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História A month with - Harmione - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


Há! Pensaram que não teria One nessa madrugada né? Apois- estão errados😎🙌
Último capítulo, último dia, última one desse projeto 🤧 aaaa q passou tão rápido pera *secando uma lágrima* queria agradecer vocês, por tudo, os favoritos, comentários, mensagens de carinho vcs não sabem o quão fico feliz com isso! Ai eu amo tanto vocês affo😤🥺
Mas calma, calma, que ainda vão ter Muitas fanfics esse ano! Já estou preparando e pensando em três, enquanto escrevo 3 pq eu sou assim.. 🤠

Só colocando o link do grupo pra quem ainda não entrou: https://chat.whatsapp.com/BFbCZLx6RMP2dEQsJG76EU

Boa leituraaaa 💙

Capítulo 30 - Dia 30 - Verdade ou Desafio.



A garota de cabelos espessos mas graciosos, caminhava em passos largos mas leves, batendo seu chinelo de dedo contra o piso de cimento do gigantesco castelo, enquanto seus olhos castanhos estavam vidrados nas palavras, durante a leitura de um livro. Nada fora do comum. 

Então subiu as escadas para sua comunal, já havia decorado as escadas e tempo certo de cada uma, e seus movimentos. Parou em frente ao quadro da mulher gorda, que mais uma vez tentava mostrar seu potencial no canto, porém, ela não estava escutando ou sequer prestando atenção nisso.


— Senha mocinha? Ei! - A mulher chamou parcialmente sua atenção, quando finalmente parou de cantar.


— Lesmas tagarelas. - Sua voz calma e suave respondeu. 


E sem mais demora, a pintura se abriu no mesmo instante, e ela voltou a andar distraída para dentro da comunal. Todavia, acabou esbarrando fortemente em alguém, que seu livro voara ao chão, enquanto ela caía de joelhos.


— Hey, desculpa... - Ouviu a voz masculina falar acima de si, enquanto a erguia sem esforçou algum pela cintura, e puxava logo após seu livro, e entregando á ela. - Você está bem? - Ele perguntou preocupado, olhando em seus olhos.


Ela entrou em transe naquele olhar por alguns segundos.


— Ah, sim sim... - A garota gaguejou, olhando para qualquer lugar londe das profundezas verdes dele. - Eu peço desculpas, estava distraída e... 


— Mioneee! - Outra voz gritou seu nome, interrompendo a explicação dela, e também chamando sua atenção junto. A figura ruiva se aproximou deles, segurando o braço da menina. - Quer jogar verdade ou desafio comigo e as meninas?


— Gina, eu- bem estou quase terminando meu livro, então eu passo... - Hermione começou a dizer, e só então percebendo que Harry já havia saído fora da comunal pelo quadro. Soltou um suspiro gelado, eles estavam estranhos ultimamente. E isso estava incomodando-a bastante.


— Vamos lá! Seu moreno já saiu, e esse livro você com certeza pegou hoje mesmo ou no máximo ontem, então até amanhã você termina sabemos disso. As meninas tão alí perto da escada. Por favoorrr... - A Weasley mais nova implorou, puxando-a pelo braço para junto das outras garotas. Hermione por si não ligou muito. Estava mesmo precisando de diversão ultimamente.


Então ela por sua própria conta, sentou-se na rodinha entre as garotas. Gina, Lavender, Parvati, espera...


— O que a Luna e a Padma tão fazendo aqui? Como vocês estraram? - Hermione indagou olhando das duas Corvinas, para as Grifanas, tentando entender.


— Eu chamei. - A ruiva se pronunciou. - E falei a senha e elas entraram junto comigo... Simples. - As vezes a Granger se esquece de que a segurança de sua comunal é ridiculamente fácil de ser invadida, e isso só a lembrou do terceiro ano, quando Sirius invadiu o quarto de Harry. Outro suspiro escapou de seus lábios.


