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História A Morte Das Areias do Saara - Capítulo 57


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Notas do Autor


eu disse que ia sair mais rápido o próximo XD

Capítulo 57 - A tensão da volta


Fanfic / Fanfiction A Morte Das Areias do Saara - Capítulo 57 - A tensão da volta

Feliz é quem conta o que provou, tendo passado uma coisa dolorosa. 

Permitam-me contar como aconteceu nesta ilha em que eu estava nela com meus irmãos e crianças. 

Totalizamos setenta e cinco cobras, meus filhos junto com meus irmãos; 

Não vou mencionar a você uma filhinha que obtive pela oração. 

Então uma estrela caiu, e estes se acenderam em fogo por causa disso. 

Aconteceu que eu não estava com eles quando eles queimaram.

 Eu não estava entre eles.

 Eu estava morto para eles e teria morrido por eles quando os encontrasse juntos.

Se você for forte, subjugar seu coração, encherá seus abraços com seus filhos, beijará sua esposa, verá sua casa.

É mais bonito do que qualquer coisa.

 Você chegará à residência de sua terra natal em que esteve nela, juntamente com seus companheiros. ”

 

~ Fragmento de “O conto do marinheiro naufragado”


 

Sob o olhar frio de Enlil, Anúbis viu que não tinha muita opção. A relação entre os dois impérios já estava delicada o suficiente depois de tudo aquilo para aguentar rebeldias da parte dele. Assim, com um simples movimento de mãos, Anúbis soltou Enmesarra notando também que sua mão estava suja do próprio sangue vindo principalmente do ombro ferido. Todavia, aproveitou bem a situação para trocar um olhar sério com Enlil. Não gostava dele, isso era certo.

Antes de se afastar, permitiu-se dar um breve olhar para os demais sumérios enquanto se perguntava o que Enlil faria com eles e, principalmente, o que faria com Ereshkigal. Não conseguindo decidir pelas opções que passaram em sua cabeça, deu os breves passos que o separavam de Seshat e então foram ambos caminhando em direção à entrada, e saída, do Kur.

- O que eu perdi? - perguntou Anúbis.

- Eu fui atrás dele e contei o que estava acontecendo… ou ao menos a parte que sabia. - disse Seshat - Chegar aqui não foi tão difícil depois disso. Ele já parecia suspeitar do Nergal. Mas Inanna foi novidade. Ele me deu um pouco de medo, estava com muita raiva. 

- E Anput, Ninazu e Imhotep? - questionou Anúbis - Estão mesmo bem?

- Sim. - disse Seshat dando de ombros - Na medida do possível ao menos. Imhotep está com uma cara meio ruim. Mas está vivo e isso que importa agora. E esse seu ombro?

- Já está melhorando… eu acho… - disse Anúbis olhando rapidamente para a carne dilacerada - Está pinicando. Acho que está começando a sarar. Mas ainda dói bastante.

- Não diria isso pela sua cara - disse Seshat - Está tão calmo.

- Com certeza não estaria com essa cara se eu estivesse mexendo esse braço. - defendeu-se Anúbis soltando um suspiro cansado muito embora não estivesse realmente fisicamente cansado.

A cada passo que eles davam, mais eles se afastavam de onde a briga havia acontecido. A distância também deixava a curiosidade deles maior. Queriam ver o desfecho do conflito e a breve olhadela que Seshat deu para trás era prova disso. No entanto, eles continuaram seguindo em frente até que chegaram pelo longo e íngreme corredor que, com seus portões, levava até a entrada no Kur que era guardada dos olhos humanos pelas montanhas.

- Vai contar tudo que aconteceu para Hórus, né? - perguntou Anúbis enquanto subiam.

- É meu dever. - afirmou Seshat olhando para ele e levando alguns segundos para pensar - Você não quer que ele saiba né?

- Não. - admitiu Anúbis.

- Ele é nosso faraó. Não podemos esconder essas coisas dele! - disse Seshat.

- Melhor eu nem falar qual minha opinião quanto à Hórus como faraó. - resmungou Anúbis revirando o olhar.

