História A Modelo - Capítulo 3


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Juliana, Luna Valente, Matteo Balsano, Nico, Personagens Originais, Simón
Tags Simbar
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Palavras 3.266
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Amante ?


Fanfic / Fanfiction A Modelo - Capítulo 3 - Amante ?

Depois de tanto tempo, ali estava Ámbar, naquele quarto, frente a frente com Simón outra vez. Simón, o homem que a magoara de uma forma como nunca ninguém imaginaria ser possível.

Embora, de certa forma, talvez devesse lhe agradecer pela esfuziante transformação de crisálida em borboleta. Porque, depois do episódio humilhante, ela decidira que nada, jamais, poderia magoá-la tanto novamente. A timidez ficara para trás. Da Ámbar boboca, emergira a nova Ámbar, mundialmente famosa.

Nunca se esqueça disso, ela pensou, olhando para o homem a sua frente.

Ámbar conhecera Simón quando ele tinha vinte e quatro anos e era o mais atraente dos homens. Sete anos depois, seu charme e seu carisma eram ainda mais poderosos. Aos trinta e um anos, adquirira uma indolência arrogante, à qual ela logo descobriria não estar imune...

Ámbar vestiu um robe de seda sobre o biquíni, e Simón deu um suspiro profundo.

— É difícil acreditar que os anos a tenham tornado tão tímida — ele ironizou —, quando antes exibia seu corpo tão orgulhosamente.

Ela ignorou o comentário. Uma discussão lhe daria a oportunidade de derrotá-la, e isso Ámbar não permitiria. Não de novo.

— Sobre o que deseja falar, afinal, Simón? — Ela pegou uma escova sobre a penteadeira e começou a escovar os cabelos loiros.

— Há quanto tempo conhece Matteo Balsano?

Foi uma surpresa ouvir o nome do fotógrafo que a trouxera ali.

— Você também o conhece?

Simón ignorou a pergunta.

— Perguntei há quanto tempo o conhece — repetiu.

Ámbar levantou a cabeça, indignada com aquele tom de voz.

— Não acho que seja de sua conta.

— Isso decido eu. — Simón estreitou o olhar. — Gostaria de saber por que você só tem casos com homens de outras mulheres.

Ámbar arregalou os olhos, perplexa.

— Não sei do que está falando.

Simón observou-a em silêncio durante algum tempo, como se estivesse avaliando se sua perplexidade era autêntica.

— Por acaso, Matteo Balsano, o homem com quem está tendo um caso, é noivo de minha secretária. Ela me ligou ontem à noite, aos prantos, porque ele iria passar o fim de semana com uma das mulheres mais bonitas do mundo e nem a avisou. Uma mulher, aliás, cuja reputação não é das melhores. — Os olhos de Simón brilhavam de forma sinistra.

Ámbar estava espantada.

— Por acaso, não estou tendo um caso com Matteo — ela respondeu, indiferente. — Estamos aqui a trabalho.

— É mesmo? — ele perguntou, descrente. Seu olhar vagava pelo quarto, e interrompeu-se ao avistar uma velha calça jeans desbotada, masculina, amontoada numa cadeira, ao lado da cama.

Ámbar corou, horrorizada, percebendo como o maldito jeans a incriminava. Além de linda, ela era excelente dona de casa, perita em costura, e, quando Matteo rasgara o jeans, oferecera-se para costurá-lo.

— Ah, aquela calça... — ela começou a se explicar, ciente de que Simón observava seu rosto corado. — Sim, é de Matteo. Prometi consertá-la, pois está rasgada.

— Compreendo. — Simón riu cinicamente. — Você devia estar ansiosa para tirá-la dele.

Ámbar engoliu em seco.

— Rasgou numa pedra, quando estávamos fotografando na praia de manhã, se é que deseja saber.

— E irá remendá-la... — Simón falou, num tom de voz mortalmente doce. — Que prendada! — Mas, logo em seguida, adotando um tom frio, acrescentou: — — Bem, como já disse, ele está noivo de outra mulher. Por isso, mantenha suas lindas mãozinhas longe dele, certo?

Que praga! Será que seu único e infeliz deslize na juventude iria condená-la para sempre aos olhos de Simón?

— Está sugerindo que eu passaria o fim de semana com um homem mesmo se soubesse que ele estava noivo de outra mulher?

