e um sorriso no rosto.

Eu esperava que isso respondesse as suas perguntas, e também acabasse com as minhas angústias. Eu sentia-me levemente curioso para saber qual seria a aparência do meu admirador secreto — e também quem ele é, afinal, trabalhamos juntos.

Mas, o que mais me deixava curioso era o que poderia acontecer depois do encontro. Haviam tantas possibilidades e todas me deixavam nervoso e significavam muito para mim. Era um passo imenso que eu estava dando em minha vida. Era o início de uma longa caminhada rumo a felicidade que tanto reprimi nesse tempo.

— E aí, como foi lá? — Jun perguntou assim que coloquei os pés dentro do meu apartamento. Não era final de semana, mas ele passou a vir aqui com muita frequência depois que eu decidi tentar mais uma vez.

— O respondi pedindo que me encontrasse no Arboreto Hanbat às 10 no final de semana. Ele pediu que eu o libertasse de suas inseguranças, do medo da rejeição, é bom... pretendo fazer isso nesse encontro — falei, deixando minha mochila sobre a mesa e entregando a carta para que ele entendesse o que eu estava falando.

— É bonita a forma como ele te respeita. E também é nítido o quanto ele está inseguro com toda a situação que tem vivido. Ele sempre tem colocado o teu bem-estar acima de tudo e isso não deveria acontecer. Em uma relação o bem-estar de ambos deve caminhar lado a lado e talvez ele sempre te priorizar, te colocar em primeiro lugar, esteja o deixando sufocado, implorando por liberdade. Ele quer ser livre para te amar por inteiro, sem ter que se esconder através de cartas — Jun era bom em interpretações e aquilo que parecia ficar confuso para mim, era esclarecido por ele. — Esse encontro será no mínimo interessante e desencadeará muitas coisas.

— Estou com medo — confessei, suspirando em seguida. — Não sei o que esperar, como irei agir. Por mais que eu queira muito tentar, infelizmente, a insegurança e o medo ainda existem dentro de mim e ainda me travam quando eu estou quase convencido que me render é a melhor opção. É tudo muito incerto ainda e eu não sei o que pensar e nem como agir diante disso. São 4 anos onde eu me mantive imparcial sobre a minha decisão. E agora eu estou decidindo mudar — falei. — Não quero ir sozinho.

— E não irá. Pode contar comigo. Eu entendo o que você está sentindo. Por muito tempo você negou sentir essas coisas e agora a mudança te assusta. É compreensível, mas não permita que te faça voltar atrás sobre a sua decisão. Se mantenha firme. Apesar dos medos e das inseguranças, esse é um caminho que irá te fazer bem no final. Acredite em mim. — respondeu e eu sorri em agradecimento.

— Obrigado — agradeci e recebi um abraço do meu amigo.

Jun foi o único que me acompanhou durante esses anos. Ele mais do que ninguém entendia o que estava acontecendo dentro de mim e sempre tinha palavras de conforto. Seria bom tê-lo comigo lá, mesmo que ele se mantivesse distante. Saber que alguém de confiança me acompanharia trazia um certo conforto e segurança ao meu peito e o enchia de coragem para continuar nesse plano.

No dia seguinte eu cheguei ao meu trabalho com o coração batendo a mil. Eu queria saber se o meu recado havia sido recebido por C. Abri a porta do camarim e sorri ao ver que o papel não estava mais ali. Eu tinha certeza que ele havia recebido, afinal, fui o último a sair do prédio ontem, não teria como outra pessoa pegar. E aparentemente todos, menos eu, sabiam quem era o tal do C. Eu confesso que tentei adivinhar quem era, junto com Jun, mas desisti no final das contas. Haviam tantos nomes com a letra C que tudo se tornou impossível.

O restante da semana se passou de forma tão lenta que era quase torturante. Eu ficava mais ansioso a cada dia e Jun tentava me acalmar, o que era quase impossível. E isso acabou refletindo no meu trabalho, fazendo com que os meninos se questionassem sobre o que estava acontecendo. Eu apenas tentava desconversar e dizia ser algo pessoal demais. A desculpa era suficiente para que eles não voltassem a tocar no assunto.

E então o final de semana chegou.

Junmyeon bateu à minha porta cedo. Minhas mãos suavam e tremiam conforme nos aproximávamos cada vez mais do Arboreto. Uma ansiedade imensa atingia meu coração. Meus lábios eram maltratados em puro sinal de nervosismo. Dúvidas sobre ele ir ou não me perturbaram durante toda a semana e hoje pareciam estar um pouco mais insistentes, deixando minha mente, já perturbada, ainda mais perturbada.

