História A N I M A L S (mitw) - Capítulo 11


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Categorias TazerCraft
Tags D4rkmorgs, Misticismo, Mitw, Reencarnação, Romance, Tazercraft, Vampirismo
Visualizações 168
Palavras 3.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


R U READY, BITCHES?

Capítulo 11 - Scarlet Neighborhood


{Nova fase; o reencontro}

capítulo 11

Scarlet Neighborhood

Tarik estava boquiaberto.

— Desde aquele dia, eu tenho procurado por você, dia após dia, sem hesitar. — concluiu Mikhael, dando o último gole em seu café.

Os olhos surpresos do branquelo procuravam algo para se fixarem enquanto pensava nas loucuras que aquele homem estranho havia lhe dito. “Eu só queria tomar meu chá”, pensou. Umedeceu os lábios rosados, suspirando em seguida e balançando a cabeça negativamente. No prato de rosquinhas havia apenas mais duas, e ele já tinha terminado seu chá.

Quando aquele estranho sentou-se diante dele, após curiosamente lhe chamar pelo seu apelido de criança, não sabia dizer se o cara era um tremendo desgraçado que havia hackeado seu notebook, ou um fã pasmo. Bufou, considerando as duas opções.

— Você invadiu minha conta de documentos online do Google, né? — perguntou com desgosto na voz. Mikhael franziu o cenho, confuso, tirando a touca vermelha que usava e deixando à mostra seus cabelos escuros com o topete de pontas platinadas.

— Perdão, o que quis dizer? — arqueou as sobrancelhas. Tarik riu soprado e revirou os olhos, não acreditava no que estava lhe acontecendo.

— Agora vai dizer que não sabe quem sou eu? — perguntou humorado. Não queria discutir com o homem que dizia ser um Drácula.

— Eu sei, eu já te disse. Você foi meu namorado há milhares de anos atrás. — insistiu, perdendo a esperança de que Tarik acreditasse em suas dolorosas palavras. Havia chorado na frente do garoto, contando tudo, cada detalhe, e o mesmo se recusava a crer.

— Ouça, eu não sei se você é um fã em busca de atenção do seu autor favorito, mas é de muito mal gosto invadir meu computador, e ler o livro que eu estou escrevendo. Sério, isso foi passar dos limites. Muita gente já fez algumas coisas estranhas tentando demonstrar carinho, mas isso foi a gota d’água. — bufou, pegando uma das duas rosquinhas que ainda estavam no prato.

— Que livro? Você escreve livros? — Linnyker cerrou os olhos — Você não mudou nada em relação à sua paixão por isso… — sorriu nostálgico.

— Eu sinto muito, Mikhael. Eu não me recordo de você. — disse sério e frio — E eu não me recordo, porque nunca te vi antes. Você simplesmente leu o que eu estava escrevendo. Você invadiu minha privacidade. Venho trabalhando nessa história de drama e misticismo desde que eu comecei com minha carreira. Nunca consegui terminar o livro e publicá-lo, porque ele é muito complexo, e trata de um assunto muito peculiar. Me dói o coração saber que alguém teve acesso à isso antes da hora. — mexeu no bolso traseiro de sua jeans colada, pegando sua carteira e deixando algumas notas sobre a mesa, guardando a mesma de novo — Vou pagar pelo seu café, mas com a condição de que vá embora.

— Você está escrevendo sobre nós? Tipo, a história em que vem trabalhando é sobre sua vida passada?! — Mike se levantou junto de Tarik, andando com ele para fora da lanchonete.

— Cara, eu fui bem claro em te dizer pra ir embora! — falou irritado após passarem pela porta do estabelecimento. Alguns floquinhos de neve caíam lentamente do céu. Linnyker pôs sua touca novamente, fitando os olhos negros do mais baixo.

— Tarik, eu não faço a menor ideia do que tá acontecendo, ok?! Eu juro que não sabia de livro nenhum. Eu te procurei pelo mundo todo, droga! — seus olhos encheram-se de lágrimas — Você não lembra de mim? Da minha voz, de nada? Por que não acredita?

