História A Morte Vem Pela Manhã - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Boruto Uzumaki, Chiyo, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Karui, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Menma Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Caçadores, Naruhina, Rivalidade, Romance, Sereias
Visualizações 192
Palavras 2.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opaaaa! Oia quem voltou?
Como eu disse gente, vou postar essa fic adoida porque já está praticamente pronta. Os favoritos e os coments vem caso eu mereça :3
Espero que tenham uma boa leitura, ainda estou lutando quanto a narrativa em primeira pessoa.

Boa Leitura!

Capítulo 3 - Capítulo Três


Fanfic / Fanfiction A Morte Vem Pela Manhã - Capítulo 3 - Capítulo Três

Depois de um tempo que parecia infinito dentro do carro do Senhor B, ao longe avistamos a placa de boas vindas de Konoha. Minhas irmãs sorriram, mas o meu coração só havia ficado mais apertado. Arrepios se espalharam pelo meu corpo. Estávamos em casa, mas eu sentia que entrava em um ninho de cobras, o lar do inimigo. Como se fossemos intrusas.

Todas nós olhávamos pela janela do carro a cidade que agora estava com uma aparência tão viva, tão bonita… Konoha havia se tornado algo inacreditável. Muitos comércios, pracinhas... As avenidas tinham uma quantidade significativa de carro, mas as boas e velhas bicicletas ainda enfeitavam as ruas.

- Está tudo tão lindo, Senhor B. - Ino murmurou e o velho sorriu.

- Está tudo mudando para melhor.

- Está sim… - Balbuciei.

- O Senhor nos deixará direto em casa? - Sakura perguntou e eu percebi que tinha a mesma dúvida.

- Claro! Kurenai é uma grande amiga, e as conheço desde pequenas, portanto, lhes deixarei sim.

Todas sorrirmos e eu dei um beijo na bochecha do Senhor B. Continuamos a nossa viagem e tudo estava sendo tão novo para nós que não tiramos os olhos da janela.

Quando olhei para o banco de trás, peguei Shion encarando o mar, no lado oposto do carro. Eu havia procurado não olhar desde que havia chegado, mas dessa vez vi o horizonte salgado e suspirei, com a saudade doendo em meu peito.

Eu odiava ser uma sereia, mas meu ser clamava pelas pequenas e grandes coisas da nossa raça.

- Gente, olhem! Parece uma boate! Uma boate em Konoha!

Ino disse surpresa e todas nós olhamos para a janela e vimos uma enorme casa com as cores verde e preto, dois andares. Tinha um portão prateado enorme e acima, com neon verde estava escrito: “Pearl Desire”. Que lugar mais lindo…

- Pearl Desire? - Me virei para o senhor B e ele sorriu.

- É a primeira boate da cidade. Só tem seis meses, pertencem aos dois filhos dos Namikaze. Acho que intuito deles era criar algo para fazer as pessoas se divertirem. E funciona, todo fim de semana enche, com gente de fora e dentro de Konoha.

Olhei para  a boate mais atrás e suspirei, meu lar havia mudado, havia mudado muito.


***


Quando finalmente estávamos chegando perto da nossa casa, avistamos Kurenai ao lado do asfalto, parada. Usava um vestido vermelho meio justo no corpo e estava descalça. Ela deu um sorrisinho quando o carro foi parando e finalmente o senhor B estacionou.

Sakura foi a primeira a descer, estava com lágrimas nos olhos e correu ao encontro de Kurenai se jogando nos braços dela. Kurenai a acolheu e sussurrou algo em seu ouvido.

- Uau, estava mesmo com saudades da senhora Hyuuga. - o senhor B disse sorrindo.

- Nem imagina o quanto! - Shion passou por ele e abraçou Kurenai. Após isso eu e Ino fomos todas em um grande abraço coletivo.

- Sentimos sua falta. - Murmurei.

- Fiquei morrendo de preocupação. Todas estão bem? - Kurenai como sempre, preocupada.

- Estamos sim, temos tanta coisa para falar… - Ino disse baixinho.

- Eu sei… vamos nos despedir do Senhor B e em seguida entrar dentro de casa.