- Não está querendo causar mais confusão com alguma ideia maluca né? - perguntou Seshat horrorizada olhando para ele com olhos arregalados.

- Não não… - negou Anúbis achando a ideia ridícula. Decididamente não estava planejando nenhum golpe de estado ou algo do tipo. - Só não gosto dele. Não precisa pensar em nada tão exagerado.

- Será que vocês algum dia vão se dar bem? - perguntou Seshat.

- Eu sinceramente duvido muito.

Sem ter muito mais para conversar, eles continuaram subindo e subindo em silêncio até que a luz do sol começou a chegar em seus olhos. Ao ouvir o som de passos saindo da caverna, uma silhueta aflita se ergueu olhando para eles preocupada. A combinação de luz do sol e escuridão da caverna tornava difícil ver nitidamente quem era a dona da silhueta, mas um pequeno sorriso que se abriu no rosto de Anúbis mostrava que ele já sabia que era Anput antes mesmo de sua imagem de formar por completo quando ela deu passos apressados em direção aos dois deuses.

- O que aconteceu com o seu ombro? E Ereshkigal? O que aconteceu lá embaixo? - perguntou Anput.

- Meu ombro é obra de Inanna que… surpreendentemente também pode virar um leão… - disse Anúbis - Não sei bem o que vai ser de Ereshkigal agora mas, ela estava até bem até quando saímos.

- Estou preocupada com Ereshkigal. Enlil pareceu bem irritado mais cedo. - disse Anput e Seshat afirmou com a cabeça.

Ao olhar atrás de Anput, Anúbis notou Imhotep e Ninazu sentados numa grande pedra rodeada de um punhado de grama que, tímido, tentava achar lugares para crescer no terreno pedregoso. Imhotep, com olheiras e cara de cansado, não parecia tão bem assim. Mas estava vivo e, apesar da péssima aparência, suficientemente saudável enquanto olhava calmamente as nuvens no céu. Inocente como crianças são, Ninazu balançava as pernas no ar de forma despreocupada com um sorrisinho orgulhoso.

- Eu ajudei. - disse Ninazu sorrindo timidamente ao notar o olhar de Anúbis sobre ele - Imhotep estava bem doente. Anput também mas Imhotep estava pior. Nergal colocou uma versão mais pesada de uma doença humana em nós. Usei meus poderes para nos curar.

- Você salvou o dia. - disse Anput abrindo um sorriso.

Como que puxado bruscamente de seus devaneios, Imhotep abaixou o olhar das nuvens no céu e olhou para Anúbis e Seshat. Tentou se levantar com um sinal de respeito, mas logo notou que estava fraco demais para isso e acabou desistindo com um pesado suspiro que revelava a profundidade de seu cansaço.

- Queria poder agradecer apropriadamente por terem me salvado. - disse Imhotep.

- Se tivéssemos ficado cuidando dele direito, isso não teria acontecido. - disse Anput suspirando se sentindo mal por todos os problemas que o sequestro de Imhotep teria causado - Foi para isso que viemos junto. Para lidar com os problemas divinos que pudessem vir a ocorrer.

- Bem… resolvemos, não? - disse Anúbis - Pode não ter sido tão rápido, mas Imhotep está aqui. Vivo.

- E provavelmente precisando dormir o dia inteiro. - completou Ninazu.

- Bem, dormir o dia inteiro é uma coisa que certamente demora bastante. E eu não quero estar aqui quando eles saírem. - disse Seshat dando um olhar preocupado para a entrada da caverna - Vamos indo então?

Pensativos, todos olharam uns segundos para a entrada da caverna. Na mente de cada um, as mais diversas coisas passavam. O que Enlil faria com os demais? Ereshkigal ficaria bem? O que aconteceria dali em diante?

- Podem ir. - disse Ninazu quebrando o silêncio - Eu vou ficar aqui esperando a mamãe ou vou atrás dela depois.

- Tenha cuidado, certo? - disse Anput para o garoto que confirmou com a cabeça.