Pacagnan mordeu o lábio inferior, sensibilizado pelo homem estranho. Sabia que no fundo, conhecia aquele cara de algum lugar. Sua mente lhe alertava que poderia ser de algum evento onde se encontrava com seus leitores, e que Mike poderia ser apenas um admirador obcecado pelo seu trabalho.

— Tudo o que me diz, foi tudo o que eu escrevi. Você só trocou os nomes dos personagens principais para os nossos. Não fantasie muito, fico feliz por você gostar do meu trabalho, mas se continuar cruzando a linha desta forma, serei obrigado a fazer um boletim de ocorrência. — suspirou mais uma vez, colocando as mãos dentro dos bolsos de sua jaqueta, ainda sentindo o gosto do chá e das rosquinhas em sua boca — Feliz Natal, Mikhael.

Linnyker deixou uma lágrima silenciosa descer enquanto via seu amado dar as costas e seguir pela calçada da rua, se afastando. Não queria perder Tarik de novo, demorou muito para sentir seu coração se aquecer, e não deixaria a oportunidade passar.

Respirou fundo, e colocou em mente que não desistiria. Provaria para Pac que cada palavra sua era verdadeira. Mostraria sua forma da escuridão, e apontaria para as cicatrizes de suas presas que Pacagnan com certeza deveria ter.

Ele não perderia seu amor, de jeito nenhum.

Tarik entrou no quarto de hotel ainda irritado pelo incidente que acontecera há minutos atrás. Algumas pessoas não sabem respeitar o espaço de seu ídolo. Trancou a porta e ouviu alguns passos vindo de um pequeno corredor da suíte.

— E então, como foi seu passeio? — Beatriz perguntou se aproximando, usava um vestidinho de seda rosado como pijama e o perfume de sua pele dominava o local. Tarik acreditou que ela teria saído recentemente do banho. Ajudou Pac a retirar seu casaco sujo de neve enquanto este tirava os tênis.

— Ah, amor, eu acabei saindo pra tentar pensar em como finalizar o livro, mas só estressei ainda mais. — bufou, virando-se para a namorada e agradecendo mentalmente pelo aquecedor estar ligado.

— O que houve? Você não disse que Paul morria e o Drácula hibernaria para sempre na cidade amaldiçoada? Eu achei esse final muito interessante. — deu um selinho em Tarik, se afastando e indo para a cama, deitando-se e pegando o livro sobre a cômoda com o abajur aceso.

— É, mas eu não sei se esse final vai agradar ao público. Eu gostaria de encerrar o livro deixando eles curiosos. Meio que como fiz com O Uivo Da Lua. — explicou caminhando até o banheiro.

— Oh, sim, deixar um final no ar para que as pessoas se mordam tentando imaginar o que aconteceu? — a moça de cabelos cacheados e pele morena sorriu. Admirava o quão apaixonado por livros seu namorado era.

— É, basicamente, já que nenhum final definitivo que penso me agrada. É como se a história simplesmente não pudesse ser terminada. — encostou a porta, retirando suas roupas após ligar a banheira.

Não ouviu resposta alguma de sua namorada, o que lhe fez crer que ela estava mergulhada no livro de um de seus colegas autores. Achou melhor não comentar com Beatriz sobre o fã maluco da lanchonete, não queria preocupá-la. Sua namorada vivia amedrontada com “fama”, tinha medo que Tarik acabasse como John Lennon, ou Christina Grimmie, apesar dele dizer sempre que não era famoso à este ponto, na verdade, estava longe de ser.

Encarou seu reflexo no espelho, incomodado pelas cicatrizes que tinha nos dois lados do pescoço, nos pulsos e nas costas das mãos. Eram marcas que aparentavam ser de perfurações, mas que nunca aconteceram. Quando criança, sentia-se deprimido em relação à sua aparência, pois aquilo era estranho. Ao passar dos anos, começou a ignorar as marcas.

Mas depois, foram elas que o inspiraram a começar a trabalhar no seu livro “Animals”, assim como a música do Maroon 5. Era, no início, um misto de sentimentos e agitação em escrever a história. Porém, depois se tornou um fardo, pois sua mente bloqueou qualquer sugestão de finalizar.

