História A N I M A L S (mitw) - Capítulo 10


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Categorias TazerCraft
Tags D4rkmorgs, Misticismo, Mitw, Reencarnação, Romance, Tazercraft, Vampirismo
Visualizações 159
Palavras 1.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de mais nada, quero vos dizer que acalmem os cus de vocês. A fanfic NÃO está acabando.

Capítulo 10 - A chuva de sangue pela ira do Drácula


[Notas iniciais/finais de extrema importância]

capítulo 10

A chuva de sangue pela ira do Drácula

— Seja rápido. — resmungou Mikhael, pousando com Tarik em seu colo no meio da floresta, próximo da casa de campo da ex-rainha.

— Você que deve ser rápido. Se demorar muito na casa daquele maldito mago, te arranco as presas. — ameaçou humorado, beijando os lábios do mais alto.

— Tudo bem… — suspirou — Qualquer coisa, basta me chamar, baby. — beijou a testa do seu humano mais uma vez — Te amo.

— Te amo.

Tarik piscou e Mikhael se desfez em fumaça, teletransportando-se. Pacagnan olhou ao seu redor, enchendo os pulmões com o ar fresco daquela manhã. Puxou o capuz de sua capa, andando silenciosamente na direção da casa de sua mãe e seu irmão.

Durante aqueles anos, eles mal se falaram, por conta dos problemas que vinham tendo sobre os religiosos fanáticos ao arredores. Mas neste dia, Pac estava determinado a fazer um esforço para se despedir daquela mulher, pois sabia que nunca mais veria ela, ou seu irmão. Assim, mandou no dia anterior uma carta através de um morcego domado por Mikhael, avisando que passaria ali vê-la.

Tinha um sentimento estranho invadindo seu peito, um frio lhe consumindo, mas a alegria de saber que ficaria longe daquele povo cruel aquecia seu coração, e principalmente, quando lembrava-se do quão amado era pelo seu vampiro.

Em sua mente, se passava imagens do relacionamento de ambos até então, e oh, era uma maravilha. Estava apaixonado, não… Estava morrendo de amores. Era mais profundo e mais sincero que apenas uma paixão. Era duradouro.

Seus olhos negros fitavam toda a parte, certificando-se que o mal que sentia era apenas sua imaginação, um nervosismo pelo que estava prestes a fazer. Ele iria se despedir de Ivone por respeito, até porque nenhum tipo de relação entre mãe e filho realmente ocorreu. Mas nem por isso, deveria sumir sem mais nem menos. Ela era boa.

Sentiu-se aliviado quando finalmente avistou a casa, e esbravejou mentalmente por Linnyker ter o teletransportado para um lugar tão distante, sendo que poderia ter lhe deixado na porta do local. A verdade, é que Mike não gostava da rainha, ainda que tentasse evitar demonstrar.

Retirou o capuz, pisando na grama do jardim e indo até o caminho de pedrinhas que seguiam até o pequeno degrau da porta. Bateu na madeira três vezes, umedecendo o lábio inferior, e juntou as mãos em sinal de nervosismo.

Sua mãe abriu a porta, tinha o rosto molhado por lágrimas, mas não chorava agora. Pac franziu o cenho.

— Mãe, o que houve? — tocou nos ombros dela.

— Entre, querido. — sorriu amarelo. Tarik percebeu que algo estava errado, mas seguiu o que lhe foi dito, e se arrependeu duramente.

A ex-rainha fechou e trancou a porta, enquanto Pac olhava pasmo para um grupo de soldados armados parados no meio da sala, além do Padre com a Bíblia aberta em mãos.

— Não ouse chamá-lo. — disse o senhor rouco — Para ele, temos guardado seu momento. Só irá piorar, garoto.

Mikhael sentiu-se incomodado, e um ardor no peito lhe atingiu. Ouviu o sussurrar de Tarik em sua mente. “Eu te amo.” E a frase se repetia em um nível que lhe perturbava. Balançou a cabeça, tentando controlar-se.

— O que houve, Drácula? — o feiticeiro perguntou, com uma pilha de livros sobre sua mesa, fuçando outros pela sua estante. Mike levaria alguns exemplares sobre vampirismo.

— Estou me sentindo incomodado, mas não acho que seja Tarik. Se ele estivesse com problemas, me faria ir até ele. — suspirou pesado — Ele sabe me invocar.

— Onde ele está? — o mago encarou seu amigo.

— Se despedindo da sua mãe. Eu disse pra ele não fazer isso, ela não me aparenta ser alguém de bom coração. Conheço pessoas altruístas quando avisto uma. Ela não é como um ser filantropo. Acredito que seu reinado corrompeu isto. A ambição dos homens os levam ao inferno.

— Você é sábio. — joga um livro de capa vermelha escura sobre a pilha — Isto é tudo que posso te deixar levar contigo, Lorde. — as unhas amareladas e tortas do feiticeiro coçaram o queixo de pele seca do mesmo — Boa sorte na sua jornada.

Linnyker agarrou a bolsa que estava ao lado dos livros e colocou-os dentro, amarrando a boca do saco com os cordões e jogando-os sobre um de seus ombros.

— Obrigado. — sentiu-se tonto e resolveu se teletransportar até a casa da ex-rainha.

Encarou a porta e abriu-a, sem se preocupar se a mulher gostaria do ato ou não. Ali estava apenas uma moça com roupas simples, varrendo o chão da sala. Ela salta, passando a mão em sua trança de fios loiros.

— Drácula? — ela pergunta trêmula.

— Sim. Cadê o Tarik? — olhou ao redor — Cadê todo mundo?

— S-Senhor… — ela abaixa a cabeça — Levaram ele para a fogueira.