Com tantas perguntas sem resposta, os egípcios se foram dali e, quase num piscar de olhos, chegaram no quarto separado para Imhotep no palácio de Gilgamesh. Quase que imediatamente, o arquiteto se jogou na cama que, para padrões da época, a mera existência no cômodo já era sinal de luxo e riqueza. Imediatamente começou a dormir cansado demais para quaisquer formalidades e etiquetas com os três deuses que estavam em seu quarto.

- Irei atrás de Gilgamesh para falar que está tudo… bem… ou na medida do possível de “bem”. - disse Seshat indo em direção à porta.

- Tudo bem. Ficaremos aqui. - disse Anúbis enquanto se sentava no batente da varanda.

Seshat afirmou com a cabeça brevemente antes de sair e, no meio do quarto, Anput olhou para a amiga partindo com o coração ainda pesado com tudo que havia acontecido. Então, lentamente, Anput foi andando pelo cômodo em direção à varanda, em direção à Anúbis. Ao notar a aproximação dela, Anúbis desviou seu olhar do horizonte para ela abrindo um pequeno sorriso enquanto ela lançava um olhar pensativo para o seu ombro.

- Já melhorou bastante né? - perguntou ela sobre o ombro que já estava tão melhor que era estranho lembrar do estado que ele estava alguns minutos atrás. A ferida já estava quase toda fechada.

- Sim. Mas ainda incomoda. - disse Anúbis quando ela parou na frente dele - Mais alguns segundos e não terá nem um simples arranhado para ficar de recordação.

- Certamente não quero uma recordação desse dia. - disse Anput.

Magicamente todo o sangue já estava limpo. Assim, ele pode gentilmente usar o braço mais inteiro para pegar a mão dela delicadamente. Tirando o ferimento do ombro, todos os outros sinais da luta contra Inanna já haviam desaparecido. Delicadamente, ele aproximou a mão dela de seus lábios e lhe deu um doce e leve beijo nas costas da mão.

- Mais um pouco e estaremos de volta ao Egito. - disse Anúbis.

- Humm… estava pensando.. quando voltarmos, podemos ir nadar num oásis. O que acha? - sugeriu Anput - Algum bem longe, no meio do deserto, no meio do nada.

- Difícil vai ser achar um assim. - disse Anúbis - Cada vez mais oásis no deserto estão sendo ocupados pelos humanos e suas cidades…

- Qualquer coisa a gente vai de noite… - disse Anput com doçura dando, em seguida, um breve selinho em Anúbis - Faiyum é bem bonito por mais que já esteja rodeado de humanos.

- Mas… você está bem mesmo? Como foi isso de Ninazu ter que te curar também? - perguntou Anúbis curioso e sem deixar de notar que, ao ouvir a pergunta, Anput desviou o olhar e começou a fitar o chão um tanto triste.

- Fisicamente falando, estou ótima. Mas são os sentimentos e o coração que estão ruins. Decepcionados e envergonhados. - admitiu Anput - Por mais interessante que tenha sido vir até aqui, apesar do sequestro e tudo mais, ocorreram mais diversas situações que me fizeram lembrar que não sou uma deusa tão importante ou forte assim. Que casal estranho fazemos. Poderia ter qualquer uma em meu lugar. Alguma deusa mais forte e importante.

- Não quero outra. - rebateu Anúbis fechando a expressão em seu rosto - Não se sinta tão pra baixo.

- Tentarei. - disse Anput soltando um pesado suspiro e então passando suas mãos lentamente ao redor da cintura de Anúbis antes de deitar a cabeça no ombro bom dele e fechar os olhos aproveitando o momento.

Eles ficaram ali abraçados por algum tempo deixando apenas a tímida brisa do vento entrar na varanda. Fraca demais para sequer balançar seus cabelos, a brisa ao menos era bem-vinda para diminuir um pouco a alta temperatura do deserto arábico que, embora não fosse tão alta ali quanto em outros lugares, não deixava de existir.

O ombro de Anúbis já estava completamente curado quando Seshat voltou com o recado dado com sucesso para Gilgamesh. Por mais algumas horas, os três deuses simplesmente aproveitaram a relaxante sensação de não ter nada para fazer além de silêncio para não acordar Imhotep. Depois de todos os acontecimentos, e considerando ainda o estado delicado do arquiteto, eles estavam um tanto apreensivos em sair do quarto dele.