“Ele sentiria se Paul tivesse reencarnado. Colocou a mão no peito, se certificando de que ainda sentia o vazio deixado pelo seu primeiro humano. Não teria paz até reencontrá-lo. E se não encontrasse-o nunca mais, então, passaria a eternidade em maldição.”

Tarik não sabia o que fazer com o Drácula Vlad Malcolm a partir deste parágrafo.

Deitou seu corpo na banheira após colocar alguns produtos na água. Pretendia arrumar alguma resposta durante aqueles longos minutos que ficaria ali.

No dia seguinte, Tarik e sua namorada Beatriz juntaram suas coisas e seguiram estrada até o objetivo final: a casa dos pais dele, onde ficaram para o Natal. Passaram o percurso em silêncio, mas para ambos, aquilo não era desagradável, já estavam juntos há um ano e meio, e era o tipo de coisa que nem davam mais atenção.

Pacagnan sentiu um arrepio bizarro ao entrar na cidade Scarlet Neighborhood. Algumas lendas diziam que o local era amaldiçoado, que a cidade era tão estranha por ter sido terra de seres ocultos no passado. E seu nome deixava dúvidas. Se tratava da cor escarlate ou de uma mulher chamada Scarlet?

Tarik usou o local como referência em seu livro, tirava inspiração da pequena cidade onde seus pais compraram a casa quando ele tinha apenas 5 anos. Além de carregar lembranças de sua infância, tinha a vibe perfeita para um livro de terror e horror sobrenatural.

— Eu acho essa cidade tão bonita. Ela carrega um estilo ainda passado, como se nunca evoluísse. — murmurou Beatriz olhando pela janela.

— Tenho a mesma sensação. É tudo igual desde que eu era criança. — acelerou o carro, ultrapassando uma velha caminhonete e seguindo para o interior da cidade.

Minutos depois de estar ao volante pela estrada de terra com árvores aos arredores, Pac estaciona sua Audi amarela em frente à construção de madeira branca de três andares. As janelas eram de carvalho escuro, e a varanda estava brilhando pela cera passada no piso laminado marfim.

O casal desceu do automóvel, Pacagnan já ouvia a voz agitada de sua mãe e a porta sendo aberta.

— Meu garotinho! — gritou Hellen, passando as mãos pelo seu cabelo tingido de loiro e puxando o zíper de sua jaqueta. O dia não estava tão frio quanto o anterior, mas a temperatura ainda era de congelar a ponta dos dedos.

— Oi, mãe. — sorriu, subindo os três degraus da varanda e abraçando forte a mais velha.

— Oh, meu bem, como você está? — encarou os olhos de Tarik.

— Estou muito bem. — beijou a bochecha de Hellen, apontando para Beatriz que subia até a varanda — Be veio desta vez com uma receita maravilhosa para a ceia, ela disse que será melhor do que a do ano passado. Lembra que ela deixou o arroz queimar? — as duas riem.

— Vou compensar esse ano, prometo. — a morena diz humorada, abraçando a mãe de seu namorado — E a Isabelle? — perguntou sobre a irmã mais nova de Tarik.

— Ela saiu comprar algumas coisas para o jantar de hoje. Entrem. — disse a mulher em tom gentil, e os dois o fizeram, fechando a porta em seguida — Tarik, seu pai está tirando uma soneca, ele quase não dormiu esta noite preocupado com você e sua viagem.

— Jesus, eu disse para ele que desta vez não viria direto, ia descansar na cidade vizinha. — Pac revirou os olhos, mesmo que a intenção de Lúcio fosse boa, ele não deveria se preocupar tanto.

— Sentem em frente a lareira. — Hellen aponta para o sofá da sala, a decoração era rústica, como uma cabana na floresta.

A família sempre se reunia ali, todos os anos, apesar do falatório da cidade. No entanto, desta vez seria um pouco diferente, já que alguns parentes se dispersaram para viajar para fora, passar o Natal em outros lugares do mundo.

— Ahn, eu vou buscar nossas coisas no carro e levar para nosso quarto, amor. — Tarik diz segurando a mão de Beatriz, depositando um breve selar nos lábios doces por brilho labial com sabor de morango. Se afastou, virando-se e seguindo novamente para fora, enquanto sua mãe servia chocolate quente com marshmallows em canecas com pinturas natalinas — Quero o meu com bastante canela e não ouse esquecer do creme por cima.

