História A moda está para Paris, assim como você está para mim - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Drama, Jikook, Lemon, Namjin, Romance, Vhope, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 9
Palavras 2.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, amores!

Eu sei que demorei com a atualização, mas não foi propositalmente!
Minha semana de provas acabou caindo na mesma época em que meu notebook estragou, o que dificultou bastante para o término desse capítulo.
Mas finalmente estou de volta!

Tenham uma boa leitura, amores!

P.S.: @Raven_ARMY, não desista de mim! -ke

Capítulo 2 - Retour à la capitale de la mode.


Fanfic / Fanfiction A moda está para Paris, assim como você está para mim - Capítulo 2 - Retour à la capitale de la mode.

Já fazia uma hora e alguns minutos que estava sentado dentro de uma pequena lanchonete ali mesmo no aeroporto a espera de Taehyung. O mesmo havia prometido que estaria aqui e que me levaria para a república assim que eu colocasse os pés em Paris e, bem, eu estou aqui há um bom tempo e nem sinal.

Apesar de estar bem cansado da viagem, eu não o culpo ou sinto raiva dele pelo atraso. Taehyung não é de se atrasar e para isso ter acontecido, algo bem importante deve ter ocorrido. E, além disso, eu não estava sozinho. Eu tinha meus fones de ouvido para me distrair de toda a confusão do aeroporto.

Passo o olhar por toda a extensão da lanchonete pela vigésima vez durante aquele tempo, pensando em como a cor creme ficava bonita nas paredes bem decoradas daquele estabelecimento aconchegante, bem a cara de Paris.

Havia fotos e mini esculturas da torre Eiffel pelo local, deixando-o ainda mais característico ao chamar a atenção para um dos monumentos mais belos de todo o mundo.

Estava tão concentrado em meu próprio mundo que só percebo que há alguém comigo quando essa pessoa estala os dedos em meu campo visual, bem pertinho dos meus olhos, conseguindo assim, atrair minha atenção.

— O que de tão forte te deram nesse avião pra tá tão aéreo desse jeito? — Seu jeito leve e, naquele momento, risonho de falar acabou me arrancando uma risada baixa, na qual dois risquinhos fofos tomavam conta de meus olhos puxados assim que meus lábios formam um grande sorriso.

Não perco tanto tempo para finalmente me levantar e dar a volta por trás da mesa, envolvendo a cintura do maior com meus braços num abraço bem apertado, acabando por arrancar uma risada do mesmo.

Mesmo que eu tenha passado pouquíssimo tempo sem o mais velho, era impossível não sentir saudades dele. Ele é alguém extremamente cativante, apaixonante e, bem, ele é meu melhor amigo juntamente com Taehyung.

— Hoseokie-Hyung! — Falo com uma manha extremamente fora do normal e acabo apertando-o forte demais, fazendo com que ele resmungue baixo, rindo mais uma vez.

— Vai com calma nesse abraço, preciso estar inteiro para a minha próxima viagem. — Diz num tom razoável, evidenciando seu sorriso pelo jeitinho que falava.

O solto do aperto de meu abraço e logo posso observá-lo com um leve sorriso em meu rosto.

Assim como eu, o mais velho sorria, mas eu sentia que tinha algo de errado. Os cabelos negros totalmente desgrenhados denunciava sua pressa e seus olhos a sua falta de sono, o que me preocupou. Apesar disso tudo, algo me chamou a atenção de um jeito bom: Hoseok estava bem moreninho, como se estivesse ido à praia e ficado horas e horas debaixo do sol.

Ele pareceu perceber minha preocupação com o segundo fator e logo tratou de se pronunciar sem que eu dissesse palavra alguma.

— Não precisa dizer nada, sei que minha cara não está nos melhores dias. Prometo contar no caminho. — Sua fala é cortada por um pequeno suspiro, mas logo ele trata de continuar, já formando um pequeno sorriso com seus lábios finos. — Agora vamos para casa. Taehyung te deixou tempo demais esperando e você precisa descansar um pouco.