Quase todas nós nos separamos e assentimos. Menos Sakura, que ainda chorava, com medo e com raiva por ter que lidar com Sasuke Uchiha novamente.

O senhor B estava colocando nossas coisas para fora e eu e Ino fomos ajudá-lo.

- Não precisam mesmo de ajuda com as bolsas e malas? - Sempre prestativo, o Senhor B perguntou.

- Estamos bem! Não sei como posso agradecer, trouxe minhas meninas em segurança, obrigada. - Kurenai se aproximou.

- Está tudo bem. Adoro essas meninas, sempre que precisar, é só ligar.

Eles se abraçaram e o Senhor B entrou no carro, dando a meia volta e indo embora. Acenamos para ele até que virasse a esquina, e depois disso todas nós nos olhamos.

- Bom, vamos entrar? Creio que estão mortas de cansaço e temos que conversar. - Kurenai pegou duas malas e começou a andar.

Eu olhei para frente e vi a casa da praia. A nossa casa, nosso cantinho. Com certeza os melhores momentos de minha vida foram vividos aqui. Aqui em Konoha, as casas de praia eram bem distantes uma das outras. Para chegar na residência de nossos vizinhos, era preciso quase quarenta minutos de caminhada. Kurenai sempre escolhia uma casa na praia, pois ficava perto da água e nos deixava mais à vontade, ninguém nos via entrar na água. Eram boas para fugas, já que não podíamos nos deixar vacilar.

Caçadores não tinham piedade.

A nossa casa, nosso chalé, era grande, pintada em tons claros e possuía dois andares. O que eu mais amava em nosso lar era com certeza as grandes colunas de tijolos com flores. Davam uma harmonia e uma feminilidade tão perfeita, o contraste com a areia branca da praia me encantava.

A sacada do segundo andar era de madeira escura e eu podia ver claramente que a vista ainda era maravilhosa! Kurenai fez questão de colocar vasos com muitas flores e o piso igualmente de madeira estava impecavelmente limpo.

Subimos os dois degraus de chegamos a frente da casa. Sakura se aproximou e descansou a cabeça na coluna ao nosso lado. Ficamos quietas encarando o mar.

- Seus olhos estão terríveis. - Puxei assunto.

- Estão não é? - ela sorriu minimamente.

Sakura olhou para mim e eu vi com mais nitidez os olhos avermelhados e inchados de tanto chorar.

- Meninas - Kurenai nos chamou e todas olhamos para ela. - Entrem, tomem um banho e descansem. Depois, nós nos reuniremos no escritório, creio eu que os assuntos não são poucos.

Assentimos e ela finalmente abriu a porta. O cheiro nostálgico e limpo preencheu minhas narinas e meus olhos se encheram de lágrimas. Como eu senti saudades de casa.

A sala estava arrumada, a televisão estava em cima da estante bege, e na estante havia algumas fotos nossas. Nas paredes, quadros de navios em alto mar ou naufragados decoravam o cômodo, e o sofá branco e largo deixava tudo mais sofisticado.

- Caramba Kurenai! - Ino despertou nossa atenção.

- Está tudo tão lindo! - Sakura disse baixo.

- Olha esse sofá! - Shion se jogou nele e afundou. Tão macio...

- Quando eu cheguei, os dois rapazes que estavam aqui me ajudaram com grande parte. Depois eu mesma cuidei do resto.

Fomos em todos os cômodos da casa, menos no escritório, já que daqui algum tempo entraremos lá para conversar.

As reuniões no escritório sempre eram feitas quando alguma coisa ou alguém ameaçavam nossos segredo ou uma de nós. Também nos reunimos quando nós mesmas representávamos perigo. Se TenTen tivesse nos ouvido, hoje estaria aqui conosco.

Geralmente, as reuniões de família eram maus presságios.

Quando subimos as escadas, estávamos animadas, abrimos a porta do nosso antigo quarto e vimos nossas camas. Shion correu apressada e se jogou em cima da sua, que ficava perto da janela. Rimos e fizemos a mesma coisa. Ao sentir o baque macio da minha cama, gemi baixinho com o conforto.

- Sentem esse cheiro meninas? - Shion começou.

- O cheiro do nosso lar? - Chutei.