— Ok, querido. — sua mãe gritou da cozinha, rindo.

Tarik virou-se incomodado mais uma vez, afastando um pouco o cobertor que lhe cobria. Fitou sua namorada dormindo tranquilamente ao seu lado. Beatriz se esforçava muito por Pac, ele adorava isto nela, todavia, a relação vinha esfriando. Eram mais amigos do que namorados. Suspirou, se arrastando para fora da cama e agarrando o sobretudo pendurado no porta-casacos que ficava alguns passos distante da cama.

Aquela casa era num estilo tão do interior, e aquilo lhe tranquilizava muito, as coisas não eram sofisticadas, e não existia pressão da sociedade. Mas por que não conseguia pegar no sono? Na noite passada, tinha sido da mesma forma.

Talvez ainda estivesse assustado com o cara que acabou encontrando na lanchonete, ou, era apenas estresse por não conseguir finalizar o maldito livro. Se guiando pelo quarto através do pequeno abajur aceso na cômoda, andou até chegar na mesinha onde estava seu notebook.

Olhou mais uma vez para Beatriz descansando e teve uma ideia maluca. Iria terminar de escrever a droga do livro, definitivamente. O encontro com o fã maluco havia lhe dado uma ideia de como deixar um mistério ao final da história.

Silencioso, trocou de roupas, vestindo dois moletons e um casaco comprido perfeito para caso nevasse durante o passeio. Vestiu duas calças de moletom e meias grossas junto de suas botas, e com o notebook embaixo de um braço e as chaves do carro na outra mão, saiu do quarto, e logo após, da casa.

Dirigiu alguns minutos até a praça central da cidade. Era engraçado como tudo era tão “morto” naquela civilização. Desceu de sua Audi, caminhando até um dos bancos, tendo a visão um tanto distante da Igreja e de seu mastro com a bandeira da cidade presa ao topo. As lojas e prédios comerciais que ficavam aos arredores estavam, inegavelmente, fechados pela época do ano, e as únicas luzes eram as dos postes acesos pelas ruas.

Conseguia imaginar seu personagem Paul amarrado naquele lugar sinistro, e as pessoas assistindo-o queimar até secar totalmente e seus ossos virarem cinzas. Um arrepio subiu pela espinha. Eram duas e alguma coisa da manhã, e fazia frio, óbvio, mas ele ignorava esses fatos.

Pacagnan era um escritor do tipo aventureiro. Gostava de sentir para conseguir descrever as sensações. É mais difícil de abrir a mente e se dispor de pensamentos e descrições quando não se sente a cena.

Abriu o notebook, ligando-o e não hesitando em abrir o Google Drive, procurando pelo arquivo da história. Encarou o último parágrafo que havia digitado, recordando da ideia que teve, refletindo sobre o encontro com Mikhael.

— E se o fim do livro for a descrição do meu encontro com aquele cara na lanchonete? — suspirou, umedecendo o lábio inferior, puxando o capuz de seu casaco — Posso deixar um mistério no ar sobre como foi a conversa… — resmungava sozinho. Se alguém o visse naquela situação, o chamaria de louco.

Sua mente se iluminou, e a adrenalina percorreu por suas veias. Estava decidido do que escrever, finalmente se livraria do peso de não concluir o livro. Estendeu seus dedos sobre o teclado, e tentou recordar dos mínimos detalhes do encontro estranho que teve:

Epílogo

Paulo retirou a colher de sua xícara de chá e puxou melhor a cordinha do saquinho para que não ficasse muito caída dentro da água. Não pôs açúcar, preferia sem. Usando uma jaqueta de couro e calça jeans preta colada, parecia um jovem rebelde, entretanto seu rosto mudava tudo. A pele pálida dava destaque aos olhos e cabelos castanhos, os lábios cheios rosados e um jeito meigo de ser.

A garçonete da lanchonete se aproximou, deixando o prato de rosquinhas ao lado e deu-lhe um sorriso meigo, se retirando dali em seguida. O estabelecimento estava praticamente vazio, havia poucas pessoas, e não era pra menos, se considerar o frio que fazia.

