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História A Morte Te Dá Parabéns. Lutteo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


É a primeira história "minha", que emoção! Desculpem os erros e boa leitura!

Capítulo 1 - Segunda-feira, 18 de Setembro. Dia 1


Acordo com um feixe de luz saindo pela janela. Não me lembro de nada. Me sento na cama e começo a olhar ao redor. Há livros, uma cama além da que estou sentada, mesa, cadeira. Sou tirada dos meus pensamentos quando alguém começa a falar.
Uma pessoa que nunca vi na vida surge. Aparentemente ele já estava no quarto procurando algo.
—Ah, você acordou. Não sabia se você queria dormir até mais tarde ou não— o menino com quem possivelmente dormi ontem começa a falar.
 —Eu tô em um dormitório?—pergunto
—Sim—ele responde, parecendo desconfortável
Meu telefone começa a tocar uma música de aniversário que não me lembro de ter colocado, me fazendo lembrar porque bebi tanto ontem.
É meu pai ligando, recuso no mesmo instante.
Segunda-feira, 18 de Setembro.
É, hoje é meu aniversário. Meu aniversário me deixa desconfortável por vários motivos que prefiro não lembrar.
—Cadê minha roupa?—pergunto 
—Em cima da cômoda
Me levanto para começar a me trocar. Já que estou com uma camisa aleatória e só de calcinha. Começo a colocar a calça 
—Dobrei sua calça ontem. Não sabia se o tecido amassava.
—Valeu
Tiro a camisa que estava usando para vestir a blusa que estava usando ontem. O menino se vira automaticamente.
Ele parece desconfortável? talvez nervoso, não consigo pensar porque estou com uma baita dor de cabeça 
  —Não sei se você lembra meu nome. Você tava chapada ontem
—Tylenol?—o interrompo 
—O quê?
—Minha cabeça tá doendo muito. Você tem tylenol aí?
—Ah, sim. Deve ter por aqui, no meio dessa bagunça. Desculpa.
Enquanto ele procura o remédio, meio perdido. Eu coloco o salto. Ele vem em minha direção com um pote de comprimidos na mão e me passa. Pego o pote e ele me entrega uma garrafa com água.
—Eu sou o Matteo. Prazer—coloco o comprimido na boca e bebo a água pra ajudar a engolir
—Não conta pra ninguém sobre isso, okay?— ele me pareceu decepcionado, sei lá. Ele não achou que eu queria que soubessem que dormi com um zé ninguém, né? Tô com muita dor pra pensar nisso.
—Okay. Beleza.
Quando pego meu celular e começo a sair alguém abre a porta e começa a falar.
—Cara, pegou aquela gosto...?
Assim que ele percebe minha presença para de falar. Olho para a cara do garoto que acabou de entrar e para o tal do Matteo, meio que dizendo "Sério?"
Quando saio do lugar em que estava, descendo as escadas, um cara estranho abaixa os óculos escuros para me olhar melhor, como se estivesse me paquerando. CREDO!
Em seguida, vem uma moça em minha direção me pedindo para assinar algo a ver com salvar o mundo. Recuso, estou sem paciência nenhuma.
Vejo um casal se beijando serem molhados na grama, pois haviam ligado os irragodores, seria engraçado, se eu não estivesse de mau humor. Um carro começa a alarmar. Em seguida vejo um grupo de rapazes que aparentemente estão há mais de um dia sem dormir e... Um acabou de cair no chão?
Esse lugar está um caos!

Quando estou quase saindo, uma pessoa surge, fazendo eu me assustar.
Ah, é o Sebastián.
—Oi!— ele fala
—Oi.
—Você não respondeu minhas mensagens 
—É, foi mal, andei ocupada.
Começo a andar de novo, mas ele se posiciona em minha frente, impedindo minha passagem.
—É, dá pra notar. Muito ocupada.
—Olha só, Sebastián, a gente saiu uma vez. Uma. Não te devo satisfação. A gente não tem nada.
—Tudo bem. É que eu pensei que a gente tinha se divertido.
—Você se divertiu. Eu detestei. Quem leva a pessoa pro Subway no primeiro encontro? E nem tinha 30 centímetros— comecei a andar, dessa vez ele deixou. Sem argumento. Ótimo!

