História A Modelo - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Juliana, Luna Valente, Matteo Balsano, Nico, Personagens Originais, Simón
Tags Simbar
Visualizações 216
Palavras 1.779
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Aceito.


Fanfic / Fanfiction A Modelo - Capítulo 5 - Aceito.

Simón tinha o controle da situação, Ámbar percebia, olhando no brilho de seus olhos, e não havia nada que ela pudesse fazer.

— E se eu aceitar esse... convite para trabalhar para sua empresa...

— Você não tem escolha — ele a interrompeu.

Não, não tinha. Ele estava certo de novo, e isso era o mais irritante. Ela não podia continuar despejando dinheiro na fábrica para Nico desperdiçá-lo. Sem falar que as dívidas por lá eram maiores do que ela poderia pagar.

E, se recusasse ser a garota Sedução, não só a Franklin Motor estaria arruinada como Simón também poderia processá-la por romper o contrato. Poderia arruiná-la financeiramente, dizer ao mercado que ela não era confiável, dar um jeito de ela nunca mais voltar a trabalhar. Era preciso admitir que, Ámbar pensava, desconsolada, para onde quer que corresse, estava... perdida.

— Vamos esclarecer uma coisa... — disse por fim.

— O quê?

— O acordo é trabalhar para você... só isso? Simón ergueu os ombros elegantemente.

— Como já falei... só o que você quiser dar.

— E quais são as condições do acordo?

— As mesmas do contrato já assinado. — Simón sorriu, observando os pedacinhos de papel picado sobre o carpete. — Não havia problema com elas antes de eu aparecer, havia?

— Não — Ámbar respondeu, relutante. — E quando começo? — perguntou, percebendo que a pergunta selara seu destino, o que ele também não deixou de perceber, a julgar pelo sorriso.

— Amanhã à noite. Vai haver um coquetel no Hotel Granchester para apresentá-la à imprensa internacional. Um carro irá buscá-la às oito horas da noite.

Alisando a saia curta, Ámbar levantou-se.

— E que imagem devo projetar como a garota Sedução?

Simón sorriu de modo excitante.

— Bem, obviamente não será uma imagem inocente — ele respondeu. — Quero que projete uma imagem glamourosa, bella mia. E sexy — acrescentou, medindo-a de alto a baixo.

Ámbar sentiu um arrepio. Não deveria se sentir ultrajada sob aquele olhar ávido? Então, por que estava tão excitada?

— Um estilista da agência de propaganda irá procurá-la às sete horas com a roupa que você usará — Simón prosseguiu. De repente, segurou sua mão e levou-a lentamente aos lábios, sem tirar os olhos dela. — Estou muito contente, cara, por ter refletido e concordado comigo...

Ámbar retirou a mão rapidamente, afastou-se e dirigiu-lhe um olhar frio.

— Deixou bem claro o que quer de mim, Simón, mas não vai conseguir.

— Não?

— Pode acreditar! — Com toda a altivez, Ámbar saiu da sala.

Lá fora, Juliana e o advogado continuavam estarrecidos. Ao vê-la, Juliana levantou-se rapidamente da poltrona que ocupava.

— Ámbar, pelo amor de Deus...

Mas Ámbar nem olhou para trás. Enquanto saía, ainda ouviu Simón dizer aos dois:

— Desculpem-me por fazê-los esperar. Porém já podemos discutir os pormenores do contrato, agora que a srta. Franklin mudou de idéia e gentilmente resolveu cumpri-lo.

Gentilmente! Ela fora coagida, isso sim! Chantageada! Mas Ámbar manteve o nariz erguido até sair do imponente prédio da Sedução e entrar num táxi.

Então, finalmente pôde se entregar ao horrível sentimento de impotência. Apertava a bolsa como se fosse o pescoço de Simón.

Faltavam dez minutos para as oito horas da noite. O estilista acabara de sair, e Ámbar ainda se olhava no espelho da parede do quarto, esperando o carro que a levaria ao coquetel. Até ela estava impressionada com o vestido que usaria em sua estréia como a garota Sedução.