Antes que ele pudesse se abaixar para pegar a mala de rodinhas que eu havia trago com meus pertences, chamo a atenção do mais velho, demonstrando minha indignação com sua última frase através da entonação de minha voz, que havia aumentado um pouco o volume, atraindo, com isso, alguns olhares.

— Hey! — Cruzo meus braços sobre meu tórax enquanto o olhava com uma das sobrancelhas levantadas.

Não demora muito para que seu olhar pouse sobre mim e também para que ele questione minha intervenção repentina com sua fala leve.

— An? O que houve? — Após sua pergunta, ele volta a atenção à mala, segurando o puxador e elevando-o antes de voltar seu olhar a mim.

— Eu pareço estar tão cansado assim? — Assim que eu pergunto, ele parece prender o riso, o que me deixa ainda mais indignado do que eu estava. — Ah, qual é, Hoseok! Eu não devo estar tão ruim assim pra ser tão evidente!

Sua risada acaba ecoando pelo local e, com isso, eu acabo corando por pura vergonha. Meu medo era real e precisava ser respeitado, mas isso não era o que eu estava recebendo do meu querido melhor amigo.

— Deixa de neura, Jimin. Eu não disse que você estava com cara de cansado, só que precisava descansar por conta da viagem. — Eu acabo revirando meus olhos, ato esse que fora prontamente ignorado pelo mais velho.

— A mesma coisa! — Digo, insistindo em meu pensamento, e posso vê-lo revirar os olhos, numa cópia barata minha.

— Ah! Tá, ta! Que seja! — Dito isso, ele começa a andar até a saída do estabelecimento, porém, eu o interrompo mais uma vez.

— Hyung, espera! — Ele para no meio do caminho e me olha, esperando que eu continue a falar. 

— É que eu preciso pagar a conta. — Sorrio amarelo e ele me olha indignado.

— Você realmente comeu aqui? Sabe bem o quão caro é tudo em aeroporto. Depois fica aí no maior sufoco me pedindo dinheiro emprestado. Dinheiro esse que eu nunca mais vou sentir o cheiro! — E é nessas horas que eu dou graças a Deus por sermos os dois coreanos senão todas aquelas pessoas saberiam minha situação com o mais velho.

Ele faz esse show, mas ele sabe que eu pago ele. Demora um pouquinho, mas eu sempre pago.
Reviro os olhos e vou até o caixa, deixando o mais velho reclamando sozinho. Assim que a moça do caixa me diz o valor da conta eu me arrependo até o ultimo fio de cabelo por ter comido aqueles malditos e deliciosos croissants. Parece que tinha ouro na massa de tão caro!
Coloquei um sorrisinho no rosto para disfarçar meu desespero e dei as notas de euro para a moça, que sorriu amigavelmente antes de me dizer "Obrigada" e "Volte sempre!". 

Bom, com o preço das coisas acho que não tão cedo.

Dou as costas a ela e ando em direção ao Hoseok que me olhava com uma cara não muito boa. Ele não havia me dito nada — o que era bem estranho se tratando de Hoseok, uma vez que seus atos estavam mais contidos que o normal e ele parecia um pouco abatido (?) —, apenas seguiu comigo pelo aeroporto até o estacionamento, mais precisamente, até seu carro que, por sinal, não era nada de muito luxuoso, apenas um veículo que atenderia as necessidades do mais velho.

Ao estarmos perto o suficiente do carro, nos separamos e ele destrava o carro para que eu possa entrar enquanto tratava de guardar minha mala.

Quando já estou dentro do carro e com o cinto de segurança colocado, o mais velho adentra o veículo, fechando a porta do seu lado e também colocando o cinto de segurança. Enquanto ele manobrava o carro para sair da vaga, decido puxar assunto, uma vez que todo aquele silêncio estava me incomodando de alguma forma, além de procurar saber o motivo de o mais velho estar daquela forma.