Chegando na minha fraternidade, tem uma menina na escada que acena para mim. Resolvo a ignorar, nem sei quem é. Quando entro, tento fazer o menor barulho possível, não quero que Nina me veja, tento subir a escada, mas Nina me vê e fala comigo. Af!
—Finalmente! Sua safada. Foi com quem?
—Ninguém—não posso falar com quem foi
—Amigas não têm segredos.
—Sério. Não foi com ninguém 
—Tá. E esse ninguém, usou camisinha? Porque não queremos alguém, com fama de piranha 
—Valeu, Nina. Ajudou muito.
—Pra que servem as amigas? Ah, não se esquece, reunião da casa no almoço.
—Tudo que eu queria.

Chego no quarto em que divido com minha colega Âmbar. E a vejo sentada anotando algo.

—Quem é vivo sempre aparece—ela diz enquanto me jogo na cama.
—Paguei muito mico ontem?
—Que nada! Só se considerar dançar numa mesa, querer puxar duas brigas e vomitar pretzel pelo bar inteiro um mico.
—Por favor, diz que é brincadeira 
—Ah, e você enfiou a língua na garganta do Gastón na frente da Nina 
—Mas ela foi tão legal comigo hoje—acho engraçado já que a nina é apaixonada pelo Gastón, o que fiz foi mancada
—Parece que ela tava bem bêbada ontem também. Foi amnésia coletiva 
—Graças a Deus!—olho a hora no relógio e percebo que já está muito tarde.—Merda, tô atrasada pra aula—coloco uma blusa por cima da roupa que estava usando—Não acho a porcaria do livro—assim que acho o livro e me viro para frente, está Âmbar segurando um bolinho, tipo um cupcake com uma velinha acesa.
—Achou que esconderia de mim?
—Como você descobriu?
—Habilitação. Aliás, você tem fotos melhores.
—Deve ter trocado o toque do meu celular também—falo, já percebendo como o toque foi trocado
—Quem? Eu? Nunca!—ela estende o bolinho para mim, eu o pego, assopro a velinha, jogo ele no lixo e vou em direção a porta.
—Fui eu que fiz—Âmbar fala, ofendida 
—Foi mal. Muito carboidrato. Fui.

Chegando na sala de aula, não levo reclamação. Deve ser a vantagem de ter um caso com o professor.
Após a aula, vou para a reunião da qual Nina me lembrou. Não presto atenção, não estou interessada. Uma menina que faz parte da nossa fraternidade senta, e sua bandeja está cheia de gorduras. Coisas nada saudáveis. O que vai contra tudo que é ensinado para as meninas dessa fraternidade.

—Qual o problema?—a menina pergunta após perceber todas olhando a tonelada de calorias que está em cima da mesa 
—Não sei. Qual o problema, Luna?—Nina me pergunta
—Nenhum, só só essa comida nojenta que você jogou na mesa
—Isso é achocolatado?—Nina pergunta a garota
—Não tomei café da manhã—diz, se defendendo 
—Pra quê café da manhã, Delfina?— a menina que agora sei o nome, sai se sentindo mal. De repente sinto algo sendo derramado em mim. MERDA. A comida da bandeja de Delfina cai em mim. Todas riem.
—Foi mal, Luna— Matteo, a pessoa que se chocou com Delfina, causando tudo isso fala.

—Vocês se conhecem?—Nina pergunta desacreditada

—Sim
—Não!—Matteo fala sim ao mesmo tempo que falo não
—A gente ficou na mesma sala ano passado—ele explica—Só vim devolver isto—ele estende a mão segurando minha medalhinha. O puxo pelo braço, o afastando dali para que as meninas não vejam—Desculpa, não sei onde você mora, então...—olho para ele com uma cara de advertência para ele se retirar, ele entende e se desculpa mais uma vez por me sujar.

