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História A Morada da Felicidade - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 2 - Convivencia


Sakura abriu os olhos com o dia claro. Estava frio e ela desejou intensamente ficar na cama, mas tinha que trabalhar. Lembrava-se como se fosse hoje as recomendações da agencia de trabalho sobre o seu chefe. A contra gosto levantou-se da cama e foi direto para o banheiro... porque esse lugar tinha que ser tão frio? Pensou Sakura.

...

Sakura desceu para a cozinha e encontrou Sasuke já sentado a mesa. Ele lia algo em seu notebook e tomava uma xícara de café.

– Bom dia senhor Uchiha. – ela disse Tímida.

– Bom dia. – ele disse seco. – Já lhe disse para não me chamar de senhor.

– Desculpe Senhor... quer Dizer Sasuke.

– Está com fome? Tsunade fez panquecas. – Em silencio Sakura sentou-se a mesa e devorou tudo a sua frente. Tentou não demonstrar que estava morrendo de fome.

– Não vai comer? – ela pergunta.

– Não, pela manhã só tomo café. – ela sorriu amarelo com a boca suja de calda. Sasuke se levantou e antes de sair da cozinha disse: - Começamos em meia hora, termine seu café e depois me encontre no escritório.

– Sim Senh... Sasuke. – ele saiu da cozinha deixando a garota sozinha, Sakura aproveitou para comer. Sabia que quando ele não precisasse mais dos seus serviços ela teria que encontrar outro emprego e nem sempre podia comer tão bem como podia agora.

...

– Antes que comece preciso que assine esse contrato. – disse Sasuke seco como sempre.

– Que tipo de contrato é esse?

– Um acordo de confidencialidade. É uma exigência do meu agente literário. Ele não quer que nada vaze para a mídia.

– Eu nunca contaria a ninguém sobre o seu livro. – ele não respondeu.

– Darei uns minutos para que leia e assine. Depois podemos começar...

Sakura leu o contrato e viu que não tinha nada de mais apenas uma clausula de que ela teria que pagar uma multa de 2 milhões de Euros se ela contasse a alguém sobre o livro de seu chefe... após ler o contrato ela assinou. Sasuke veio até ela e tirou o contrato de sua mão para logo depois entregar a ela varias folhas escritas a mão.

– Comece digitando isso.

– Certo.

Sentada numa pequena mesa Sakura digitava as varias folhas que seu chefe lhe deu. Era tranqüilo trabalhar com ele, nem parecia que estava ali. Ele permanecia o tempo todo calado. Sakura arriscou um olhar de esgueira e pode vê-lo concentrado no que escrevia... voltou para seu trabalho... O livro era intenso... Diferente do que Tsunade dissera essa não era uma história de terror. Era uma historia de guerra. Estaria ele relatando fatos que ele próprio viveu? Decidiu não pensar... não era paga pra isso. Voltou a digitar o livro.

‘’ Pessoas corriam por toda parte, havia sangue e o cheiro forte impregnava o ar. Uma mãe corria com uma criança no colo, mas ela a estava atrasando-a então simplesmente a mulher jogou a criança no chão e voltou a correr dessa vez mais rápido...’’

Sakura ficou chocada com as palavras que acabara de digitar. Como uma mãe podia fazer isso com o próprio filho, ainda mais se tratando de uma bebe. Respirou fundo e tentou se acalmar por alguns minutos. Iria voltar a digitar, mas aquelas palavras ficaram presas em sua mente. Tentou imaginar que tipo de desespero levava uma pessoa a fazer aquilo...

– Redigite essas paginas. – disse Sasuke que apareceu do nada fazendo Sakura se assustar.

– Haaaaaaaaaaa. – ela gritou com o susto. Estava tão concentrada na história que não o viu se aproximar.

– O que foi garota?

– Você me assustou. – ela disse sem jeito. Sasuke a olhou e observou suas feições delicadas depois olhou para a tela do computador e viu o que ela estava digitando.

– Você se impressiona com facilidade? – ele perguntou.

– Não. Porque está me perguntando isso?

– Porque você se distraiu tanto com o que digitava que nem me viu se aproximar de você.

– Me desculpe.

– Não se desculpe por isso. Acho que foi um erro aceitar alguém tão jovem e impressionável.

– Não. Por favor, eu não estou impressionada apenas me distrai só isso. – ela mentiu.

– Você é uma péssima mentirosa. – sem esperar que ele dissesse mais nada Sakura tomou os papeis das mãos dele, por um breve momento sentiu as mãos do mesmo elas eram ásperas. Rapidamente ela pegou os papeis e se endireitou na cadeira.

– Vou redigitar isso. Não se preocupe isso não vai mais acontecer. – ele não respondeu apenas voltou para sua mesa e continuou a escrever...

...

Na hora do almoço eles comeram em silencio na cozinha e Sasuke disse que poderia descansar até as 3 da tarde. Sakura nada disse apenas sorriu.