Como a maioria das modelos, Ámbar andava sempre insegura sobre a própria aparência, esperando o dia que alguém lhe diria que fora tudo uma grande ilusão, que ela não era bonita. Olhando-se no espelho, geralmente só via defeitos. Achava-se alta demais, as pernas eram muito longas, e os quadris eram estreitos demais e realçavam muito a exuberância de seus seios. Mas, nessa noite, até ela achou difícil não ver ali uma mulher lindíssima.

Os cabelos esparramavam-se em ondas pelas costas. As pálpebras foram habilmente maquiadas em tons prateados. O vestido era deslumbrante, embora justíssimo, realçava de forma quase indecente seus seios e quadris. Era o tipo de vestido que delataria impiedosamente qualquer quilinho a mais.

A campainha interrompeu seus devaneios. Ámbar olhou pela vigia da porta e viu lá fora um motorista uniformizado. Então, abriu a porta. O homem mostrou uma credencial.

— Srta. Franklin? — perguntou.

— Sim, sou eu. — Ámbar sorriu. Afinal, não era culpa do pobre homem ela ter de ir a esse coquetel.

— O carro que a levará ao hotel está lá embaixo.

— Obrigada. Já vou descer.

Sentindo certa afinidade com os cristãos jogados aos leões, Ámbar pôs a echarpe prateada sobre os ombros e saiu com o motorista. Lá fora, um Daimler reluzente estava parado em frente ao prédio.

O motorista abriu a porta detrás, e ela entrou. A porta já estava fechada, quando Ámbar notou que havia mais alguém no automóvel. Não foi difícil imaginar quem era. Recostado no confortável banco de couro, Simón a observava com aquele olhar indolente.

O coração dela começou a bater mais forte. À medida que seus olhos iam se habituando à pouca luz do interior do carro, Ámbar ia percebendo em que aquele físico vigoroso podia transformar um smoking e uma camisa branca. O mundo era mesmo injusto. Um homem tão inescrupuloso não merecia ser tão bonito!

Ela se acomodou no banco, tão longe dele quanto possível.

— Boa noite, Ámbar — cumprimentou, enquanto o automóvel era posto em movimento.

— Que surpresa desagradável — ela respondeu, tentando parecer indiferente, embora o coração continuasse batendo, acelerado. — Pretende me acompanhar em todos os meus compromissos?

— Talvez — ele murmurou, esboçando um sorriso. — Se estiver sempre assim, tão deslumbrante!

O discreto elogio e a forma como ele a olhava foram suficientes para arrepiá-la. Não importava que eram inimigos, que ela o detestava e que os propósitos dele eram abomináveis. Porque seu corpo insistia em reagir a sua simples proximidade. Bastava vê-lo para sentir aquela tensão deliciosa.

Ámbar tentou proceder como sempre fazia em seus compromissos profissionais: cordialmente, porém mantendo certa distância.

— O vestido é mesmo lindo — afirmou. — Seu estilista é muito competente.

— Ele trouxe vários, mas no momento em que vi esse... — Havia certa possessividade em seu tom de voz.

Ámbar sentiu o coração se acelerar um pouco mais.

— Então foi você quem... o escolheu?

— Claro.

Saber que o vestido que agora roçava sua pele fora escolhido por Simón a fez corar, excitava-a de forma vergonhosa. Ainda bem que havia pouca luz dentro do carro. Ela esperou o calor diminuir um pouco, antes de perguntar:

— Sempre escolhe a roupa de suas modelos?

— O que acha? — ele respondeu evasivamente. Naquele instante, achar alguma coisa era impossível, pois estava com dificuldade até para respirar.

— Nem imagino. Foi por isso que perguntei.

Os olhos dele brilhavam intensamente. Ámbar podia sentir que naquele momento ele a desejava, tanto quanto ela.