Depois de toda essa confusão e um banho, vou para o hospital onde meu professor gato trabalha. E meu pai me liga de novo, querendo que eu vá me encontrar com ele, como em todo aniversário meu, não quero passar por isso. Ignoro a chamada. Quando estou chegando no elevador me encontro com Âmbar descendo do mesmo. É, ela trabalha aqui também.
—Âmbar! Pensei que você só trabalhasse a noite.
—Tô cobrindo uma colega. Ela tá gripada.
—Você é tão legal!— falo ironicamente
—Não vou nem perguntar o que você tá fazendo aqui—meu elevador chega
—Vou nessa.
—Luna! Não é da minha conta, mas isso o que você tá fazendo pode trazer consequências muito graves.
—Tem razão. Não é da sua conta—eu hein!

Chegando na sala do meu professor espero ele chegar.
—Hoje não vai dar. Tenho muitos pacientes—ele fala, me alertando, o ignoro e começo a o beijar, jogo a cadeira na direção a porta, para impedir quem quer que quisesse entrar lá e logo depois alguém bate na porta
—Amor?—é a esposa dele. Rapidamente me sento na cadeira que estava na porta e fico de frente a mesa dele, fingindo estar me consultando com ele.
Ele abre a porta e ela começa a falar com ele.
—Essa é minha aluna, Luna. Luna, essa é minha esposa.
—Muito prazer— Digo e saio correndo de lá. Essa foi por pouco.

Vou para casa e tomo banho. Sento na minha cama, ligo a TV e começo a pintar as unhas dos pés e das mãos. Alguém bate na porta. É Nina, usando uma roupa minha
—Que horas você vai pra festa hoje?—ela pergunta 
—Não sei. Mais tarde—assim que termino de falar a energia cai.
—É pra isso que a gente paga a mensalidade— Nina diz, com razão—Enfim, não vai tão tarde, senão os meninos da outra fraternidade estarão ocupados
—Certo.Tchau
—Tchau
Assim que termino de pintar as unhas coloco um vestido branco e saltos. Saio da casa e começo a ir em direção a festa com meu celular na mão. Meu pai me mandou um recado, começo a escutar
"Luna, eu não acredito que você me deixou te esperando naquele restaurante, ainda mais hoje!" Paro de escutar e continuo andando. Vários caras com o mesmo tipo de máscara vêm em minha direção fazendo muito barulho. Que desnecessário.
Desço a escadaria e enquanto passo por um lugar que fica abaixo de uma ponte me deparo com uma caixinha tocando música no chão. Como aquelas com uma bailarina e tal. Só pode ser brincadeira.
—Nossa, que engraçado, galera. Já podem aparecer—grito para que todos escutem. Ninguém responde. Trouxas. Vou em direção a caixinha e me abaixo, vendo que têm 3 pessoas na caixa, uma menininha e dois adultos diante de um bolo de aniversário. Palhaçada. Ouço um barulho e me levanto e viro para ver quem é. É um daqueles caras que estavam usando máscara, com a mesma máscara que eles, só que todo de preto.
—Acho que seus amigos foram pro outro lado—ele não responde—Eu não tô com medo, tenta com outra pessoa—ainda não responde, só fica parado, se mexer nada. Okay, está me dando medo—Vou chamar a polícia!—ele se retira
Começo a andar novamente, olhando para trás às vezes para ver se ele volta. Quando chego do outro lado do lugar e me viro, é ele de novo. SEGURANDO UMA FACA!
—AAAAAAAAAAA— grito assim que ele tenta me acertar, mas consigo me esquivar e começo a correr desesperada. Por estar de salto, acabo caindo de cara no chão. Começo a me arrastar pelo chão o procurando. Não o vejo. Quando penso que ele foi embora, alguém atrás de mim, puxa meu cabelo, me forçando a olhar para cima. É ele. Ele levanta a faca e me atinge.


Notas Finais


Vai ter continuação, obviamente. Se tiver algum erro de escrita ou alguma coisa assim, ME FALEM! Não me importo


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