Sasuke levantou-se da mesa e saiu. Sakura lavou os pratos, enquanto os lavava olhou pela janela e viu o jardim. Ele estava seco, mas ainda sim bonito. Imaginou que ele devia ter sido magnífico algum dia... Resolveu que daria um passeio pelo grande terreno...

Sakura saiu porta afora e sentiu o vento frio em seu rosto. Olhou para frente e pode ver a imensidão a frente, podia ver varias colinas e vales. Algumas tinham o topo coberto de neve. Olhou para os lados para constatar que não havia ninguém, sabia que não havia ninguém por perto mas por habito olhou em volta. Constatando que não havia ninguém começou a correr. Correu sem rumo... Era muito bom correr, sentir o ar lhe faltar e o corpo aquecer. Correu até uma velha arvore que ficava nos jardins da frente da casa. Parou para recuperar o fôlego, não podia fazer esse tipo de coisa na cidade. Na verdade ela nunca tinha feito isso. Não tinha tempo para se divertir. Então iria aproveitar. Recostou-se a arvore e observou o casarão, olhou para suas inúmeras janelas imaginando qual delas seria a do seu quarto. Passou o olho em todas então seu corpo paralizou...

Sasuke estava parado em uma das janelas a observando. Há Quando tempo estaria ali? Estaria a observando enquanto ela corria como uma louca? Sentiu muita vergonha.

Ele a observou e por um instante seus olhos se encontraram. Não disseram nada apenas se olharam... Sasuke quebrou o contato visual dando as costas e saindo de perto da janela. ‘’ Que garota estranha. ’’ Pensou Sasuke.

...

As 3 da tarde Sakura voltou ao escritório. Sasuke estava sentado em sua mesa e não olhou para ela quando a mesma entrou, olhou em sua mesa e havia mais paginas. Ele havia feito mais modificações. Sakura olhou exasperada para o computador e começou a digitar...

– Terminamos por hoje. – Disse Sasuke. Sakura olhou no relógio e viu que já passava das 6 da tarde.

– Sim.

– Pode ir, deve estar cansada por passar o dia inteiro trancada nessa sala.

– Sem problemas. Gosto do que faço.

– Deve ser entediante para uma menina da sua idade está num local isolado como esse.

– Gosto daqui. É tranqüilo e a paisagem é incrível... Porque veio para cá?

– Minha família viveu aqui por gerações.

– E onde estão todos agora?

– Mortos. – ele foi seco. – Fui o Único que restou. – Sakura não sabia o que dizer. O que se dizia para alguém quando a pessoa lhe dizia isso?

– Sinto muito.

– Não sinta. Foi a muito tempo. Agora vá, o jantar é as 7. – sem dizer mais nada Sakura saiu.

...

Os dias passavam lentamente. Sakura digitava e sasuke escrevia, havia dias em que ela passava apenas redigitando o que ele corrigia...

Sasuke era um homem serio e fechado, mas aos poucos e com a convivência eles começaram e se dar bem. O que Sasuke mais gostava em Sakura era que ela não o enchia de perguntas sobre o seu passado e muito menos era como as outras secretarias que teve. Apesar de ser muito jovem ela não se encantava por ele ser um escritor de sucesso e isso o deixava contente. Não tinha paciência com mulheres melosas.

Tsunade vinha dia sim dia não assim como os outros empregados. Havia o jardineiro Sai e as duas faxineiras Tenten e Hinata. Ambos moradores da vila. Tsunade era a que vinha com mais freqüência os outros apenas uma vez por semana.

...

Sakura estava na cozinha com Tsunade. Ela ensinava a menina como fazer um bolo de cenouras com chocolate. Seu patrão não gostava de doces, mas passou a fazê-los desde que Sakura havia chegado a mansão. Era bom poder cozinhar para alguém que apreciava seus doces. Com o passar do tempo as duas haviam se tornado amigas e Sakura sempre ia a cozinha quando Tsunade estava na casa.

– E então Sakura, tem sobrevivido?

– Como assim?

– O patrão não e fácil. Quase nenhuma secretaria passou de uma semana e você já está aqui a um mês.

– Não entendo o porque. O Sasuke nunca foi grosso comigo.

– Não? – Tsunade parecia surpresa.

– Não. Eu só o acho muito calado. Trabalhar com ele é como se eu estivesse sozinha naquele escritório. – Ele sempre foi assim?

– Sasuke era uma criança alegre, mas se tornou fechado quando sua mãe morreu. E depois que voltou da guerra ele quase não fala.

– Entendo... – já tinha ouvido historias e visto filmes de guerra. Mas sabia que ver numa tela e presenciar era completamente diferente.

– Algumas pessoas têm medo dele por causa de tudo que ele fez no passado.

– Como assim? O que ele fez?

– Não acha que está falando demais Tsunade? – disse Sasuke na porta da cozinha olhando diretamente para Sakura.



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