História A muralha - Onde as lendas são forjadas - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Guerras, Lutas, Morte
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Palavras 970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Piloto


Se tornar veterano nas guerras é fácil, pelo menos para os que ficam na retaguarda. Tenho apenas 15 anos e já fui para a guerra na linha de frente umas 4 vezes só esse ano, meu pai se sente culpado por isso, minha mãe conta que ele sofre muito cada vez que sou convocado, mas eu nunca o julguei, realmente deve ser difícil ver seu único filho nas frentes de batalha, como um simples peão em um jogo de xadrez, apenas esperando a hora de ser sacrificado para o bem do exército, e tudo isso porque não conseguiu pagar os impostos altíssimos do rei.

Estão sendo tempos difíceis para quase todo mundo, mas principalmente para os fazendeiros, pois além de terem seus filhos levados por não conseguirem pagar seus impostos, ainda estão tendo que lutar contra a fome. O uso de testes de magia nos solos deixou quase tudo infértil, minha mãe ajuda nos trabalhos da fazenda, meu pai dá o melhor que pode, mas seu problema na perna ocasionado por um acidente trabalhando nas minas o deixa incapacitado para muitas coisas. Graças aos conhecimentos élficos da minha mãe, temos comida suficiente para esses tempos de guerra.

Minha mãe possui uma história de vida um tanto peculiar, ela fazia parte dos P.R (Protetores Reais) que tem como objetivo proteger a família real. Bando de patricinhos de nariz empinado. Minha mãe era bem conhecida e de certa forma importante no meio dos P.R; mas foi expulsa por se relacionar, o que já era grave, mas piorou por se relacionar com um humano, pouco tempo depois nasci, me senti culpado quando minha mãe contou essa história, mas ela me confortou dizendo que nunca gostou do trabalho de arriscar a vida por alguém que nunca arriscaria a vida por ela, "nunca me arrependo da decisão que tomei" minha querida mãe nunca deixa de citar essa frase sempre que pode.

Como minha semana está sendo uma merda, acordar cedo todos os dias para treinar está sendo o menor dos meus problemas, daqui a 3 dias viajo em direção a muralha, minha mãe não está pegando leve nos treinamentos, a cada dia ela pega mais pesado nos treinos, é isso mesmo! Minha mãe é minha treinadora, todo dia as 5 da manhã ela arruma um jeito de me dar uma surra diferente, ela não segue um padrão de luta, "na guerra você tem que estar preparado para tudo" é o que ela me diz toda vez que fico no chão.

Estava chegando no celeiro (local onde treino) quando ouvi uma movimentação atrás, assim que me virei fui atingido, dei dois passos para trás cambaleando, minha visão quis escurecer, mas logo voltou ao normal, e lá estava ela, parada me encarando, seus cabelos lisos e dourados era empurrado levemente para o lado com o vento que passava.

− Esta atrasado - Bradou minha mãe, sua voz era estranhamente encantadora e tranquilizante, digo que é estranho, porque ela não costumava ser encantadora; assim como todos os élfos.

− Achei que a senhora não pegaria tao pesado comigo nesses três últimos dias - Rebati - estou precisando relaxar um pouco!

− Nunca faria isso, por ser os últimos dias que tenho para te treinar não posso vacilar - Continuou

Senti que de fato ela não me daria folga, não adiantava nem continuar a tentar ganhar uma folga.

− Então vamos? − Falei dando as costas para ela

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Meus músculos doíam como nunca, horas de treino deixaram meu corpo pedindo por uma folga desesperadamente.

− Podemos dar uma pausa? - perguntei recuando três passos

− Deixa de ser mole, na guerra não há pausa nem intervalos quando estiver cansado − Retrucou minha mãe - se conseguir me acertar terá 10 minutos livre

− Sei que não tem pausa, ja estive na guerra muitas vezes não acha?

− Em posição − Gritou minha mãe em resposta, acho que ela não quer papo

Corri em sua direção com todas as forças que ainda me restavam, com um giro ela passou para as minhas costas, me virei para acompanhar seu movimento e vi o exato momento que ela me atacou, me abaixei rapidamente desviando, mas senti a espada de madeira passar a poucos centímetros da minha cabeça, tentei acertar um soco de esquerda, mas foi em vão, ela usou a espada para acertar meu braço e logo em seguida meu rosto, cambaleei para trás sentido meu rosto esquentar, certeza ficara uma marca.

− Foi morto de novo − Bradou minha mãe se pondo em posição de defesa

Não falei nada, apenas passei a mão no rosto e também me posicionei. Ficamos nos encarando e girando em sincronia, passos lentos e cuidadosos, subitamente corri em sua direção, nem entendi bem o que eu estava fazendo, mas eu tinha um plano, um plano bem estranho se analisar direito, quando estava chegando perto de minha mãe, joguei minha espada com força em sua direção, como eu havia planejado ela rebateu a espada com sua própria espada, assim deixando seu lado direito desprotegido, apliquei um chute com todas as minhas forças, pegou em cheio, e minha mãe gemeu de dor e tentou me acertar com uma cotovelada na tentativa de me afastar, mas eu também já havia antecipado esse movimento, e não tive problemas em me abaixar e aplicar uma rasteira, deixando minha mãe estirada no chão, era a primeira vez que havia conseguido derrubar minha mãe.

− Nossa, que jogo sujo! - falou minha mãe se sentando no chão ainda com a mão nas costelas a onde meu chute pegou

− Na guerra também jogaram sujo com você - falei dando um sorriso de canto

Minha mãe riu

− Boa, conseguiu 10 minutos de folga, aproveite bem, porque depois você vai correr.

− Valeu - Falei dando as costas e saindo do celeiro.

 



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