— Certo. Estão girando o que? - Hermione concordou se ajeitando na rodinha das garotas atrás do sofá principal do cômodo, e ao lado da escada do dormitório feminino.


— A varinha da Di-lua. - Padma respondeu a pergunta, colocando a madeira moldada em formato de vassoura no meio da roda.


— Quem começa? - Lavender disse algo pela primeira vez, desde que Hermione entrou.


— A varinha é da Luna, eu acho certo começar por ela... - A outra gêmea Patil sugeriu.


Todas concordaram.

Então os jogos começaram. Na primeira rodada, a Lovegood desafiou Hermione ficar com o braço levantado por três rodadas consecutivas, ela conseguiu, mas depois teve a sensação de não ter mais braço, de tão dolorido que estava.

Padma desafiou Lavender a invadir o dormitório masculino, e pegar alguma coisa importante de Ron, sem avisar e só devolver no final do jogo; ela por si, não sendo fã de ser duvidada, pegou-lhe logo sua varinha, enquanto ele conversava distraído com Dino Thomas.

Gina foi a primeira a arregar, e pedir verdade, e a pergunta de Parvati a quebrou, deixando-a desconfortável; perguntando se a Weasley gostava do mesmo sexo, tanto quanto o oposto. Ela apenas acenou com a cabeça, escondendo o rosto vermelho nos joelhos. Porém ao contrário do que ela imaginou, as amigas não lhe julgaram ou riram de sua cara, elas apenas entraram no assunto encorajando-a a não ter medo, e sentir-se insegura, porquê sexualidade não é uma escolha. Ela ficou muito feliz com isso, que acabou pegando leve na rodada seguinte.

A Brown perguntou a Hermione, quando ela fora a segunda a pedir verdade, se ela e Viktor haviam tido algo além de beijos no quarto ano. Ela por si ficou chocada com a mente poluída de Lavender. E logo um sermão indignado ela soltou, negando constantemente, dizendo que seria errado, pois ela além de só ter quatorze anos e achar extremamente cedo, o Krum estava para completar seus dezenove, e isso no mundo trouxa seria considerado pedofilia. E após alguns minutos ouvindo-a espernear, Luna interrompeu percebendo que a energia alí estava ficando pesada, e cortou-a pedido a ela para girar a varinha.

E assim ela fez, todavia, sua sorte ou azar, dependendo do ponto de vista, não estava muito boa, e acabou virando para Gina e ela. Hermione por conhecer sua melhor amiga, saberia que ela não era de pegar leve em seus desafios, mas só pela pergunta anterior, ela ousou no desafio, para ver até onde era o limite de Ginevra para com ela.

As meninas não perceberam, apenas a ruiva, que Harry Potter havia chegado do treino de Quadribol, tão suado e cansado, que apenas se jogou no sofá mais afastado delas, tirando sua camisa da Grifinória encharcada de suor, e começar a polir sua vassoura distraidamente.

O destino só pode.

Ela sabia dos sentimento confusos de sua melhor amiga ao  moreno, mesmo ela negando sempre que possível, Gina não era tonta, sabia á verdade nos olhos dela; e naquele momento, era como se o destino houvesse agido a favor de seus pensamentos, e sem pensar duas vezes, olhou novamente para Hermione, e a desafiou.


— Desafio você beijar o Harry, sem dar motivo algum. - As meninas nem ficaram tão supresas assim, já era meio que óbvio o que rolava entre ela e o Potter, uma vez a própria Luna disse em uma conversa, que Hermione não estava, algo como: 


"A Mione e o Harry estão estranho um com outro ultimamente... Rowena, as vezes quase dá pra tocar a tensão que fica entre eles! Isso é desejo acumulado há anos! E tenho a impressão que se eles não se beijarem logo, vão explodir, tipo, literalmente!..."


A castanha por si, fora a única entrar em estado de choque, demorando a assimilar as palavras da mais nova da roda. "Desafio você beijar o Harry."

Beijar o Harry...

Beijar o Harry.

Beijar o Harry?