— Hyung. — O chamo, escorando minha cabeça no vidro da janela, e logo posso ouvir sua voz ecoar no pequeno ambiente em que nos encontrávamos.

— Sim? — Ele responde sem tirar a atenção daquilo que fazia.

Viro meu rosto em sua direção e pergunto aquilo que eu queria desde quando o vi pela primeira vez naquele dia mesmo sabendo bem a resposta.

— Você está bem?

Como eu estava olhando-o, pude perceber o nervosismo e a tensão tomar conta do mais velho. Mas não foi como se ele não tivesse conseguido disfarçar. Ele disfarçou e muito bem, mas a convivência fez com que eu desenvolvesse a habilidade de ler os mínimos detalhes do mais velho. E foi aquilo que o acusou.

Antes que ele pudesse quebrar aquele pequeno silêncio que havia se formado mais uma vez com alguma mentira para tentar não me preocupar com a situação, me pronuncio.

— Vou entender isso como um não. Agora, desembucha. — Praticamente ordenei enquanto eu permanecia a olhá-lo.

Mesmo com a pequena pressão, ele se manteve firme, concentrado no que estava fazendo. Pouco tempo depois, assim que paramos num semáforo fechado, ele se vira pra mim e diz apenas uma palavra, ou melhor, um nome, antes de arrancar com o carro mais uma vez logo que o semáforo volta a abrir.

— Taehyung.

Não sei porquê, mas deu um medinho de saber o que o outro havia aprontado. Taehyung quase nunca aprontava para deixar Hoseok naquele estado e, bem, era quase impossível deixá-lo assim. Mas não demorou muito para que esse medinho sumisse completamente e desse lugar à minha curiosidade. Viro-me no banco, tendo minha atenção e meu olhar totalmente focados no mais velho antes de perguntá-lo, tentando manter minha voz o mais doce possível para que ele percebesse que, por mais que eu quisesse saber, eu o respeitaria se não quisesse falar.

— O que aconteceu, hyung?

Observo de longe seus lábios se comprimirem por um curto período de tempo, como se estivesse pensando se valeria a pena me contar ou não, porém, logo posso ouvi-lo mais uma vez.

— Bom, não sei se sabe, mas temos um novato na república. Um francês com descendências coreanas. — Antes de continuar, vejo meu hyung umedecer seus lábios brevemente, utilizando pequena parte de sua língua para fazê-lo antes de continuar. — Essa madrugada eu fui para a cozinha beber um pouco de água e quem sabe ligar para o Taehyung, porque ele tinha saído mais cedo e não tinha voltado até àquela hora. Só que quando eu passei em frente ao quarto do rapaz eu ouvi... Os gemidos de Taehyung e dele...

Passo a encarar o mais velho com certa curiosidade no olhar. Por que ele estava se importando com isso? Não era novidade o Taehyung transar com um e com outro por aí enquanto namorava com o Hoseok. Eles tinham um relacionamento aberto e ambas as partes aceitavam isso. Diante disso, resolvo questioná-lo.

— Mas, hyung. Por que isso te afeta tanto?

— É aí que está, Jimin. Eu não sei! Isso não deveria me afetar, mas já tem um tempo que está afetando. Isso é horrível, toda essa situação. — Ele respira fundo. Parece prender o choro, já que foi perceptível a mágoa e o embargue em sua voz. Eu, naquele momento, pude apenas apoiar minha mão em seu ombro, apertando o local levemente como um tipo de consolo ao mais velho.

Em contraste com toda aquela atmosfera, ele, assim que estaciona se carro numa das vagas da pequena garagem da república que morávamos, me olha e esboça um sorriso meigo.

— Vamos entrar, Taehyung deve ter acordado e, pelos latidos, Yeontan também.

Logo após sua fala, Hoseok retira seu cinto de segurança e abre a porta, saindo do carro em seguida. Eu não demoro a fazer o mesmo, fechando a porta do veículo assim que saio, porém, ao invés de entrar no casarão, espero o mais velho, que havia ido pegar minha mala no porta-malas, ao lado do automóvel e assim que o mais velho retorna com a mala em mãos, decido ir em sua frente para abrir a porta do casarão que vivíamos.