— Não, geralmente não. Mas, quando vi esse vestido... quis ver como você ficaria nele, a prata contrastando com o brilho de seus olhos tão prometedores... a seda acariciando a maciez de sua pele... — ele murmurou. — Sabia que você ficaria sensacional.

No curso da carreira de modelo, Ámbar já ouvira elogios de muitos homens, mas nenhum jamais fizera seu coração bater tão forte como agora. De repente, porém, lembrou que esse homem só estava interessado em seu corpo. E isso doía muito.

— Você deveria levar em conta que me fazer perder a paciência, como está perto de conseguir, tentando me comparar a um objeto que comprou, não vai ajudá-lo a conseguir boas fotos da garota Sedução.

Simón meneou a cabeça.

— Engano seu, cara. Só pretendo fazê-la admitir que gostaria de ser beijada — sussurrou.

Ela olhou nos lábios de Simón.

— Que tal agora, Ámbar?

Ele estava muito perto. Mais um pouco e seria impossível detê-lo. Ela podia ver o brilho de desejo nos olhos dele. E sentia seus lábios se abrindo, como se compelidos por uma força misteriosa. Instintivamente, afastou-se de Simón, afundando-se no couro macio do assento, desafiando-o a tentar. Cerrou o punho sobre a coxa, à espera da tentativa. Ele sorriu ao perceber sua atitude.

— Melhor não — falou. — Borraria seu batom. Vamos esperar um pouco mais...

— Então espere sentado!

Simón deu uma gargalhada e, de repente, mudou de expressão, franzindo o cenho. Também mudou de assunto.

— Encontrei seu irmão esta tarde.

— É mesmo? E como ele estava?

— Cheirando a bebida... no meio da tarde.

— E sobre o que falaram?

— Na verdade, conversamos bem pouco. Francamente, não sei como aquela fábrica ainda não fechou. Ele não tem a mínima idéia do que seja administrar uma empresa.

— É porque não teve a oportunidade de continuar seus estudos. Nico assumiu a fábrica quando papai morreu. E só tinha vinte anos, caso você não saiba.

— Sim, eu sabia. Também soube hoje que sua mãe morreu no ano passado. Sinto muito, Ámbar.

Ela se voltou e olhou para fora do carro, tentando esconder as lágrimas que ameaçavam rolar por seu rosto. De repente, ouviu Simón bater na divisória de vidro que os separava do motorista. O vidro baixou imediatamente.

— Pare aqui — Simón pediu ao motorista. — Vamos entrar por uma porta lateral. — Voltou-se para Ámbar. — Está tudo bem com você?

Ela assentiu com um movimento de cabeça, surpresa com tanta solicitude.

— Achei que a porta da frente faria mais seu estilo...

— Deve haver dezenas de fotógrafos lá. Teríamos de abrir caminho à força. Além disso, a surpresa é sempre uma vantagem, você não acha?

Ámbar não teve tempo de responder, pois ele logo segurou sua mão e a conduziu por uma discreta entrada lateral. Somente quando já subiam por um elevador de serviço, ela notou seu sorriso.

— Parece estar gostando disso — Ámbar o acusou.

Simón levou algum tempo a responder:

— Mais do que eu imaginava, cara — murmurou. — Achava que sua rendição seria imediata. Os inícios na França eram tão auspiciosos.

Ela mal podia acreditar.

— Você é mesmo muito arrogante...

— Eu não podia imaginar que você ofereceria tanta resistência — Simón a interrompeu, observando seus lábios. — Mas isso torna tudo mais agradável.

Nesse momento, a porta do elevador se abriu. Havia um batalhão de fotógrafos no corredor.

— Está pronta? — Simón indagou.

— Para tudo — ela respondeu.

Os fotógrafos não perderam tempo. Começaram a fotografá-la. De repente, Ámbar sentiu uma dor aguda no peito, quando uma voz rouca chamou o nome de Simón. Era uma voz de mulher...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...