BEIJAR O HARRY!!!!!???


— Não, não vale trocar pra verdade. E se arregar vai pagar prenda, e eu pego muito mais pesado nas prendas do que no desafio, querida. - Ginevra cortou Hermione antes mesmo que ela disse algo, chamando a atenção da castanha de volta para si.


— Ginny, e-eu não posso... -  Ela tentou convencer com a voz arrastada de dúvida e receio.


— Vêm. - A ruiva puxou-a pelo braço, fazendo-a ficar em pé junto a si naquele instante. - Eu sei que você quer isso há tipo... Muito tempo. Vai e aproveita! Tasca-lhe um beijo nos lábios viu mocinha? E saí sem dar qualquer explicação. E amanhã quando ele te chamar pra conversar e receber explicações, apenas diga a verdade, que eu desafiei você, prefiro que aquele Zé Chatinho fique irritado comigo, do que continuar sendo lerdo, e ferindo os sentimentos da minha irmã de outra mãe. Entendeu? - Hermione estava tão concentrada em insultar Gina mentalmente, que nem percebeu ela lhe conduzindo a dar volta no sofá, e ao fim de seu "discurso encorajador" empurrou-a para o meio da comunal.


A Granger respirou fundo, tentando se convencer de que seria apenas um selinho, só isso, mais nada. Um simples tocar de lábios, não poderia abalar uma amizade verdadeira de seis anos. Poderia? 

Porém toda sua coragem Grifinória sumiu em um piscar de olhos, quando seu olhar o encontrou no sofá em sua frente, vidrado em sua vassoura distraído.

Ele estava sem camisa.

As borboletas antes quietas do estômago de Hermione, agora estavam em estado de calamidade, se debatendo em seu interno, seguido por um arrepio que percorreu sua espinha. 

Merlin me de forças para me segurar!

Então ela caminhou até ele, e sentou-se ao seu lado. Ele olhou para ela por alguns instantes, mas não recebeu um olhar de volta, então pensou que ela não quisesse nada, e logo retornou sua concentração na vassoura.

Hermione cerrou os punhos, com as mãos geladas em ansiedade e medo.


— H-harry. - Sua voz saiu fanha ao chamá-lo, o que fez-la se repreender mentalmente.


E foi assim que o tempo parou para eles.

Suas avelãs encontraram o mar agitado e brilhante da cor verde em sua frente. Eles estavam hipnotizados, os dois. Ela percebeu que ele iria dizer algo, então antes que arregasse e se ferrasse nas mãos de Ginevra, ela se aproximou rapidamente e colou seus lábios aos dele.

Harry se assutou obviamente, arregalou os olhos quando sentiu o contato quente e macio de seus lábios em um encontro novo, estranho, e... Bom?

Porém o tempo pareceu voltar ao normal, ou até mais rápido do que antes,  quando ela se afastou com o coração quase saindo por sua boca. Se levantou pronta para partir e se esconder no seu dormitório, onde era seguro, e meninos eram proibidos por encantamentos e magias, de entrarem.

 E se ela nunca saísse de lá?


— Mione... - Harry puxou-a pelo braço fazendo-a cair sobre seu colo, olhando-a profundamente nos olhos castanhos, que ele tanto adorava. 


Ela não dizia ou fazia nada, era impossível. Então apenas esperou-o explodir pelo selinho bobo, porém, agora ela quem fora surpreendida, quando ele segurou a base de sua cabeça, a nuca, com seus dedos enrolados nos caixos dela, e a beijou. Não em um selinho de boa noite. Um beijo realmente. 

Hermione demorou a acreditar que era real. Que não estava dormindo e sonhando. Que ela realmente estava beijando Harry Potter. E com medo de não ser real a assombrando, a garota cedeu e se ajeitou no colo dele, o permitindo segura-la pela cintura, e entreabriu os lábios, iniciando um beijo sedento, apaixonado, e de língua.