A noite já havia caído mais uma vez quando, da varanda, Anúbis e Anput ouviram o barulho de poderosos pares de asa batendo. Ao olhar para o horizonte em busca de sua origem, não se surpreenderam tanto assim em encontrar Ereshkigal se aproximando. 

Com graciosidade, a deusa suméria do submundo pousou na varanda e lançou um olhar que não durou mais do que alguns centésimos de segundo para atestar a segurança de Imhotep.

- Creio que devo pedir perdão pela confusão. - disse Ereshkigal - Embora eu discorde de muito do que Enlil diz, ainda me sinto ao menos parcialmente responsável.

- Não é culpa sua. - disse Anúbis.

- De toda forma… - disse Ereshkigal - Embora vocês tivessem sim razões para se envolverem no conflito, agradeço de toda forma a ajuda para lidar com Nergal e Inanna.

- Nergal está mesmo tomando seu espaço no submundo? - perguntou Anput.

- Infelizmente sim. - reclamou Ereshkigal cruzando os braços - Várias outras deusas por aqui tem reclamando disso. Deuses homens começando a roubar seu espaço. Menos e menos os humanos aqui querem deusas mulheres. Enki diz que as mulheres são mais apreciadas no começo de um império. Quando colheita e procriação são focos. Mas, depois, começam as guerras, a busca por poder e dominação. E então a mulher vai perdendo a importância.

Era quase palpável o desgosto que saía da voz de Ereshkigal ao considerar tal mudança. Pensativos, Anúbis e Anput se entreolharam se perguntando se isso um dia chegaria no Egito. Afinal, eles até tinham várias deusas, mas não era muito difícil notar que o poder, na maioria das vezes, estava na mão de deuses. Anput bufou pensando em como aquilo era terrivelmente injusto.

- O que Enlil vai fazer sobre tudo isso que aconteceu? - perguntou Anúbis.

Ereshkigal demorou para responder. Sua expressão era de total desgosto enquanto fechava a boca em irritação.

- Ele quer que eu me case com Nergal. - reclamou ela fazendo os dois ficarem surpresos - Não pretendo fazer isso. Farei de tudo para que não. Mas foi o que ele sugeriu. Para que as duas forças do submundo fiquem unidas por fim.

- Não gostei também da ideia. - disse Anput.

- Ridícula e repugnante! - bufou Ereshkigal entre dentes revirando os olhos - Mas… quanto à vocês… amanhã as negociações devem voltar ao normal. Ou mais tarde caso Imhotep precise de mais alguns dias para se recuperar.

- Mais tarde seria bom… - disse Anúbis olhando rapidamente para Imhotep.

- Ele parece morto de cansado. - completou Anput.

- Farão alguma coisa com Inanna, Nergal e Enmesarra? - perguntou Anúbis.

- Bem, segundo o código de leis sumérias, por sequestro, eles deveriam ser presos e pagar 15 siclos de prata. - explicou Ereshkigal - É a punição que os mortais usam. Mas eles são deuses… prata não significa muito, temos muito de todas as riquezas possíveis. A maioria das punições envolvem pagamento, sabe? Só alguns crimes mais exagerados, como estupro e adultério, que geralmente são acompanhadas de morte e outros diferentes com algum tipo básico de tortura ou humilhação pública. Mas eles são deuses… provavelmente ficarão presos por algumas dezenas de anos, perderão alguns direitos e poderes por algum tempo e coisas do tipo… isso se Enlil quiser mesmo fazer algo. 

- Se ele não fizer algo, consigo listar uma boa lista de deuses que ficarão irritados. Hórus no topo dela. - disse Anúbis.

- Ele provavelmente sabe disso. - afirmou Ereshkigal - Quanto à mim… bem… Enmesarra responde à mim, posso lidar com ele de formas bem criativas. Faz parte do trabalho de um deus do submundo ser criativo em punições, sabe bem disso, Anúbis.

- Infelizmente. - concordou ele.