Simón deu de ombros.

— Por que não? Há muito tempo, descobrimos que sua moral é bastante discutível. Nada sobre você me surpreenderia em relação a sexo, bella mia.

Por que ela o deixara entrar naquele quarto?, Ámbar se perguntou. Já não era uma jovenzinha ingênua, hospedada na casa dele, sujeita a suas ordens e a seus caprichos.

— Não o deixei entrar aqui para me insultar — disse. — Se é o que pretende fazer, pode se retirar agora!

Porém, Simón nem se mexeu.

— Só depois de prometer deixar Matteo em paz.

Mal sabia ele que Ámbar jamais se envolveria com Matteo ou qualquer outro homem, noivo ou não. Homens causavam mais problemas do que valia a pena. Ela até lhe diria isso, se não fosse o homem que esmigalhara suas incipientes emoções. Só de olhar para o rosto dele seu sangue fervia.

— Você gosta mesmo de mandar, não é, Simón? Primeiro, nas amizades de sua irmã. Agora, na vida amorosa da secretária. Por que gosta tanto de controlar a vida das pessoas?

— As vezes, uma intervençãozinha é indispensável — ele respondeu, arrogante, sem tomar conhecimento da crítica.

— É mesmo? — Ámbar sorriu, mordaz. — Sua secretária... Como é o nome dela?

Simón franziu o cenho e estreitou o olhar.

— Luna. Por quê?

— Pobre Luna! — ela exclamou, meneando a cabeça.

— Pobre Luna?

— Sim. Acha bom ela estar noiva de um homem em quem obviamente não confia? Um homem que vem com outra mulher ao sul da França?

— Se não fosse você, Ámbar, se fosse qualquer outra, eu estaria mais preocupado.

— E com isso quer dizer que...

Simón sorriu.

— Quero dizer que, embora condene a atitude de Matteo, acho-a, até certo ponto, compreensível. Eu mesmo já fui vítima de seus encantos. Seu corpo e realmente irresistível. Mas Matteo e Luna fazem parte da comunidade italiana de Nova York, onde existe certo decoro, onde sexo não vem antes do casamento e onde as mulheres que se permitem isso não merecem muito respeito. Entende o que quero dizer, cara?

Ámbar entendia. E, embora isso não devesse doer, doía. Como doía!

— Claro... — murmurou, disfarçando o que sentia. — Está dizendo que Matteo pode transar antes do casamento, contanto que não seja comigo. E que Luna tem de esperar até a noite de núpcias.

— Você parece não concordar... — ele falou, parecendo furioso.

— Não mesmo! Isso é puro machismo! Jogo duplo! Por que as mulheres devem permanecer castas e os homens não? Acho que ambos têm os mesmos direitos.

— E está defendendo os direitos femininos, não é?

Ámbar não tinha experiência para sustentar sua tese, mas Simón não sabia disso. E, como não acreditaria em nada que ela dissesse, não havia nada a perder. Por isso, levantou a cabeça e o encarou.

— Acredito em igualdade. Não é possível haver uma regra para os homens e outra para as mulheres. Ou ela serve para ambos, ou não serve!

Simón estreitou o olhar.

— Quantos amantes já teve, Ámbar?

Ela percebeu um brilho estranho nos olhos dele e, instintivamente, soube o que o provocara. Simón estava com ciúme! Ele a desejara sete anos atrás, claro, mas não fizera amor com ela por não a respeitar. Estaria arrependido agora? De repente, Ámbar descobriu uma forma de se vingar.

— Por que deseja saber? — perguntou, esboçando um sorrisinho insinuante no canto dos lábios.

Simón sentiu-se como se houvesse levado uma apunhalada.

— Fui um imbecil — afirmou por entre os dentes. — Deveria tê-la possuído quando me implorou, de uma forma que a faria se lembrar de mim sempre que estivesse nos braços de outro.

Aquela presunção causou em Ámbar um efeito contrário ao que deveria provocar. Despertou-lhe um desejo intenso, uma sensação nebulosa, que somente Simón conseguira fazê-la sentir, e que ela, então, imaginara ser amor. Mas agora sabia ter sido apenas um incontrolável desejo de ser possuída por ele.