Não chegava aos pés dos beijinhos que dera com Viktor. Dos beijos desorganizados e confusos de Córmaco. Nem mesmo os beijinhos nas bochechas que recebia de Ron quando ele estava de bom humor.

Era um puta beijo de cinema, e novela! Igual aos que cresceu assistindo com sua mãe  enquanto ela preparava o jantar.

Ele aprendeu a beijar assim com quem afinal? Com Cho que não fora, pois sua descrição para o beijo deles no quinto ano fora: Estranho, molhado e tedioso.

E quando se deu por si, e voltara a realidade em que beijava o maior amor de sua vida, se observou com a mão direita apoiada no peitoral nu, quente e levemente suado dele, e com a esquerda, segurando com uma leve força em seus cabelos negros e rebeldes que ela adorava passar a mão; mas agora em uma ocasião totalmente diferente.

E foi então que viu-se realmente hipnotizada pelos lábios e corpo do moreno, quando soltou um grunido arrastado, assim que sentiu os lábios dele em seu pescoço, beijando o local com tamanha maestria, que se estivesse em pé, teria desabado no chão.


— Harry, chega. - Hermione finalmente tomou vergonha na cara, e se afastou o máximo que pode dos lábios dele, mas ainda permanecendo em seus braços aconchegantes. 


— Por quê, agora? - O Potter indagou suavemente, levando sua mão que estava enrroscada na bagunça cacheada dela, para entre sua bochecha e pescoço, usando o polegar para acariciar sua maçã, e em nenhum momento deixando de fita-la nos olhos, com esperança.


Hermione soltou um longo suspiro, relaxando com o carinho singelo e calmo dele.


— Honestamente? - Durante alguns segundos suas íris focaram nos lábios dele mais uma vez, droga já estava viciada. - Verdade ou desafio. 


— Quem foi? - Ele olhou para ela severamente.


Ela exitou.


— Gina... - Soltou a bomba em um suspiro, imaginando Harry se levantando irado da vida, indo tirar satisfações com sua ex namorada. E isso a assombrou.


— Ótimo, agradeço ela depois por trazer você até mim, e agora que consegui, eu não soltarei mais. - Ele sorriu, roubou-lhe um selinho sapeca. E só enfim ela sorriu, acreditando que não estava sonhando.


Sim, era real.


— Hmm... O que acha de conversamos na sala precisa? Elas ainda estão olhando pra cá e cochichando, e eu odeio picuinha, ainda mais sobre o meu amorzinho. - Harry brincou, apontando com o olhar e as sobrancelhas para as cabeças curiosas tentando se esconder atrás do sofá, que se abaixaram ao notar o olhar inquisitorial dos dois. 


— Amorzinho é? - A castanha perguntou marota, se levantando do colo dele, e puxando-o pela mão, enquanto ele abraçava-a pela cintura lateralmente, e beijava sua bochecha.


— Claro, eu te amo Hermione, antes, agora, e para sempre. - A jovem se viu com os olhos inundados em lágrimas, era a primeira vez que ouvia isso de alguém além de seus pais, desde seus onze anos.


— Eu te amo, Harry Potter! - Ela se jogou nos braços dele mais uma vez, nunca se cansaria daqueles abraços, aquele conforto, aquela sensação de abrigo, conforto, casa...


E claro, Harry não estava muito diferente, era a primeira vez que alguém lhe dizia as três palavrinhas mágicas do: "Eu te amo" na vida, a única pessoa que lhe dissera isso fora sua mãe, quando ele tinha apenas um aninho, e não se lembrava muito bem e agora, a sua Mione. 

Então animado novamente, ele separou-se dela, mas ainda segurando sua mão e se preparam para sair da comunal; mas antes, parando para cumprimentar Ginevra, ele com um sorrisinho maroto, e Hermione com um sorriso apaixonado e bobinho, e um aceno de cabeça leve, que sua melhor amiga certamente entenderia, que era um: "Obrigada."




Notas Finais


✨♥️Concluída com quase total sucesso♥️✨


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