- Mas Inanna e Nergal não posso fazer muita coisa a não ser começar outra briga. - admitiu Ereshkigal - Mas eles verão como podem ter muitas dificuldades e sofrer por não estarem em meu lado bom. Tornarei a vida deles muito difícil.

O olhar cruel e frio estampado no rosto de Ereshkigal transmitia uma sensação de perigo tão grande que Anúbis e Anput agradeceram silenciosamente por estarem do lado bom da deusa e torceram para continuar nele.

Por mais alguns minutos os deuses conversaram, especialmente depois que Seshat resolveu se juntar a conversa. Entretanto, quando Imhotep começou a se remexer na cama, eles acabaram parando e Ereshkigal foi embora.

Com a ida de Ereshkigal tão tarde da noite, um dia logo virou o outro. Apartir daí, os dias começaram a passar e, a cada dia que se passava, Imhotep parecia melhor. Com o passar dos dias, Anúbis conseguiu terminar de resolver o que tinha para resolver com Ereshkigal, Seshat o que tinha para resolver com Enlil e Imhotep o que tinha para resolver com Gilgamesh. Foi então com uma sensação de alívio, principalmente para Imhotep, que chegou o dia de voltar para o Egito. Apesar da festa de despedida que Gilgamesh planejou para todos, o alívio de poder voltar para as terras do Nilo era enorme até mesmo nos deuses e, considerando todo o problema do sequestro, os deuses sumérios não estavam muito em clima de festa como Gilgamesh estava. Tudo o que os deuses sumérios fizeram foi uma pequena despedida de algumas poucas palavras. 

-Que tenham uma viagem segura. - disse Enki quando Enlil foi até os três deuses junto com alguns outros apenas para dar tchau.

-Favor passem meu recado para Hórus. - disse Ninurta - Será interessante treinar com alguém que usa outros estilos e armas para lutar. Estou enjoado já com o que tenho por aqui.

-Darei-lhe o recado. - disse Seshat - Creio que ele pensará o mesmo. 

-Quanto aos nossos rebeldes… - disse Enlil e, com essa frase, os outros deuses sumérios ficaram tensos. O que fez os egípcios se perguntarem o que tinha sido dito e feito até a punição de Nergal, Inanna e Enmesarra - … não precisarão se preocupar com eles por alguns anos. E, por favor, diga para Hórus que não se sinta traído de forma alguma. O comportamento deles não reflete o meu pensamento nem dos demais. 

-Quantos anos seriam isso? - perguntou Anúbis. 

- 50. - disse Enlil e os egípcios arquearam as sobrancelhas silenciosamente dizendo "só?". O que não passou despercebido. - Imagino o que estejam pensando. Mas, infelizmente, precisamos de Inanna e Nergal. Não podem ficar inutilizados por tanto tempo. 

Sem ter mais muito o que falar, tiveram que simplesmente aceitar os cinquenta anos. E então, depois disso, os três deuses se colocaram a se preparar para partida embora tenham sentido falta da despedida de Ereshkigal. 

Tal como na ida, a viagem de volta foi entediante para os deuses. Contudo, era com angústia que Anúbis olhava para o Mediterrâneo se abrindo no horizonte pois, num dos dias no meio da viagem, as chances de Hórus já saber de tudo eram bem altas. Não dava para esconder muita coisa de alguém como ele. 

Assim, quando o barco timidamente ia entrando nas águas barrentas do delta do Nilo enquanto o sol fazia brilhar levemente a água das costas de um crocodilo que nadava tranquilamente ali perto, eles já não tinham tanta certeza se queriam que a viagem acabasse tão cedo assim. Poderiam ter ido num piscar de olhos para o Egito para resolver as coisas mas, quiseram protelar isso o máximo possível. Até que ouviram o barulho agudo de um falcão no horizonte se aproximando. Até mesmo os marujos ficaram interessados com a aproximação do magnífico pássaro que se aproximava do barco. Os três deuses, no entanto, encararam o pássaro de forma apreensiva, pois sabiam que naquele olhar enigmático e profundo, era Hórus que os encarava de volta.

 


Notas Finais




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