Estaria sendo vítima da mesma atração aterradora que, de uma forma inexplicável, ele conseguia provocar nela com um simples olhar?

Ámbar lhe deu as costas.

— Vá embora, Simón — pediu, temendo que ele percebesse a confusão que assaltava sua mente.

— Ir embora? — ele repetiu baixinho.

Ámbar estremeceu, ao perceber que ele se aproximara sorrateiramente. Agora estava a seu lado, tão perto que ela podia ouvi-lo respirar.

— Sim, vá embora — ela sussurrou.

Simón sorriu.

— Não, cara, você não quer que eu saia.

— Quero, sim. — Era mentira. Tudo o que ela queria era beijar aqueles lábios outra vez. Ámbar fechou os olhos.

— Não, não quer.

Ela voltou a observá-lo, horrorizada com o que quase permitira acontecer e com a forma como Simón a olhava, como se ele também estivesse dominado por algo mais forte que a razão.

Simón a abraçou, fitando-a nos olhos.

— Linda... lindíssima... e esperando ser beijada.

— Não — Ámbar gemeu, olhando para os lábios tão perto dos seus.

— Sim, Ámbar... sim...

Não foi um beijo feroz como ela esperava. Foi meigo, delicado. Ámbar abriu a boca, enquanto a língua dele se ocupava de uma diligente exploração de seu interior.

Ámbar estava perdida. Sentia o desejo se espalhando rapidamente por todo o corpo. Tentou detê-lo, mas a única tentativa não passou de um esforço patético. Agora, já não empurrava mais os ombros dele, em vez disso, acariciava seu pescoço.

As mãos de Simón desceram até seus quadris, afagando suas nádegas. Em seguida, ele pegou-a no colo e a levou para a cama.

Mesmo depois daquela nítida declaração de intenções, Ámbar nada fez para contê-lo. Respirar era difícil, pensar era impossível. Tudo o que ela conseguia fazer era fitá-lo com um olhar confuso, desejoso...

— Simón... — murmurou. — Não faça isso, por favor...

Ele não respondeu, apenas a acariciava. Suas mãos agora massageavam-lhe os seios, enquanto Ámbar estremecia.

— Mas você me quer, cara — ele disse por fim. — Tanto quanto eu a quero.

Ela negou, com um movimento de cabeça.

— Quer, sim, Ámbar. E nós dois sabemos que vai ser ótimo.

Simón afastou os cabelos do rosto dela, e Ámbar teve a estranha impressão de tê-lo visto olhar no relógio de pulso. Aquele movimento dissonante foi suficiente para fazê-la tentar escapar de seus braços. De repente, bateram na porta.

— Ámbar — uma voz alegre chamou. — Posso entrar? Recebi seu recado.

A porta se abriu, e Matteo entrou. Parou ao vê-la na cama, nos braços de Simón.

— Meu Deus! — exclamou, pálido. — Simón!

Simón se voltou e sorriu, indolente.

— Sim?

Matteo estava perplexo.

— O que está fazendo aqui?

— Fazendo amor com uma mulher... não parece óbvio? E você está atrapalhando.

— Mas eu...

— Saia daqui, Matteo, antes que eu quebre sua cara. Neste caso, vou fazer sua amiguinha feliz. Mas, no próximo deslize, quebro todos os seus dentes, entendeu?

Ámbar afastou-se, com um gosto amargo na boca, sentindo-se em meio a um pesadelo. Saiu da cama, cambaleando.

— O que está acontecendo aqui, afinal? — ela indagou.

— Matteo já está de saída — Simón respondeu. — Não está?

Matteo retirou-se, fechando a porta atrás de si.

Caminhando pelo quarto, Ámbar relembrava fragmentos do estranho diálogo ou monólogo. Simón continuava lá, observando, sorrindo, divertido.

— Recado? Que recado? Matteo disse que havia recebido um recado meu... mas não mandei nenhum.

— Fui eu quem mandou. — Simón continuava sorrindo. — Pedi a uma garçonete para lhe dizer que viesse aqui em meia hora, tempo que achava necessário para ter você nos braços. — Olhou de novo o relógio, sempre sorrindo. — Mas só demorou vinte minutos. — Suspirou. — Sempre foi assim tão receptiva, bella mia.

