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História A MORTE DOS DEUSES - Stray Kids - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Capítulo 13


Fanfic / Fanfiction A MORTE DOS DEUSES - Stray Kids - Capítulo 14 - Capítulo 13

    Uma brisa forte cortava o ar, invadindo a área que a atmosfera tranquila daquela ilha um dia ocupara. A terra adquiriu instabilidade, logo começando a tremer intensamente, provocando um som exorbitante para todos os lados, espalhando poeira e detritos. Rachaduras profundas surgiam em instantes, como nada, sem muito rodeio, dividindo morros e a montanha, que despencam ao chão em pedaços. A vida por ali é removida rápido, qualquer planta ou animal restante pelas redondezas se degenera em um segundo em algo decomposto e podre, dando espaço somente para finos musgos que cobriam as pedras.
    A água invade o terreno seco, inundando-o, colocando tudo para seu estado submerso, pouco a pouco.
    Depois de dois minutos, não há mais nada que uma superfície refletora do oceano, sem vestígios de já ter existido alguma coisa por aqui.
    Antes, sem mesmo eles saberem explicar, os deuses criaram a teoria de que, quando um objeto encerrava sua vida sem ter pagado adequadamente, a Terra cobrava o débito. Como a morte - voltar à solo para nutri-lo. Conforme avançavam em sua criação, mais surgiam coisas fora de seus controles.
    E, aos poucos, notavam como seus engenhos se tornavam mais complexos que eles mesmos.
   