— Vai dar tudo certo, ok? — Meu amigo tocou minha mão que estava sobre minhas coxas em uma forma de me passar conforto. — Qualquer coisa é só me gritar — falou e eu olhei através da janela do carro, que estava estacionado em frente ao local marcado para a entrada do Arboreto. Concordei com um aceno breve de cabeça, sem condições de proferir algo com sentido para ele. — Boa sorte! — desejou e eu sorri, deixando um beijo rápido em sua bochecha. Após respirar fundo, abri a porta do carro e saltei do mesmo.

— É agora ou nunca, Min.

Caminhei para dentro do Arboreto. Conferi as horas em meu relógio e constatei que faltava apenas dez minutos para às 10 da manhã. Tão pouco para que eu pudesse saciar minha curiosidade sobre quem era o C que conseguiu me fazer mudar de ideia tão rápido, coisa que ninguém conseguiu fazer em 4 anos. Meu coração batia forte contra meu peito e minha respiração encontrava-se desregulada. Mas tudo pareceu se tranquilizar quando uma voz masculina, um tanto quanto conhecida por mim, soou aos meus ouvidos.

— Minseok? — chamou e por um momento eu hesitei em me virar para ver quem era. De repente uma insegurança sem explicação me consumia, mas eu usei todas as minhas forças para lutar contra ela. — Sou eu, o C — falou e eu sentia a insegurança em sua voz, e essa foi a deixa para que eu olhasse pela primeira vez, ou não, para o responsável pelas cartas que recebi. Meus olhos se arregalaram e eu levei minhas mãos à minha boca em pura surpresa. — Oi — o homem falou tímido.

A cabeça baixa encarava os próprios pés e em suas mãos estava mais um buquê, dessa vez com flores conhecidas por mim.

Eram hortênsias.

— Jongdae? — perguntei ainda não acreditando no que via. — Então você é o C?

Ele concordou com um aceno de cabeça, olhando-me por um instante e por um momento eu pude ver arrependimento passar por seus olhos — talvez por conta da minha reação ao vê-lo.

Eu não sabia o que pensar. Chen, como era chamado artisticamente, não se mostrava ser o menino das cartas, tanto que ele nem estava na pequena lista que fiz com Junmyeon sobre os possíveis pretendes a ser o C, afinal, seu real nome começava com J.

— Eu não esperava que fosse você.

— Não? — perguntou e eu neguei. Era certo que Jongdae sempre foi o mais carinhoso comigo, sempre muito delicado e gentil, e o que tinha mais contato comigo no trabalho, mas nunca passou pela minha cabeça que poderia ser ele. — Espero que a surpresa tenha sido boa, no final das contas — acrescentou e eu sorri sem mostrar os dentes, identificando as suas inseguranças naquelas poucas palavras. — Ahn... são para você. — Esticou o braço e me ofereceu o pequeno buquê de hortênsias. Aproximei-me e peguei o mesmo, apreciando seu cheiro antes de buscar com meus olhos o pequeno cartão. Mas, para minha infelicidade, eu não o achei. — Hortênsias simbolizam gratidão, respeito, admiração e desejo de amor — falou e eu o olhei com uma intensidade jamais usada antes, o que fez com que suas bochechas adquirissem uma coloração rubra. — Esse buquê representa o meu respeito por você, por sua história e pelo seu tempo. Representa a minha admiração pela sua força de continuar com a cabeça erguida mesmo depois do que passou e a minha gratidão por ter permitido que eu continuasse a tentar te conquistar. Mas, acima de tudo, representa o meu desejo mais profundo e intenso pelo seu amor. E eu peço, com toda a minha sinceridade e amor, que você o sacie — declarou, olhando dentro dos meus olhos e eu encontrava-me extremamente tocado com todas as suas palavras. Havia tanta sinceridade ali que eu ficava até mesmo um pouco zonzo.

Era verdadeiro, puro e sincero. Era impossível de ser negado.

— Eu sacio — respondi e sem pensar muito, terminei a distância entre nós dois com passos rápidos e envolvi seu pescoço com meus braços. Não demorou para que os seus envolvessem minha cintura em um abraço que ambos desejavam tanto sem nem ao menos saber disso. Havia respeito ali. Do mais puro que eu poderia sentir. E eu sabia que a nossa relação seria construída com calma. Ali, o tempo era nosso amigo. Eu estava decidido a tentar e não voltaria atrás. Agora, era deixar que as coisas acontecessem em seu devido tempo. Afinal, eu estava me permitindo. Estava me libertando. E nada, nem ninguém nesse mundo, seria mais feliz do que eu naquele momento.


Notas Finais


E aí, o que acharam?

Eles finalmente se encontraram e eu não pude imaginar uma cena melhor do que essa para isso acontecer. Achei que foi exatamente do jeito que tinha que ser e espero que tenham gostado. Esse é um dos meus capítulos favs e gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre ele, ok?

Por hoje é só, dois beijos nas bochechas, até o próximo sábado e tchaaaaau <33

Twitter: passionyeol


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