Abro a porta, logo sendo recebido por Yeontan, que pulava em minhas pernas e latia, fazendo festa. Rio baixo com toda aquela recepção do mascote e me abaixo para pegá-lo no colo, rindo ainda mais ao sentir sua linguinha áspera em minha bochecha várias vezes, em lambidinhas rápidas.

— Quem est... — A voz de Taehyung ecoa na grande sala, fazendo com que eu olhe na direção em que ela vinha.

Acabo por sorrir ao ver o mais novo parado ali no meio da sala, como se seu cérebro tivesse o obrigado a tal ação e, poucos segundos depois, andando em minha direção.

Deixo o cachorrinho peludo sobre o piso claro antes de envolver Taehyung num abraço apertado que logo é retribuído.

— Me desculpa, Jimin-hyung! Eu esqueci completamente que eu teria que te buscar. — O desespero, evidente em sua voz, me arrancou uma risada gostosa.

Separo o abraço e olho o rapaz à minha frente, sorrindo levemente para lhe deixar seguro e mostrar que não tinha problema algum.

— Está tudo bem, Tae. Não precisa se preocupar, afinal, Hope-hyung foi me buscar. — Citar o mais velho havia deixado o Taehyung tenso, sinal de que as coisas realmente não estavam boas entre eles. — Bem, vou pro meu quarto, descansar um pouco. Depois eu volto para conversarmos e quem sabe pedir alguma coisa. Tô com saudades da comida daqui. — Aquilo parece deixá-lo mais relaxado, uma vez que sua expressão havia suavizado.

Faço aquilo que havia dito a Taehyung. Vou para meu quarto e, após um pequeno cochilo depois de uma ducha quente, sou acordado pelo roncar de meu estômago. Estava faminto.

Pego meu celular e me assusto ao ver que havia se passado quase duas horas desde que havia deitado. "Meu cochilo não tinha sido tão rápido, afinal.", penso, rezando para que tivesse alguma lanchonete aberta naquele horário.

Morto de preguiça, me levanto da cama, saindo do quarto em seguida sem me preocupar com a roupa que vestia, estava em casa.

Ao chegar à sala mais uma vez, me deparo com Hoseok e Taehyung assistindo um filme, aparentemente de comédia e, diferentemente dos outros dias, cada um estava deitado em um dos sofás, se ignorando. Suspiro baixo e ando até Hoseok, que estava esparramado sobre o sofá maior, levantando suas pernas por um instante apenas para sentar-me no sofá e logo as pouso sobre minhas coxas.

Algum tempo em silêncio, apenas escutando o barulho da TV. Aquilo estava me enlouquecendo. Onde estavam meus melhores amigos barulhentos?

Meu estômago ronca mais uma vez e eu acabo me lembrando do que eu tinha ido fazer lá.

— Meninos, vou pedir pizza. Vão querer? — Pergunto, quebrando o silêncio e atraindo a atenção de ambos, que assentem em concordância.

Ok. Aquilo tinha sido bem estranho.

O pedido é feito e pago através de um aplicativo e cerca de uma hora depois a campainha toca.

— Hoseok, vai lá pegar? Você tá em cima de minhas pernas. — Peço, dando uma desculpa esfarrapada apenas para não me levantar dali.

Sou praticamente fuzilado com os olhos por Hoseok-hyung que revira os mesmos ao me ver fazer um coraçãozinho em sua direção utilizando minhas mãos antes de se levantar. Acompanho-o com os olhos até a porta, podendo ver um menino, aparentemente coreano na porta.

— Yoongi?! — Olho para Taehyung assim que ouço a voz de Hoseok soar surpresa e raivosa ao mesmo tempo, podendo encontrá-lo ainda mais tenso sobre o estofado.

Acho que aquilo bastou para eu entender a situação.

Seria aquele menino o novo morador e com quem Taehyung tinha transado?



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