    ***
   
    —Oi...! - Jeongin levanta a mão, cumprimentando os dois rapazes que se aproximavam. —E boa noite... - Sorri com pouco esforço, apenas elevando um pouco as bochechas.
    —Eae. - Chan diz, ainda caminhando para mais perto.
    Estavam se encontrando em uma pequena praça onde havia algumas pessoas rondando lá ou cá. Um lugar público, para a segurança dos dois lados.
    —Valeu por ter aceitado conversar... - Abaixa a cabeça, colocando as mãos nos bolsos do casaco. —Eu só quero entender. - Inclina o rosto para ver os garotos, que já estavam à dois metros de distância, parados. —Vamoe sentar? - Aponta para uma mesa de concreto com bancos de madeira bruta, bastante utilizadas de dia, e ainda mais ignoradas à noite.
    —Claro. - Felix massageia a própria coxa, torto, se sentando rápido. —Vocês podiam ter combinado um lugar mais próximo, não acham? Quintos dos infernos isso aqui...
    Chris se senta ao lado dele, e o outro repete a ação, no banco da frente.
    —E então...? - Estica o pescoço, assumindo um ar paciente e suspirando devagar, mas sem força.
    —Bom... -Chan coça a cabeça, fazendo um bico para o que estava prestes à fazer. —Eu já te contei alguns detalhes pelo telefone, mas a história começou em um grupo em um aplicativo de conversas...
    Tinham decidido mentir, juntamente omitindo. Nem mesmo eles estavam totalmente preparados para as coisas que acabaram de descobrir, então imagine despejar as informações em um completo estranho. Fora o fato, que desde o dia dos objetos flutuantes, o incidente não se repetiu, por mais que tentassem e se estapeassem.
    —...Um cara disse que estava suspeitando de um amigo depois que ele disse umas besteiras bêbado... E incentivamos à dizer o que era exatamente que o estava incomodando. E ele disse. Mostrou algumas fotos... Por isso reconheci seu pai no Café. -Coloca as mãos juntas na mesa, trabalhando sua feição de seriedade.
    —Eu só consigo pensar como eu tenho nojo dele... Sabe? - Jeongin olha para baixo. —Obrigado por tentar ajudar, mas... Poderia me mostrar as conversas? Pelo menos pra saber qual amigo daquele desgraçado já estava sabendo...
    —Vish... - Felix não se segura e tenta encobrir o tique com um espirro claramente falso.
    Chris encara o amigo, buscando ajuda, mas ele não contribui em nada, apenas com um dar de ombros. —Certo... - Sorri, torto. Se culpando por não ter pensando que, obviamente, o rapaz ia querer provas mínimas.
    Ele pega o celular do bolso, procurando com o polegar o botão de energia, para desliga-lo e poder culpar a bateria, mas por mais que dançasse as mãos pela lateral do aparelho, não o encontrava.
    Assim que ele o virou para cima, a tela acendeu por reconhecer o movimento de ser levantada, exibindo a tela de bloqueio e esbanjando para todo mundo sua energia completa.
    Uma notificação chega, sendo mostrada em uma janela antes de retrair.
    "2 nova(s) mensagem(s) do grupo Colegas do Clube."
    Chan não se contém em fazer uma careta. Não lembrava de ter este grupo, e provavelmente tinha sido posto por algum amigo com pretexto inoportuno ou alguém que simplesmente seleciona todos os contatos na hora de criar um novo. Mas, feliz por poder enrolar, abre o feed de notificações e a seleciona. O aplicativo é aberto, com um pequeno atraso para ser reiniciado.
    O que mais o espanta é o fato da mensagem antes das duas novas... Ser dele.
    "Me desculpa por isso." - Era o que a dele dizia.
    As outras duas eram: "Tudo bem, ele merecia." e "E além disso, vai ser muito melhor pra aquele garotinha viver sem aquele monstro.".
    Rolou para cima devagar, e cada vez mais conversas eram impressas em sua tela. Arrastou com mais força, e os balões de chat desceram rápido, mas não terminavam. Parou a rolagem quando uma imagem surgiu.
    —Tudo bem...? - Jeongin pergunta, notando a demora.
    "Este é o cara. Assim que virem aqui em casa, podem ficar de olho nele?" - A legenda da foto.
    Chris apenas estende o celular, de boca levemente aberta, com os pensamentos bagunçados. O rapaz o pega.
    Felix o olhou, nervoso e com o cenho franzido, adendo do lábio inferior estar tremendo - pânico.
    Os olhos à sua frente exploram o aparelho, com os dedos ágeis e tremedeira nervosa. Via tudo e as vezes acentia com a cabeça.
    —Eu não conheço este cara...
    Chan teve vontade de dizer "Eu também não", mas apenas se entregou à todas estas merdas inexplicáveis.
    —Vocês já se encontraram antes, então? -Tira o foco do celular, dando atenção à ele.
    —Nada muito significativo. - Dá um sorriso falso.
    E o colega indignado continuava... Indignado. Com uma expressão única de desespero que ninguém dava muita atenção.
    —Certo... Acho que eu só queria te agradecer mesmo. - Estende o aparelho para devolvê-lo, segurando o pela ponta. Teve a impressão de vê-lo inclinar para baixo, como se fosse dobrar, mas ignorou quando foi pego de volta.
    —Me desculpa por demorar para interferir... -Tenta entrar no personagem. —Foi babaquisse esperar para denunciar.
    —Também sinto por isso. Mas não sei o que faria na mesma situação...
    Felix ainda estava boquiaberto, impressionado e confuso.