Era inverno na cidade, as ruas tinham neve e os topos das árvores também, aquele cobertor grosso branco estava por toda a parte. Deixava tudo muito bonito, e as pessoas ficavam mais elegantes nessa época, era como se fosse um tempo de charme para todos, ainda que muitos não usassem roupas caras, era incrível que o nariz vermelho mudava tudo.

O sino da entrada da lanchonete fez barulho, indicando que alguém tinha entrado. A porta ficava poucos metros da mesa onde Bellvin estava tomando seu chá, de lado para a vidraça com a vista da rua. Quando ergueu o rosto para fitar quem era — uma curiosidade boba que todos nós temos, é basicamente automático observarmos pessoas desconhecidas —, seus olhos encontraram os castanhos claros de outro homem que estava parado, estático, como se tivesse levado um baque ao encontrar Paulo ali.

— P-Paul? — murmurou o estranho de touca vermelha e branca, uma jaqueta de camurça preta com outro suéter por baixo e jeans largo na cor azul, junto de tênis cano alto em uma cor cereja.

Paulo piscou algumas vezes. Não fazia ideia de quem era aquele cara, mas seu rosto, um arranhão sobre seu olho direito, a mancha na mandíbula, parecia tudo muito familiar. Quando ouviu seu apelido ser dito por aquela voz rouca em tom de surpresa, sua respiração até travou por alguns segundos, o fazendo ficar ofegante, enquanto sua mente viajava por lembranças inexistentes. Criou coragem, encarando aquele cara mais uma vez.

— E-eu conheço você? — franziu o cenho, observando o outro se aproximar — Como sabe meu apelido? — poderia ser alguém que conheceu há muito tempo, só não se lembrava, mas ao mesmo tempo, tinha certeza que nunca tinha visto ele. Mas então, por que essa sensação de nostalgia?

O rapaz respirou fundo, se sentando em frente à Paulo, do outro lado da mesa.

— Porque fui eu que lhe dei esse apelido.”

E assim, Pacagnan concluiu, e com um sorriso no rosto, esperou que surgisse um “Todas as alterações foram salvas no Google Drive” na barra superior. Fechou as abas abertas, desligando seu notebook.

Quando olhou para frente, onde estava o mastro, seu corpo paralisou de imediato. Reconheceu o rosto do cara da lanchonete, apesar dos traços estarem diferentes por razões óbvias.

Sua pele estava mais pálida, e seus olhos eram totalmente pretos, com extremos puxados ao vermelho como sangue. Olheiras arroxeadas e veias aparentes pelo rosto. Era possível ver as pontas de suas presas um pouco por cima de seu lábio inferior.

Suas asas de morcego estavam abertas, grandes, com partes de seu esqueleto negro à mostra, e com rasgos. Ele conseguia voar mesmo com essas falhas? Nas dobras pontiagudas havia resquícios de neve. Ele tinha garras curtas, mas afiadas.

— Tarik. — grunhiu. Os olhos de Pacagnan lotaram de lágrimas de medo, mas ele não se mexeu — Eu não vou te machucar, amor. — murmurou dando alguns passos adiante e descendo os degraus que levavam ao mastro e a Igreja, se aproximando do ofegante Pac sentado no banco da praça — Eu só quero te provar que tudo que eu te disse é verdade.

Quando perto o suficiente, estendeu a mão, sorrindo gentilmente para Tarik.

— Você não é real. Eu não tenho dormido direito, estou ficando louco. — abaixou a cabeça, cobrindo o rosto com as mãos.

— Há um Drácula na sua frente, e você se recusa a crer? — bufou — Vou te levar para um vôo. Você adorava voar comigo, Pac.

— Pare de falar, por favor! Não te quero me chamando pelo meu apelido, ou de “amor”! — Pacagnan se levantou irritado, andando até seu carro e abrindo a porta do passageiro, soltando o notebook ali. Quando fechou a mesma, não teve tempo nem de pensar.

Seus pés se afastaram bruscamente do chão, e dois braços fortes seguravam firme em sua cintura. Fechou os olhos com força, sentindo tontura.


Notas Finais


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