Embora fosse verdade, Ámbar ficou uma fera. Pegou a escova de cabelos na penteadeira e atirou nele, sem pensar nas conseqüências. No entanto, Simón agarrou a escova em pleno ar.

— Que mau gênio! — exclamou, levantando-se da cama, enquanto Ámbar procurava pelo quarto mais munição.

Um sapato, um cabide, uma bolsa... tudo ele ia aparando e jogando na cama, sempre com o sorriso irônico nos lábios.

Já sem fôlego, completamente desnorteada, Ámbar o encarou.

— Por quê? — perguntou. — Por quê?

— Por que o quê?

— Por que fez Matteo vir aqui e ver a gente...

— Prestes a fazer amor? — ele concluiu. Ámbar corou.

— Não, não estávamos... — murmurou.

— Mentirosa.

— Por que simplesmente não disse o que tinha a dizer? Que Matteo estava noivo de Luna. Eu nunca me envolveria com um homem noivo de outra mulher.

Simón deu de ombros.

— O problema é exatamente esse, Ámbar. Não sei quase nada sobre você... além do fato de ser tão atraente que eu mesmo fico um tanto perturbado. — O tom de voz sugeria mesmo certa perplexidade. — O que por si só é estranho, porque geralmente não me sinto atraído por mulheres de quem não gosto. E, já que perguntou, não disse simplesmente o que tinha a dizer porque não sabia se você atenderia meu... pedido. E nunca deixo nada por conta do acaso. Claro que também poderia ter dito a Matteo para se afastar de você, mas achei melhor ele ver com os próprios olhos que tipo de mulher havia escolhido para ter um caso. Uma mulher que se atira nos braços de outro na primeira oportunidade. Pode acreditar, cara, Matteo nunca mais vai... enganar a noiva. E os mesmos atributos que fazem de você uma amante tão interessante vão enaltecer as virtudes de Luna.

Ámbar não sabia o que dizer, encarando aquele olhar gelado. Levou algum tempo para se recuperar.

— Saia daqui imediatamente, antes que eu comece a gritar até derrubar a casa!

— Claro. Você deve estar querendo se vestir. — Simón inspecionou rapidamente o corpo dela, e Ámbar lembrou que ainda usava apenas um minúsculo biquíni, sob o impróprio robe de seda. — Mas, antes, tenho uma proposta para lhe fazer.

Ámbar contraiu os lábios.

— Não estou interessada em nada que tenha a dizer.

— Pare de representar, Ámbar. E nunca descarte uma proposta sem antes ouvi-la. Vou lhe oferecer uma oportunidade imperdível...

— Vai prometer que nunca mais terei o desprazer de pôr os olhos em você? — Ámbar arriscou.

— Pelo contrário — ele respondeu, com voz doce. — Quero que seja minha amante.

Houve um breve silêncio. Ámbar olhava para ele, horrorizada.

— Não acredito... — falou finalmente, atônita. — Você está completamente louco.

Os olhos de Simón brilhavam.

— Um pouco, talvez — murmurou. — Efeito de sua proximidade.

— Ou de seu pervertido senso de humor.

— Não, nunca brinco com negócios — ele disse, tão naturalmente quanto se falasse de assunto tão bizarro todos os dias.

— Chama sua proposta indecorosa de negócio?

— Claro. Ser amante não é um negócio? Uma troca de vantagens? Você teria muitas, em troca de seu corpo maravilhoso.

Simón franziu o cenho, diante da expressão de choque do rosto dela.

— Ora, Ámbar, pare de me olhar desse modo. Você já deve ter ouvido muitas propostas parecidas. A última, recentemente. Ou iria passar um fim de semana com Matteo em algum lugar que não fosse uma linda vila no Mediterrâneo?

Que cínico! Ámbar estava enojada, seus olhos brilhavam, ao responder, no tom mais meigo que pôde produzir:

— Não tenho de lhe dar explicações sobre o que faço ou deixo de fazer, Simón. Na verdade, sua mente é tão pervertida que nada que eu dissesse faria a menor diferença.

Ámbar suspirou, antes de prosseguir:

— Mas, mesmo assim, vou lhe dizer uma coisa, Simón... nunca seria sua amante, mesmo que fosse o último homem na face da Terra. E ganho bastante dinheiro para pagar minhas despesas. Sou uma mulher independente. Nunca me vendi e nunca me venderei a homem algum. Além disso — respirou fundo —, mesmo a amante mais interesseira sempre espera um mínimo de afeição e respeito, o que parece estar além de suas... habilidades.