    —Se importa se eu ficar com seu contato? Minha mãe te achou maluco no começo mas agora ela também quer conversar.
    —Claro, sem problemas.
    Ninguém havia notado, mas enquanto discutiam neste curto período de tempo, a praça começou a se esvaziar de pessoas.
    Um baque soa distante, acompanhado de uma brisa fina que os envolve em um instante, e persiste, gelada. Todos reparam a mudança, e ficam pouco mais atentos, mesmo que irracionalmente.
    Há não muitos metros dali, eram observados. Já estavam antes, mas agora lhes foi conveniente, por terem a atenção de outra... Coisa.
    Pensava que teria de apenas proteger o arco, mas assim que sua organização descobriu um sinalizador por perto, o pediu ajuda. E aceitou.
    Sinalizadores não são bem coisas específicas, estão mais para picos na realidade, algo que acontece sempre que algo divino é usado, mas uns interferem mais que outros. E este não estava no radar dele até pouco tempo, e, pela distorção, corria a possibilidade de ser algo poderoso.
    Já faziam alguns dias que seguia as pistas, e nenhum objeto se mostrou suspeito. Mas conseguiram rastrear as prováveis duas pessoas responsáveis.
    Encolheu onde estava, colocando o arco na lateral do corpo e tentando não fazer mais barulho, depois de já ter tentado criar uma distração com um tiro sem flechas. Afinal, acredita ter avistado uma entidade.
    Não teria a audácia de interferir agora já que antes iria procurar entender as motivações dos indivíduos, e principalmente, descobrir qual objeto eles portam. Presenciou alguns picos vindo explicitamente deles, mas nada apontava para o que poderia ser.
    Uma pequena luz vermelha acende no aparelho em seu ouvido -
    "Eu vou falar com eles. Bom, o Jisung vai, ele é menos rígido..."
    "Eu!?"
    Hyunjin toca a escuta - "Não sei se é uma boa ideia, podemos perder uma grande parte da investigação."
   "Não vamos perder nada e você sabe."
    "..."
    "Arrasa bochechudo."
    "Que fique claro que, se vocês não pagassem muito bem, eu nem cogitaria à isto."
    "Isto é para ser um elogio?"
    "Tô indo, vou tirar o fone."
    "Escuta."
    "Que seja..." Um estalo indica a desconexão do outro.
    Uns instantes se passam e Hyunjin é obrigado a encarar os três rapazes conversando, sem ter muita ideia do assunto do momento por ter desligado o receptor neste meio tempo que ouvia o papo de Minho e Han. Observava curioso ele aparecer das sombras e se aproximar de forma descontraída, mas claramente nervosa.
    Eles ficam quietos quando se aproxima, receosos com a presença chegando tão perto e o fitando intendente quando para ao lado da mesa.
    —Então, eu sou médium. - Jisung dá o seu melhor sorriso, incorpora a sua mais perfeita cara de tacho e olha para todos de cabeça inclinada. —E eu senti que alguém queria entrar em contato com algum de vocês aqui... - Seus pensamentos eram semelhantes à: "Se uma avó aqui morreu, é bom esta velha aparecer logo, para o bem de todo mundo.".
    Ninguém disse nada, continuavam receosos.
    —Enfim, você. - Aponta para Jeongin. —Seu avô sabe bem o que está acontecendo... - Se não podia contar com os espíritos, teria de aproveitar o conteúdo de ser stalker nas últimas semanas. —Ele me disse que sente muito e que lamenta ainda mais por ter sido o filho dele à fazer uma coisa assim. Sabe do que ele está falando? Está meio confuso para mim... - Cruza os dedos entre as mãos, com cara mais cética que séria, e um tom forçado. Para quê aulas de teatro?
    —Eu... Obrigado. Eu acho. Ele se foi à um tempo... - pigarreia, com os olhos marejados. — Éramos pouco próximos, mas ele até que era divertido, legal comigo...
    Chan observava com um bico. Queria achar que estavam sendo enganados por um maluco, mas desde os incidentes, não duvidava de muita coisa. Fora não querer incomodar o mais novo que parecia tão crédulo naquilo. Só iria curtir se ele não puxasse uma arma...
     —E ele está agradecendo ao seu amigo... Por... ter encerrado uma situação, amparado...? - Aponta para Chris, que arregala os olhos.
    —Sim, está correto... Ele ajudou bastante. Eu só não sei se somos am... -É interrompido pelo som do celular de Han vibrando.
    O pega de seu bolso rápido, atende e o leva até seu ouvido. —Que? - Pergunta ríspido e lembra onde estava. —Ah, oi mãe, sim...
    "Mãe o caralho, vocês precisam sair daí!"
    —Por quê? - Se vira de costas, ignorando os olhares confusos e de julgamento.
    "Não notamos a praça esvaziar, ficamos focados de mais... Estamos sendo encurralados."
    —Ah. - Coloca o celular no peito, se virando com um enorme sorriso de plástico. —Okay... - Devolve o aparelho à orelha.
    "Vamos de plano B."
    —Legal... - Sua voz diminui de tom gradativamente, desanimada.
    A ligação é encerrada.
    —Sinto muito por isso, era só minha mãe me dizendo para passar em casa depois... Enfim, ele quer que você saiba que tudo vai pass... -Seus olhos se fixam na pessoa que se aproximava com uma arma, sendo notada aos poucos pelos outros, que não reagiram muito bem.
    Chan grunhiu, Jeongin gritou e Felix soltou algo como um gemido de morsa.
    —Me acompanhem.
     



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