- O cheiro da liberdade, da verdade, do mar. Nós não devíamos ter deixado Konoha. Ter ficado e lutado era o melhor a de fazer.

- Às vezes penso isso, mas depois… acho que foi melhor. As lembranças iam nos perturbar, como fazem agora. Nesse minuto, só penso em TenTen… - Ino disse com os olhos fechados.

- Eu também pensei em TenTen - Sakura disse em seguida - Pensei em como seria se estivesse conosco.

- Bola para frente garotas. - todas levamos um susto ao ver Kurenai na porta.

- Credo, Kurenai. - Shion resmungou.

- Eu já disse que morro de medo e raiva quando ela faz isso? -Ino revirou os olhos.

- Todas desfazendo as malas e por favor tomem um banho. Temos muita coisa para conversar.

Nos olhamos assim que Kurenai saiu e eu me levantei para pegar a mala e começar a guardar as roupas. Shion fez o mesmo que eu e depois de uma hora de “arruma dali”, “dobra de lá” e “empilha acolá” terminamos de ajeitar todas as roupas e sapatos. Olhamos para tudo no quarto e ficamos satisfeitas com o resultado.

- Certo, eu acho que podemos ir duas de cada vez né? Estou curiosíssima e com medo. Há tempos não nos reunimos no escritório. - Sakura disse já com a toalha em mãos.

- Sim. Pode ir Shion, se quiser, eu vou com a Ino depois de vocês.

Sakura e Shion assentiram e foram depressa para o banheiro.

- O que acha que vai acontecer? - Ino chamou minha atenção enquanto abria a gaveta de uma das três cômodas do quarto.

- Como assim? - Me sentei na cama.

- Sobre a reunião. O que vamos falar?

- Vamos contar tudo e escutar tudo. Existe uma família de caçadores aqui em Konoha, Ino. Também odeio essas reuniões mas… é necessário.

Ino nada mais disse, só pegou sua toalha, uma calcinha vermelha e se sentou ao meu lado, esperando Sakura e Shion terminar o banho.


***


Finalmente limpas e descansadas, escutamos a voz de Kurenai nos chamar no andar de baixo. Estava na hora. Olhei para o céu e vi a coloração avermelhada tomar conta, estava anoitecendo e eu enchi o peito de orgulho ao pensar que sim, o pôr-do-sol de Konoha era o mais lindo que já havia visto na vida.

- Hina? - Ouvi Sakura me chamar e olhei para ela parada no vão da porta. Ela usava um vestido longo, esverdeado como seus olhos e os pés descalços.

- Diga a Kurenai que eu já desço, só vou ajeitar os meus cabelos, pentear esse ninho. - Sorri.

- Tudo bem, só não demora.

Assenti e ela sumiu pelo corredor. Às vezes me pergunto como pode uma sereia odiar tanto ser uma sereia. Não conseguia admirar o fato de matarmos humanos, de simplesmente acabar com suas vidas para nosso benefício. Mas é algo que não podemos controlar, pelo menos não na lua cheia.

Para Kurenai, viver entre os humanos significa sacrifício, mas também significa ousadia. É extremamente audacioso querer viver e interagir com o alimento, e era nessas horas que eu sentia nojo de mim mesma. Nós sereias e tritões somos predadores, somos seres com um único objetivo: procriar e se alimentar.

Quando chegamos ao nosso décimo quinto ano de existência, nosso corpo sofre uma mutação automática, nossa cauda dá lugar a um par de pernas, e em nosso íntimo nos é dada a missão de ir ao encontro dos humanos para… perpetuar a raça. Nós pisamos em terra firme e o nosso objetivo em meio aos humanos é encontrarmos alguém do sexo oposto para gerarmos nossa prole. Ou no caso dos tritões, fazer uma humana gerar. Para as sereias geralmente, não se passa de dois dias, pois grande parte dos homens são sem escrúpulos algum, então seduzimos eles de maneira muito fácil e copulamos com eles.