— Devo deduzir que sua resposta é não? — ele ironizou, antes de esboçar um sorriso ironicamente sexy. — Foram palavras corajosas, Ámbar, mas adoro desafios.

Se, pelo menos, a voz dele não fosse tão provocante, tão irresistível!, Ámbar pensou, indignada.

— Definitivamente, Simón, você não tem nenhuma chance — falou, com uma ironia que parecia diverti-lo. — Agora, vá embora!

— Tudo bem — ele disse, segurando a maçaneta da porta. — A gente se vê por aí — provocou-a, num tom suave. — Vamos ver quanto tempo uma recusa definitiva pode durar. Acredite em mim, Ámbar, eu a quero mais do que já quis qualquer mulher e pretendo conseguir o que desejo. Sete anos atrás, começamos algo que quero terminar — concluiu e saiu.

Dez minutos depois, bateram na porta outra vez. Ámbar mal ouviu. Estava sentada na beirada da cama, tentando acreditar que Simón só dissera tudo aquilo num momento de frustração sexual e que não haveria motivo para voltar a vê-lo. Continuavam batendo na porta.

— Vá embora — ela gritou.

— Ámbar, preciso falar com você, por favor. É importante.

Era Matteo. Contrafeita, ela caminhou até a porta e abriu-a.

— Por que não me contou que estava noivo da secretária de Simón Álvarez? — perguntou. — Por que não me disse que estava noivo?

— Mas viemos para cá a trabalho — Matteo defendeu-se. — Não fizemos nada de mais.

— Não, realmente não fizemos. Porém, Simón não pensa assim, aquele tirano.

Matteo olhava para o corredor, preocupado, como se esperasse que Simón surgisse de repente.

— Alguém pode nos ouvir... posso entrar?

— Não, não pode. Ficou maluco? Se quer preservar a saúde, é melhor ficar longe de mim e de qualquer outra mulher, exceto de Luna, se é que está mesmo interessado em se casar com ela.

— Ámbar, por favor — Matteo suplicou —, deixe-me entrar, e explico tudo. Só não quero que Simón me veja aqui.

— Por que não?

— Porque... ora, você sabe por quê.

— Pensei que tivesse mais juízo... — Ámbar o deixou entrar. — Tudo bem. Tem cinco minutos para explicar tudo.

Matteo suspirou.

— É difícil.

— O que disse a sua noiva sobre esta viagem? Por que ela estava chorando quando ligou para Simón?

— É que... não lhe contei nada. Ou melhor, só falei que ia fotografar, não disse que viajaria com você a trabalho.

— E por que não?

— Bem... ela é muito ciumenta.

Ámbar franziu o cenho.

— Ora, Matteo, não espera que eu acredite nisso. Fotógrafos trabalham com modelos o tempo todo. Se ela fosse ciumenta, o relacionamento de vocês já teria acabado.

— O problema não é as outras modelos — Matteo respondeu, embaraçado. — E você.

— E por que eu?

Ele estava cada vez mais constrangido. De repente, apesar de todo seu talento fotográfico, parecia um menino.

— Ela sabe que eu sempre quis fotografá-la, Ámbar. Que até já tive... um pôster seu na parede de meu quarto. — Matteo corou.

— Não lhe ocorreu que ela acabaria descobrindo tudo?

Ele meneou a cabeça.

— Nem pensei nisso. Estava tão ansioso para fotografá-la que nem acreditei quando concordou. Sinto muito, Ámbar.

Ela deu um suspiro profundo. Pronto, outra vez o mesmo filme. Agora, estava na lista negra da noiva dele, e sem motivo algum. Será que era muito crédula? Ou só uma tola?

— É melhor voltar a Nova York e procurar sua noiva — disse. — Seus amigos podem confirmar que estivemos em quartos separados, mas é melhor não demorar muito por aqui..,

— E você, o que vai fazer? — Matteo quis saber.

— Vou embora no primeiro avião - Ámbar respondeu. — Quanto antes, melhor. E tentar esquecer o episodio lamentável.

Tão logo Matteo saiu, Ámbar foi ate o armário e começou a arrumar a mala.



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