História A Morte de Valente - Capítulo 10


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Categorias Sou Luna, Violetta
Personagens Luna Valente, Matteo
Visualizações 11
Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 10 - Matteo


Matteo


Mais de duas horas se passaram e não houve nenhum contato. Nada de Gastón, nem de Pablo. Nada de Tomás, nem de Rey. A garota está muito agitada. Tomamos o café da manhã no hotel, mas ela mal comeu, só remexeu a omelete com o garfo. Pode ser por causa da preocupação com a amiga, mas acho bem-vinda sua repentina incapacidade de fazer perguntas sem parar e de tentar conversar comigo.

Eu me pergunto por que ela ainda não tentou entrar em contato com ninguém de sua família.

Acho difícil acreditar que, apesar da grave situação da amiga, ela não se interesse em ligar para uma irmã, avó ou tia. Que não tenha usado a única oportunidade que teve, ontem à noite, enquanto eu dormia.

Isso me deixa duas teorias: ela se importa mais com a vida de sua amiga ou não tem nenhum parente. Talvez sejam as duas coisas. Estou quase certo de que é isso.

Sinto meu celular vibrando na perna e me levanto da mesa no saguão, puxando-o do bolso.

A garota instantaneamente presta atenção em mim.

O codinome do meu irmão aparece na tela.

— Quem é? — pergunta a garota, levantando-se comigo.

Passo o dedo na tela para atender, mas encosto o celular no peito. Mando a garota voltar a se sentar com um gesto.

— Quero que você fique aí. Vou sair para atender esta ligação. Confio que você estará aí quando eu voltar — digo. Sei que ela não vai a lugar nenhum.

Claramente, tudo o que ela quer é me seguir para fora e ouvir cada palavra que eu disser, mas respira fundo, cruza os braços e se senta de novo.

— Está bem. — Ela cerra os dentes por trás dos lábios levemente apertados.

Eu saio pela porta da frente e encosto o celular no ouvido.

— Vou pôr Tomás nesta ligação — diz Niklas. — Está preparado?

— Sim — respondo, e espero enquanto Gastón faz a transferência.

A voz de Tomás fervilha com uma raiva mal-controlada quando surge:

— Você vai morrer pelo que fez — diz ele em inglês. — Luna devia ter sido trazida de volta para mim assim que você a encontrou!

— O que está feito, está feito — respondo. — Diga logo o motivo do seu contato.

Eu o ouço respirar fundo na teleconferência. Gastón escuta em silêncio.

Finalmente, Tomás se controla.

— Ainda quero que você mate Rey pelo preço que combinamos, mas lhe dou mais 1 milhão de dólares americanos para matar Luna.

Matá-la? Eu não esperava que esse contato com Tomás me surpreendesse. Isso é realmente muito interessante.

— Por que você quer que ela morra? — pergunto.

— Isso não importa — diz ele. — Os motivos nunca importam nesse ramo. Você devia saber disso.

Eu sei, é a primeira vez que pergunto a um cliente por que ele quer ver um alvo morto.

— Tenho uma proposta melhor para você — anuncio. — Você traz a amiga da garota, Violetta, e a outra garota que está na fortaleza. Você vai receber uma foto imediatamente após esta ligação, aí em Green Valley, Arizona, em 24 horas. Eu troco esta garota por aquelas duas, depois mato Rey e lhe devolvo as garotas quando receber o resto do pagamento.

Não preciso ouvir nenhum comentário de Gastón para saber que ele discorda completamente disso, mas ele continua em silêncio.

— Você está falando da filha de Rey? — indaga Tomás, já sabendo a resposta. — Acertei?

— Sim — respondo. — Se já não ficou óbvio, Rey pagou para que eu a levasse de volta.

Tomás ri.

— E eu achando esse tempo todo que ele queria me matar! — Ele se recupera de sua constatação bem-humorada. — Você é bom mesmo — diz ele. — Admito isso. Vai matar dois coelhos com uma só cajadada. Mostra a filha para o Rey, pega o pagamento para levá-la de volta, depois mata o desgraçado e recebe meu pagamento pela morte dele. — Ele ri de novo.

Permaneço calmo e frio.

— Estamos de acordo ou não?

— Então você abre mão da proposta para matar Luna? — pergunta ele.

— No momento — começo —, ela é minha única moeda de troca. Depois que eu fizer o que você me pagou para fazer e levá-la de volta, você faz o que quiser com ela. Não é da minha conta.

Gastón encerra a chamada depois de chegarmos ao novo acordo. Ele me liga depois de ver que Tomás também desligou.

— Matteo, você não pode fazer isso — argumenta Gastón. — Está fazendo acordos sem...

— Quais as novas ordens de Pablo? — pergunto.

Olho pela janela e vejo a garota ainda sentada no saguão do hotel, ansiosa.

— Ele ainda não deu ordem nenhuma — diz Gastón. — Você não tem permissão para fechar acordos assim, só para cumpri-los.

— Então diga para Pablo que eu só estava tentando manter minha vantagem — explico. — Se Tomás perceber que não tenho autoridade para oferecer e concordar com novas condições, vai achar que pode fazer mais exigências. Não quero ser desrespeitoso, mas Pablo precisa confiar em mim nisso. Ele sempre confiou nas minhas decisões. Não tem nenhum motivo para parar de confiar agora.

Gastón se mantém em silêncio. Acredito que ele se ressente desse fato, de que a Ordem confia em mim, mas nunca lhe deu o mesmo benefício.

— Muito bem — concorda Gastón. — Vou falar com Pablo. Mas, Matteo, você está ficando fora de controle. — Ele faz uma pausa, como que para decidir se deve continuar ou

não. — Desde a missão em Budapeste, ano passado. Notei a diferença em você. Acredito que a Ordem não tenha notado, mas é só uma questão de tempo.

— Gastón — digo cuidadosamente a ele, como meu irmão, e não meu contato —, agradeço sua discrição. Agora pode fazer algo por mim?

— Quando foi que eu recusei?




Eu deixo Gastón, enfio o celular no bolso e volto para encontrar a garota.

Ela anda de um lado para outro, e quando me vê, para, descruza os braços e os abaixa, com um grande ponto de interrogação no rosto.

— Venha comigo — digo, segurando-a pelo cotovelo.

— Aonde a gente vai? — Ela anda ao meu lado sem questionar nem argumentar.

— Para Green Valley.

— Mas por quê, Matteo? O que está acontecendo?

Eu a olho por um momento e puxo seu braço quando viramos no alto da escada.

— Eu vou contar logo — digo —, mas antes tem umas coisas que você precisa me contar.

Andamos pelo corredor e ficamos parados diante da porta do nosso quarto enquanto remexo meu bolso procurando a chave magnética.

A garota parece confusa.

— Precisa me contar por que Tomás Heredia quer que você morra.

O choque cobre sua expressão como um véu.


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