Sempre fomos todas muito lindas, uma beleza quase angelical. E isso torna mais fácil nossa caçada e nossas tentativas de procriar. Kurenai é uma das sereias mais antigas que eu conheço e para ela infelizmente, filhos é o que não lhe falta. Alguns estão por aí, no mar e provavelmente foram mortos por caçadores ou até mesmo amadores, já outros vivem em terra firme, em algum lugar do globo sem fazer a mínima ideia de que são filhos de uma sereia.

Quando lembro que ela nos disse isso… minhas entranhas se contorcem de agonia. Até que ela decidiu ser uma sereia neutra, viver entre os humanos mas sem se relacionar com eles. Ela só os matava por que não tinha jeito. A lua nos consome de tal forma que… é impossível não se render aos instintos.  

Para caçar, o modo era igual em apenas uma parte: A sedução.

Além de nossa beleza estonteante, havia a nossa força. Tínhamos uma força enorme, podíamos até mesmo levantar carros. Éramos realmente fortes, com nossa força, puxávamos as vítimas para o fundo e até mesmo algumas de nós quebravam o pescoço deles assim que os tinham em suas mãos.

Todas as sereias cantam, mas a maioria não consegue pronunciar palavras concretas, então é apenas melodias que saem de seus lábios. Cada sereia possui a sua própria melodia, o seu próprio canto. Seja ele mais alegre, ou mais melancólico, é de cada uma e nenhuma sereia consegue reproduzir. O canto de Kurenai possui versos, o meu e o de Shion não, mas Sakura e Ino cantam, assim com Kurenai elas cantam e são maravilhosos os seus versos. Até para mim, que sou uma sereia odiosa de minha própria espécie me pego encantada com a letra de tais canções.

Me levantei da cama e parei frente o espelho mais uma vez antes de descer, provavelmente Kurenai me mataria se eu demorasse um pouco mais. Eu usava uma camisa listrada de branco e vermelho, bastante folgado no corpo para esconder os seios volumosos. Uma calça jeans azul-clara dobrada até o meio da canela e um All Star prero unissex. Eu nem estava tão arrumada assim, mas depois da reunião, dependendo do rumo que ela iria tomar eu iria pedir para dar uma volta até a cidade, dar uma conferida no que realmente mudou.

Quando abri a porta do escritório, todos os olhares se concentraram em mim. Eu senti as bochechas esquentarem, mas ignorei e fui direto para o puff perto da porta.

- Finalmente todas - Kurenai me encarou - estão aqui.

- Porquê a demora? - Sakura me olhou.

- Cabelo. - Apontei para o ninho acima.

- Concentração garotas. - Kurenai pediu, sentada em sua cadeira atrás da mesa. - Os assuntos que temos para tratar aqui são sérios. Podemos começar? - assentimos - Como foi a viagem? Tudo deu certo?

Então olhamos umas para as outras e todas, sem exceção caímos na gargalhada. Kurenai franziu o cenho e rimos mais ainda, toda a confusão de Sakura só nos fez rir.

- Desculpe Kurenai - Shion respirou fundo antes de continuar - A viagem foi divertida mente escrota.

- Como assim?

E então Shion contou de todo o ocorrido, Sakura no banheiro com o cara, o escândalo na hora das refeições e todo o resto. Kurenai em alguns momentos riu pra caramba com todas nós e Sakura protestava dizendo que Shion era uma exagerada.

- Então depois disso desembarcamos e depois se quase uma hora presas, vimos o Senhor B e estávamos salvas.

Kurenai se encostou em sua cadeira e riu mais um pouco. Até que de uma hora para outra ela retornou ao semblante sério e percebemos que agora falaríamos de coisas sérias.


Notas Finais


Eitaaaaaa!
BERRO COM KURENAI! Tadinha dela :"(
Compreenderam um pouquinho da vida delas meus anjos?
Cap que vem sai quinta provavelmente xD.
Opa, tritões, quero!
Gostaram? A narrativa não está mt rapida? Sabem como é... medo :v

Link da casa das Hyuuga (imaginem que a casa está na praia e o piso é de madeira)

http://pinterest.com/pin/754141900073734894/?source_app=android

Roupa da Hinata, mas tirem a mochila e o tênis haha

http://pinterest.com/pin/850335973364292832/?source_app=android

É isso meu povo :3 espero que tenham gostado e é noix!

Kissus de sangue e limão *-*


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