Os olhos de Mikhael arregalaram-se imediatamente, soltando a bolsa com os livros. Teletransportou-se para o topo da igreja, na casa do sino, observando a praça a frente. Uma grande chama consumia o mastro, e um esqueleto amarrado ali se despedaçava. Olhando para a multidão, viu vários dos que haviam lhe perseguido.

A ira tomou seu coração. A ex-rainha estava de braços cruzados ao lado do irmão mais velho de Tarik. Sentiu-se vazio. Agora, a certeza de que haviam sacrificado Tarik se consolidou.

Teletransportou-se para o meio do fogo, abrindo suas asas e gritando aos céus. Muitos do povo que assistiam o sacrifício se afastaram, outros, permaneceram firmes. A besta estava ali.

Mikhael se ajoelhou contra as cinzas do amado, como derramaria a poção no coração dele? Ignorando as lágrimas que desciam, puxou o frasco que estava em um bolso interno se seu sobretudo. Ali estava o líquido azul com a folha verde que tinha guardado consigo já que pretendiam ir embora e, obviamente, ele levaria junto.

Suas presas crescidas, suas costas ardiam como o inferno. Suas unhas ganharam uma coloração escura e nas dobras de suas asas de morcego cresceram pequenas pontas que lembravam muito dentes ou chifres. A pele das asas rasgaram, ficando com uma estrutura ainda maior, deixando apenas o esqueleto e a pele esburacada, como se tivessem feito rasgos em suas alas. O corpo de Mikhael se fortaleceu, e ele atirou o frasco contra as cinzas de Pacagnan, se levantando e encarando a todos.

— É com grande ira que invoco meu exército da escuridão para tratar do que causaram ao meu amor! — gritou, estendendo suas asas e erguendo as mãos aos céus. Vários morcegos surgiram, voando em círculos ao redor do fogo alto — Habrá dolor, habrá lágrimas. Usted llorará amargamente hasta su muerte. Invoco las sombras para tratar de sus almas pecadoras. — (Haverá dor, haverá lágrimas. Vocês chorarão amargamente até sua morte. Invoco as sombras para tratarem de suas almas pecadoras.) — Derramó sangre en nombre de Tarik Pacagnan! — (Derramo sangue em nome de Tarik Pacagnan!).

Os céus se escureceram e a chama ao redor de Mikhael se apagou. Morcegos voavam por todos os lados, e as pessoas corriam assustadas. O vampiro voou até o Padre, agarrando-o pelo pescoço com suas garras.

— Vocês o condenaram, agora eu vos condeno. — grunhiu voando enquanto cortava o pescoço do homem.

— Apenas Deus p-pode nos castigar. — gemeu dolorido, sendo atirado no telhado da Igreja, que por sorte, não se rompeu.

— Acho que o Santo me permitiu isto, já que não fui impedido. — enfiou suas garras sem piedade sobre o peito do outro, que urrou, sentindo o frio da morte lhe consumir.

As nuvens começaram a chover, mas não era uma chuva comum. Era sangue. Todos estavam assustados, vendo uma mancha negra se abrir do céu, e de lá, criaturas assustadoras caírem. Eram quadrúpedes, com garras e asas que lembravam as de Mikhael, e chifres em suas cabeças. Caudas pontiagudas, e dentes afiados. Algumas sombras assustadoras rondavam o espaço, e as cinzas de Tarik eram levadas pelo vento.

Naquele dia, todos da vila, e da região, foram mortos cruelmente entre sangue e entre demônios. Depois disso, seus corpos viraram cinzas, e Mike permitiu que as criaturas voltassem às trevas.

As chuvas comuns vieram, lavando o sangue que havia manchado a cidade. Agora, era um local deserto e silencioso.

Mikhael despertou brutalmente de um sonho que machucou seu coração. Saltou do caixão onde hibernava, irritado. Não conseguia descansar em paz. Se ajoelhou no chão gélido do castelo, com as lembranças amargas da voz de Tarik em sua cabeça. “Eu te amo.”.

Acreditava ter dormido por pelo menos trezentos anos no total, sem contar das vezes que acordava perturbado com esses pesadelos. Seus olhos se encheram de lágrimas, enquanto se sentia fraco. Levantou-se, saindo do salão onde antes treinava com Pac, para a sala, onde as flores mortas que o amado mantinha bem cuidadas em vida, estavam em seus vasos.

— Eu nunca vou ter paz. — bufou, se jogando no sofá empoeirado — Droga, se eu tivesse aparecido mais cedo… — começou a soluçar entre suas lágrimas salgadas. Tentou pensar no que Pacagnan lhe diria. Lhe mandaria parar com todo este drama, e seguir com sua vida? Ou sentiria raiva por ele não ter lhe salvado a tempo? Muitas perguntas rondavam sua mente.

A que mais alfinetava-o, era a possibilidade de reencarnação do namorado. Sentou-se, sentindo um desespero lhe invadir. E se durante o tempo em que hibernava, Tarik tivesse reencarnado e já morrido de novo? Oh, que desgraça!

Mas descartou a possibilidade. Ele sentiria se Pac tivesse reencarnado. Colocou a mão no peito, se certificando de que ainda sentia o vazio deixado pelo seu primeiro humano.

Não teria paz até reencontrá-lo. E se não encontrasse-o nunca mais, então, passaria a eternidade em maldição.

Ainda te falta anos, Mikhael.

Ainda te falta anos.

[Notas iniciais/finais de extrema importância]


Notas Finais


No próximo capítulo, iremos para os dias atuais.
Vocês lembram do prólogo, lá no primeiro capítulo, onde Mikhael encontra com Tarik, e Pac estranha ser chamado pelo apelido por um estranho? Pois é, vamos para lá.

Twitter: https://twitter.com/morg4n4_tezzie


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